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Título: Os Brutos e o Sacristão: a angústia de um emasculado
Autor(es): Furtado, Hélio Dias
Palavras-chave: Religiosidade;Sexualidade;Cabra-macho;Falo - Sagrada Imagem do Social - 1993;Virilidade
Data do documento: 12-Out-2012
Citação: FURTADO, Hélio Dias. Os Brutos e o Sacristão: a angústia de um emasculado. In: ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LITERATURA COMPARADA, 13., 2012, Campina Grande, PB. Anais eletrônicos... Campina Grande: UFPB/UFCG, 2012. Disponível em:< http://www.abralic.org.br/anais-artigos/?id=46# >. Acesso em: 21 set. 2016.
metadata.dc.description.resumo: A literatura de 30, produzida no Nordeste, mostra os valores de gênero que eram impostos às pessoas naquela época que viviam principalmente nas pequenas comunidades interioranas dessa região. Nos romances do autor potiguar José Bezerra Gomes, vemos como o adequar-se a esses valores pode ser o principal objetivo de muitos de seus personagens masculinos, mas também pode tornar-se um motivo de angústia para aqueles que não conseguem se adaptar a eles. Essa é a realidade vivida pelo personagem sacristão João do romance Os Brutos (1938). Através dos conceitos psicanalíticos apresentados por Eugene Monick em Falo - a sagrada imagem do masculino (1993), podemos entender a natureza do conflito de fundo religioso e sexual vivido por esse personagem e como, diante de uma realidade tão adversa, conservadora e imutável, seu destino será, como consequência de sua religiosidade paroquial, carregar seu estigma de desajustado até o fim da vida.
URI: http://hdl.handle.net/123456789/21393
Aparece nas coleções:CERES - Currais Novos - Letras - Capítulo de livros

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