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Título: Biogeografia de restingas: padrões e determinantes da variação florística no litoral brasileiro
Autor(es): Silva, Karla Juliete de Paiva
Palavras-chave: Restinga;Biogeografia;Filtros ambientais;Gradientes ambientais;Variação florística;Domínios florísticos;Arquétipo de espécies;Herbácias;Lenhosas
Data do documento: 29-Jul-2016
Citação: SILVA, Karla Juliete de Paiva. Biogeografia de restingas: padrões e determinantes da variação florística no litoral brasileiro. 2016. 140f. Dissertação (Mestrado em Ecologia) - Centro de Biociências, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Resumo: Aim The plant communities of restinga are shaped by species from Caatinga, Cerrado, Amazon and Atlantic Domains which are able to cope with stressful conditions from the Brazilian coast. We tested whether environmental variation along the Brazilian coast is strong enough to impose additional filters for the restinga species. Location The entire coast of the Brazil, South America. Methods We gathered information about species composition from 164 distinct localities along the Brazilian coast to construct a binary database of restinga flora. For each of these localities, we obtained a set of 41 environmental variables, including climate and edaphic variables. We used Species Archetype Models (SAMs) to evaluate the response of the restinga species to the variation represented by abiotic variables. We also investigated the existence of floristic gradients using a Principal Coordinates Analysis (PCoA). We use these two statistical approaches for data of herbaceous and woody species, separately. Results We found four archetypes of herbaceous species in response to 10 environmental variables, and 10 archetypes of woody species in response to 6 environmental variables. The archetypes of herbaceous responded to environmental gradients more strongly than archetypes of woody species, althout, in general, just few archetypes showed strong responses to environmental variation. Additionally, the herbaceous communities from restinga were not structured by significant floristic gradients and the woody communities did not have clear floristic gradientes, suggesting a high level of stochasticity shapping the floristic structure of restinga. Main conclusions The environmental variation along the Brazilian coast seems to create additional filters for herbaceous and woody species of restinga, which are more important to the distribution of herbaceous species. However the low response of species to the environment suggests that the floristic variation of restinga results over from a spatial relationship between the restinga and the Caatinga, Cerrado, Amazon, Atlantic and Pampa Domains.
metadata.dc.description.resumo: Objetivo: As comunidades de restinga são formadas predominantemente por espécies oriundas dos Domínios Caatinga, Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica, que passam pelo forte filtro ambiental representado pelas condições estressantes características de ambientes costeiros. Neste estudo, propomos testar se a variação ambiental do litoral brasileiro é suficiente para criar filtros adicionais para as espécies da restinga. Localização: Toda a extensão da costa do Brasil, América do Sul. Métodos Construímos uma base de dados contendo informações binárias da flora terrestre da restinga presente em 164 localidades ao longo do litoral brasileiro. Para cada uma destas localidades, obtivemos um conjunto de 41 variáveis ambientais, incluindo variáveis climáticas e edáficas. Usamos Modelos de Arquétipos de Espécies (MAEs) para avaliar a resposta das espécies da restinga à variação representada pelas variáveis abióticas. Também investigamos a existência de gradientes florísticos através de uma Análise de Coordenadas Principais (ACoP). Usamos estas duas abordagens estatísticas para os dados de espécies herbáceas e lenhosas, separadamente. Resultados: Foram formados 4 arquétipos de espécies herbáceas em resposta a 10 variáveis ambientais e 10 arquétipos de espécies lenhosas em resposta a 6 variáveis ambientais. Os arquétipos de espécies herbáceas responderam aos gradientes ambientais mais fortemente que os arquétipos de espécies lenhosas, embora, em geral, apenas poucos arquétipos mostraram fortes respostas à variação ambiental. Adicionalmente, as comunidades herbáceas da restinga não foram estruturadas por gradientes florísticos significativos e as comunidades lenhosas não formaram gradientes florísticos nítidos, sugerindo um alto nível de estocasticidade na formação da estrutura florística da restinga. Principais Conclusões: A variação ambiental do litoral brasileiro parece criar filtros adicionais para as espécies herbáceas e lenhosas da restinga, o que é mais importante para a distribuição das espécies herbáceas. A baixa resposta das espécies às variáveis ambientais sugere que a variação florística da restinga resulta mais da relação espacial entre a restinga e os Domínios florísticos adjacentes.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/21734
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