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Título: Emoções, documentos e subjetivação na construção de transexualidades em João Pessoa/PB
Autor(es): Alexandre, Juliana Ribeiro
Palavras-chave: Transexualidade;Emoções;Documentos;Subjetivação
Data do documento: 6-Out-2015
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: ALEXANDRE, Juliana Ribeiro. Emoções, documentos e subjetivação na construção de transexualidades em João Pessoa/PB. 2015. 200f. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2015.
Resumo: This research aims to understand how the affective components involved in transgender relations with documents constitute specific ways in which these people recognize themselves and build their bodies and their paths, their life projects and their relationship with others. We understand that the documents, if the personal identification or those produced by social movements, legal actors and health and the State, are experienced by trans people beyond administrative functions that are initially thought, but also involve a series of emotional experiences mark their subjective processes, in how these people produce themselves and design in the world their sociality networks. We elected as research field two institutions located in the city of João Pessoa (Paraíba State), noting the intense institutional movement, political, social in favor of the rights of transexuals that have occurred in that city in recent years. Thus, the Rights Reference Centre for LGBT and Fight Against Homophobia (Espaço LGBT) and Health Clinic of Transvestites and Transexuals (Ambulatório de Saúde de Travestis e Transexuais) were the spaces where we find our interlocutors and analyze their experiences with the documents noting two key aspects: the search for first name change in the civil registry and the relationship of trans people with documents produced by the health policies and services such as protocols, records, receipts and psychiatric reports. We realized that although there is disagreement about the perception that our interlocutors have on the documentation that regulates health services, all reported experiencing embarrassment in social situations when you have those who make use of a document that is not consistent with the performance and “social face” taken. In addition to the reports of embarrassment, we saw that the discussion of social distress and trauma has grounded the platforms of social movements, public policy, legal processes and become “narratives of pains” that present strong potential micro-political on demand for rights to “trans people”.
metadata.dc.description.resumo: Esta pesquisa tem como objetivo compreender de que forma os componentes afetivos envolvidos na relação de transexuais com os documentos constituem modos específicos através dos quais essas pessoas se reconhecem e constroem seus corpos e suas trajetórias, seus projetos de vida e sua relação com os outros. Entendemos que os documentos, sejam os de identificação pessoal sejam os produzidos pelos movimentos sociais, atores jurídicos e da saúde e pelo Estado, são experienciados pelas pessoas trans para além da função administrativa de que são inicialmente pensados, mas também comportam uma série de experiências emocionais que marcam seus processos de subjetivação, na forma como essas pessoas produzem a si mesmas e se projetam no mundo em suas redes de socialidade. Elegemos como campo de pesquisa duas instituições localizadas na cidade de João Pessoa (PB), observando o intenso movimento institucional, político, social em favor dos direitos à transexuais que vem ocorrendo nessa cidade nos últimos anos. Dessa forma, o Centro de Referência dos Direitos dos LGBT e Combate à Homofobia (Espaço LGBT) e o Ambulatório de Saúde de Travestis e Transexuais foram os espaços onde encontramos nossos interlocutores e analisamos suas experiências com os documentos observando dois aspectos centrais: a busca pela alteração de prenome no registro civil e a relação das pessoas trans com os documentos produzidos pelas políticas e serviços de saúde tais como os protocolos, os prontuários, as receitas e os laudos psiquiátricos. Percebemos que, embora haja divergências quanto a percepção que os nossos interlocutores têm sobre a documentação que regulamenta os serviços de saúde, todos relataram experimentar constrangimento nas situações de interação social quando tem quem fazer uso de uma documentação que não está coerente com a performance e “fachada social” que assumem. Além dos relatos de constrangimento, vimos que a argumentação do sofrimento social e do trauma tem embasado as plataformas dos movimentos sociais, das políticas públicas, os processos jurídicos e se convertem em “narrativas de dor”, que apresentam forte potencial micropolítico na demanda por direitos para as “pessoas trans”.
URI: http://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/20732
Aparece nas coleções:PPGAS - Mestrado em Antropologia Social

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