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Title: Trajetórias militantes na relação com o MST
Authors: Silvino, Iara Cintia Oliveira
Keywords: Trajetórias de vida;Militante;Formação;MST;Reforma Agrária
Issue Date: 14-Sep-2017
Citation: SILVINO, Iara Cintia Oliveira. Trajetórias militantes na relação com o MST. 2017. 185f. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2017.
Abstract: This paper focus on the life trajectories of activists from the Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST – Movement of the rural workers without land), that when building up their activism, felt the constant need to fight for a lesser unequal society. The MST is a social movement international and nationally renomed and it‟s main goal is to perform agrarian reform in Brazil, with an particular interest, that is to occupy the unproductive lands as for the Federal Constitution‟s definition. Nonetheless, the occupation does not refers only about the larger estates, but also about ocuppying public institutions to pressure the government foward the agrarian reform and public policies within the rural settlements, expropriation of land, etc. The militants came mainly from rural enviroment, others are supporters of the MST causes, some of them applies to the militancy, that is a condition that carries many significancies, because there is the subject that considers himself an activist and the subject that the MST sees as an activist. The MST activist is initially integrated in a training process, that adapts the demands and characteristics from the MST, the formation is a continuous process, that qualifies the activist to interfeer in the reality to change it. The engajement comes in many ways, such as: occupation and/or aquisiton of a landmark; admission to the Educação de Jovens e Adultos (EJA – Adulst and Young‟s Education Program) or superior education of the federal government, etc. This paper proposes to comprehend the life trajectories from the militant experience that begins before the appliance to the movement and remains throught their lives and, as for some of them, an organizational rupture occurs, but not as for the engajement from the movement‟s politics causes. The metodology used was the participant observation as intended to build a proximous relationship with the researche‟s interluctors, and also interviews for them to describe their life trajectories before the appliance for the movement. As for the theorical references, the paper is related to theoricists that discuss how activists approaches for the MST movement. The trajectories presented in this paper pervates the dreams, ideals, life projects, sense of belonging and that are enrolled in a collective arena of the fights about the land, that is also subjectivelly significants.
Portuguese Abstract: Este trabalho aborda a trajetória de sujeitos militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que ao construírem sua militância sentiram a necessidade constante de lutar por uma sociedade menos desigual. O MST é um movimento social conhecido no âmbito nacional e internacional e postula como objetivo principal a realização da reforma agrária no país, com uma característica bastante peculiar: ocupar terras improdutivas, segundo a definição da Constituição Federal. Contudo, a ocupação não se restringe somente ao latifúndio. São ocupadas instituições públicas com forma de pressionar o Estado para a realização da reforma agrária, como também de políticas públicas para os assentamentos, a desapropriação de terras, dentre outras bandeiras. Seus integrantes são, na maioria das vezes, oriundos do meio rural, outros apoiadores das causas do MST. Alguns membros decidem pela militância, que é uma condição de diversos significados, já que existe o sujeito que se considera militante e o sujeito que é visto como tal para o MST. O militante do Movimento é inicialmente inserido num processo de formação, adaptado às demandas e características do MST e sua formação constitui-se como um processo contínuo, que habilita o militante a intervir na realidade para transformá-la. O engajamento se dá de muitas maneiras: pela ocupação e/ou aquisição de um lote, pelo acesso a Educação de Jovens e Adultos (EJA) ou ainda pela educação superior proporcionada pelo programa do governo federal, dentre outras formas de ingresso. Busco compreender trajetórias de vida a partir da vivência militante que inicia antes da inserção no MST e continua por toda a vida, ocorrendo, em alguns casos, ruptura organizacional, mas não o desengajamento político. A metodologia utilizada foi a observação participante com o intuito de construir uma relação de proximidade com o interlocutor e as interlocutoras. Fiz também uso de entrevistas para ouvir os relatos a respeito de suas trajetórias antes da inserção. Para referenciar esta pesquisa fiz o uso de teóricos que discutem tanto a temática como se aproximam. As trajetórias aqui apresentadas são permeadas de ideais, de sonhos, de projetos de vida, de pertencimentos. São histórias, enfim, que se inscrevem numa esfera coletiva da luta pela terra, carregadas de subjetividade.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/25315
Appears in Collections:PPGAS - Mestrado em Antropologia Social

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