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Title: A atividade profissional dos técnicos de enfermagem de NatalRN e o manejo do risco psicossocial
Authors: Prestes, Miliana Galvão
Keywords: Riscos psicossociais no trabalho;Gestão do poder de agir profissional;Atividade laboral de técnicos de enfermagem;Clínica da atividade
Issue Date: 30-Dec-2014
Citation: PRESTES, Miliana Galvão. A atividade profissional dos técnicos de enfermagem de NatalRN e o manejo do risco psicossocial. 2014. 190f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2014.
Portuguese Abstract: O objetivo central desta pesquisa foi investigar como técnicos de enfermagem em situação presumida de risco psicossocial fazem a gestão dos aspectos internos, concernentes a sua subjetividade, bem como dos recursos externos disponíveis no exercício de sua atividade de trabalho. Os trabalhadores vêm sendo cada vez mais confrontados com situações em que o nível de exigências em relação à atividade de trabalho aumenta, enquanto os recursos individuais e coletivos disponíveis para enfrentá-las diminuem. Em sua definição clássica, os riscos psicossociais constituem um conjunto de aspectos que atingem os trabalhadores e que usualmente estão relacionados à ocorrência de estresse, assédio moral ou sexual e outras formas de violência, conducentes a manifestações diversas de sofrimento subjetivo como adoecimento, depressão e até suicídio. Esse trabalho, por sua vez, se alinha a uma perspectiva contra-hegemônica de risco psicossocial entendendo que o mesmo não pode se restringir apenas à consideração de fatores estressores externos, mas deve necessariamente levar em conta a gestão de tais estressores pelo próprio indivíduo envolvido. A proposta é investigar qual a margem que os trabalhadores em situação coletiva de risco psicossocial possuem para efetivamente realizarem um trabalho que eles próprios avaliem como bem feito, além de desenvolverem tal prática. A pesquisa aqui descrita combinou abordagens metodológicas quantitativas e qualitativas, de forma não-sequencial, abrangendo dois estudos em interlocução: 1. Um primeiro estudo de levantamento epidemiológico do tipo survey a partir do questionário JCQ (Job Content Questionnaire)-KARASEK-BRASIL e de uma Ficha Sócio-Demográfica e Funcional, com uma amostra representativa da população de referência. 2. Um segundo estudo que consistiu na abordagem clínica à atividade de trabalho de dois técnicos de enfermagem, através da instrução ao sósia. A integração das análises dos dois estudos permitiu constatar que a ocupação profissional em questão não pode efetivamente ser caracterizada como submetida, coletivamente, a contexto de risco piscossocial, o que mobiliza formas de maior ou menor efetividade para a gestão individual dessas situações. Os dados obtidos no primeiro estudo não confirmam que o gênero profissional pesquisado pode ser considerado como em situação de risco psicossocial. Entretanto, a amostra apresenta uma polarização internas demonstrada pela existência de dois grupos caracterizados por níveis diferentes de estresse relacionado ao trabalho. O nível de estresse coletivo evidenciado pelo instrumento não parece muito diferente do que seria obtido de uma amostra ampla de ocupações profissionais, mas isso precisaria passar por uma verificação empírica. Os dados do segundo estudo, por outro lado, mostram que o poder de agir em atividade profissional demanda a consideração tanto de aspectos externos, quanto de aspectos relacionados à forma do indivíduo lidar com aqueles aspectos. Tais dados dão suporte, portanto, a uma perspectiva de concepção do risco psicossocial que ultrapassa a abordagem higienista de limitação de tal risco à externalidade de fatores vinculados à organização do trabalho.
Abstract: The central objective of this research was to investigate how nursing technicians in presumed situation of psychosocial risk make the management of internal aspects concerning their subjectivity, as well as the available external resources in the exercise of their professional activity. The workers have been increasingly confronted with situations where the level of demand regarding work activity increases, while the individual and collective resources available to address them decrease. In its classic definition, psychosocial risks are a number of aspects that affect workers and are usually related to the occurrence of stress, psychological or sexual harassment and other forms of violence, leading to several manifestations of subjective distress as illness, depression and even suicide. This work, in turn, is aligned to a counter-hegemonic perspective of psychosocial risk understanding that the risk can not be restricted to consideration of external stress factors, but must necessarily take into account the management of such stressors by the individual involved. The proposal is to investigate what margin that workers in psychosocial risk collective situation have to effectively perform a job that they themselves assess how well done, in addition to developing the practice. The research described herein combined quantitative and qualitative methodological approaches, non-sequential manner, including two studies in dialogue: 1. A first epidemiological study that investigates the survey type from the JCQ questionnaire (Job Content Questionnaire)-KARASEK-BRAZIL and one Socio-Demographic and functional Sheet, with a representative sample of the reference population. 2. A second study was the clinical approach to the work activity of two nursing technicians, through instruction to double. The integration of the analysis of the two studies it was established that the occupation in question can effectively be characterized as submitted collectively the context of psychosocial risk, which mobilizes forms of greater or lesser effectiveness for individual management of those situations. Data from the first study did not confirm that the professional researched gender can be considered in risk situation. However, the sample has an internal bias demonstrated by the existence of two groups characterized by different levels of work-related stress. The level of collective stress evidenced by the instrument does not seem very different from what would be obtained from a large sample of occupation, but this would need to go through an empirical verification. The data from the second study, moreover, show that the power to act on demand occupation consideration both external aspects, the aspects related to the shape of the individual deal with those aspects. These data support, so a design perspective of psychosocial risk that exceeds the hygienist approach of limiting this risk to external factors related to work organization.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/26426
Appears in Collections:PPGPSI - Mestrado em Psicologia

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