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Título: Cartografia da implementação do teste rápido anti-HIV na Estratégia de Saúde da Família
Autor(es): Silva, Ilisdayne Thallita Soares da
Palavras-chave: Enfermagem. HIV. Avaliação em Saúde. Estratégia Saúde da Família. Cartografia.
Data do documento: 29-Jan-2016
Citação: SILVA, Ilisdayne Thallita Soares da. Cartografia da implementação do teste rápido anti-HIV na Estratégia de Saúde da Família. 2016. 110f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Resumo: Uma das estratégias do Ministério da Saúde para o controle da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida no Brasil foi à ampliação do acesso ao diagnóstico da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana por meio da oferta do teste rápido na Estratégia Saúde da Família. Esse teste deve ser realizado por profissionais de saúde devidamente capacitados, dentre eles o enfermeiro. Além disso, o Conselho Federal de Enfermagem aprovou a competência legal desse profissional nas ações relacionadas à testagem rápida. Nesse contexto, objetivou-se avaliar a implementação do teste rápido para diagnóstico do vírus da imunodeficiência humana na Estratégia de Saúde da Família na perspectiva de enfermeiros. Trata-se de uma pesquisa descritiva e exploratória com abordagem qualitativa. Os sujeitos do estudo foram 13 enfermeiros das Unidades de Saúde da Família da zona rural e urbana dos municípios da Quarta Regional de Saúde do Estado da Paraíba. Os dados foram coletados por meio de um roteiro de entrevista semiestruturada no período de março a junho de 2015 e foram analisados pelo método da cartografia simbólica de Boaventura de Sousa Santos. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, obtendo-se aprovação com o Certificado de Apresentação para Apreciação Ética nº 39639314.7.0000.5537. Os resultados revelaram que na dimensão da estrutura, identificaram-se deficiências na infraestrutura básica necessária para a implementação do teste na Estratégia Saúde da Família, especialmente aspectos relacionados à disponibilidade dos insumos de testagem. Além disso, as falas foram reveladoras quanto à qualidade da capacitação recebida pelos enfermeiros para a execução do teste, deixando lacunas no conhecimento desses profissionais. Na avaliação do processo, evidenciaram-se dificuldades vivenciadas pelos enfermeiros da região no desenvolvimento da testagem rápida, como a revelação do diagnóstico positivo para o vírus da imunodeficiência humana ao paciente e sobrecarga de atividades na Estratégia de Saúde da Família. No entanto, a inserção dos testes rápidos nas unidades de saúde da família pesquisadas apresentou como facilidades a rapidez no resultado do exame e a diminuição da resistência do paciente em fazer o teste. As falas dos entrevistados também mostraram que a oferta do teste rápido para o vírus da imunodeficiência humana é destinada prioritariamente às gestantes e para as demais clientelas apenas em eventos pontuais ou por demanda do paciente. Na etapa do aconselhamento, identificaram-se barreiras na abordagem de aspectos relacionados à sexualidade. Na região investigada, os testes são executados em dia específico conforme demanda programada. No encaminhamento de um paciente com resultado do teste positivo, observaram-se, a partir das falas dos entrevistados, diferentes fluxos e desconhecimento do serviço de referência para esse indivíduo. Concluiu-se que em relação à estrutura observou-se a necessidade de maior investimento no fornecimento dos insumos de testagem e na política de educação permanente dos enfermeiros inseridos nos serviços pesquisados. Além disso, há a necessidade de ampliação da oferta do teste para a população não gestante, interação entre as unidades e a rede de referência no estado, bem como a disponibilização do mesmo em todos os períodos de funcionamento do serviço.
metadata.dc.description.resumo: Uma das estratégias do Ministério da Saúde para o controle da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida no Brasil foi à ampliação do acesso ao diagnóstico da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana por meio da oferta do teste rápido na Estratégia Saúde da Família. Esse teste deve ser realizado por profissionais de saúde devidamente capacitados, dentre eles o enfermeiro. Além disso, o Conselho Federal de Enfermagem aprovou a competência legal desse profissional nas ações relacionadas à testagem rápida. Nesse contexto, objetivou-se avaliar a implementação do teste rápido para diagnóstico do vírus da imunodeficiência humana na Estratégia de Saúde da Família na perspectiva de enfermeiros. Trata-se de uma pesquisa descritiva e exploratória com abordagem qualitativa. Os sujeitos do estudo foram 13 enfermeiros das Unidades de Saúde da Família da zona rural e urbana dos municípios da Quarta Regional de Saúde do Estado da Paraíba. Os dados foram coletados por meio de um roteiro de entrevista semiestruturada no período de março a junho de 2015 e foram analisados pelo método da cartografia simbólica de Boaventura de Sousa Santos. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, obtendo-se aprovação com o Certificado de Apresentação para Apreciação Ética nº 39639314.7.0000.5537. Os resultados revelaram que na dimensão da estrutura, identificaram-se deficiências na infraestrutura básica necessária para a implementação do teste na Estratégia Saúde da Família, especialmente aspectos relacionados à disponibilidade dos insumos de testagem. Além disso, as falas foram reveladoras quanto à qualidade da capacitação recebida pelos enfermeiros para a execução do teste, deixando lacunas no conhecimento desses profissionais. Na avaliação do processo, evidenciaram-se dificuldades vivenciadas pelos enfermeiros da região no desenvolvimento da testagem rápida, como a revelação do diagnóstico positivo para o vírus da imunodeficiência humana ao paciente e sobrecarga de atividades na Estratégia de Saúde da Família. No entanto, a inserção dos testes rápidos nas unidades de saúde da família pesquisadas apresentou como facilidades a rapidez no resultado do exame e a diminuição da resistência do paciente em fazer o teste. As falas dos entrevistados também mostraram que a oferta do teste rápido para o vírus da imunodeficiência humana é destinada prioritariamente às gestantes e para as demais clientelas apenas em eventos pontuais ou por demanda do paciente. Na etapa do aconselhamento, identificaram-se barreiras na abordagem de aspectos relacionados à sexualidade. Na região investigada, os testes são executados em dia específico conforme demanda programada. No encaminhamento de um paciente com resultado do teste positivo, observaram-se, a partir das falas dos entrevistados, diferentes fluxos e desconhecimento do serviço de referência para esse indivíduo. Concluiu-se que em relação à estrutura observou-se a necessidade de maior investimento no fornecimento dos insumos de testagem e na política de educação permanente dos enfermeiros inseridos nos serviços pesquisados. Além disso, há a necessidade de ampliação da oferta do teste para a população não gestante, interação entre as unidades e a rede de referência no estado, bem como a disponibilização do mesmo em todos os períodos de funcionamento do serviço.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22808
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