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Título: O ensino do lidar com a morte no contexto da atenção primária à saúde no curso de graduação em medicina
Título(s) alternativo(s): Teaching how to deal with death within the context of primary health care in an undergraduate medicine course
Autor(es): Vasconcelos, Marcos Oliveira Dias
Palavras-chave: Atenção primária à saúde;Educação médica;Morte;Docentes
Data do documento: 22-Dez-2014
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: VASCONCELOS, Marcos Oliveira Dias. O ensino do lidar com a morte no contexto da atenção primária à saúde no curso de graduação em medicina. 2014. 110f. Dissertação (Mestrado Profissional em Saúde da Família) - Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2014.
Resumo: Along time, progress in science and in the biomedical technology was increasingly expanded, contributing to the false idea of a possible control and domination of death. Death is an interdicted theme, avoided both in the lay society and in the dialogue between physicians and patients, as it is considered a professional failure in the health field. Teaching how to deal with death in the medical education has been the object of attention of some authors, but changes in the medical education to deepen this theme have occurred in a very slow pace. The aim of this research was to understand the trajectories of teaching how to deal with death within the context of Primary Health Care (PHC). It is a qualitative study based on the collaboration of teachers from the undergraduate medicine course at the Federal University of Paraíba (UFPB), who were chosen among the teachers involved in curriculum experiences within PHC. Two techno-methodological strategies were combined: in-depth interviews following a script and workshops using projective “scenes”. Gadamer’s Hermeneutic was used for the analysis and interpretation of the discourses. We have identified in the results that, to the teachers, dealing with death can be conceived according to four roles or competences in the search for a humanized care: trying to save, promoting quality of death, being present until the end, and enhancing the dimension of spirituality. For the teachers, teaching how to deal with death should be based on a multidimensional approach, along the whole medical education. In spite of the existence, in the PHC pedagogical practices, of an active teaching-learning proposal, based on the problematization of concrete situations, aiming to shorten the distance between technical and human education, the teachers have expressed that teaching how to deal with death in UFPB is, in general, insufficient and mostly technicist. Thus, limits of the PHC curriculum spaces to teach how to deal with death are: technified, fragmented teaching practices with traditional evaluation and methodologies; the need for greater pedagogical depth and integration in the undergraduate medical curriculum; and the weaknesses of the PHC services. Strengths of the PHC curriculum spaces to teach how to deal with death were: closeness to the dynamics of the illness process and fights of the population; and the construction of more dialogical practices, aimed to the enhancement of the students’ protagonism and the interdisciplinary work. This way, PHC can contribute to the implementation of more integrated, continuous, longitudinal, contextualized, and person-centered pedagogical practices. At the same time, the teaching-service relationship, concerned with the improvement of the care in the illness process and in dying, can qualify and strengthen PHC
metadata.dc.description.resumo: Ao longo do tempo, os avanços na ciência e na tecnologia biomédica foram cada vez mais incrementados, contribuindo para a falsa ideia sobre a possibilidade de controle e domínio da morte. A morte é um tema interditado, evitado tanto na sociedade leiga quanto no diálogo entre médicos e pacientes, pois é encarada como um fracasso profissional na área da saúde. O ensino do lidar com a morte na educação médica tem sido objeto de atenção de alguns autores, mas mudanças na formação médica com o aprofundamento dessa temática ocorrem muito lentamente. O objetivo desta pesquisa foi compreender os caminhos do ensino do lidar com a morte no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS). Trata-se de uma pesquisa qualitativa feita a partir da colaboração de professores do curso de medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), escolhidos entre os docentes envolvidos em experiências curriculares na APS. Foram combinadas duas estratégias tecno-metodológicas: entrevistas em profundidade com roteiro e oficina com utilização de “cenas” projetivas. Recorremos à Hermenêutica Gadameriana para a análise e interpretação dos discursos. Nos resultados, identificamos que, para os docentes, o lidar com a morte pode ser concebido por quatro papéis ou competências na busca de um cuidado humanizado: tentar salvar, promover qualidade de morte, estar presente até o fim e valorizar a dimensão da espiritualidade. Para os docentes, o ensino do lidar com a morte deveria acontecer a partir de uma abordagem multidimensional, ao longo de toda a formação médica. Apesar de, nas práticas pedagógicas em APS, haver uma proposta de ensino-aprendizagem ativa, baseada na problematização de situações concretas, que busca diminuir a distância entre a formação técnica e humana, os docentes apontaram que o ensino do lidar com a morte na UFPB, de forma geral, é insuficiente e hegemonicamente tecnicista. Assim, são limites dos espaços curriculares na APS para o ensino do lidar com a morte: práticas de ensino tecnificadas, fragmentadas, com avaliações e metodologias tradicionais; a necessidade de maior aprofundamento pedagógico e de integração no currículo médico; e as fragilidades dos serviços de APS. Foram potências dos espaços curriculares na APS para o ensino do lidar com a morte: a aproximação com as dinâmicas de adoecimentos e lutas da população; e a construção de práticas mais dialógicas e voltadas para a valorização do protagonismo estudantil e do trabalho interdisciplinar. Neste sentido, a APS pode contribuir na implementação de práticas pedagógicas mais integradas, contínuas, longitudinais, contextualizadas e centradas nas pessoas. Ao mesmo tempo, que a relação ensino-serviço, preocupada com o aprimoramento do cuidado no adoecer e no morrer, pode qualificar e fortalecer a APS.
URI: http://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/19749
Aparece nas coleções:PPGSFN - Mestrado em Saúde da Família no Nordeste

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