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Título: Práticas interativas e complementares grupais nos serviços de saúde da atenção básica: possibilidades de diálogo com a educação popular
Autor(es): Nascimento, Maria Valquíria Nogueira do
Palavras-chave: Práticas integrativas e complementares;Grupo;Integralidade;Educação popular;Serviços de saúde da atenção básica
Data do documento: 5-Dez-2016
Citação: NASCIMENTO, Maria Valquíria Nogueira do. Práticas interativas e complementares grupais nos serviços de saúde da atenção básica: possibilidades de diálogo com a educação popular. 2016. 251f. Tese (Doutorado em Psicologia) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Resumo: The Policy of Integrative and Complementary Practices [PNPIC - Política de PráticasIntegrativas e Complementares] was implemented in 2006, through GM Administrative Rule No. 971, contemplating therapeutic practices, such as Homeopathy, Phytotherapy, Acupuncture, Anthroposophic Medicine, Thermotherapy/Cryotherapy, Body Practices/Physical Activity and Techniques in Traditional Medicine, based on the principles of a warm listening, development of the therapeutic bond, integration of the human being with the environment and society, an expanded vision of the health-disease process, global promotion of human care and self-care. Although not instituted by the National Policy, the Collective and Complementary Practices [PIC's] – Práticas Integrativas e Complementares] of collective nature have gradually grown in the health services, due to the local demands and the own demands of the population. In this sense, the objective of this study was to analyze the insertion of Integrative and Complementary Group Practices as a strategy of care and integral health care in basic care and the possibilities of dialogue with popular education. The research had as a scenario the Basic Health Units [UBS] and Family Health Basic Units [UBSF], and, as participants, professionals that carried out group PIC's in the services. In operational terms, we developed the research from the following stages: (a) mapping of health equipment and primary care professionals who developed activities in group PIC's; (b) identification and characterization of group PIC's; (c) conducting interviews and talk wheels; (d) observation-participant in groups of PIC's. The study identified 56 health professionals who develop group PIC's, linked to the following categories: 16 community health agents, 09 nurses, 08 physical educators, 07 physicians, 04 nutritionists, 03 psychologists, 03 nursing assistants, 03 dentists, 02 pharmacists and 01 phonoaudiologist. Among the 66contacted basic care health teams, 22 perform group PIC's, divided into the following modalities: relaxation, meditation, yoga, tai chi chuan, mutual aid groups, taletent, prose group with women, group of embroiderers, group of seniors, group of walks, therapy and art group, storytelling groups, community therapy and theater of the oppressed. Group PIC's work focusing onvaluing interpersonal exchanges among professionals and users, with a comprehensive and interdisciplinary view of the subjects, in order to guarantee a more effective participation and the sharing of knowledge, essential elements in the production of autonomy. In this direction, popular education can be an instrument to reorient attention to health and globality of group PIC's, based on a participatory, creative, dialogic and emancipatory perspective.
metadata.dc.description.resumo: A Política de Práticas Integrativas e Complementares [PNPIC] foi implantada em 2006, por meio da portaria GM nº 971, contemplando as práticas terapêuticas como Homeopatia, Fitoterapia, Acupuntura, Medicina Antroposófica, Termalismo/Crenoterapia, Práticas Corporais/Atividade Física e Técnicas em Medicina Tradicional Chinesa, com base nos princípios de uma escuta acolhedora, desenvolvimento do vínculo terapêutico, integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade, visão ampliada do processo saúde-doença, promoção global do cuidado humano e autocuidado. Embora não instituídas pela Política Nacional, as Práticas Integrativas e Complementares [PIC’s] de natureza coletiva têm crescido gradativamente nos serviços de saúde, em razão das demandas locais e das próprias reivindicações da população. Nesse sentido, o objetivo deste estudo consistiu em analisar a inserção das PIC’s Grupais como estratégia de cuidado e atenção integral à saúde na atenção básica e as possibilidades de diálogo com a educação popular. A pesquisa teve como cenário as Unidades Básicas de Saúde [UBS] e Unidades Básicas de Saúde da Família [UBSF], e como participantes profissionais que realizavam PIC’s Grupais nos serviços. Em termos operacionais, desenvolvemos a pesquisa a partir das seguintes etapas: (a) visita à Secretaria Municipal de Saúde [SMS]; (b) mapeamento dos equipamentos de saúde e de profissionais da atenção básica que desenvolviam atividades em PIC’s Grupais; (c) identificação e caracterização das PIC’s Grupais; (d) realização de entrevistas e rodas de conversa; (e) observação-participante nos grupos de PIC’s. O estudo identificou 56profissionais em saúde que desenvolviam PIC’s Grupais, vinculados às seguintes categorias: 16 agentes comunitários de saúde, 09 enfermeiras, 08 educadores físicos, 07 médicas, 04 nutricionistas, 03 psicólogas, 03 auxiliares de enfermagem, 03 dentistas, 02 farmacêuticos e 01 fonoaudiólogo. Dos 66 equipamentos de saúde da atenção básica contactados, 37 realizavam PIC’s Grupais, divididas em 14 modalidades, a saber: relaxamento, meditação, yoga, tai chi chuan, grupos de suporte mútuo, tenda do conto, grupo de prosa com mulheres, grupo de bordadeiras, grupo de idosos, grupo de caminhadas, grupo de terapia e arte, grupos de contação de histórias, terapia comunitária e teatro do oprimido. As PIC’s Grupais atuam com ênfase na valorização das trocas interpessoais entre profissionais e usuários, com um olhar integral e interdisciplinar sobre os sujeitos, de modo a garantir uma participação mais efetiva e o compartilhamento de saberes, elementos essenciais na produção da autonomia. Nessa direção, a educação popular pode ser instrumento de reorientação da atenção à saúde e globalidade das PIC’s Grupais, com base numa perspectiva participativa, criativa, dialogada e emancipadora.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22674
Aparece nas coleções:PPGPSI - Doutorado em Psicologia

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