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Título: Associação entre status de cobre, perfil lipídico e capacidade funcional em pacientes com esclerose lateral amiotrófica
Autor(es): Barros, Acsa Nara de Araújo Brito
Palavras-chave: Esclerose lateral amiotrófica;Cobre;Perfil lipídico
Data do documento: 13-Out-2017
Citação: BARROS, Acsa Nara de Araújo Brito. Associação entre status de cobre, perfil lipídico e capacidade funcional em pacientes com esclerose lateral amiotrófica. 2017. 59f. Dissertação (Mestrado em Nutrição) - Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2017.
metadata.dc.description.resumo: A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença caracterizada pela degeneração dos neurônios motores, levando a paralização dos músculos esqueléticos e morte. O estresse oxidativo é um dos principais mecanismos associados a patogênese da esclerose lateral amiotrófica (ELA). O cobre é um mineral capaz de influenciar a oxidação celular e perfil lipídico. O objetivo do estudo foi avaliar a associação entre status de cobre, perfil lipídico e capacidade funcional em pacientes com ELA. Foi realizado um estudo transversal com 27 pacientes com ELA (grupo caso) e 26 indivíduos saudáveis (grupo controle). A avaliação do status do cobre foi realizada mediante consumo dietético habitual do cobre, cobre no plasma e ceruloplasmina no soro. O perfil lipídico incluiu colesterol total (CT), LDL-colesterol (LDL-c), HDL-colesterol (HDL-c) e triglicerídeos (TGL). A capacidade funcional dos pacientes com ELA foi avaliada por meio escala funcional revisada para ELA (ALSFRS-R). O teste t de Student e Mann Whitney foram utilizados para a comparação de médias. A correlação entre o status do cobre e perfil lipídico foi realizada mediante o teste de correlação de Spearman. O efeito das variáveis para o desfecho escala funcional foi estimado mediante modelagem baseada na distribuição de Poisson. O nível de significância estabelecido foi de 5%. No grupo caso, os valores de cobre no plasma foram mais baixos comparados ao grupo controle (133,9 vs. 164,1mg/dL; p=0,0001) e se correlacionaram positivamente com o HDL-c (rs=0,398; p=0,044). No grupo controle, o cobre no plasma apresentou correlação positiva com ceruloplasmina no soro (rs=0,646; p<0,001), CT (rs=0,446; p=0,025), LDL-c (rs=0,445; p=0,029) e HDL-c (rs=0,479; p=0,015). Além disso, a ceruloplasmina foi positivamente correlacionada com LDL-c (rs=0,407; p=0,043). No grupo caso, cobre dietético (B=-0,373; p<0,001), cobre no plasma (B=-0,005; p=0,033) e CT (B=-0,312; p=0,001) foram inversamente associados com a capacidade funcional dos pacientes com ELA. Contrariamente, ceruloplasmina no soro (B=0,016; p=0,044), LDL-c (B=0,314; p=0,001), HDL-c (B=0,308; p=0,001) e TGL (B=0,062; p=0,001) foram positivamente associados com capacidade funcional dos mesmos. Em conclusão, esse estudo sugere uma alteração no status do cobre e na relação deste com o perfil lipídico em pacientes com ELA. Além disso, status do cobre e perfil lipídico podem influenciar a capacidade funcional dos pacientes com ELA, destacando-se como potenciais biomarcadores para avaliar a severidade dessa doença.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/24615
Aparece nas coleções:PPGNUT - Mestrado em Nutrição

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