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Título: O político nas imagens de A missão de Heiner Müller e O homem que era uma fábrica de Augusto Boal
Autor(es): Lima, Hélio Júnior Rocha de
Palavras-chave: Dramaturgia;Leitor emancipado;Literatura menor;Político na imagem;Teatro do oprimido;Teatro pós-dramático
Data do documento: 4-Mar-2016
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: LIMA, Hélio Júnior Rocha de. O político nas imagens de A missão de Heiner Müller e O homem que era uma fábrica de Augusto Boal. 2016. 210f. Tese (Doutorado em Estudos da Linguagem) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Resumo: Augusto Boal (Brasil) y Heiner Müller (Alemania) son dramaturgos del siglo XX que vivieron en países y contextos evidentemente distintos. Sin embargo, con la crisis del teatro burgués y de las condiciones de legitimidad del régimen de producción de este teatro, ambos presentan puntos de contacto en sus líneas y vectores teatrales que, frente a la universalidad cuestionable de la dramatización, llevan a la concepción de un teatro múltiple y perturbador del orden de lo sensible. Los procesos de escenificación contemporánea exige un adelantamiento del sentido político, desviando del juego de representaciones sociales, para dar lugar al trabajo deconstructor de imágenes como cisión entre la palabra y lo representado, entre lo legible y lo visible. Frente al expuesto, las escritas escénicas y, por eso, literarias de estos autores, sitios de singularización – no con ausencia de paradojas – capaces de movilizar manifestaciones e impases cuanto a las imágenes que ordenan o desordenan los textos dramáticos, traen para la contemporaneidad tensiones que llevan al teatro mismo, tanto a interpelarse como, en su fuerza plural, a encontrar pasajes para el nuevo. Llevar a la superficie aspectos políticos en las imágenes de los textos dramáticos, considerándolos en su inscripción literaria: “La misión: recuerdos de una revolución”, de Heiner Müller, y de “El hombre que era una fábrica”, de Augusto Boal, se hace un desafío, una vez que las imágenes pretendidas son aquellas con formas o materialidades todavía no visibles en la escena, podríamos decir, en estado virtual. Como imágenes pensantes, ellas suceden en el plan de inmanencia del lenguaje (Deleuze y Guattari). Siendo lo “político” una perturbación en lo sensible, contrario a la política (Rancière), la dramaturgia se abala en multiplicidades, desplazando y desnaturalizando las funciones de autor/dramaturgo y lector/actor, teatro/literatura. Dramaturgia simultánea, imagen, fragmento y colaje se muestran como procedimientos artísticos y literarios creativos que se encuentran apropiados sea en la teoría del teatro del oprimido (Boal), sea en el teatro pos-dramático (Hans-ThiesLehmann), a pesar de que, al confrontarlas, sobresalían en desentendimientos: la primera coincide con la lógica de la identidad y la segunda, esta se desarticula, movida por la diáfora, contestación, o desacuerdo. Tales relaciones – no apriorísticas – se suceden en cuanto acontecimiento de la lectura o de la literatura como acontecimiento en que lo político en las imágenes se da, antes, en las lagunas y obscuridades, aludiendo a lo que está más allá de lo sentido, de la escena del gesto y de la palabra. El lector no se para para atribuir sentido, se interroga frente a las metamorfosis y formas oblicuas de acontecimientos insospechables que componen lo político estableciendo la gestión colectiva de la enunciación. En este caso, el texto de Boal y el texto de Müller se inscriben en la producción de una literatura menor, o de un teatro menor, o que los califica como agentes de devenires revolucionarios, agitando, a través de la política en las imágenes, e irrumpiendo contra el problema del poder en las artes.
metadata.dc.description.resumo: Augusto Boal (Brasil) e Heine Müller (Alemanha) são teatrólogos do século XX que viveram em países e contextos evidentemente distintos. Contudo, com a crise do teatro burguês e das condições de legitimidade do regime de produção deste teatro, ambos apresentam pontos de contato em suas linhas e vetores teatrais que, diante da questionável universalidade da dramatização, levam à concepção de um teatro múltiplo e perturbador da ordem do sensível. Os processos de encenação contemporânea exigem uma ultrapassagem do sentido do político, desviando do jogo de representações sociais, para dar lugar ao trabalho desconstrutor de imagens como cisão entre a palavra e o representado, entre o legível e o visível. Em face do exposto, as escritas cênicas e, por isso mesmo, literárias desses autores, lugares de singularização - não sem paradoxos - capazes de mobilizar manifestações e impasses quanto às imagens que organizam ou desorganizam os textos dramáticos, trazem para a contemporaneidade tensões que levam o próprio teatro tanto a se interpelar, quanto, em sua força plural, a encontrar passagens para o novo. Trazer à superfície aspectos políticos nas imagens dos textos dramáticos, considerando-os na sua inscrição literária: “A missão: lembranças de uma revolução”, de Heiner Müller, e “O homem que era uma fábrica”, de Augusto Boal, faz-se um desafio, uma vez que as imagens pretendidas são aquelas com formas ou materialidades ainda não visíveis na cena, poderíamos dizer, em estado virtual. Como imagens pensantes, elas acontecem no plano de imanência da linguagem (Deleuze e Guattari). Sendo o “político” uma perturbação no sensível, contrário à política (Rancière), a dramaturgia se abala em multiplicidades, deslocando e desnaturalizando as funções de autor/dramaturgo e leitor/ator, teatro/literatura. Dramaturgia simultânea, imagem, fragmento e colagem mostram-se como procedimentos artísticos e literários criativos que se encontram apropriados seja na teoria do teatro do oprimido (Boal), seja no teatro pós-dramático (Hans-ThiesLehmann), embora, ao confrontá-las, elas sobressaiam em desentendimentos: a primeira coincide com a lógica da identidade e a segunda, esta se desarticule, movida pela diáfora, contestação, ou desacordo. Tais relações - não apriorísticas- sucedem-se enquanto acontecimento da leitura ou da leitura como acontecimento em que o político nas imagens dá-se, antes, nas lacunas e obscuridades, acenando para o que está além do sentido, da cena do gesto e da palavra. O leitor não para para atribuir sentido, interroga-se diante das metamorfoses e formas obliquas de acontecimentos insuspeitos que compõem o político estabelecendo o agenciamento coletivo da enunciação. Neste caso, o texto de Boal e o texto de Müller inscrevem-se na produção de uma literatura menor, ou de um teatro menor, o que os qualifica como agentes de devires revolucionários, agitando, através da política nas imagens, e irrompendo contra o problema do poder nas artes.
URI: http://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/21253
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