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Título: Desigualdade, revolta, reconhecimento, ostentação e ilusão: o processo de construção da identidade de jovens em bandidos em uma unidade socioeducativa de internação do Distrito Federal
Autor(es): Prado, Sophia de Lucena
Palavras-chave: Jovens autores de atos infracionais;Sujeição criminal;Estratégias do bandido;Antropologia do crime
Data do documento: 8-Ago-2016
Citação: PRADO, Sophia de Lucena. Desigualdade, revolta, reconhecimento, ostentação e ilusão: o processo de construção da identidade de jovens em bandidos em uma unidade socioeducativa de internação do Distrito Federal. 2016. 148f. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Resumo: This work is a result of an ethnographic research made with young authors of illegal acts at an internment unity located in Recanto das Emas – Distrito Federal. From an assault that two young men practiced in my house I began to try to understand what led young people as they resort to crime and what it represented to them because since that experience I came across perceptions for which had not yet awakened, which ended up becoming the objective of this research. In that context, trying to access the experiential aspects (RIFIOTIS, 2006) of crime, I tried to identify from the point of view of those subjects which were their benefits and which were their searches behind this experience. Then I observed that the missing of perspectives which these young and poor men are submitted allied to the fact of being treated both by society and the State as criminals, regardless of being involved with the crime, as a result of the subjection criminal process as Misse says (1999), puts the crime as something engraved on subjectivity of the agent, end up generating a revolt and a demand of recognition (HONNETH, 2003) as latent to the point of turning the crime into a choice that makes sense to them, although it has a difficult moral justification. In this way, they deny a social pact, which do not participate and react to, because they want to be included and are not able to. More than a way to obtain patrimonial profits, crime presents itself as a means of accessing a symbolic universe that would not be available to them in another way, such as the possibility of luxury and to have a fame in his own place, besides the gains that come from that experience as the adrenaline and pleasure, even if momentary, to live a situation in which you are in power, moreover after a life of submission. However, by choosing a style of life that is rejected by "legitimate dominant moral", they see their selves forced to develop numerous individual and collective strategies to deal with it, as is the case of performances that are run not only during the crime, but even to maintain his image of bandit. It occurs that even if the crime presents itself, initially, as a fight strategy for recognition, it always ends restricted to their peers, reason for which, overtime, the crime starts to be seeing as an illusion.
metadata.dc.description.resumo: Este trabalho é fruto de uma pesquisa etnográfica realizada com jovens autores de atos infracionais em uma Unidade de Internação situada no Recanto das Emas – Distrito Federal. A partir de um assalto que dois jovens praticaram na minha casa passei a tentar compreender o que levava jovens como eles a recorrerem ao crime e o que isso representava para eles, o que acabou se convertendo no objetivo desta pesquisa. Observei, então, que a falta de perspectivas a que muitos jovens estão submetidos aliada ao fato de serem tratados como bandidos, independentemente de estarem envolvidos com o crime, em decorrência do processo de sujeição criminal (MISSE,1999), acaba gerando uma revolta e uma demanda por reconhecimento (HONNETH, 2003) tão latentes a ponto de transformar o crime em uma opção que faz sentido para eles. Dessa forma, eles negam um pacto social do qual não participam e a ele reagem, por quererem incluir-se e não conseguirem. Mais do que uma forma de obter lucros patrimoniais, o crime se apresenta como um meio de acessar um universo simbólico que não estaria disponível a eles por outras vias, como a possibilidade de luxar, de ter fama na quebrada, além dos ganhos advindos dessa experiência como a adrenalina e o prazer, ainda que momentâneos, e a vivência de uma situação em que se está no poder, sobretudo depois de uma vida de submissão. Entretanto, ao optarem por um estilo de vida que é rejeitado pela “moral legítima dominante”, eles se veem obrigados a desenvolverem inúmeras estratégias individuais e coletivas para lidarem com ele, como é o caso das performances que passam a executar durante o crime para manter a sua imagem de bandido.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22126
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