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Título: Educação infantil, cultura, currículo e conhecimento: sentidos em discussão
Autor(es): Dantas, Elaine Luciana Sobral
Palavras-chave: Educação infantil;Cultura;Currículo;Conhecimento
Data do documento: 26-Fev-2016
Citação: DANTAS, Elaine Luciana Sobral. Educação infantil, cultura, currículo e conhecimento: sentidos em discussão. 2016. 295f. Tese (Doutorado em Educação) - Centro de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Resumo: This thesis regards questions related to the knowledges that can constitute the experiences children have in kindergarten institutions on a daily basis that, by consequence, constitute the curricula they experience in this context, by which – alongside other experiences from assorted social spaces – they interact with culture and constitute themselves as subjects. The problematizations that generate this study unfold in a context of imprecision, contradictions and confrontations regarding what needs to constitute such curricula. Its considered that, historically, the circulating senses that children may learn in early education are being (un)defined in, at least, two instances: a deliberative one – national policies documents; and a practical one – planning/development of daily experiences of the teachers alongside their students in educational institutions. Thus, the research seeks to answer the question: “Which senses are attributed to curriculum and the knowledges that can constitute the objects/objectives of child education by the National Curricular Directives for Child Education (port. DCNEI) and by teachers acting in this educational stage?” The study was theoretically-methodologically based in the principals of historical-cultural approach of L. S. Vigotski (2000; 2005; 2007; 2009) and in the dialogic analysis of M. Bakhtin’s discourse (1995; 2003). Thereby, understanding that the meanings/senses, while human-social productions, can only be studied in their constitution movement, the investigation has as objective: to analyze the senses attributed to the curriculum and the knowledges that might/need (to) constitute themselves as objects/objectives of child education by DCNEI and by teachers that act in this stage. Therefore, a dual nature research was devised – documental and empirical, with document analysis and semi-structured interviews, both nine-person groups and individual public kindergarten teachers. The data construction and analysis unfolded in a dialogic movement of negotiation and production of senses systematized in two thematic fields present in the object: 1) senses related to curricula and 2) senses related to knowledges. With the analysis, directions of senses were identified/organized: 1a) senses on curricula of the DCNEI; 1b) senses on curricula on the voices of teachers (on what constitutes curriculum and the processes of production/definition of the curriculum); and 2a)senses regarding knowledge in the DCNEI (What constitutes knowledge in/for child education: different heritages of knowledge, knowledge and wisdom, knowledge and language, knowledges that constitute curricula; Knowledge in the interactions and playtimes; Knowledge and the educational experiences that compose the curriculum); 2b) senses of knowledge on the voices of kindergarten teachers (What children might learn in educational experiences: knowledge as abilities/capacities of child development, knowledge related to literacy processes, knowledge in logic/mathematical experiences, knowledge on the physical and social world, knowledge in art languages, knowledge for babies; Organizational means of knowledge in the curriculum: knowledge directions between DCNEI and RCNEI, curricular experiences, interactions and playtime). Agreements and disagreements were verified as to what children need to learn in child education between what is proposed in the DCNEI and the teachers. The official text’s analysis shows a need for more clarity, broadening and deepening of its definitions, considering the teachers need “keys” unavailable in the text, to access the significations it contains. We still indicate the need for more investment in service formation and conditions for proper appropriation by the teachers of the current theoretical and official propositions for young and very young child education, groundwork for development and to the reflection of their own practices.
metadata.dc.description.resumo: A tese tematiza questões relativas aos conhecimentos que podem constituir as experiências vivenciadas por crianças no cotidiano das instituições de Educação Infantil e que, por conseguinte, constituem os currículos por elas vividos nesses contextos, mediante os quais – juntamente a outras experiências partilhadas em outros espaços sociais – elas interagem com a cultura e se constituem como sujeitos. As problematizações geradoras do estudo são desencadeadas em contextos de imprecisões, contradições e embates acerca do que precisa constituir tais currículos. Consideramos que, historicamente, os sentidos circulantes acerca do que as crianças podem aprender na educação infantil estão sendo (in)definidos em, pelo menos, duas instâncias: uma deliberativa – documentos de políticas nacionais; e uma prática – planejamento/desenvolvimento de experiências cotidianas de professores junto às crianças nas instituições educativas. Assim, a pesquisa busca responder à questão: que sentidos são atribuídos ao currículo e aos conhecimentos que podem se constituir como objetos e objetivos da educação infantil no texto das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil (DCNEI) e nas vozes de professores que atuam nessa etapa educativa? O estudo assumiu como aportes teórico-metodológicos os princípios da abordagem histórico-cultural de L. S. Vigotski (2000; 2005; 2007; 2009) e da análise dialógica do discurso de M. Bakhtin (1995; 2003). Desse modo, compreendendo que as significações/sentidos, enquanto produções humanas-sociais, só podem ser estudadas em seu movimento de constituição. A investigação tem como objetivo: analisar os sentidos atribuídos ao currículo e aos conhecimentos que podem/precisam se constituir como objetos/objetivos na educação infantil pelas DCNEI e por professores que atuam nessa etapa. Para tanto, desenvolvemos uma pesquisa de dupla natureza – documental e empírica - com análise de documentos e entrevistas semiestruturadas, individuais e coletivas, com nove professoras da educação infantil que atuam em instituições públicas. A construção e análise dos dados se deu em um movimento dialógico de negociação e produção de sentidos sistematizados em dois campos temáticos presentes no objeto: 1) Sentidos relativos a currículo e 2) Sentidos relativos a conhecimentos. Mediante a análise empreendida, identificamos/organizamos eixos de sentidos: 1a) Sentidos sobre currículo nas DCNEI; 1b) Sentidos sobre currículo nas vozes de professoras (O que constitui currículo e processos de produção/definição do currículo); e 2a) Sentidos em torno de conhecimentos nas DCNEI (O que constitui conhecimento na/para educação infantil: diferentes patrimônios de conhecimentos, conhecimentos e saberes, conhecimentos e linguagens, conhecimentos que constituem o currículo; o conhecimento nas interações e na brincadeira; o conhecimento e as experiências educativas que integram o currículo); 2b) Sentidos de conhecimento nas vozes de professoras da educação infantil (O que as crianças podem aprender nas experiências educativas: conhecimentos como habilidades/capacidades do desenvolvimento infantil, conhecimentos relativos aos processos de alfabetização e letramento, conhecimentos nas experiências lógico-matemáticas, conhecimentos sobre o mundo físico e social, conhecimentos nas linguagens da arte, conhecimentos para os bebês; modos organizativos de conhecimentos no currículo: eixos de conhecimentos - entre DCNEI e RCNEI, experiências curriculares, interações e brincadeira). Verificamos encontros e desencontros acerca do que as crianças precisam aprender na educação infantil entre as proposições das DCNEI e as vozes das professoras. A análise do texto oficial aponta para a necessidade de maior clareza, ampliação e aprofundamento de suas definições, considerando que os professores precisam de “chaves” não disponíveis no texto, para acessar as significações nele contidas. Apontamos, ainda, a necessidade de maior investimento em formação em serviço e condições de apropriação, por parte de professores dessa etapa, das atuais proposições teóricas e oficiais para a educação de crianças muito pequenas e pequenas, fundamentais ao desenvolvimento e à reflexão de sua própria prática.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22052
Aparece nas coleções:PPGED - Doutorado em Educação

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