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Título: Macrofauna de ambientes não consolidados adjacentes à recifes da área de proteção ambiental dos recifes de corais Rio Grande do Norte, Brasil
Autor(es): Viana, Marina Gomes
Palavras-chave: Ambiente tropical. Macrofauna bentônica. Halodule wrightii. Áreas não vegetadas. Hidrodinâmica. Sazonalidade;Tropical areas. Benthic macrofauna. Halodule wrightii. Non-vegetated areas. Hydrodynamic, Seasonality
Data do documento: 16-Dez-2013
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: VIANA, Marina Gomes. Macrofauna de ambientes não consolidados adjacentes à recifes da área de proteção ambiental dos recifes de corais Rio Grande do Norte, Brasil. 2013. 156 f. Tese (Doutorado em Bioecologia Aquática) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2013.
Resumo: This study aimed to characterize, for the first time, the benthic invertebrates that inhabit the region of soft bottoms adjacent to the APARC reefs in order to situate them as an important component of infralittoral coastal areas of Northeast Brazil. Soft bottoms areas of APARC corresponds to infralittoral zones vegetated by seagrass Halodule wrightii and unvegetated infralittoral zones, both subjected to substantial hydrodynamic stress. Through scuba diving, biological and sedimentary samples of both habitats were analyzed, with a cylindrical sampler. We identified 6160 individuals belonging to 16 groups and 224 species. The most abundant macrofaunal group was Polychaeta (43%), followed by Mollusca (25%) and Crustacea (14%), what was expected for these environments. In the first chapter, regarding vegetated areas, we tested three hypotheses: the existence of differences in the faunal structure associated with H. wrightii banks submitted to different hydrodynamic conditions; the occurrence of minor temporal variations on the associated macrofauna of banks protected from hydrodynamic stress; and if the diversity of macrofauna is affected by both benthophagous predators and H. wrightii biomass. It was observed that macrofauna associated at the Exposed bank showed differences in structure when comparing the Protected bank, the granulometry of the sediments, that co-varies with the hydrodynamism, was the cause of these variations. The results also pointed to a lower temporal variation in the macrofaunal structure on the Protected bank and a negative relation between macrofaunal and benthophagous fish abundance. At the Exposed bank, a greater faunal diversity was observed, probably due to the higher seagrass biomass. The second chapter compares the vegetated and non-vegetated areas in order to test the hypothesis that due to greater seasonal stability in tropical environments, seagrass structure would act to distinguish the vegetated and non-vegetated areas macrofauna, over time. It was also expected that depositivores were the most representative invertebrates on non-vegetated environments, on the assumption that the seagrass bank would work as a source of debris to adjacent areas, enriching them. Considering all sampling periods, the total macrofauna abundance and diversity were higher in vegetated areas, when compared to non-vegetated ones. Seasonally, the structural complexity provided by Halodule differentiated more clearly the fauna from vegetated and non-vegetated areas, but only at the climatic extremes, i.e. Dry season (extreme climatic stability, with low hydronamism variation) and Rainy season (great hydrodynamism variation and probably vegetated bank burial). Furthermore, the high organic matter levels measured in the sandy banks coincided with an outstanding trophic importance of deposit feeders, proving the debris-carrying hypothesis. The last chapter focused on the non-vegetated areas, where we tested that the hypothesis infaunal halo in tropical reefs depending on local granulometry. In this context, we also tested the hypothesis that benthophagous fish predation would have an effect on the low abundance of macrofaunal groups due to the high hydrographic stress, thus allowing other predatory groups to have greater importance in these environments. Proving the hypothesis, no spatial variation, both on abundance families neither on community structure, occur along distance of the edge reefs. However, we found that complex combinations of physical factors (grain size and organic matter levels originated from local hydronamic conditions) covary with the distance from the reefs and has stronger influence on macrofauna than considered biological factors, such as predation by benthophagous fishes. Based on the main results, this study shows that unconsolidated areas around APARC reefs are noteworthy from an ecological and conservational point of view, as evidenced by the biota-environment and organismal relations, never before described for these areas
