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Título: Autonomia do enfermeiro obstetra na assistência ao parto de risco habitual
Autor(es): Santos, Flávia Andreia Pereira Soares dos
Palavras-chave: Enfermagem obstétrica;Autonomia profissional;Assistência ao parto;Serviços de saúde;Cultura
Data do documento: 22-Dez-2016
Citação: SANTOS, Flávia Andreia Pereira Soares dos. Autonomia do enfermeiro obstetra na assistência ao parto de risco habitual. 2016. 148f. Tese (Doutorado em Enfermagem na Atenção à Saúde) - Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Resumo: The health care model denotes the obstetrical nurse´s importance for the improvement of quality care for the pregnant or puerperal woman. However, the presence of this professional in the birthing process in institutions is a challenge primarily because of the beliefs, values, strutural and organizational conditions of the work places that model the power relations of the professional. This is a qualitative study with an ethnographic theoretical-methodological and conducted in three public maternities in the State of Rio Grande do Norte, Brazil. Three managers and 23 obstetrical nurses participated in the study. Data was collected during July and October in 2016 after approval from the Research Ethics Committee of the Universidade Federal do Rio Grande do Norte, CAAE n° 55187716.9.0000.5537. Information was collected by participant observation, individual and focal group interviews with nurses, and registered in field notes. The collection was halted when no new data emerged. The Atlas.ti software and Spradley´s tenets were used for data analysis conducted simultaneously with the date collection. Three cover terms emerged: Obstetrical nurse´s experience in diferent hospital care contexts; Social relations and power presente in the institutional care to minimal risk births; Professional and institutional aspects related to the obstetrical nurse´s autonomy. The themes were conceptualized based on Foucault´s principles about power and autonomy construction. The concepts and their relations conform a theoretical explanation of the obstetrical nurse´s autonomy is a contribution to the care of the minimal risk birth in the hospital cultural context. The connstructed model unveils the obstetrical nurse in the experience with diferent structural conditions, oranized practies, and the hospital´s cultural ambiance that influence the decision power in birthcare. This space, the institutions and the professionals develop social and power relations that enhance the concept of autonomy connected to the dominant individualistic paradigm and dominance/submissive relations. The model projcts an autonomy constructed by a power/knowledge that expands and supports the nurse´s actions by an ethical value it enhances the multiprofissional work in that the challenges and barriers are resolved by dialogue, not imposition. Those considerations enable to affirm that autonomy is not given but conquered by those that are aware of their role in the transformation of the práxis based on the power relations that are established with others in a perspective for joint growth.
metadata.dc.description.resumo: O modelo de atenção à saúde ressalta a importância do enfermeiro obstetra na melhoria do atendimento à mulher no ciclo gravídico-puerperal. No entanto, consolidar a atuação deste profissional na assistência ao parto de risco habitual constitui um desafio devido às crenças, valores, condições estruturais e organizacionais das instituições que definem o poder-saber das relações sociais nos locais de trabalho. O objetivo dessa pesquisa é construir uma abordagem teórico explicativa da autonomia do enfermeiro obstetra na assistência ao parto de risco habitual no âmbito da cultura hospitalar. Estudo qualitativo, com delineamento teórico-metodológico da Etnografia, desenvolvido em três maternidades públicas no estado do Rio Grande do Norte, Brasil. Participaram três gestores e vinte e três enfermeiros obstetras. A coleta de dados ocorreu de julho a outubro de 2016, após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, CAAE n° 55187716.9.0000.5537. As informações foram coletadas mediante a observação participante, diário de campo, entrevistas semiestruturadas e de grupo focal. Utilizou-se o Atlas.ti software e os preceitos do método etnográfico de Spradley para a análise dos dados, realizada simultaneamente à coleta. Três termos cobertos emergiram: Vivência do enfermeiro obstetra em diferentes contextos de atuação hospitalar; Relações sociais e de poder no âmbito hospitalar; Aspectos profissionais e gerenciais relacionados à autonomia do enfermeiro obstetra. Os temas foram conceptualizados com base em Foucault sobre o poder na construção da autonomia. Os conceitos e as suas relações compreenderam uma explicação teórica da autonomia do enfermeiro obstetra na assistência ao parto de risco habitual no âmbito da cultura hospitalar. O modelo construído neste estudo desvelou que o enfermeiro obstetra vivencia diferentes contextos estruturais, organizacionais e culturais capazes de influenciar o seu poder decisório na assistência ao parto. Nesses espaços, desencadeiam-se relações sociais e de poder que reproduzem o conceito de autonomia vinculado ao paradigma dominante de individualismo e de relações de domínio e submissão. Vislumbra-se a autonomia constituída por um saber-poder que amplia e respalda a atuação do enfermeiro obstetra por meio de um valor ético enaltecedor do trabalho multiprofissional. Deste modo, a autonomia é conquistada por aqueles que assumem o papel na transformação da sua práxis a partir das relações de poder estabelecidas com o outro na perspectiva do crescimento conjunto.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22710
Aparece nas coleções:PPGE - Doutorado em Enfermagem

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