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Título: Validação de equações de predição de antropometria e bioimpedância elétrica para estimativa da composição corporal de praticantes de ballet clássico
Autor(es): Leal, Leilane Lilian Araújo
Palavras-chave: Composição corporal;DXA;Bioimpedância elétrica;Antropometria;Dança
Data do documento: 18-Jun-2018
Citação: LEAL, Leilane Lilian Araújo. Validação de equações de predição de antropometria e bioimpedância elétrica para estimativa da composição corporal de praticantes de ballet clássico. 2018. 99f. Dissertação (Mestrado em Nutrição) - Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2018.
Resumo: The practice of classical ballet promotes posture, improvement in physical conditioning, muscle tonus and body modeling, resulting in an increase in energy expenditure. To provide fluidity of dance movements, low body weight and lower fat mass indexes are recommended for practitioners, so that body composition is directly related to ballet performance. Evaluating body composition of classical ballet practitioners is important for maintaining the general health conditions, as well as to avoid deleterious consequences of a low body weight. Although dual-energy-X-ray absorptiometry (DXA) is considered a reference method, anthropometry and bioelectrical impedance (BIA) are more accessible, but dependent on the use of prediction equations suitable for estimating Body Fat (BF) or Fat-Free Mass (FFM). Different equations for distinct populations are found in the literature, and no specific equations for Brazilian dancers are found. The aim of present study was to validate anthropometry and BIA equations for body composition, comparing them with DXA, for non-professional classical ballet dancers. A cross-sectional study was conducted, with data collection between June 2016 and December 2017. Female ballet dancers at intermediate/advanced level (n = 37) were assessed. Body composition evaluation included total body assessments using DXA, anthropometric assessments and tetrapolar BIA. Twenty different predictive equations of anthropometry (n=8) and BIA (n=12) were used to estimate the Body Fat (BF) and Fat-Free Mass (FFM). The correlation between the BF or FFM results given by equations and DXA was determined by the Pearson’s correlation (r). The one sample T-test was used to verify if the mean differences between the results of the equations against DXA significantly differed from zero. The concordance between the different equations and DXA was determined through the Bland-Altman analysis, using simple linear regression to test the presence of proportional bias between the equations and DXA. The studied population had a median age of 19 (16, 24) years and a mean BF of 28.37 (7.01)% by DXA. For BF determined by anthropometry equations, the one proposed by Durnin & Womersley (1974) presented good agreement (r = 0.852, p < 0.000, e one sample T-test p =0.600), with no proportional bias (R² = -0.055, beta = 0.021, p = 0.929). For the BIA equations, none of the predictive equations tested were valid for the study population. The results showed that only the equation proposed by Durnin & Womersley was applicable in the evaluation of body composition of the classical ballet dancers studied, emphasizing the importance of the validation of equations when applied in specific populations.
metadata.dc.description.resumo: A prática do ballet clássico promove boa postura, melhora no condicionamento físico, tônus muscular e modelamento do corpo, resultando em um aumento no gasto energético. Para proporcionar a leveza e fluidez dos movimentos da dança, preconiza-se um baixo peso corporal e menores índices de massa gorda aos seus praticantes, de forma que a composição corporal está diretamente relacionada com o desempenho esportivo. Nesse sentido, avaliar a composição corporal de praticantes de ballet clássico é importante para manutenção das condições gerais de saúde, bem como necessária para evitar conseqüências deletérias devido a um baixo peso corporal. Apesar de absorciometria por dupla energia de raios X (DXA) ser considerada um método de referência, a antropometria e a bioimpedância elétrica (BIA) são técnicas mais acessíveis, porém dependentes da utilização de equações de predição adequadas para a estimativa de massa gorda (MG) ou massa livre de gordura (MLG). Apesar de diferentes equações para populações distintas estarem disponíveis na literatura, não foram encontradas equações específicas ou validadas para bailarinas brasileiras na literatura consultada. Diante disso, o presente estudo propôs-se a validar equações de predição de antropometria e BIA para estimativa da composição corporal em praticantes de ballet clássico, comparando-as com os resultados obtidos pela DXA. Realizou-se um estudo transversal, com coleta de dados entre junho de 2016 e abril de 2018, no qual avaliaram-se 37 praticantes de ballet clássico do gênero feminino em um nível intermediário/avançado. Os exames de avaliação da composição corporal incluíram: avaliação de corpo total por meio da DXA, avaliação antropométrica e avaliação da BIA com uso de aparelho tetrapolar. Vinte diferentes equações de predição foram testadas, sendo 8 equações para MG utilizando a antropometria e 12 para predição de MLG utilizando dados de BIA. Realizou-se a correlação entre os resultados de MG ou MLG dados pelas equações e pela DXA pela correlação de Pearson (r). O one sample T-test foi usado para verificar se as diferenças médias entre os resultados das equações e a DXA diferiam significativamente de zero. A validade entre as diferentes equações e a DXA foi determinada através da análise de Bland-Altman, utilizando-se a regressão linear simples para testar a presença de viés proporcional entre as equações testadas e a DXA. A amostra estudada apresentou mediana de idade de 19 (16, 24) anos e média de 28,37 (7,01)% de MG obtida pela DXA. Para MG determinada por equações de antropometria, a equação proposta por Durnin & Womersley (1974) apresentou boa concordância com a DXA (r = 0,852, p < 0,000, e one sample T-test p = 0,600), não apresentando viés proporcional (R² = -0,055, beta = 0,021, p = 0,929). Para MLG pela BIA, nenhuma das equações preditivas testadas mostrou-se válida para a população em estudo. Os resultados demostraram que apenas a equação proposta por Durnin & Womersley para predição de MG foi aplicável na avaliação da composição corporal das praticantes de ballet clássico estudadas, ressaltando-se a importância da necessidade de validação de equações ao aplicalas em populações específicas.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/25863
Aparece nas coleções:PPGNUT - Mestrado em Nutrição

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