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Título: Mecanismos de alojamento de magmas granitóides :exemplo do plúton de Japi(RN)
Autor(es): Hollanda, Maria Helena Bezerra Maia de
Palavras-chave: Plutonismo brasiliano;Magnetismo alcalino;Zona de cisalhamento dúctil;Mecanismos de transportem de magmas;Alojamento de magmas
Data do documento: 17-Mar-1998
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: HOLLANDA, Maria Helena Bezerra Maia de. Mecanismos de alojamento de magmas granitóides :exemplo do plúton de Japi(RN). 1998. 134 f. Dissertação (Mestrado em Geodinâmica; Geofísica) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 1998.
Resumo: This dissertation describes the igneous suites of the Japi granitoid pluton, intrusive in the Paleoproterozoic gneiss-migmatite complex of the eastern domain of the Seridó Belt, northeastern Brazil. Field relations show that the pluton is affected by strong deformation associated to the Brasiliano orogeny (known as the D3 phase) , with a NW-trending extensionalleft-hand senestral shear zone (the Japi Shear Zone, JSZ) bordering the intrusive body to the west. Four plutonic suites are found in the main pluton and as satellyte intrusions, besides Iate pegmatite and pink leucogranites. An alkaline granitoid suite, dominated by syenogranites bearing sodic augite (and subordinate hornblende), define a main elliptical intrusion. In its northern part, this intrusion is made up by concentric sheets, contrasting with a smaller rounded stock to the south. These granites display a pervasive solid-state S>L fabric developed under high T conditions, characterized by plastic deformation of quartz and feldspar. It is especially, developed along the border of the pluton, with inward dips. A regular magmatic layering is present sometimes, parallel to the tectonic foliation. The syntectonic emplacement as regards to the Brasiliano (D3) event is indicated by the common occurrence of dykes and sheets along transtensional or extensional sites of the major structure. Field relations attest to the early emplacement of the alkaline granites as regards to the other suites. A basic-to-intermediate suite occurs as a western satellyte body and occupying the southern tail of the main alkaline pluton. It comprises a wide variety of compositional terms, including primitive gabbros and gabbro-norites, differentiated to monzonitic intermediate facies containing amphibole and biotite as their main mafic phases. These rocks display transitional high-K calc-alkaline to shoshonitic affinities. Porphyritic monzogranite suítes commonly occur as dykes and minor intrusives, isolated or associated with the basic-tointermediate rocks. In the latter case, magma mingling and mixing features attest that these are contemporaneous igneous suites. These granites show K-feldspar phenocrysts and a hornblende+biotite+titanite assemblage, displaying subalkaline/monzonitic geochemical affinities. Both suites exhibit SL magmatic fabrics overprinting or transitional to solid-state D3 deformation related to the JSI. Chemical data clearly show that they are related to different parental magmas. Finally, a microgranite suite occurs along a few topographic ridges paralell to the JSI. It comprises dominantly granodiorites with a mineralogy similar to the one of the porphyritic granitoids. However, discriminant diagrams show their distinct calc-alkaline affinity. The granodiorites display an essencially magmatic fabric, even though an incipient D3 solid-state structure may be developed along the JSI. Intrusion relationships with the previous suites, as well as regards to the D3 structures, point to their Iate emplacement. All these suites are intrusive in a Paleoproterozoic, high-grade gneiss-migmatite complex affected by two previous deformation phases (D1, D2). The fabrics associated with these earlier events are folded and overprinted by the younger D3 structures along the JSZ. The younger deformation is characterized by NE-dipping foliations and N/NE-plunging stretching lineations. In the JSZ northern termination the foliation acquires an ENE orientation, containing a stretching lineation plunging to the south. Symmetric kinematic cri teria developed at this site confirms the transpressional termination of the JSZ, as also shown by orthorrombic quartz