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Título: Evolução estrutural e termocronológica meso-cenozóica da Zona de Cisalhamento Portalegre, Nordeste do Brasil
Autor(es): Nóbrega, Mirnis Araújo da
Palavras-chave: Geodinâmica;História estrutural;Estudo geológico-estrutural;Reativação;Análise traços de fissão;Bacias sedimentares;Reactivation;Fission tracks analysis;sedimentary basins
Data do documento: 16-Fev-2004
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: NÓBREGA, Mirnis Araújo da. Evolução estrutural e termocronológica meso-cenozóica da Zona de Cisalhamento Portalegre, Nordeste do Brasil. 2004. 89 f. Dissertação (Mestrado em Geodinâmica; Geofísica) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2004.
Resumo: The Portalegre shear zone (ZCPa), which is located in the Rio Grande do Norte and Paraíba states (Northeastern Brazil), is na important right-lateral, northeast-trending lineament formed during the Brazilian Orogenic Cicle). The ZCPa experienced na important brittle reactivation from the Mesozoic until the present. This reactivation led to the formation of the Gangorra, Pau dos Ferros, Coronel João Pessoa, Icozinho and Rio do Peixe basins. The reactivation northern parto f the ZCPa that marks the boundary of the Potiguar Basin is denominated Carnaubais Fault. Several fracture patterns were mapped along the ZCPa. Samples were collected in Neoproterozoic granite outcrops, along the ZCPa. These samples yielded AFT ages from 86±13 to 376±57 Ma, and the mean track length from 10.9±0.8 to 12.9±1.5 mm. Samples from the East block yielded mean ages of 103 Ma, mean track lengtn 12,1mm, and mean altitude 250m, whereas samples from West block yielded mean ages of 150 Ma, which reach 345 Ma and 220 Ma in the Pau dos Ferros and Coronel João Pessoa basins, respectively. Thermal history models were sorted out for each crustal block. Samples from West block recorded a thermal history from Carboniferous Period until the Permiano, when the block experienced gradual uplift until the Cretaceous, when it underwent downfaulting and heating until the Tertiary, and it eventually experienced a rapid uplift movement until recent times. Samples from the East block presented the same cooling and heating events, but at they occurred different times. The East block thermal record started ~140 Ma, when this block experienced cooling until ~75 Ma. Both blocks show a denundacion/erosional history more similar in the Tertiary. The AFT data indicate an important tectonic event ~140 Ma, when the West block experienced downfaulting and the East block experienced uplift. This tectonic process led to the generation of several sedimentary basins in the region, including the Potiguar basin. This tectonic event is also interpreted as a rift process caused by an E-W-trending extension. It the Tertiary, some heating events can be tentatively attributed to the macau volcanic event
metadata.dc.description.resumo: A Zona de Cisalhamento Portalegre (ZCPa) representa um importante lineamento de direção NNE, transcorrente dextral instalado durante o Ciclo Brasiliano, foi submetida a uma importante história tectônica rúptil durante o Mesozóico e o Cenozóico, propiciando a formação das bacias sedimentares interiores de Gangorra, Pau dos Ferros, Coronel João Pessoa, Icozinho e Rio do Peixe. A ZCPa esteve atuante na abertura do Gráben Potiguar que culminou na instalação da Bacia Potiguar. Observa-se ao longo da ZCPa, o desenvolvimento de diferentes padrões de fraturas. As amostras foram coletadas acompanhando o traço estrutural da zona de cisalhamento e as idades de AFT obtidas ficaram em um intervalo entre 86±13 e 376±57 Ma, e intervalo de tamanho médio de comprimento do traço de 10.9±0.8 e 12.9±1.5 mm. Para amostras da porção Leste, tem-se a concentração de idades de 103 Ma, comprimento médio de traços de 12,1mm, e altitudes médias de 250m. Para as amostras da porção Oeste, tem-se as idades em 150 Ma, localmente com idades mais antigas de 345 Ma na região da bacia de Pau dos Ferros e 220 Ma na Bacia de Coronel João Pessoa. Os modelos de história térmica separados para os dois grupos de amostras. As amostras do bloco Oeste registram uma história térmica que se inicia no período Carbonífero ao Permiano, apontando para um soerguimento gradual com baixa taxa de resfriamento até o início do Cretáceo quando há consistentes registros de um colapso do bloco sugerindo subsidência. No final do Terciário, até a época recente, foi registrado um soerguimento rápido com erosão acentuada, possivelmente em resposta a processos tectônicos e denudacionais. As amostras do bloco Leste, embora apresentem algumas similaridades de processos de resfriamento/aquecimento do bloco Oeste, mostram registros que começam no Cretáceo, com processo de resfriamento no final do Mesozóico. Ambos os blocos mostram uma história evolutiva similar no Terciário, com soerguimento e erosão, embora a taxa de denudação/resfriamento no bloco Leste seja mais acentuada, justificada como resposta ao ajustamento da tectônica destes blocos. Estes dados indicam que um importante evento tectônico, em 140 Ma, ocorria na região, gerando compartimentação dos blocos, gerando um ambiente propício para formação de calhas estruturais que evoluiriam para as então bacias interiores a sul, e instalação do Grabén Potiguar, na porção norte. Este evento, interpretado com um processo de rifteamento resulta da atuação de esforços distensionais E-W. Já no Terciário, tem-se registro de aquecimento comum nos blocos, que pode ser atribuído aos efeitos de alçamento das isotermas, provocados pelo Vulcanismo Macau na região
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/18799
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