Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/30037
Title: Influência do consumo de alimentos ultraprocessados em indicadores nutricionais de vitamina E de mulheres lactantes
Authors: Amorim, Natália Carlos Maia
Keywords: Processamento de alimentos;Consumo alimentar;Leite materno;Alfa-tocoferol;Lactação;Aleitamento materno
Issue Date: 4-Mar-2020
Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citation: AMORIM, Natália Carlos Maia. Influência do consumo de alimentos ultraprocessados em indicadores nutricionais de vitamina E de mulheres lactantes. 2020. 73f. Dissertação (Mestrado em Nutrição) - Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2020.
Portuguese Abstract: O consumo de alimentos ultraprocessados pode levar ao aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis, inadequação na ingestão de micronutrientes, entre outros desfechos. Portanto, é importante avaliar esse consumo durante a lactação e seu impacto na composição do leite e estado nutricional materno, pois a alimentação materna deve garantir uma adequada composição nutricional do leite, evitando o estabelecimento de deficiências, como a deficiência de vitamina E (DVE). Assim, este estudo teve como objetivo avaliar a influência da participação do consumo de alimentos ultraprocessados na ingestão de vitamina E e concentração de vitamina E do leite e soro de mulheres lactantes. O estudo foi de corte transversal com 294 mulheres lactantes atendidas em hospitais universitários do Rio Grande do Norte, Barsil. A coleta de sangue e de leite materno foi realizada por volta de 90 dias pósparto, em jejum, e a concentração de vitamina E (alfa-tocoferol) das amostras foi analisada por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC). O perfil de vitamina E do leite materno foi avaliado considerando a projeção da quantidade da vitamina encontrada em volume estimado de consumo diário (780 mL/dia) e comparado a recomendação para lactentes (4 mg/dia). O consumo alimentar das mulheres foi obtido por três Recordatórios de 24 horas (com intervalo de 30 dias) e os alimentos foram classificados segundo a NOVA em in natura ou minimamente processados, ingredientes culinários processados, processados e ultraprocessados. Também foi analisado a ingestão de energia, gordura total, saturada, monoinsaturada, polinsaturada e vitamina E. As participantes foram agrupadas segundo os tercis de contribuição energética de alimentos ultraprocessados. O teste de Kruskal-Wallis foi utilizado para comparar os grupos divididos pelos tercis e foi realizado teste de regressão linear múltipla, sem e com ajuste para renda familiar, para avaliar a relação do consumo de alimentos ultraprocessados com os indicadores nutricionais da vitamina. O consumo dos alimentos in natura ou minimamente processados contribuiu com 51% da ingestão energética e os alimentos ultraprocessados com 16%. Todas as mulheres lactantes apresentaram consumo dietético de vitamina E abaixo do recomendado (<16 mg/dia) e quase um terço desse consumo (27%) eram de alimentos ultraprocessados. O alfa-tocoferol no soro materno foi 1144 (344) µg/dL, com 5% (n=11) de DVE (<517 µg/dL), e no leite materno foram encontrados valores médios de 362 (170) µg/dL, sendo 78% abaixo da estimativa de valor diário recomendado para lactentes. A maior participação dos alimentos ultraprocessados na dieta foi associada a menores concentrações de alfa-tocoferol no soro (β=-0,163, p=0,006) e ao perfil inadequado de vitamina E do leite materno (β=-0,144, p=0,014). Os principais achados deste estudo revelaram impacto negativo da maior participação do consumo de alimentos ultraprocessados no perfil de indicadores de vitamina E em mulheres lactantes, alertando para a possível redução dos níveis circulantes maternos da vitamina e do seu fornecimento aos lactentes via leite materno. Assim, reforçamse as atuais diretrizes alimentares para a população lactante, no tocante a se evitar o consumo de alimentos ultraprocessados, visando a promoção de uma alimentação adequada e saudável e prevenção da DVE nesse período da vida.
Abstract: The intake of ultra-processed foods can lead to the onset of chronic noncommunicable diseases, inadequate micronutrient intake, among other outcomes. Therefore, it is important to assess this consumption during lactation and its impact on milk composition and maternal nutritional status, as maternal nutrition must ensure an adequate nutritional composition of milk, avoiding the establishment of deficiencies, such as vitamin E deficiency (VED). Thus, this study aimed to evaluate the influence of the participation of the intake of ultra-processed foods in the vitamin E intake and vitamin E concentration in milk and serum of lactating women. The study was crosssectional with 294 lactating women attended at university hospitals in Rio Grande do Norte, Brazil. Blood and breast milk collection was performed around 90 days postpartum, while fasting, and the vitamin E concentration (alpha-tocopherol) was analyzed by High Performance Liquid Chromatography (HPLC). The vitamin E profile of breast milk was evaluated considering the projection of the amount of the vitamin found in the estimated volume of daily consumption (780 mL/day) and compared to the recommendation for infants (4 mg/day). The women's food intakes were obtained through three 24-hour recalls (with an interval of 30 days) and the foods were classified according to NOVA into unprocessed or minimally processed, processed culinary ingredients, processed and ultra-processed foods. Energy intake, total, saturated, monounsaturated, polyunsaturated and vitamin E intake were also analyzed. Participants were grouped according to the energy contribution tertiles of ultraprocessed foods. The Kruskal-Wallis test was used to compare the groups divided by the tertiles and a multiple linear regression test was performed, without and with adjustment for family income, to assess the relationship between the consumption of ultra-processed foods and the nutritional indicators of the vitamin. The intake of unprocessed or minimally processed foods contributed with 51% of energy intake and ultra-processed foods with 16%. All lactating women had a dietary intake of vitamin E below the recommended amount (<16 mg/day) and about 27% of this consumption was ultra-processed foods. Alpha-tocopherol in maternal serum was 1144 (344) µg/dL, with 5% (n = 11) VED (<517 µg/dL), and in breast milk, mean values of 362 (170) µg/dL were found , being 78% below the recommended daily value estimate for infants. The greater participation of ultra-processed foods in the diet was associated with lower concentrations of alpha-tocopherol in serum (β=-0.163, p=0.006) and the inadequate vitamin E profile of breast milk (β=-0.144, p=0.014). The main findings of this study revealed a negative impact of the greater participation of the consumption of ultraprocessed foods in the profile of vitamin E indicators in lactating women, alerting to the possible reduction in maternal circulating levels of vitamin and its supply to infants via breast milk. Thus, the current dietary guidelines for the lactating population are reinforced, with regard to avoiding the consumption of ultra-processed foods, aiming at the promotion of an adequate and healthy diet and prevention of EVD during this period of life.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/30037
Appears in Collections:PPGNUT - Mestrado em Nutrição

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
Influenciaconsumoalimentos_Amorim_2020.pdf1.03 MBAdobe PDFThumbnail
View/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.