c-axis patterns. E-W-trending d extra I shear zones developed in the central part of the JSZ are interpreted as antithetic structures associated to the transtensional deformation along the JSZ. This is consistent with its extensional-transcurrent kinematics and a flat-and-ramp geometry at depth, as shown by gravimetric data. The lateral displacement of the negative residual Bouguer anomalies, as regards to the main outcropping alkaline pluton, may be modelized by other deeper-seated granite bodies. Based on numerical modelling it was possible to infer two distinct intrusion styles for the alkaline pluton. The calculated model values are consistent with an emplacement by sheeting for the northern body, as already suggested by satellyte imagery and field mapping. On the other hand, the results point to a transition towards a diapir-related style associated to the smaller. southern stock. This difference in intrusion styles may relate to intensity variations and transtensional sites of the shear deformation along the JSZ. Trace element and Sr and Nd isotopes of the alkaline granites are compatible with their derivation trom a more basic crustal source, as compared to the presently outcropping highgrade gneisses, with participation (or alternatively dominated by) of an enriched lithospheric mantle component. Like other igneous suites in the Seridó Belt, the high LlL contents and fractionated REE patterns of the basic rocks also point to an enriched mantle as the source for this kind of magmatism. Geochemical and isotope data are compatible with a lower crustal origin for the porphyritic granites. On the basis of the strong control of the JSZ on the emplacement of lower crustal (porphyritic and alkaline granites) or lithospheric mantle (basic rocks, alkaline granites or a component of them) magmas, one may infer a deep root for this structure, bearing an important role in magma extraction, transport and emplacement in the Japi region, eastern domain of the Seridó Belt
metadata.dc.description.resumo: Os resultados apresentados nesta dissertação mostram a ocorrência de uma assembléia de suítes ígneas compondo um pequeno plúton granitóide (o plúton de Japi), intrusivo no bloco gnáissico-mignatítico oriental da Faixa Seridó (o Maciço São José do Campestre), nordeste do Brasil. As relações de campo mostram que este corpo é afetado por forte deformação relacionada ao evento Brasiliano (a fase D3 regional), especialmente retratada por uma zona de cisalhamento extensional-transcorrente sinistral, de trend NW, situada adjacente e a oeste do plúton (a Zona de Cisalhamento Japi, ZCJ). Quatro suítes ígneas são individualizadas no plúton, além de pegmatitos e diques de leucogranitos róseos, tardios. Uma suíte de granitóides alcalinos, dominada por sienogranitos com augita sódica (e subordinadamente hornblenda), compõe a intrusão elipsoidal principal. Essa intrusão, no seu setor norte, é caracterizada pela coalescência de sheets concêntricos e, no setor mais a sul, por um stock subcircular de menor dimensão. Esses granitos mostram um fabric de estado sólido S>L penetrativo, de alto grau, definido pelo estiramento de quartzo e feldspato, desenvolvido especialmente nas bordas do plúton, e com mergulhos em direção ao interior do corpo. Este fabric se superpõe a um acamamento magmático evidenciado pela alternância de bandas máficas e quartzo-feldspáticas. Alojamento sintectônico com respeito ao evento D3, é indicado por sua frequente disposição em sítios transtracionais desenvolvidos durante esta fase. Suas relações de campo atestam um posicionamento precoce com relação às demais suítes. Uma suíte básico-intermediária ocorre como um corpo satélite a oeste do maciço alcalino, e na terminação em cauda, a sul do maciço. Compreende uma ampla variedade de termos composicionais, incluindo tipos básicos, gabros e gabronoritos, diferenciados a termos intermediários, dominados por composições monzoníticas e paragênese máfica definida por anfibólio+biotita. Em diagramas discriminantes de séries magmáticas, este magmatismo apresenta natureza transicional entre cálcio-alcalina de alto potássio a shoshonítica. Uma suíte de monzogranitos porfiríticos ocorre comumente como diques e intrusões menores, isoladas ou associadas com as rochas básicas-intermediárias. Neste último