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Título: Perfil microbiológico e de celularidade do leite de búfalas
Título(s) alternativo(s): Microbiological profile and cellularity of the buffaloes milk
Autor(es): Moura, Emmanuella de Oliveira
Palavras-chave: Bubalina;CCS;Qualidade;S. aureus;Enterotoxina
Data do documento: 17-Mar-2016
Citação: MOURA, Emmanuella de Oliveira. Perfil microbiológico e de celularidade do leite de búfalas. 2016. 74f. Dissertação (Mestrado em Produção Animal) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
metadata.dc.description.resumo: O aumento na demanda mundial por leite e seus derivados de qualidade é um tema recorrente quando se decide investir em agregação de valor, por consequência, a aquisição de alimentos saudáveis e seguros por parte dos consumidores. Dentre as diferentes espécies leiteiras, a bubalina aparece como alternativa para a disponibilidade de alimentos de alto valor biológico, porém semelhantes às outras espécies, possuem problemas sanitários como as mastites, mesmo tendo como característica maior resistência contra infecções. O agente patogênico de maior relevância é o Staphyloccocus aureus, que além de está envolvido diretamente com a saúde de glândula mamária, produzem toxinas que causam riscos a saúde dos que ingerem produtos contaminados. Assim, objetivou-se com esse estudo avaliar o perfil microbiológico e celular do leite para um diagnóstico mais preciso de mastite subclínica em búfalas leiteiras, analisando fatores ambientais e fisiológicos, bem como a detecção de genes codificadores de enterotoxinas de S. aureus. Para o estudo foram escolhidos aleatoriamente 30 búfalas da raça Murrah pertencente 15 ao grupo de maior produção e 15 do grupo de menor produção, submetidos à ordenha mecânica. Na primeira etapa, foram analisadas nas amostras de leite os parâmetros microbiológicos de identificação das espécies, contagem padrão em placas (CPP), perfil de resistência a antimicrobianos por discos-difusores, contagem de células somáticas (CCS), condutividade elétrica do leite (CEL), quantificação de lactoferrina (Lfe) e a identificação dos fatores de risco associados à mastite subclínica como o grau de hiperqueratose, higienização de teteiras através de swabs para análise microbiológica e observação do local. Na etapa seguinte realizou-se o isolamento de Staphylococcus aureus para detecção de genes de 8 enterotoxinas (EEA-EEI). No exame microbiológico, as bactérias mais frequentes foram Staphylococcus spp, Streptococcus spp e Corynebacterium spp. No teste de sensibilidade aos antimicrobianos 17 antibióticos testados, 10 (58,82%) foram sensíveis a todos os isolados, entre os resistentes encontrou-se que Streptococcus uberis e dysgalactiae foram resistentes a cefalexina, gentamicina e neomicina, o S. haemolyticus foi resistente a ampicilina+colistina e o E.coli a oxacilina, amoxacilina e novobiocina+ penicilinaG. Observou-se ainda que as teteiras e sala de espera dos animais encontravam-se com higienização deficiente. Na análise do perfil de celularidade em relação ao exame microbiológico observou-se que, para o rebanho, os valores de referência para o diagnóstico de mastite foram de animais com CCS média ≥537.000 mil células/mL e a CEL com média ≥3,0 mS/mL e positivos no exame microbiológico, além disto, nos isolados de S.aureus, foi possível identificar em 12 animais os genes enterotoxigênicos sea, seh e sei, com maior freqüência para os dois últimos.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22459
Aparece nas coleções:PPGPA - Mestrado em Produção Animal

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