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Título: Estudos sedimentológicos e o contexto estrutural da formação Serra do Martins, nos platôs de Portalegre, Martins e Santana/RN
Autor(es): Menezes, Maria Rosilene Ferreira de
Palavras-chave: Rochas siliciclásticas;Fáceis;Petrografia;Diagênese;Deformação
Data do documento: 30-Mar-1999
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: MENEZES, Maria Rosilene Ferreira de. Estudos sedimentológicos e o contexto estrutural da formação Serra do Martins, nos platôs de Portalegre, Martins e Santana/RN. 1999. 197 f. Dissertação (Mestrado em Geodinâmica; Geofísica) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 1999.
Resumo: This dissertation deals with sedimentological and structural framework of the siliciclastic rock of the Serra do Martins Formation (FSM) in the Portalegre, Martins and Santana plateau, located to the south of Potiguar Basin, in the southwest and central Rio Grande do Norte state. This formation, regarded as of Oligo-Miocene age based on intrusive relations of the Miocene Macau volcanics, has a still disputable age due to the lack of appropriate bio and/or chronostratigraphic markers. The FSSM deposits crop out along 650 to 750 m high plateau, as a remanescent sedimentary cover directly overlying topographically uplifted pre-cambrian crystalline rocks. During the last decades, these deposits were interpreted according to a Tertiary paleoclimatic evolutionary model, associated to pedogenetic processes. The sedimentological characterization of the FSM was done through a detailed study of its facies, petrography and diagenetic features. The facies study was based on description of field relations, textures and structures, the piling up of the strata and their lateral variations. The FSM was deposited by an anastomosing to coarse-meandering fluvial system, including deposits of lag, cannel-fill, ouver-bank and flood plain. The petrographic composition of the sediments, coupled to their facies and paleocurrent directions, suggest a rather distal sourcearea, to the south of the present plateau. The diagenetic study identified an incipient grain mechanical compaction, pronounced dissolution of the framework, matrix and/or cement components, intense precipitation of kaolinite, silic and, eventually, iron oxides, besides mechanical infiltration of the clays. Most of these events, regarded in the literature as associated to near-surface conditions (eo or telodiagenesis), indicate the FSM sediments were never deeply buried. Topographic relations along longitudinal and transversal sections reaching the Potiguar Basin to the north identified regional dips that allow to discuss stratigraphic correlations between the FSM and the basin formations. The sedimentological features of the different units and the intrusive relations of the Macau volcanics were also considered in these correlations,which support the Oligo-Miocene age previously accepted for the FSM. Concerning the tectonic framework of the FSM, this work investigated the pre-cambrian to cretaceous heritage and the cenozoic deformation, allowing the recognition of pre-, sin and post-FSM structures. The crystalline basement, belonging to the Seridó Belt, displays NE and WNW foliation trends related to the Brasiliano-age ductile shear zones. In this terrain, brittle-ductile and brittle NE- and NW-trending structures, associated with extensional joints filled with pegmatites and quartz veins, are related to an E-W compression by the end of Brasiliano Cycle. The E-W joints and NE-trending fractures were reactivated by N-S to N-S to NW extension during late Jurassic to Cretaceous times, controlling the emplacement of the Rio Ceará-Mirim basic dyke swarm and the opening of the Potiguar rift basin
metadata.dc.description.resumo: Esta dissertação aborda a caracterização sedimentológica e estrutural das rochas siliciclásticas da Formação Serra do Martins (FSM), no contexto dos platôs de Portalegre, Martins e Santana, situados a sul da Bacia Potiguar, nas porções sudoeste e central do Rio Grande do Norte. A referida formação, admitida por alguns pesquisadores como oligomiocênica, baseado em relações de intrusão com Vulcanismo Macau, tem idade ainda discutível, por não apresentar registros bio e/ou crono-estratigráficos que a posicionem temporalmente. Os depósitos da FSM, nos platôs estudados, afloram entre as cotas de 650 a 750 m e constituem um capeamento sedimentar remanescente, repousando discordantemente sobre rochas precambrianas do embasamento cristalino, topograficamente elevado. Nas últimas décadas, esses