caso, feições marcantes de magma mingling e mixing são indicativas de contemporaneidade de intrusão entre essas duas suítes. São petrograficamente caracterizados pela presença de fenocristais de K-feldspato dispersos na matriz, e pela assembléia máfica hornblenda+biotita+titanita, apresentando afinidade subalcalina/monzonítica. Ambas as suítes exibem fabric magmático (SL), superposto por, ou transicional a, um fabric tectônico D3, especialmente desenvolvido ao longo da ZCJ. Os dados químicos mostram claramente que estas suítes se relacionam a diferentes magmas parentais. Por fim, uma suíte microgranítica ocorre como serras alinhadas adjacentes à ZCJ. Compreende dominantemente granodioritos com mineralogia similar àquela apresentada pelos granitóides porfiríticos. Todavia, diagramas discriminantes evidenciam sua natureza cálcio-alcalina. Exibem um fabric essencialmente magmático, embora ao longo da ZCJ desenvolvam um fabric de estado sólido (D3) incipiente. Suas relações de intrusão com as suítes precedentes, bem como com as estruturas D3, indicam um posicionamento tardio. Estas suítes são intrusivas em um complexo gnáissico-migmatítico de alto grau metamórfico, paleoproterozóico, afetado por duas fases de deformação regional mais antigas (D1. D2). Os fabrics associados a essas deformações são dobrados e superpostos por um fabric mais jovem (D3). Ao longo da ZCJ, esse fabric é caracterizado por foliações (S3/C3) com fortes mergulhos para NE e uma lineação de estiramento (Lx3) associada, com caimento dominante para N/NE. Na terminação norte da ZCJ, a foliação adquire um orientação ENE, desenvolvendo uma lineação Lx3 com caimento para sul. Critérios de dupla assimetria desenvolvidos neste setor identificam uma terminação transpressional da ZCJ, adicionalmente confirmado por padrões ortorrômbicos de eixos-c de quartzo. O reconhecimento de cisalhamentos dextrais E-W, de 2° ordem, desenvolvidos na porção central da ZCJ e interpretados como um par antitético dessa estrutura, indicam a atuação de um componente extensional na direção NE, conferindo à ZCJ um caráter extensionaltranstracional. Essa cinemática é possivelmente favorecida por uma geometria em pisos e rampas em profundidade. Dados gravimétricos são consistentes com esta hipótese. O deslocamento lateral das anomalias Bouguer residuais negativas, com relação à localização do plúton, conduziu à admissão de corpos graníticos maiores em subsuperfície, como modelo para ajuste das curvas gravimétricas observada e calculada. A partir de modelamento numérico, foi possível determinar dois estilos distintos de intrusão para o plúton alcalino. Os valores obtidos no cálculo são consistentes com um alojamento por diques para a porção norte deste corpo, como já sugerido pela análise de imagens de satélite. Contrariamente, os resultados mostraram uma transição no estilo de alojamento para um padrão que se assemelha a diápiros mais a sul, inferido pela geometria subcircular do stock. Essa diferença em estilos de intrusão deve estar relacionada à variação na intensidade da deformação cisalhante e à disposição de sítios de transtração associada ao desenvolvimento da ZCJ. Padrões de elementos traços e dados isotópicos de Sr e Nd para os granitos alcalinos são compatíveis com sua derivação a partir de uma fonte crustal de composição mais básica que a encaixante na região, com participação (ou alternativamente) de um componente mantélico geoquimicamente enriquecido. À semelhança de outras suítes na Faixa Seridó, os altos teores em LlL e padrões fracionados em ETR das rochas básicas conduzem à interpretação de uma fonte mantélica originalmente enriquecida, envolvida na gênese desse magmatismo. Dados geoquímicos e isotópicos são compatíveis com uma origem infracrustal para os granitóides porfiríticos. A julgar pelo forte controle da ZCJ no alojamento de magmas oriundos da crosta inferior (granitos porfiríticos e alcalinos) ou manto litosférico (dioritos, granitos alcalinos?) é inferido um enraizamento profundo dessa estrutura, com importante papel na extração, transporte e alojamento dos magmas na região de Japi, domínio oriental da Faixa Seridó
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/18763
Aparece nas coleções:PPGG - Mestrado em Geodinâmica e Geofísica

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