PPGPSICO - Mestrado em Psicobiologia
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Navegando PPGPSICO - Mestrado em Psicobiologia por Autor "Alencar, Anuska Irene de"
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Dissertação Avaliação da pró-socialidade materna como modelo para a prósocialidade em crianças(2018-04-26) Soares, Elenice; Lopes, Fivia de Araújo; ; ; Alencar, Anuska Irene de; ; Rodrigues, Ronaldo Pilati;A Psicologia Evolucionista (PE) é uma perspectiva que parte dos conhecimentos sobre a Teoria da Evolução e os utiliza para buscar compreender os comportamentos e a mente humana. Ela teve origem a partir de elementos da psicologia cognitiva e da biologia evolutiva, abrangendo tanto aspectos biológicos quanto culturais. O princípio fundamental da PE é que o cérebro humano é moldado para solucionar questões relacionadas à sobrevivência e reprodução. Para compreendermos isso é necessário ter em mente que o cérebro foi moldado ao longo do tempo, no chamado Ambiente de Adaptação Evolutiva (AAE), ou seja, o ambiente onde nossos ancestrais caçadores-coletores viveram. Esse ambiente tinha características diferentes das que encontramos hoje; a busca por alimento possivelmente demandava maior gasto de energia, os grupos eram menores e com mais indivíduos aparentados, o que aumentava a probabilidade de cooperação entre os indivíduos e tornava mais fácil identificar quem não estava colaborando para o bem comum, os chamados free riders. Nesse contexto foram desenvolvidos alguns mecanismos para lidar com a ocorrência de free riders no grupo, como a seleção de parentesco, o altruísmo recíproco e a reciprocidade indireta. Além desses mecanismos, estudos que incluem a compreensão da cooperação a partir da ontogenia acrescentam elementos importantes relacionados ao contexto de desenvolvimento do indivíduo. Tais estudos buscam identificar quais são os fatores moduladores e de que forma eles influenciam o comportamento pró-social de crianças por possibilitar comparações entre diversos desses fatores, como: sexo, idade, características individuais, além de influências parentais e culturais. Com o objetivo de investigar se havia influência dos comportamentos pró-sociais maternos e da percepção dessa pró-socialidade nos comportamentos pró-sociais apresentados pelas crianças, o estudo foi realizado em Natal/ RN e contou com 71 díades compostas por crianças entre sete e onze anos de idade e suas mães. As mães responderam um questionário de autorrelato sobre o seu comportamento pró-social (Bateria de Personalidade Pró-social – BPP) e o questionário para caracterização sociodemográfica dos participantes. As crianças responderam a um questionário sobre a percepção que tinham dos comportamentos pró-sociais de suas mães e participaram de uma rodada do jogo do ditador como medida comportamental de pró-socialidade. Algumas similaridades e diferenças foram observadas entre a percepção das crianças em relação ao relatado por suas mães. Em três fatores (do total de sete) as médias de mães e crianças não diferiram significativamente, indicado que talvez nestes fatores as crianças tenham mais facilidade para identificar os comportamentos realizados por elas. O modelo criado para investigar quais variáveis influenciavam no comportamento pró-social das crianças explicou 30% da variação dos dados, com um dos fatores da BPP (Raciocínio Relacionado ao Outro) e idade apresentando efeito principal, o que requer estudos mais aprofundados para investigar outras variáveis que influenciem esse comportamento. Por fim, as crianças que demonstraram um comportamento mais pró-social demoraram menos tempo para decidir sobre a doação, indicando que possivelmente o comportamento pró-social requer menos racionalização e seria mais intuitivo que o comportamento pró-self.Dissertação Bem-estar subjetivo sob a perspectiva da psicologia evolucionista e da psicologia positiva(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2020-03-17) Medeiros, Emannuelly Seba de; Lopes, Fívia de Araújo; ; ; Alencar, Anuska Irene de; ; Guerra, Valeschka Martins;O bem-estar subjetivo (BES) promove benefícios nas esferas psicológicas, emocionais e físicas. Contudo, atualmente existem muitos obstáculos para alcançar o BES como o desencadeamento excessivo de emoções negativas trazidas pelos desafios da sociedade moderna. Nesse contexto, a visão da Psicologia Evolucionista (PE) pode ajudar a entender os mecanismos psicológicos evoluídos não só relacionados às emoções negativas como também a entender os fatores que permitiram com que o bem-estar tenha evoluído. Soma-se a isso a compreensão da Psicologia Positiva, um