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Título: Uma risada nos salvará: compreendendo o riso com base no resgate do olhar de aproximação
Autor(es): Fregonesi Neto, Luiz
Palavras-chave: Corpo;Olhar;Postura;Distância;Experiência;Proximidade
Data do documento: 22-Abr-2014
Citação: FREGONESI NETO, Luiz. Uma risada nos salvará: compreendendo o riso com base no resgate do olhar de aproximação. 2014. 150f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2014.
Resumo: The idea contained in Derrida's assertion that "the divine was not yet corrupted by God", is central to this research. I will not occupy myself with the topic, but will recover an important discussion on the environment of Social Sciences. It is one thing to experience the divine which causes the bodies to sit around the table, another thing is the abstract God of reason, historically and socially, who cooperatively manages to put side by side Christianity, churches and totalitarian states. One thing, therefore, is the thought that rescues the experience in the act of understanding, clings to it, and another thing is the concept that names "from the outside" the world experience. We are used to this "quiet confusion" represented by concepts like this, caused by a detached look, which sees the earth as a blue planet, a position that seeing flat and universal surfaces, hinders us from seeing the diverse, the ambiguous and porous, common to them all. It deals with questioning this view and such a stance, which pushes us inexorably toward the development of knowledge almost always positive and conclusive, leaving little room for us to continue questioning and expanding our field of vision. It also deals with recovering proximity, realizing that the blue planet, besides having other colors, has innumerable and different surfaces, a plurality of odors and that, if we approach even more closely our view of the body to the planet, we will be faced inevitably with the complexity of the reality that "earth, blue planet " entails, making us see that this concept, as well as knowledge in general, is always incomplete, saying little about the immensity of reality. It deals, in the end, in recovering an ethical stance in the act of learning in order to construct meaningful and important knowledge. Who is more apt to say what is or is not significant and important but our bodies which, in a constant movement of openness in relation to the world, still hopes from the sciences attention to the problems of our lives?
metadata.dc.description.resumo: A ideia contida numa afirmação de Derrida segundo a qual “o divino não foi ainda corrompido por Deus”, é central neste trabalho de pesquisa. Não que eu me ocupe do tema, mas por recuperar uma discussão importante no ambiente das Ciências Sociais. Uma coisa é a experiência do divino que provoca os corpos a se sentarem em torno da mesa; outra coisa é o Deus abstrato da razão que, histórica e socialmente, conseguiu colocar cooperativamente lado a lado cristianismo, igrejas e Estados totalitários. Uma coisa, portanto, é o pensamento que resgata a experiência no ato do conhecimento, se cola a ela; outra coisa é o conceito que nomina “desde fora” da experiência de mundo. Estamos acostumados à essa “confusão tranquila” representada por conceitos como este, provocada pelo olhar de distanciamento, que vê a terra como um planeta azul, postura esta que, enxergando superfícies planas e universais, dificultanos o olhar desde o diverso, o ambíguo e a porosidade, comuns a todas elas. Trata-se de problematizar este olhar e tal postura, que nos empurram inexoravelmente à elaboração de saberes quase sempre positivos e conclusivos, deixando pouco espaço para continuarmos indagando e ampliando nosso campo de visão. Trata-se também de recuperar a proximidade, nos permitindo perceber que o planeta azul, além de possuir outras cores, tem inúmeras e diferentes superfícies, uma multiplicidade de cheiros e que, caso aproximarmos ainda mais o olhar do corpo ao planeta, iremos nos deparar inevitavelmente com a complexidade que a realidade “terra, planeta azul” comporta, nos fazendo ver que este conceito, assim como os conhecimentos em geral, são sempre incompletos, dizem pouco a respeito da imensidão do real. Trata-se, enfim, de recuperar uma postura ética no ato do conhecimento com vistas à construção de saberes significativos e importantes. Quem está mais apto a dizer o que é ou não significativo e importante senão o nosso corpo que, num movimento constante de abertura e relação com o mundo, ainda espera das ciências uma atenção aos problemas da nossa vida?
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/21889
Aparece nas coleções:PPGCS - Mestrado em Ciências Sociais

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