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Título: Figurações do sujeito no romance de José Saramago e António Lobo Antunes
Título(s) alternativo(s): Figurations of the subject in the novels by José Saramago and António Lobo Antunes
Autor(es): Oliveira Neto, Pedro Fernandes de
Palavras-chave: Sujeito;Figuração;José Saramago;António Lobo Antunes
Data do documento: 15-Fev-2016
Citação: OLIVEIRA NETO, Pedro Fernandes de. Figurações do sujeito no romance de José Saramago e António Lobo Antunes. 2016. 440f. Tese (Doutorado em Estudos da Linguagem) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Resumo: Among the several questions about the subject and its occurrences in the literary text, the present study intends to search how this theme is represented in the novel; that is, how it is built and represented in the aporias of the romanesque, the relationships it maintains with what is external to the text (history, society), in what it interferes in the narrative construction and in the form of the novel and which questions they arise, are some of the propositions involved in a reading of All the Names, by José Saramago and Não entres tão depressa nessa noite escura, by António Lobo Antunes. These novels have been chosen because they are related, respectively, to two of the main trends about the form of the novel: one more integrated to an objective view and a second one more integrated to a subjective tradition. Without abolishing the specificities, but aware that the relationship between the subjective and the objective is not a dichotomy because the gap between these two forms is basically the novelist’s distinct way of perception about reality, these two different positions are considered in order to deal with equally diverse specificities of the figuration of the subject in the novel. Thus, this thesis is divided in three following parts: (1) a review of how the novel has built a conception of subject since the rupture with the epic. This review privileges three different moments in the history of the novel: the epic, the realist verve of the 19th Century and the novel moved by the 1920s new forms. This exercise is helped by the readings of Krysinski (2007), Lucáks (2009), Zéraffa (2010), Candido (2007), Rosenfeld (1996), Adorno (2003), Benjamin (2012) among others; (2) reading All the Names and peering into the main characters of the novel – Senhor José, the unknown woman, the registrar, the right ground floor lady and the space of the Central Registry that is taken as a support in this universe; (3) considering the aforementioned exercise, the reading of Não entres tão depressa nessa noite escura peers into the characters Luís Filipe, Margarida, Amélia, Ana Maria e Maria Clara. Among the intersections between the two books, there is the understanding that the novel is an artifact of knowledge about the subject as a figuration of its positions occupied in the contemporary world; both books understand the imminent end of a civilization by the damaged collectivity and life becoming invariable repetition. At least two other different means of rupture with this catastrophic condition are exposed: the subject is action and has to face the world (José Saramago); the non-exclusively social disarray is individual and the subject is the waiting while he mends the possible situations to understand human degradation (António Lobo Antunes). Both books are responsible for reaffirming the interest of the novel in the most reluctant and silent existences, once they understand these existences hide an ability of reanimation whose revelation is a task of the novelist.
metadata.dc.description.resumo: Entre as diversas questões sobre o sujeito e suas incidências no texto literário, este estudo prefere a de perscrutar acerca de como o tema é figurado no romance; isto é, como se constitui e se apresenta entre as aporias do romanesco, que relação mantém com o externo ao texto (a história, a sociedade), no que interfere na construção da narrativa e na forma do romance, quais questões suscitam, são algumas proposições envolvidas numa leitura que compreende Todos os nomes, de José Saramago e Não entres tão depressa nessa noite escura, de António Lobo Antunes. Esses romances foram elegidos porque se relacionam, respectivamente, a duas das principais correntes da forma romanesca: um mais integrado ao viés objetivo e outro à tradição subjetiva. Sem abolir especificidades, mas ciente que essa não é uma relação dicotômica por compreender que o hiato entre as duas formas se resume basicamente a uma maneira de percepção diversa do romancista sobre a realidade, este estudo se alimenta das duas posições no intuito de lidar com especificidades igualmente diversas de figuração do sujeito no romance. Assim, este estudo dividiu-se nos três momentos ora designados: (1) revisar sobre como o romance tem construído uma concepção de sujeito desde a ruptura mantida com a epopeia. Essa revisão privilegia três momentos da história do romance: a epopeia, a verve realista do século XIX e o romance impulsionado pelas novas formas dos anos 1920. Esse exercício é intermediado pelas leituras de Krysinski (2007), Lucáks (2009), Zéraffa (2010), Candido (2007), Rosenfeld (1996), Adorno (2003), Benjamin (2012) entre outros; (2) ler Todos os nomes e perscrutar o exercício das personagens centrais do romance - o Sr. José, a mulher desconhecida, o conservador, a senhora do rés-do-chão direito e o espaço da Conservatória por compreendê-la coadjuvante nesse universo; (3) a partir desse mesmo exercício, a leitura de Não entres tão depressa nessa noite escura perscruta as figuras de Luís Filipe, Margarida, Amélia, Ana Maria e Maria Clara. Entre as interseções alcançadas na relação entre as duas obras está a compreensão de que o romance se exercita como artefato de conhecimento sobre sujeito e usa a personagem como figuração sobre suas posições ocupadas na contemporaneidade; são obras que compreendem a iminência do fim de uma civilização pela forma avariada de coletividade e vida tornada repetição invariável. E expõe ao menos duas formas de ruptura dessa condição catastrófica: o sujeito é ação e deve sair para o mundo (José Saramago); a desordem não apenas social é individual e o sujeito é espera enquanto remenda situações possíveis de compreender o estágio de degradação do homem (António Lobo Antunes). São obras responsáveis por reafirmar o interesse do romance nas existências mais arredias e silenciosas por entenderem que nelas esconde-se uma capacidade de reanimação da existência e é tarefa do romancista revelá-la.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/21411
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