campo de conhecimento emergente que busca entender os aspectos saudáveis do ser humano, podendo ser aliada na construção e manutenção de sentimentos e emoções mais positivas, que podem minimizar o sofrimento psíquico tanto em curto quanto em longo prazo. Portanto, o presente estudo teve por objetivo apresentar uma visão evolucionista da percepção de bem-estar subjetivo, incluindo uma articulação com práticas pertencentes à Psicologia Positiva. Participaram 105 voluntários de ambos os sexos, com idades entre 18 e 63 anos (M = 30,26 anos; DP = 10,89) que foram recrutados de forma online e responderam a questionários para caracterizar afetos positivos, afetos negativos e satisfação com a vida (domínios da escala de bem-estar subjetivo), bem como, traços de personalidade, autocrítica e questionário sociodemográfico. Os participantes foram dispostos em um dos 4 grupos da pesquisa: a prática da gratidão, meditação de indução de afetos positivos, desenvolvimento de forças de caráter e grupo controle, ao qual deveriam realizar uma atividade durante 8 semanas. As mulheres em nossa amostra apresentaram mais afetos negativos, autocrítica e instabilidade emocional quando comparadas aos homens, corroborando com os principais achados na literatura. Houve também uma correlação negativa entre Extroversão e Taxa de adesão à pesquisa e dentre os grupos analisados o da gratidão mostrou uma tendência maior para continuar a pesquisa. Esses achados são importantes para a compreensão dos fatores relacionados ao bem-estar e também abrem novas possibilidades para que estudos futuros consigam ser mais bem-sucedidos em seus intentos relacionados a essa temática.Dissertação O comportamento pró-social de crianças com sintomatologia do transtorno da conduta(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2014-11-03) Medeiros, Mayara Wenice Alves de; Yamamoto, Maria Emilia; Hattori, Wallisen Tadashi; ; http://lattes.cnpq.br/9220912064138283; ; http://lattes.cnpq.br/1410667846560350; ; http://lattes.cnpq.br/2411117945734306; Alencar, Anuska Irene de; ; http://lattes.cnpq.br/3862711030465297; Rodrigues, Ronaldo Pilati; ; http://lattes.cnpq.br/3025261458644097Os comportamentos pró-sociais são vistos diariamente na nossa vida, frequentemente presenciamos pessoas dando esmolas, ajudando um vizinho a fazer uma mudança, doando sangue, cuidando dos filhos de um amigo, entre outros. Em uma perspectiva evolucionista, provavelmente esses comportamentos se fazem presentes pelo seu alto valor adaptativo para nossa espécie, justamente pela dependência que temos da vida em grupo para nossa sobrevivência. Provavelmente, por esse mesmo motivo, desde crianças já mostramos uma preferência por comportamentos pró-sociais a comportamentos antissociais, sendo essa preferência mais visível ao passo que crescemos. Entretanto, crianças com sintomas do transtorno da conduta mostram um padrão de comportamento agressivo, impulsivo e mais egoísta que crianças sem a sintomatologia. Além disso, essas crianças também vivenciam ambientes, onde os comportamentos antissociais são mais frequentes e intensos se comparado à população geral. Experimentos com priming são uma forma de medir a influência de pistas ambientais simples sobre o nosso comportamento, por exemplo, dirigimos mais rápido quando escutamos músicas aceleradas, pessoas religiosas ajudam mais diante de elementos religiosos, como a bíblia, e crianças são mais cooperadoras após jogarem jogos de cunho educativo. Com isso, o presente estudo teve como objetivos: avaliar se existe diferença na generosidade, por meio do comportamento de partilha, entre crianças que apresentam sintomatologia do transtorno da conduta e crianças que não apresentam a dita sintomatologia; analisar a influência de um priming pró-social sobre o comportamento de partilha em crianças com ou sem sintomatologia do transtorno da conduta; e por fim, analisar sob a perspectiva evolucionista as razões dadas por crianças com ou sem sintomatologia do transtorno da conduta para partilhar ou não com o melhor amigo de sala de aula. Para isso, os professores das crianças respondiam um inventário que sinalizava para a presença ou ausência de sintomatologia do transtorno da conduta. As crianças com ou sem sintomatologia podiam passar por uma condição experimental (com priming) ou por uma condição controle (sem priming). Na condição experimental as crianças assistiam a dois vídeos curtos mostrando ajuda e partilha entre os pares, realizavam uma atividade de distração, e por fim, escolhiam dois entre quatro materiais mostrados pelo experimentador e decidiam quanto desses dois materiais gostariam de