Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22679
Título: A tanatopoética de Sarah Kane: escritos para a morte
Autor(es): Araújo, Rummenigge Medeiros de
Palavras-chave: Sarah Kane;Escrita performática;Personagem Golem;Tanatopoética
Data do documento: 26-Ago-2016
Citação: ARAÚJO, Rummenigge Medeiros de. A tanatopoética de Sarah Kane: escritos para a morte. 2016. 298f. Tese (Doutorado em Estudos da Linguagem) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Resumo: This research is the outcome of a theoretical-analytical consideration about the dramaturgical works of the british playwright Sarah Kane. About the way she structures and articulate an unceasing dialogue in her writings with the dead (the dramaturgical tradition); about the dead (the different ideas and notions about death in the urban life); and with the ones that are going to die, i.e. herself in autobiographical registers. The work focuses, specifically, at the analysis of her three last plays: Cleansed (1998), Crave (1998), and 4.48 Psychosis (2000), taking into consideration the development of the notions and elements that build the Thanatopoetic concept. The particular interests of this work are the notions of writing and performative writing applied to the analysis and contextualization of Kane’s work at the theatre history, since those notions allow the comprehension and approach of the plays through a performative bias. This work also identifies, develops and invests the notion of the ‘Golem’ character as a dual or shadow device, to discuss and enroll matters from the playwright’s intimate universe. For the discussion of these notions, the author uses ideas from Gilles Deleuze, Jacques Derrida, Roland Barthes, Alex Beigui, Diana Klinger and Gershom Scholem. The study about death and the thanatological phenomenology will be conducted with the analysis of the writings, in its direct theme approach, or through references, quotations and metaphors used by the playwright to elaborate her ‘Death poetic’, or Thanatopoetic. For that, the author takes into consideration the works of Edgar Morin, Emmanuel Levinas, Martin Heidegger, Arthur Schopenhauer, Heiner Müller, Vladimir Safatle, among others. This work also identifies in Kane an author that pays tribute to the historical lineage of the Absurd theatre, without officially recognizing or assuming such affiliation, but instead transcending it with the overcoming of what was her biggest intent; the annihilation of and escape from the theatrical language.
metadata.dc.description.resumo: Esta pesquisa é o resultado de uma reflexão teórico-analítica sobre a obra dramatúrgica da escritora inglesa Sarah Kane. Na maneira como ela estrutura e articula um incessante diálogo, em sua escritura, com os mortos (a tradição dramatúrgica), sobre os mortos (as diferentes ideias e noções de morte na vida urbana) e para os que vão morrer, nesse caso, a sua própria pessoa em forma de registro autobiográfico. O trabalho se detém, especificamente, na análise dos seus três últimos trabalhos: Cleansed (Purificados, 1998), Crave (Ânsia, 1998) e 4.48 Psychosis (Psicose 4:48, 2000). Levando em consideração o desenvolvimento dos elementos e noções que constroem o conceito de Tanatopoética. Dessa maneira, são de interesse particular para esse trabalho as noções de escritura e escrita performática para análise e contextualização da obra da dramaturga na história teatral, uma vez que essas noções permitem compreender e abordar a obra a partir do viés performativo. Este trabalho identifica, constrói e investe ainda, na noção de personagem golem como um dispositivo de duplo ou sombra para discutir e inscrever questões do universo íntimo de sua autora. Para a discussão dessas noções foram fundamentais as ideias de Gilles Deleuze, Jacques Derrida, Roland Barthes, Alex Beigui, Diana Klinger e Gershom Scholem. O estudo sobre a morte e a fenomenologia tanatológica foi conduzido a partir da análise das escrituras, na sua abordagem direta ao tema, ou por meio das referências, citações e metáforas utilizadas pela autora para elaborar a sua poética da morte, ou tanatopoética. Para isso levaram-se em consideração as ideias de Edgar Morin, Emmanuel Levinas, Martin Heidegger, Arthur Schopenhauer, Heiner Müller, Vladimir Safatle, entre outros. Kane aparece neste trabalho como autora que se mostra tributária à linhagem histórica do Teatro do Absurdo, sem reconhecer ou assumir oficialmente sua filiação, mas transcendendo a ela na superação daquele que foi o seu maior intento; a recusa ao nome, a aniquilação e a fuga da linguagem teatral.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22679
Aparece nas coleções:PPGEL - Doutorado em Estudos da Linguagem

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
RummeniggMedeirosAraujo_TESE.pdf5,38 MBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.