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Título: Sexo não é brincadeira: o sentido de infância para adolescentes inseridas na exploração sexual comercial
Autor(es): Farias, Deliane Macedo de
Palavras-chave: Exploração sexual comercial;Significação de infância;Constituição do sujeito;Commercial sexual exploitation;Meaning of childhood;Personal constitution
Data do documento: 31-Mar-2008
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: FARIAS, Deliane Macedo de. Sexo não é brincadeira: o sentido de infância para adolescentes inseridas na exploração sexual comercial. 2008. 178 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia, Sociedade e Qualidade de Vida) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2008.
Resumo: The childhood has being highlighted by the great concern about the several contexts in which children are inserted, amongst them, commercial sexual exploitation (CSE). The experience of this violence process brings implications to the person constitution. Thus, this research aimed to understand how commercial sexual exploited adolescents to signify the childhood. Participated of this research four female adolescents that had been assisted by Programa de enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (Sentinela) , with ages between 12 and 17 years. The corpus was composed by the combination of the semi-structured interview and other procedures, like childish stories, draws and photography. Moreover, we used another instruments to constitute the corpus, like the documental research and we proposed the construction of a life story book of each participant. The corpus was analyzed through the Thematic Content Analysis. Five thematic axes emerged from the participants discourse and theoretical perspective: dynamical of family, scholar process, ludic behavior, conception of childhood and insertion on CSE process. The participants presented a conception about childhood as been a preparation and education phase to ingress in adult life. In other words, while children do not grown up, they go to the school, plays, lives with family, are happy and do not have any responsibilities. Nevertheless, the life experience of these girls was implicated by negligence, sexual abuse, child labor, institutionalization and, evidently, the commercial sexual exploitation. Understanding that the childhood experienced by adolescent, as well as, her insertion on CSECA, constitutes her, while person, we investigated how the interrelation expresses it on participants future perspectives. Their goals are defined based on family constitution and professional improvement, although feelings of disillusion and pessimism had been showed up in some moments. According these results, we pointed to the necessity of the effective proposals that promote real improvement of adolescents life quality, through, in which they could to create alternatives to get over the several risks in which they are exposed, mainly, the CSECA condition
metadata.dc.description.resumo: Observamos que a infância vem sendo alvo de grande preocupação nos tempos atuais, constituindo-se em diversos contextos, dentre eles, o da exploração sexual comercial (ESC). A vivência de tal processo de violência traz implicações para a constituição do sujeito. Nesse sentido, esta pesquisa objetivou compreender como adolescentes em situação de exploração sexual comercial significam a infância. Participaram da pesquisa quatro adolescentes do sexo feminino, com idades entre 12 e 17 anos, atendidas pelo Programa de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (Sentinela). Para composição do corpus de pesquisa, aliamos a entrevista semi-estruturada a outros procedimentos, como histórias infantis, desenho e fotografia. Acrescente-se a esses procedimentos a análise documental e a construção de um álbum da história de vida de cada participante. O corpus foi analisado à luz da Análise de Conteúdo Temática. Cinco eixos temáticos emergiram dos relatos das participantes e das reflexões teóricas, a saber: dinâmica familiar, processo de escolarização, ludicidade, concepção de infância e o processo de inserção na ESCCA. Pudemos observar que as participantes têm uma concepção de infância marcada pela idéia desta enquanto fase de preparação e de educação para o ingresso na cultura adulta. Ou seja, enquanto não cresce, a criança vai à escola, brinca, mora com a família, é feliz e não tem responsabilidades. Porém, a vivência de infância dessas meninas foi comprometida por situações de negligência, especialmente materna, abuso sexual, trabalho infantil, institucionalização e, evidentemente, de exploração sexual comercial. Entendendo que as vivências de infância, assim como a inserção na ESCCA, são constitutivos do sujeito, investigamos como essa inter-relação se manifesta nas perspectivas de futuro das participantes. Essas definem suas metas com base na constituição de uma família e na formação profissional, embora sejam atravessadas por sentimentos como desilusão e pessimismo, em alguns momentos. Diante desses resultados, apontamos para a necessidade da efetivação de propostas de melhoria concreta na qualidade de vida dessas adolescentes, a partir das quais poderão criar alternativas para superar os diversos riscos aos quais estão expostas, em especial a condição de ESCCA
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/17422
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