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Title: Efeitos do treino em esteira inclinada sobre os parâmetros funcionais, cardiovasculares e qualidade de vida de indivíduos com acidente vascular cerebral: ensaio clínico randomizado
Authors: Silva, Raiff Simplício da
Keywords: Fisioterapia;Marcha;Reabilitação;Exercício aeróbico;Terapia por exercício
Issue Date: 28-Feb-2020
Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citation: SILVA, Raiff Simplício da. Efeitos do treino em esteira inclinada sobre os parâmetros funcionais, cardiovasculares e qualidade de vida de indivíduos com acidente vascular cerebral: ensaio clínico randomizado. 2020. 72f. Dissertação (Mestrado em Fisioterapia) - Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2020.
Portuguese Abstract: Contextualização: Diante das repercussões ocasionadas por um Acidente Vascular Cerebral (AVC), tem sido posta a importância do treino aeróbico, em especial o treino em esteira, na melhora das variáveis funcionais e cardiovasculares e da qualidade de vida dos indivíduos acometidos pela doença. Contudo, poucos estudos têm comparado os efeitos de diferentes protocolos de inclinação da esteira na melhora dessas variáveis. Objetivos: Avaliar os efeitos de um protocolo de treinamento de marcha em esteira em diferentes inclinações sobre variáveis funcionais, cardiovasculares e qualidade de vida de indivíduos com AVC crônico. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico randomizado e cego, do qual participaram 26 indivíduos de ambos os sexos, com idade entre 20 e 70 anos e sequela de AVC há mais de 6 meses. Os participantes foram randomizados em 3 grupos: grupo controle (GC, n=8), que realizou treinamento em esteira sem inclinação; grupo experimental 1 (GE1, n=8), que realizou treinamento com esteira inclinada à 5%; e grupo experimental 2 (GE2, n=10), que realizou treinamento em esteira inclinada à 10%. A intervenção constou de 3 sessões semanais durante um período de 6 semanas. Os indivíduos foram avaliados em 3 momentos (pré-treino, póstreino e seguimento) quanto as medidas de desfecho (velocidade da marcha, capacidade funcional [distância percorrida], torque neuromuscular, parâmetros cardiovasculares [pressão arterial sistêmica – PA e frequência cardíaca-FC] e qualidade de vida). Na análise estatística, utilizou-se o teste de Shapiro-Wilk, para verificação da normalidade dos dados; além disso, utilizou-se a Análise de Variância (ANOVA) two-way de medidas repetidas para verificação do efeito das intervenções, considerando as medidas temporais (pré-treino, pós-treino e seguimento) e a variável “grupo” como fator entre os sujeitos. Resultados: A ANOVA não demonstrou haver interação tempo*grupo em nenhum dos desfechos de FC e PA, bem como para as variáveis funcionais e qualidade de vida. Contudo, as variáveis PA média e velocidade da marcha foram diferentes ao longo do tempo: PA média mostrou redução (F=3,604; P=0,036) e a velocidade da marcha exibiu aumento (F=4,963; P=0,014). Em relação à capacidade funcional, o GE2 apresentou no pós-treinamento, em comparação com o GC e com o GE1, um tamanho de efeito (diferença média) de 20,6 e 28,2 metros, respectivamente. Conclusão: De maneira geral, o treinamento em esteira inclinada e o treino sem inclinação produziram melhora em variáveis cardiovasculares (PA média) e funcionais (velocidade da marcha); porém, sem superioridade de uma forma de treinamento em relação à outra. A capacidade funcional demonstrou ser clinicamente superior na inclinação de 10%, apesar da não relevância estatística. Nenhum dos tipos de intervenção foi capaz de promover alterações em outras variáveis cardiovasculares, funcionais e na qualidade da vida dos participantes do estudo. Os resultados obtidos enfatizam a necessidade de mais estudos a respeito dos efeitos do treino em esteira inclinada sobre as variáveis cardiovasculares e funcionais, e sobre a qualidade de vida de indivíduos com AVC crônico.
Abstract: Contextualization: In view of the repercussions caused by a stroke, has been placed the importance of aerobic training, especially the treadmill training, in improving functional and cardiovascular variables and the quality of life of individuals affected by the disease. However, few studies have compared the effects of different inclination protocols on the improvement of these variables. Objectives: To evaluate the effects of a treadmill training protocol with different inclinations on functional, cardiovascular variables and quality of life of individuals with chronic stroke. Methods: This is a randomized and blinded clinical trial, in which participated 26 individuals of both genders, aged between 20 and 70 years old, and time post-stroke for more than 6 months. Participants were randomized into 3 groups: control group (CG, n = 8), who performed treadmill training without inclination; experimental group 1 (EG1, n = 8), who performed training with a 5% inclined treadmill; and experimental group 2 (EG2, n = 10), who performed training on a 10% inclined treadmill. Interventions consisted of 3 weekly sessions over a period of 6 weeks. Participants were evaluated in 3 moments (pre-training, post-training and followup) regarding outcome measures (gait speed, functional capacity [distance covered], neuromuscular torque, cardiovascular parameters [systemic blood pressure - BP and heart rateFC] and quality of life). In the statistical analysis, the Shapiro-Wilk test was used to verify the normality of the data; in addition, the two-way Analysis of Variance (ANOVA) with repeated measures was used to verify the effect of the interventions considering the temporal measures (pre-training, post-training and follow-up) and the “group” variable as a factor between subjects. Results: ANOVA did not demonstrate any time * group interaction in any of the HR and BP outcomes, as well as for the functional variables and quality of life. However, the mean BP and gait speed variables were different over time: mean BP showed a reduction (F = 3.604; P = 0.036) and the gait speed showed an increase (F = 4.963; P = 0.014). Regarding the functional capacity, the GE2 presented in the post-training, in comparison with the CG and with the GE1, an effect size (mean difference) of 20.6 and 28.2 meters, respectively. Conclusion: In general, training on an inclined treadmill and training without an inclination produced improvement in cardiovascular (mean BP) and functional (gait speed) variables; however, without superiority of one form of training in relation to the other. Functional capacity was shown to be clinically superior at the 10% inclination, despite not being statistically relevant. None of the types of intervention was able to promote changes in other cardiovascular, functional and quality of life variables of the study participants. The results obtained emphasize the need for further studies on the effects of training on a treadmill on cardiovascular and functional variables, and on the quality of life of individuals with chronic stroke.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/29496
Appears in Collections:PPGFS - Mestrado em Fisioterapia

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