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Title: Relação entre o nível de conhecimento sobre o sono e os hábitos e qualidade de sono, e os componentes da atenção em universitários
Authors: Pereira, Emanuelle Silva
Keywords: Ciclo sono e vigília;Adolescentes;Conhecimento sobre o sono;Hábitos de sono;Qualidade de sono;Componentes da atenção
Issue Date: 26-Mar-2019
Citation: PEREIRA, Emanuelle Silva. Relação entre o nível de conhecimento sobre o sono e os hábitos e qualidade de sono, e os componentes da atenção em universitários. 2019. 76f. Dissertação (Mestrado em Psicobiologia) - Centro de Biociências, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2019.
Portuguese Abstract: O atraso de fase do sono, caracterizado por horários mais tardios de dormir e acordar, visto na adolescência, pode persistir após o ingresso dos jovens na universidade. Esse atraso resulta no encurtamento da duração do sono dos estudantes que estudam pela manhã, uma vez que são obrigados a adiantar o horário de acordar na semana letiva. Esse comportamento pode modificar os hábitos e qualidade de sono e assim, ocasionar prejuízo na atenção daqueles do turno matutino. Sabendo que a atenção é um processo básico capaz de interferir em outros processos cognitivos e que o conhecimento atua na tomada de decisões, investigamos a relação entre o nível de conhecimento sobre o sono e os hábitos e a qualidade de sono, e os componentes da atenção de jovens de uma universidade pública do RN. Os 35 participantes (19,8 ±1,9 anos - 27 mulheres e 8 homens) responderam aos questionários: A Saúde e o Sono, Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh, Escala de Sonolência de Epworth, Questionário de MatutinidadeVespertinidade de Horne & Östberg; preencheram o Diário de Sono e usaram um actímetro por 10 dias, e realizaram uma Tarefa de Execução Contínua. No geral, o G2 (grupo com maior nível de conhecimento sobre o sono) relatou melhores hábitos do sono quando comparado ao G1 (grupo com menor nível de conhecimento sobre o sono), tais como: menor uso do celular e maior frequência de despertares espontâneos nos dias de aula; menor consumo de cafeína antes de dormir e menor irregularidade no tempo total de sono entre semana e fim de semana. Independente do grupo, alguns hábitos de sono diferiram entre os dias de aula e os dias livres. Os horários de deitar, dormir, acordar e levantar ocorreram mais cedo nos dias de aula (Anova, p<0,05), o tempo total na cama e o tempo total de sono foram menores nos dias de aula (Anova, p<0,05), porém o número de despertares após o início do sono foi maior nos dias livres (Anova, p<0,05). A qualidade de sono não diferiu em função do conhecimento sobre o sono, enquanto os escores de sonolência diurna foram correlacionados negativamente com o número de acertos nas alternativas sobre o sono (r=-0,35, p<0,05). Além disso, a sonolência diurna excessiva foi relatada com maior frequência pelo G1 (X2 , p<0,05), que tendeu a ter escores médios superiores de sonolência diurna (Mann-Whitney, p=0,07). Ao despertar, a sonolência diferiu apenas entre os dias de aula e os dias livres (Anova, p<0,05). O desempenho na tarefa que avalia os quatro componentes da atenção diferiu do esperado, visto que não houve relação entre o conhecimento e o desempenho atencional. A maior parte dos indicadores e componentes de atenção não difeririam entre os grupos. Houve apenas uma tendência do G2 em apresentar uma redução no percentual de respostas corretas ao longo da tarefa (Anova, p=0,09), sugerindo uma menor atenção sustentada neste grupo. Portanto, sugere-se que o conhecimento sobre o sono esteja relacionado à prática de melhores hábitos de sono e menor sonolência diurna. Porém, não foram observadas relações entre o conhecimento, a qualidade de sono e o desempenho na tarefa de atenção. Portanto, faz-se necessário ampliar a amostra para avaliar melhor a relação entre o nível de conhecimento sobre o sono e os hábitos e a qualidade de sono, e os componentes da atenção em universitários.
Abstract: The delayed sleep phase, characterized by later sleeping and waking hours, seen in adolescence, may persist after the youths' entry into university. This delay is associated to a reduction on sleep duration in students of morning shift, since they must wake-up earlier on school days. This behavior can modify the habits and quality of sleep and thus, cause damage in the attention of those of the morning shift. Knowing that attention is a basic process capable of interfering in other cognitive processes and that knowledge acts in decision making, we investigate the relationship between the level of knowledge about sleep and habits and the quality of sleep, and the components of attention in young people from an RN public university. The 35 participants (19.8 ± 1.9 years old - 27 women and 8 men) answered the questionnaires: Health and Sleep, Pittsburgh Sleep Quality Index, Epworth Sleepiness Scale, Morningness-Eveningness Questionnaire & Östberg; filled out the Sleep Diary and used an actiwatch for 10 days, and performed a Continuous Execution Task. Overall, G2 (group with higher level of knowledge about sleep) reported better sleep habits when compared to G1 (group with lower level of knowledge about sleep), such as: lower cell phone use and higher frequency of spontaneously awakening on school days, lower caffeine intake before sleep and irregularity in total sleep time between week and weekend days. Regardless of the group, some sleep habits differed between school days and free days. The bedtimes, sleep onset, wake-up times and get up times occurred earlier in school days (Anova, p <0.05) and the total time in bed and total sleep time were shorter on school days (Anova, p <0.05). However, the number of awakenings after sleep onset was greater on the days off (Anova, p <0.05). The quality of sleep did not differ according to the knowledge about sleep whereas daytime sleepiness scores were negatively correlated with the number of correct sleep alternatives (r = -0.35, p <0.05). Daytime sleepiness was reported more frequently by G1 (X2, p <0.05) who tended to have higher means of sleepiness scores (Mann-Whitney, p =0.07). At wake-up time, the sleepiness differed only between class and free days (Anova, p <0.05). The performance in the task that evaluates the four components of attention differed from that expected, since there was no relationship between performance and sleep knowledge. Most indicators of the components of attention did not differ. There was only a tendency for G2 to present a reduction in the percentage of correct responses throughout the task (Anova, p = 0.09), suggesting a trend towards a lower sustained attention. Therefore, it is suggested that knowledge about sleep is related to the practice of better sleep habits and lower diurnal sleepiness. However, no relationship was observed regarding knowledge, sleep quality and performance in the attention task. Therefore, it is necessary to expand the sample to clarify the relationship between the levels of knowledge about sleep and sleep habits and quality, and the components of attention in college students.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/27437
Appears in Collections:PPGPSICO - Mestrado em Psicobiologia

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