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Title: Incontinência urinária é associada com o declínio do desempenho físico em mulheres idosas residentes na comunidade: resultados do International Mobility in Aging Study (IMIAS)
Authors: Corrêa, Luana Caroline de Assunção Cortez
Keywords: Saúde da mulher;Força muscular;Incontinência urinária;Envelhecimento;Epidemiologia
Issue Date: 26-Feb-2018
Citation: CORRÊA, Luana Caroline de Assunção Cortez. Incontinência urinária é associada com o declínio do desempenho físico em mulheres idosas residentes na comunidade: resultados do International Mobility in Aging Study (IMIAS). 2018. 43f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2018.
Abstract: Introduction: With aging, women present worse physical performance when compared to men of similar ages, suggesting that there are factors related to sex or gender, such as variables of reproductive history that may explain these differences. High parity and early maternal age are related to the occurrence of urogynecological disorders, such as Urinary Incontinence (UI), and it is also known that women who had many children and / or were mothers in adolescence have worse health conditions in old ages, including worse physical performance. Hypothesize that women who report UI have worse physical performance and a more pronounced reduction of UI over the years. However, there is a gap in the literature to prove these hypotheses. Objectives: To evaluate if there is a relationship between urinary incontinence and physical performance in older women from five sites with different socioeconomic conditions and to evaluate the influence of urinary incontinence on the change in physical performance over a two-year period. Methodology: This is a longitudinal observational study derived from the International Mobility in Aging Study (IMIAS), conducted in Saint-Hyacinthe (Quebec, Canada), Kingston (Ontario, Canada), Manizales (Colombia), Tirana (Albania) and Natal (Brazil). In this study, approximately 200 older women (65 and 74 years old) from each locality, residents on community, were evaluated in the years of 2012, 2014 and 2016. The present study presents data collected in 2014 and 2016. For the evaluation, socioeconomic data, anthropometric measures and reproductive history were collected. Physical performance was assessed using the Short Physical Performance Battery (SPPB) following a standardized protocol that measures balance, gait and lower limbs strength. The SPPB final score is a sum of the points of each test, ranging from 0 to 12 points (4 points for each test). Urinary incontinence was assessed by self-report of episodes of involuntary loss of urine in the last week, classified as "none in the past 7 days" and "some in the last 7 days". The cross-sectional relationship between UI and SPPB was assessed by multiple linear regression analysis. The evaluation of the longitudinal effect of UI on the SPPB score over 2 years was evaluated by analysis of mixed linear models. In both analyzes, covariables were considered: age, study site, education, income sufficiency, and parity. Results: The sample was composed by 915 women with mean age of 71.2 (± 2.88). The prevalence of urinary incontinence ranged from 11.4% (Natal) and 30.7% (Kingston). The women who reported some loss of urine presented a significantly lower SPPB mean than the others, even in the fully adjusted models (β =-0.469, p= 0.009). In addition, they show a significantly greater reduction in SPPB scores over two years than women who did not report UI (β =-0.533, p=0.001). Conclusion: UI is associated with worse results in SPPB and negatively influences physical performance over two years, since women with UI have a more pronounced decline in physical performance in this period. These findings serve as the basis for the planning and implementation of early interventions to improve the aging profile of women and the quality of life of this population.
Portuguese Abstract: Introdução: Com o envelhecimento, mulheres apresentam pior desempenho físico quando comparadas aos homens em idades semelhantes, sugerindo que existem fatores relacionados ao sexo ou gênero, como as variáveis de história reprodutiva, que podem explicar tais diferenças. A alta paridade e a idade materna precoce estão relacionadas com a ocorrência de alterações uroginecológicas, tais como a Incontinência Urinária (IU), e também é conhecido que mulheres que tiveram muitos filhos e/ou foram mães na adolescência apresentam piores condições de saúde na velhice, incluindo pior desempenho físico. Hipotetiza-se que a mulheres que reportam IU apresentam pior desempenho físico e uma redução mais acentuada deste com o passar dos anos. No entanto, há uma lacuna na literatura para comprovar tais hipóteses. Objetivos: Avaliar se há uma relação entre a incontinência urinária e o desempenho físico em mulheres idosas de cinco localidades com diferentes condições socioeconômicas e avaliar a influência da incontinência urinária na mudança de desempenho físico ao longo de um período de dois anos. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional longitudinal derivado do International Mobility in Aging Study (IMIAS), realizado nas cidades de Saint–Hyacinthe (Quebec, Canadá), Kingston (Ontário, Canadá), Manizales (Colômbia), Tirana (Albânia) e em Natal (Brasil). Neste estudo, aproximadamente 200 mulheres idosas (65 e 74 anos) de cada localidade, residentes na comunidade, foram avaliadas nos anos de 2012, 2014 e 2016. A presente pesquisa apresenta os dados coletados em 2014 e 2016. Para avaliação foram coletados dados socioeconômicos, medidas antropométricas e história reprodutiva. O desempenho físico foi avaliado através da Short Physical Performance Battery (SPPB) seguindo um protocolo padronizado que mede o equilíbrio, a marcha e força dos membros inferiores. O escore final da SPPB é uma soma dos pontos de cada teste, variando de 0 a 12 pontos (4 pontos para cada teste). A incontinência urinária foi avaliada por meio de autorrelato de episódios de perda involuntária de urina na última semana, e classificada como “nenhum nos últimos 7 dias” e “algum nos últimos 7 dias”. A relação transversal entre IU e SPPB foi avaliada pela análise de regressão linear múltipla. A avaliação do efeito longitudinal da IU sobre o escore da SPPB ao longo de 2 anos foi avaliada por meio de análise de modelos lineares mistos. Em ambas as análises, foram consideradas como covariáveis: idade, local de estudo, educação, suficiência de renda e paridade. Resultados: A amostra foi composta por 915 mulheres com média de idade de 71,2 (±2,88). A prevalência da incontinência urinária variou de 11,4% (Natal) e 30,7% (Kingston). As mulheres que relataram alguma perda de urina apresentam média da SPPB significativamente inferior do que as demais, mesmo nos modelos completamente ajustados (β= -0,469; p= 0,009). Além disso, elas apresentam uma redução significativamente mais acentuada no escore da SPPB ao longo de dois anos que as mulheres que não reportaram IU (β=-0,533, p=0,001). Conclusão: A IU está associada com piores resultados na SPPB e influencia negativamente no desempenho físico ao longo de dois anos, uma vez que as mulheres com IU apresentam um declínio mais acentuado do desempenho físico neste período. Esses achados servem de base para o planejamento e aplicação de intervenções precoces para melhorar o perfil de envelhecimento das mulheres e a qualidade de vida dessa população.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/25037
Appears in Collections:PPGSCOL/FACISA - Mestrado em Saúde Coletiva

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