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Title: A ambiguidade do discurso retórico: caminhos e descaminhos da persuasão (Peithó) como instrumento para a filosofia no Górgias, de Platão
Authors: Bezerra Júnior, Mauricio Alves
Keywords: Ambiguidade;Persuasão;Retórica;Sócrates;Platão;Górgias
Issue Date: 15-Dec-2016
Citation: BEZERRA JÚNIOR, Mauricio Alves. A ambiguidade do discurso retórico: caminhos e descaminhos da persuasão (Peithó) como instrumento para a filosofia no Górgias, de Platão. 2016. 79f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Portuguese Abstract: Esta dissertação apresenta um estudo sobre o diálogo Górgias, de Platão, interpretandoque essa obra é uma reflexão sobre a crítica platônica à retórica sofística, desenvolvendoa ideia de que ela é empeiria, produtora de lisonja (κολακεςηική). Encontramos elementos ambíguos que revelam que, apesar de criticar a persuasão (πειθώ), Sócrates a reconhece como um requisito essencial para conduzir oelenchos(ελενκορ). No diálogo, Sócrates vê-se diante de três interlocutores, Górgias, Polo e Cácicles. Este último sendo o seu algoz principal. Reconhecemos o diálogo em seu contexto histórico-cultural, visto que a Retórica, e seu elemento de persuasão, eram insumos constitutivos da cultura grega. Consideramos que o intuito de Platão é repensar os elementos retóricos e persuasivos dos sofistas a fim de alhures, expor a “verdadeira retórica”, ou seja, a Filosofia. Para isso, Platão faz uma análise da retórica persuasiva, colocando frente ao seu mestre um expoente da sofística, Górgias; e procura desvelar suaarte (ηέσνη). Contudo, apesar de podermos reconhecer nele os elementos necessários, o diálogo finaliza sem diálogo, uma vez que não há persuasãode nenhumdos lados. Consideramos que todos esses pontos serão relevantes para compreendermos a persuasão (πειθώ) como um dos elementos basilares na oralidade grega e da dialética platônica.
Abstract: This essay presents a study about the Gorgiasdialogue, by Plato, expounding that this piece is a reflection on the Platonic criticism to sophist Rhetoric, developing the idea that it is empeiria, producer of flattery (κολακεςηική). We find ambiguous elements that show that despite criticizing persuasion (πειθώ), Socrates recognizes it as an essential requisite to conduct the elenchos (ελενκορ). In the dialogue, Socrates sees himself before three interlocutors, Gorgias, Polo and Callicles. The latter being his one chief tormentor. We acknowledge the dialogue in its historical-cultural context, since Rhetoric and its element of persuasion were Greek culture's constitutive inputs. We consider that Plato's intent is to rethink the sophists rhetorical and persuasive elements in order to expose the "true rhetoric", that it, Philosophy. For this, Plato makes an analysis of the persuasive rhetoric, placing before his master an exponent of the sophistry, Gorgias; and seeks to unveil its art (ηέσνη). However, although we can recognize in it the necessary elements, the dialogue ends without a dialogue, since there is no persuasion on either sides. We consider that all these points will be relevant to understand persuasion (πειθώ) as one of the basic elements of Greek orality and Platonic dialectics.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22596
Appears in Collections:PPGFIL - Mestrado em Filosofia

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