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Título: Era uma vez... Histórias de crianças (con)vivendo com a recidiva do câncer e seus ensinamentos sobre o cuidado
Autor(es): Domingues, Rafaella Maria de Varella
Palavras-chave: Criança;Câncer;Hospitalização;Recidiva;Cuidado humanizado
Data do documento: 28-Jul-2016
Citação: DOMINGUES, Rafaella Maria de Varella. Era uma vez... Histórias de crianças (con)vivendo com a recidiva do câncer e seus ensinamentos sobre o cuidado. 2016. 209f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Resumo: Walk the hallways of a pediatric hospital specializing in oncology is, undoubtedly, a challenge for children facing the trajectory of treatment, as well as for those who experience cancer as family or professional caregivers. The fact is that thousands of children run along this route every day around the world and the expectation is that, in Brazil, new cases arise each year, constituting a major public health problem. Despite the alarming figures, there is a shortage of research with children in cancer treatment, especially in relapse. In this scenario, we conducted a qualitative research aimed at understanding the experience of illness for children in cancer recurrence. The study was conducted in a pediatric referral hospital in oncology, located in the city of Natal / RN. As a methodological strategy used the narrative interview mediated by projective resources: hospital design and puppet-character, for whom the children told their stories, beyond the researcher's field diary. For the analysis and interpretation of narratives we resort to Gadamer’s Hermeneutics. Participants were five children hospitalized for cancer recurrence, of both sexes, aged seven to ten years old. We began our journey bringing the first chapter, Childhood is construction and childhood cancer is no joke, in which we conducted a historical tour about childhood in the west going from invisibility to careful child, following with considerations about childhood cancer and ending with the presentation of our children. Then, from the dialogue with the children's narratives we have three chapters: 1) Once upon a time ... the hospital and my illness. We approached a brief history of the emergence of the hospital and the meanings attributed to the hospital and illness. They reveal that, initially, the hospital is a strange place, where they experience different pain (physical, social and emotional), and becomes a warm and caring place that enables the light of healing. About sickening, children rely on the world's loss of there: separation of school, jokes, friends and family, and the physical pain that together give rise to emotional pain caused by so many limitations. In dealing with the pain comes the ability or learning resilience. 2) Once upon a time... take care because she came back. In this we make a theoretical course on cancer recurrence, following the impact on the need tostart all over again: the return of the world's losses of there and experienced pain in previous treatments; fears before new procedures, the uncertainties of treatment, fear of death, faith and hope in healing, ending with a brief statement of the fears reported by their mothers. 3) Once upon a time ... humanized care, addressing the category of care in health humanization practices, and the importance of clear communication to the establishment of the therapeutic relationship between the child-family-doctor. Then the kids show what they do to ward off sadness: the games; the affectionate relationship with family members and professional caregivers and the faith that promote hope in better days. Through the teachings of these children, we glimpse shed light which allows new insights to existing work to subsidize best practices of humanized care to children undergoing cancer treatment.
metadata.dc.description.resumo: Caminhar nos corredores de um hospital pediátrico especializado em oncologia é, sem dúvida, um desafio para as crianças que enfrentam a trajetória do tratamento, assim como, para os que experienciam o câncer como cuidador familiar ou profissional. O fato é que milhares de crianças percorrem esse caminho diariamente em todo o mundo e a expectativa é que, no Brasil, novos casos surjam anualmente, constituindo um grave problema de saúde pública. Apesar dos números alarmantes, observa-se uma escassez de pesquisas realizadas com as crianças em tratamento oncológico, especialmente, em recidiva. Diante desse cenário, realizamos uma pesquisa qualitativa visando compreender a experiência de adoecimento para as crianças em recidiva oncológica. O estudo foi realizado em um hospital pediátrico referência em oncologia, localizado no município de Natal/RN. Como estratégia metodológica, utilizamos a entrevista narrativa mediada por recursos projetivos: o desenho do hospital e o boneco-personagem, para quem as crianças contaram suas histórias, além do diário de campo da pesquisadora. Para a análise e interpretação das narrativas recorremos à Hermenêutica Gadameriana. Participaram da pesquisa cinco crianças, hospitalizadas, em recidiva oncológica, de ambos os sexos, com idade entre sete a dez anos. Iniciamos o nosso percurso trazendo o primeiro capítulo, A infância é construção e o câncer infantil não é brincadeira, no qual realizamos um passeio histórico sobre a infância no ocidente que vai da invisibilidade à criança cuidada, seguindo com considerações sobre o câncer infantil e finalizando com a apresentação das nossas crianças. Em seguida, a partir do diálogo com as narrativas das crianças teremos três capítulos: 1) Era uma vez...o hospital e minha doença. Nele abordamos um breve histórico sobre o surgimento do hospital e os significados atribuídos ao hospital e ao adoecimento. Elas revelam que o hospital é um lugar estranho inicialmente, onde vivenciam diversas dores (física, social e emocional), assim como se torna um lugar acolhedor e de cuidados que possibilita a luz da cura. Sobre o adoecimento as crianças contam sobre as perdas do mundo de lá: o afastamento da escola, das brincadeiras, dos familiares e amigos e das dores físicas que juntos suscitam dores emocionais causadas por tantas limitações. No lidar com as dores surge a capacidade ou o aprendizado da resiliência. 2) Era uma vez...cuidar porque ela voltou. Nesse fazemos um percurso teórico sobre a recidiva oncológica, seguindo com o impacto diante de precisar começar tudo de novo: o retorno das perdas do mundo de lá e as dores vivenciadas em tratamentos anteriores; os temores diante de novos procedimentos, as incertezas do tratamento, o medo da morte, a fé e a esperança na cura, finalizando com uma breve exposição dos medos relatados por suas mães. 3) Era uma vez...o Cuidado humanizado, abordando a categoria do Cuidado nas práticas de humanização em saúde e a importância da comunicação clara para o estabelecimento da relação terapêutica entre a criança-família-médico. Em seguida, as crianças revelam o que fazem para espantar a tristeza: as brincadeiras; a relação afetuosa com os cuida-dores familiares e profissionais e a fé que promove a esperança em dias melhores. Por meio dos ensinamentos dessas crianças, vislumbramos lançar luz que possibilite novas reflexões aos trabalhos existentes a fim de subsidiarmos melhores práticas do Cuidado humanizado com as crianças em tratamento oncológico.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/21963
Aparece nas coleções:PPGPSI - Mestrado em Psicologia

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