metadata.dc.description.resumo: Objetivou-se caracterizar, pela primeira vez, os invertebrados bentônicos que habitam a região de fundos moles adjacentes aos recifes da Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais (APARC), a fim de situá-los como importante componente das zonas infralitorais costeiras do Nordeste do Brasil. As áreas de fundos moles, ou não consolidadas, da APARC compreendem regiões de infralitoral, vegetadas pela angiosperma marinha Halodule wrightii, e regiões de infralitoral não vegetadas, ambas submetidas a um considerado estresse hidrodinâmico. Através de mergulho autônomo, foram analisadas amostras biológicas e sedimentares de ambos os habitats, com auxílio de amostrador cilíndrico de PVC. Foram identificados 6160 indivíduos, distribuídos em 16 grandes grupos e 224 espécies, sendo que o grupo macrofaunal mais abundante foi Polychaeta (43%), seguido de Mollusca (25%) e Crustacea (14%), resultado já esperado para ambientes não consolidados infralitorais. No primeiro capítulo, relacionado às áreas vegetadas, foram testadas três hipóteses: a existência de diferenças na estruturação da fauna associada a bancos de H. wrightii, submetidos a diferentes condições hidrodinâmicas; a ocorrência de menores variações temporais sobre a macrofauna associada aos ambientes mais protegidos do estresse hidrodinâmico; e se a diversidade da macrofauna é afetada, tanto pelos predadores bentófagos como pela biomassa da própria H. wrightii. Foi verificado que a macrofauna associada do banco Exposto apresentou diferenças na estruturação quando comparado ao banco Protegido, sendo a granulometria dos bancos, a qual varia conjuntamente com o hidrodinamismo, a responsável por estas variações. Os resultados também apontaram para uma menor variação temporal na estrutura da macrofauna no banco Protegido e uma relação negativa entre a abundância macrofaunal e peixes bentófagos. Já no banco Exposto, foi encontrada uma maior diversidade faunal, provavelmente em função da maior biomassa de gramínea. O segundo capítulo aborda uma comparação entre áreas vegetadas e não vegetadas, pretendendo testar a hipótese de que, em função de uma maior estabilidade sazonal nos ambientes tropicais, a estrutura da fanerógama atuaria na distinção da macrofauna associada entre áreas vegetadas e não vegetadas, ao longo do tempo. Também se esperava que os depositívoros fossem os invertebrados mais representativos nos ambientes não vegetados, partindo da premissa de que o banco de fanerógama funcionaria como fonte de detritos para áreas adjacentes, enriquecendo-as. Todavia, sazonalmente, a complexidade estrutural proporcionada por Halodule discriminou, com mais evidência, a fauna de áreas vegetadas de não vegetadas somente nas extremidades climáticas, isto é, no período Seco (extrema estabilidade climática, com pouca variação no hidrodinamismo) e no período Chuvoso (grande variação do hidrodinamismo e provável soterramento do banco vegetado). Além disso, os elevados teores de matéria orgânica medidos nos bancos arenosos coincidiram com uma destacada importância trófica dos depositívoros, comprovando a hipótese de carreamento de detritos. O último capítulo focou nas áreas não vegetadas, em que se testou a hipótese de que a variação da estrutura da macrofauna perto e longe ocorre em decorrência da granulometria. Neste contexto também foram testadas a hipótese de que a predação por peixes bentófagos teria um baixo efeito na abundância dos grupos da macrofauna em função do alto estresse hidrográfico, abrindo, assim, espaço para outros grupos de predadores bentófagos terem uma maior importância nestes ambientes. Comprovando as hipóteses levantadas, não foi verif icada variação espacial significativa entre as distâncias da borda dos recifes, tanto na abundância das principais famílias identificadas como na estrutura geral das comunidades bentônicas. Entretanto, verificou-se que uma complexa combinação de fatores físicos (tamanho do grão e teor de matéria orgânica derivadas das condições hidrodinâmicas locais) variam conjuntamente com a distância e influencia mais a macrofauna do que os fatores biológicos considerados, como a predação por peixes bentófagos. Com base nos principais resultados encontrados, este trabalho mostrou que as áreas de fundos não consolidados do entorno dos recifes da APARC merecem destaque do ponto de vista ecológico e de conservação, pois evidenciou-se importantes relações da biota com o ambiente e da biota com outros organismos não descritas antes para estas áreas
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/18718
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