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Título: A relação entre o envolvimento religioso materno e a mortalidade na infância na Região Nordeste em 2010
Autor(es): Souza, Mayany Cleyses Morais de
Palavras-chave: Mortalidade na infância;Mortalidade infantil;Religião;Censo Demográfico 2010;Região Nordeste
Data do documento: 7-Ago-2018
Referência: SOUZA, Mayany Cleyses Morais de. A relação entre o envolvimento religioso materno e a mortalidade na infância na Região Nordeste em 2010. 2018. 92f. Dissertação (Mestrado em Demografia) - Centro de Ciências Exatas e da Terra, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2018.
Abstract: The present study highlighted maternal religious affiliation as an important factor associated with infant mortality. The main objective of this study was to analyze the relationship between infant mortality and maternal religious affiliation categories for the Northeast Region in 2010. In Brazil, infant and child mortality rates are declining considerably (SZWARCWALD & CASTILHO, 1995; GARCIA & SANTANA, 2011; TEIXEIRA et al, 2016). In addition, the country has undergone significant demographic, economic, social, environmental and cultural transformations, among which, changes in the religious field are also observed (ALVES, CAVENAGHI & BARROS, 2014). In order to reach the proposed objectives, this study used as a source Demographic Census 2010 database that provides details on religious affiliation, as well as data on infant and child mortality and several of its associated factors. To reach the proposed objectives, three Poisson regression models with robust variance were applied for infant and child mortality: Model 1 included only the associated factor of interest in this dissertation (maternal religious affiliation). Maternal demographic characteristics (age, color / race, parity and marital status) were added in Model 2, and in Model 3, the economic characteristics of the mother and household were added (levels of schooling, urban/rural household, type of sewage, the existence of piped water in the residence and if someone in the household received benefits from social programs). Among the main results obtained, it is highlighted that maternal religious affiliation was not associated with infant mortality. In the case of child mortality, maternal religion reached statistical significance in Model 1, in which the 'traditional evangelical' (RR = 0.76, p <0.05) and 'Pentecostals evangelical' (RR = 0.80; p <0.05) showed protective effects. In Model 2, the category 'traditional evangelical' lost statistical significance, but the group of Pentecostal mothers not only maintained a statistically significant association, but also increased its protective effect (RR = 0.84, p <0.05). Others results showed deleterious effects of maternal age’s extremes: '10 to 19 years '(RR = 1.38, p <0.05) and '35 years or more' (RR = 1.33, p <0.05). Also, parity equal three or more children (RR = 1.39, p <0.05), being widowed (RR = 1.64, p <0.10) and residing at home with adequate sanitary sewage (RR= 0.73, p <0.05). In general, the results found for religious affiliation partially corroborate the Wood, Williams & Chijiwa (2007) hypothesis that, over time, Pentecostal mothers would reach the level of traditional Protestant mothers in terms of death protection in childhood.
Resumo: O presente estudo destacou a afiliação religiosa materna como um importante fator associado ao óbito infantil, sendo o principal objetivo desse trabalho analisar a relação entre mortalidade na infância e categorias de afiliação religiosa materna para a Região Nordeste em 2010. No Brasil, as taxas de mortalidade na infância e infantil têm apresentado tendência decrescente nas últimas décadas (SZWARCWALD & CASTILHO, 1995; GARCIA & SANTANA, 2011; TEIXEIRA et al, 2016). Além disso, o país tem passado por importantes transformações demográficas, econômicas, sociais, ambientais e culturais, entre as quais, são verificadas também mudanças no campo religioso (ALVES, CAVENAGHI & BARROS, 2014). Para o alcance dos objetivos propostos, esse estudo utilizou como fonte de informações o Censo Demográfico 2010 e foram aplicados três modelos de regressão de Poisson com variância robusta para a mortalidade infantil e na infância: O Modelo 1 incluiu apenas o fator associado de interesse da dissertação (afiliação religiosa materna). No Modelo 2 foram acrescentadas as características demográficas maternas (faixa etária, cor/raça, parturição e estado civil), e no Modelo 3, foram acrescentadas as características econômicas da mãe e do domicílio (níveis de escolaridade, situação censitária do domicílio, tipo de esgotamento sanitário, existência de água canalizada no domicílio e se alguém no domicílio recebia benefícios de programas sociais). Entre os principais resultados obtidos, destaca-se que a afiliação religiosa materna não se mostrou associada à mortalidade infantil em nenhum dos três modelos ajustados. Já no caso da mortalidade na infância, a religião materna alcançou significância estatística no Modelo 1, em que as categorias ‘evangélicas tradicionais’ (RP=0,76; p<0,05) e ‘evangélicas pentecostais’ (RP=0,80; p<0,05) se revelaram protetoras à ocorrência desses óbitos. No Modelo 2, a categoria das mães tradicionais perdeu significância estatística, porém, o grupo das mães evangélicas pentecostais não apenas manteve associação estatisticamente significativa como teve seu efeito protetor potencializado (RP=0,84; p<0,05). Ainda se associaram ao óbito na infância, os extremos da idade materna ao ter o filho: ’10 a 19 anos’ (RP=1,38; p<0,05) e ’35 anos ou mais’ (RP=1,33; p<0,05). E também, a parturição igual ou superior a três filhos (RP=1,39; p<0,05), ser viúva (RP=1,64; p<0,10) e residir em domicílio com esgotamento sanitário adequado (RP=0,73; p<0,05). De um modo geral, os resultados encontrados para a afiliação religiosa corroboram em parte a hipótese de Wood, Williams & Chijiwa (2007) de que com o passar do tempo as mães pentecostais alcançariam o patamar das mães protestantes tradicionais em termos de proteção ao óbito na infância.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/26004
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