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Título: O padrão de respiração oral repercute na qualidade do sono, função respiratória e capacidade funcional de crianças asmáticas?
Autor(es): Barbosa, Renata Ramos Tomaz
Palavras-chave: Criança;Asma;Respiração bucal;Sono
Data do documento: 22-Dez-2014
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: BARBOSA, Renata Ramos Tomaz. O padrão de respiração oral repercute na qualidade do sono, função respiratória e capacidade funcional de crianças asmáticas? 2015. 67 f. Dissertação (Mestrado em Fisioterapia) – Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia. Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2015.
Resumo: Introduction: Mouth breathing is common in children with asthma and may cause structural changes which lead to a higher number of acute exacerbations. This study had the aim to analyze if mouth breathing causes damages in quality of sleep, lung functional and functional capacity of children with asthma comparing with healthy children. Methods: The sample consisted of children with asthma and healthy children aged 7-11 years old. All children underwent spirometry, anthropometric measurements and quality of sleep assessment. Children with asthma were divided into two groups: mouth breathing (19 children) and nasal breathing (17 children). A third group consisted of 15 healthy schoolchildren. Results: There were no differences regarding gender, age, height, weight and body mass index among groups. It was not found difference regarding asthma severity (P = 0.20) and different levels of asthma control (P = 0.70). Children with asthma from both groups had a higher occurrence of clinical signs of dyspnea upon exertion (P<0.001) when compared to healthy children. Children from the mouth breathing group showed worse quality of sleep related to disorders of initiating and maintaining sleep (P ≤ 0.05), sleep breathing disorder (P ≤ 0.01), excessive somnolence (P ≤ 0.05) and total score (P ≤ 0.01) when compared to the nasal breathing and the healthy children groups. Conclusion: Data from this study suggest that mouth breathing leads to repercussions on the development of sleep disorders in children with asthma.
metadata.dc.description.resumo: Pacientes asmáticos apresentam maior tendência a desenvolverem um padrão respiratório bucal e este fator pode contribuir para a patogênese da doença. A literatura fundamenta-se na hipótese da via aérea única que se refere à íntima relação entre vias as aéreas superiores e inferiores em decorrência do revestimento mucoso similar. Objetivo: observar a influência da respiração bucal e suas repercussões nos volumes e capacidades pulmonares, pressões respiratórias máximas, capacidade funcional e qualidade de sono de crianças asmáticas. Métodos: A população foi constituída por crianças entre 7-11 anos, encaminhadas de centros de referência para tratamento da asma pediátrica do município de Natal- RN e escolares saudáveis, vinculados a uma escola da rede pública do município de Natal-RN. Inicialmente, as crianças foram submetidas a uma avaliação de caráter clínico para estabelecer ou não a sua inclusão no referido estudo. Foram coletados dados acerca da história pregressa, história familiar, terapia medicamentosa e não-medicamentosa, além da avaliação do peso e altura para o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Todos os participantes do estudo foram submetidos á exames de Espirometria, Manuvacuometria, Teste de Caminhada de Seis Minutos (TC6M) e avaliação da qualidade do sono através da Escala de Distúrbios do Sono em Crianças (EDSC). Os participantes do estudo foram submetidos à avaliação fonoaudiológica e otorrinolaringológica e subdivididas em 3 grupos: crianças asmáticas respiradores bucais (n=19), crianças asmáticas respiradores nasais (n=17) , e grupo controle, formado pelos escolares saudáveis (n=15).Resultados: os grupos foram homogênios em relação à sexo, idade, altura, peso e IMC. Não foram observadas diferenças na gravidade da asma (p=0,20) e os níveis de controle da doença (p=0,70) entre os grupos estudados. As crianças asmáticas de ambos os grupos apresentaram maior frequência de sinais clínicos de dispneia à grandes esforços (p<0,05), quando comparadas às crianças saudáveis As crianças do grupo ARN apresentaram maior grau obstrutivo, avaliado pelo índice de tifeneau (VEF1∕CVF), quando comparadas à crianças saudáveis e ARO (p=0,02). Não houve diferença em relação à capacidade funcional entre os grupos do estudo (p>0,05), embora as crianças dos três grupos tenham apresentado melhor desempenho funcional no segundo TC6’ realizado (p< 0,01). Em relação à avaliação dos distúrbios do sono, observou-se que as crianças do grupo ARO apresentam prejuízos na qualidade do sono relacionados à distúrbios de início e manutenção do sono (p≤0,05), distúrbios respiratórios do sono (p ≤0,01), sonolência excessiva diurna (p≤0,05) e escore total (≤0,01), quando comparadas ás crianças saudáveis e do grupo ARN. Conclusão: O presente estudo revelou que o padrão respiratório oral contribui para alterações de função pulmonar e desenvolvimento de distúrbios do sono na asma pediátrica.
URI: http://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/20492
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