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Título: Aids em idosos no Brasil no período de 2000 a 2012: uma análise de série temporal e dos fatores contextuais associados
Autor(es): Santos, Marquiony Marques dos
Palavras-chave: Síndrome de Imunodeficiência Adquirida;Fatores socioeconômicos;Idoso;Estudos de séries temporais
Data do documento: 27-Fev-2015
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: SANTOS, Marquiony Marques dos. Aids em idosos no Brasil no período de 2000 a 2012: uma análise de série temporal e dos fatores contextuais associados. 2015. 60f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2015.
Resumo: The characteristics profile of individuals who develop AIDS in Brazil has changed over time. Among these modifications, a worrying finding is the increased incidence of AIDS in the elderly across the country. But, however, is not yet clear whether the increase in AIDS cases is sufficient to produce a change in the trend of measures in recent years in the Brazilian states, and this increase has an effect from the socioeconomic and demographic indicators. In this sense, the objective of this study is to analyze the AIDS incidence rates among the elderly in Brazil and its effect on socioeconomic and demographic inequalities in the period 2000 to 2012. This is an ecological time-series study to meet behavior of the time series of the incidence rates of AIDS in the elderly from 2000 to 2012. the rates were calculated using the secondary data from Diseases Information System Notification and the Brazilian Institute of Geography and Statistics. Data were analyzed statistically to know the trends in incidence rates, by polynomial regression model and joinpoint log-linear regression model, but also the simple linear regression analysis to find the relationship of trends with variables socioeconomic and demographic. SPSS 20.0® and Joinpoint 4.1.1 programs were used. All tests were carried out considering a significance of 5%. After the analysis, in Brazil were reported 62,052 new cases of AIDS in the elderly from 2000 to 2012. During this period, a significant increase was found for males, both aged 50-59 years (APPC: 3.46 %, p <0.001), such as above 59 years (AAPC: 4.38%; p <0.001). For females, the increase was significant and has the largest increments in the time series, when compared to males in both age groups (AAPC: 4.62%, p <0.001 and AAPC: 6.53%; p <0.001) respectively. The largest increases are observed in women and in the states of North and Northeast. In the Southeast Region is observed stabilization of rates throughout the series. The reason of trends between the sexes had a significant reduction, but also an approach in both age groups of the study, reaching a ratio of 1.7 males for every female in the youngest age group. The trends were related to illiteracy rates, with increasing social inequality and the lowest human development in the Brazilian states. We conclude that in Brazil the incidence of AIDS in the elderly follows an increasing trend in individuals over 50 years. Noteworthy are the highest rates of study in women and in the states of North and Northeast. In this sense, the country needs to enhance policies towards older people with STD / AIDS, training health professionals and developing effective measures for the prevention and early diagnosis of infected people, especially in places with limited resources and high social inequality. In the long term, it is developing new studies to understand whether the measures taken were effective in reducing the trends identified in this study.
metadata.dc.description.resumo: O perfil epidemiológico dos indivíduos que desenvolvem aids no Brasil mudou no decorrer do tempo. Dentre estas modificações, um dado preocupante é o aumento da incidência de aids em idosos em todo país. Mas, no entanto, ainda não está claro se o aumento dos casos de aids é suficiente para produzir uma mudança nas medidas de tendência nos últimos anos nos estados brasileiros, e se esse aumento possui um efeito a partir dos indicadores socioeconômico-demográficos. Neste sentido, o objetivo do presente estudo é analisar as taxas de incidência de aids em idosos no Brasil e o seu efeito nas desigualdades socioeconômico-demográficas, no período de 2000 a 2012. Trata-se de um estudo ecológico de séries temporais para conhecer o comportamento da série histórica das taxas de incidência de aids em idosos no período de 2000 a 2012. As taxas foram calculadas utilizando os dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Os dados foram submetidos a tratamento estatístico para conhecer as tendências das taxas de incidência, através do modelo de regressão polinomial e do modelo de regressão log-linear joinpoint, como também, a análise de regressão linear simples para conhecer a relação das tendências com as variáveis socioeconômico-demográficas. Foram utilizados os programas SPSS 20.0® e Joinpoint 4.1.1. Todos os testes foram realizados considerando uma significância estatística de 5%. Após a análise, no Brasil foram notificados 62.052 casos novos de aids em idosos no período de 2000 a 2012. Neste período, foi encontrado um crescimento significativo para o sexo masculino, tanto na faixa etária de 50 a 59 anos (APPC: 3,46%; p<0,001), como acima de 59 anos de (AAPC: 4,38%; p<0,001). Para o sexo feminino, o crescimento foi significativo e possui os maiores incrementos da série histórica, quando comparado ao sexo masculino, nas duas faixas etárias, (AAPC: 4,62%; p<0,001 e AAPC: 6,53%; p<0,001) respectivamente. Os maiores incrementos são observados em mulheres e nos estados das Regiões Norte e Nordeste. Nos estados da Região Sudeste observa-se estabilização das taxas em toda série histórica. As tendências da razão entre os sexos tiveram uma redução significativa, como também, uma aproximação nas duas faixas etárias do estudo, chegando a uma proporção de 1,7 homens para cada mulher na faixa etária mais jovem. As tendências estiveram relacionadas com as taxas de analfabetismo, com o aumento da desigualdade social e com o menor desenvolvimento humano nos estados brasileiros. Conclui-se que no Brasil a incidência de aids em idosos segue uma tendência de aumento em indivíduos maiores de 50 anos. Destacam-se os maiores índices do estudo em mulheres e nos estados das Regiões Norte e Nordeste. Nesse sentido, o país precisa aprimorar as políticas voltadas aos idosos com DST/aids, capacitando profissionais de saúde e desenvolvendo medidas eficazes para a prevenção e diagnóstico precoce das pessoas contaminadas, principalmente em locais com recursos limitados e com alta desigualdade social. Em longo prazo, cabe desenvolver novos estudos para compreender se as medidas tomadas foram eficazes para reduzir as tendências apontadas neste estudo.
URI: http://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/21214
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