Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22597
Título: Uma leitura straussiana do Teeteto, 152a
Autor(es): Souza, Roberto Solino de
Palavras-chave: Ciência política;Escrita entre linhas;Exoterismo;Platão;Strauss;Leo;1899-1973;Teeteto
Data do documento: 12-Dez-2016
Citação: SOUZA, Roberto Solino de. Uma leitura straussiana do Teeteto, 152a. 2016. 84f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Resumo: This work examines the possibility that Socrates is attacking a straw man in the Theaetetus, 152a, when he explains Protagoras's dictum that “man is the measure of all things” as embracing a vulgar form of relativism which takes knowledge as being merely perception. It begins with Leo Strauss’s suggestion that the great writers of the past made use of a peculiar technique, that he names metaphorically as “writing between the lines,” aiming to protect their heterodox views from political persecution while expressing openly other views that conform to generally accepted opinion. It seeks to demonstrate that Strauss’s suggestion is a valid one and that writing between the lines was recognized throughout most Philosophy’s history and only recently forgotten. It also seeks to clarify Strauss’s suggestion and identify a minimal set of rules to guide the reading of that Theaetetus’s passage. In the end, it considers that reading between the lines of the said passage can point to the conclusion that the examined hypothesis is correct and suggests the so called “Digression” (172c– 177c) as a starting point from where to begin a Straussian interpretation of the dialog as a whole.
metadata.dc.description.resumo: Este trabalho examina a possibilidade de que Sócrates esteja atacando um homem de palha no Teeteto, 152a, quando explica o dito de Protágoras de que “o homem é a medida de todas as coisas” como sendo expressão de um relativismo vulgar que iguala o conhecimento à mera percepção. Parte da sugestão de Leo Strauss de que os grandes escritores do passado fizeram uso de uma técnica peculiar, que ele denomina metaforicamente de “escrita entre linhas”, visando defender suas ideias heterodoxas da perseguição política, enquanto expressam abertamente ideias conformadas às opiniões amplamente aceitas na sociedade. Busca demonstrar que a sugestão de Strauss é válida e que na maior parte da história da filosofia a escrita entre linhas foi aceita amplamente e só recentemente esquecida. Busca clarificar a sugestão de Strauss e extrair regras mínimas que possam orientar uma leitura do trecho citado do Teeteto. Considera ao final que uma leitura entre linhas do citado trecho pode indicar que a hipótese examinada está correta e sugere a chamada “digressão” (172c–177c) como ponto de partida para uma interpretação straussiana do diálogo como um todo.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22597
Aparece nas coleções:PPGFIL - Mestrado em Filosofia

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
RobertoSolinoDeSouza_DISSERT.pdf463,03 kBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.