depósitos foram interpretados por alguns pesquisadores como o resultado de uma evolução paleoclimática do Terciário, associados a processos pedogenéticos. Neste trabalho, a caracterização sedimentológica das rochas da FSM está representada por descrições faciológicas, identificação dos aspectos petrográficos e das feições diagenéticas. A sistemática adotada no estudo das fácies, envolvendo a descrição dos aspectos de campo (p. ex. texturas e estruturas sedimentares), levantamento de perfis seqüenciais do empilhamento vertical dos estratos e elaboração de seções mostrando a suas relações laterais, revela que os litótipos da FSM são oriundos de um sistema fluvial entrelaçado a meandrante grosso. Esse sistema fluvial é representado principalmente pelos depósitos de fundo de canal, preenchimento de canal, transbordamento de canal e de planície de inundação. A petrografia, envolvendo os aspectos composicionais, associada a algumas características faciológicas e direções de paleocorrentes, mostra que a área fonte desse sedimentos esteve relativamente distante, a sul dos platôs estudados. O estudo diagenético caracteriza como eventos principais uma compactação mecânica incipiente dos grãos, pronunciada dissolução dos constituintes do arcabouço, matriz e/ou cimento, precipitação intensa de caulinita, sílica e, eventualmente, óxidos de ferro, além de infiltração mecânica de argilas. Muitos desse eventos, associados na literatura a condições superficiais (eo ou telodiagênese), revelam que os sedimentos da FSM não foram submetidos a soterramentos pronunciados. As relações topográficas levantadas em seções aproximadamente longitudinais e transversais à Bacia Potiguar, permitem identificar algumas condições de mergulho através das quais podem ser discutidos os elos de correlação entre os depósitos da FSM e outras unidades dessa Bacia. Os estudos sedimentológicos deste trabalho e as relações de intrusão com o Vulcanismo Macau também foram utilizadas nessas correlações, apoiando a idade oligomiocênica tradicionalmente assumida para a FSM. No tocante ao contexto estrutural da FSM, foram investigadas a herança precambriana a cretácea, e a deformação cenozóica, incluindo a caracterização de feições de deformação pré-, sin- e pós-FSM. O embasamento cristalino está estruturado segundo trends NE e ONO associados às zonas de cisalhamento dúcteis brasilianas da Faixa Seridó. No substrato cristalino são reconhecidas estruturas frágeis a dúctil-frágeis de direção NE e NO, associadas a juntas de extensão preenchidas por pegmatitos e veios de quartzo, oriundas dos esforços compressivos E-O dominantes no final do Ciclo Brasiliano. As juntas E-O e fraturas NE foram reativadas por extensão N-S a NO no final do Jurássico ao início do Cretáceo, sendo preenchidas por diques de diabásio do Vulcanismo Rio Ceará-Mirim e controlando a abertura do Rifte Potiguar. A deformação sin-FSM está representada por estruturas de fluidização, observadas em algumas exposições do platô de Portalegre, indicando a reativação dos cisalhamentos precambrianos. Nas feições tectônica pós-FSM, foram identificadas duas direções principais de lineamentos, NE e NO, além de uma outra subordinada, N-S, que em macroescala marcam os trends erosivos dos platôs. A nível de afloramento, essas orientações normalmente coincidem com padrões de fraturamentos os quais, embora possuam poucos indicadores cinemáticos, mostram em geral uma boa correspondência com a compressão N-S neo-terciária sugerida para a região (Dantas 1998, na Bacia Potiguar). Fraturas NE e NO com cinemática condicionada à compressão E-O olocênica foram também caracterizadas no domínio sedimentar das serras estudadas, controlando a erosão ou preservação da FSM. A ocorrência de marcadores crono-estruturais unusuais (preenchimento de fraturas por travertino, cascalho ou óxido de ferro) nos levou a investigar a deformação holocênica no embasamento cristalino dos platôs, com base nas exposições da Grota da Fervedeira, aba norte da Serra de Santana. Os padrões de fraturamento, reconhecidos nesse riacho, como feições de deformação neotectônica, evidenciaram um campo de tensões mais complexo, atuante desde o Terciário superior ao Quaternário, onde os esforços principais são de extensão em todas a direções, esforços estes tentativamente atribuídos a um domo térmico associado ao Vulcanismo Macau (de idade miocênica), e que parece perdurar até o Recente
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/18770
Aparece nas coleções:PPGG - Mestrado em Geodinâmica e Geofísica

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