partilhar com o melhor amigo de sala de aula. Em seguida, ix eram questionadas a criança as razões da partilha e da retenção. As crianças da condição controle faziam as mesmas atividades, porém não assistiam aos vídeos. Os resultados encontrados mostram uma diferença do efeito do priming de acordo com a fase do desenvolvimento na qual a criança se encontra; uma diferença na quantidade de material doado por crianças com ou sem sintomas do transtorno da conduta, e uma mudança dessa diferença diante do priming pró-social; e por fim, uma convergência entre o pensamento utilizado por crianças nas razões de partilha e as Teorias Evolucionistas. Esses resultados sinalizam a importância de fatores individuais, do desenvolvimento, ambientais e evolutivos no comportamento pró-social de crianças com e sem sintomas do transtorno da conduta.Dissertação Detecção de cor e forma por Callithrix jacchus em cativeiro(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2008-12-19) Rêgo, Jalison Figuerêdo do; Lopes, Fívia de Araújo; Pessoa, Daniel Marques de Almeida; ; http://lattes.cnpq.br/8413512010176898; ; http://lattes.cnpq.br/2583445528542625; ; http://lattes.cnpq.br/9232537793301668; Souza, Arrilton Araújo de; ; http://lattes.cnpq.br/8822052460371633; Alencar, Anuska Irene de;Estudos com Callithrix jacchus que envolve diferenças entre os sexos quanto ao desempenho em tarefas alimentares ainda oferece espaço para a investigação de alguns fatores, dentre eles as diferenças quanto à visão de cores, que pode influenciar diretamente a detecção de pistas visuais sobre itens alimentares. O presente trabalho teve como objetivo analisar o desempenho de C. jacchus em tarefas que envolvam detecção de itens alimentares. Alguns fatores foram analisados como as diferenças de desempenho entre os sexos e as categorias comportamentais que se apresentaram durante a realização da tarefa. Não foram encontradas diferenças de desempenho entre os animais na realização da tarefa, em todas as situações apresentadas, analisando as categorias comportamentais observadas. A condição de a tarefa ser muito simples pode ter influenciado nos resultados, não sendo possível observar diferenças de desempenho. Machos e fêmeas apresentaram o mesmo desempenho em todas as situações analisadas. As diferenças intersexuais não foram encontradas possivelmente devido à influência de fatores externos, como por exemplo, a estrutura do aparato experimental. Os animais são mais eficientes na realização da tarefa durante o período da manhã, em comparação ao período da tarde. A luminosidade pode ter sido um dos fatores que influenciou nestes resultados. Devido à influência de outros fatores que possivelmente contribuiu para estes resultados, acreditamos que resultados diferentes possam ser encontrados em trabalhos futurosDissertação Generosidade e cooperação de crianças monitoradas e não monitoradas: a interação entre a condição socioeconômica e o ambiente escolar(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2014-11-05) Boccardi, Natalia Andrea Craciun; Yamamoto, Maria Emilia; Alencar, Anuska Irene de; ; http://lattes.cnpq.br/3862711030465297; ; http://lattes.cnpq.br/1410667846560350; ; http://lattes.cnpq.br/1062860323322961; Lopes, Fivia de Araújo; ; http://lattes.cnpq.br/2583445528542625; Rodrigues, Ronaldo Pilati; ; http://lattes.cnpq.br/3025261458644097A condição socioeconômica (CSE) e o ambiente onde o indivíduo está inserido modulam sua pró-socialidade. Enquanto crianças inglesas que estudam em escolas contendo mais famílias ricas são mais generosas, adultos dos EUA de alta CSE em situações reais e experimentais são mais egoístas, gananciosos e individualistas. Até o momento não conhecemos algum estudo que tenha investigado se a CSE da criança influencia sua pró-socialidade; e se os ambientes escolares público e particular brasileiros influenciam sua tomada de decisão da mesma forma que ocorreu com as crianças inglesas. Outro fator que influencia a pró-socialidade é o monitoramento – ser observado quando se toma alguma decisão. Somos mais generosos e cooperamos mais na presença de um observador do que quando não há um observador, e isso ocorre tanto em adultos quanto em crianças. Também não temos conhecimento sobre estudos investigando se o efeito monitoramento sofre influência da CSE e do ambiente escolar público ou particular. Assim, nosso objetivo principal foi investigar se a generosidade e a cooperação de crianças monitoradas e não monitoradas são moduladas por esses fatores. Para isso, realizamos o jogo dos bens públicos com 249 crianças de 7 a 10 anos inseridas em escolas públicas e particulares de Natal/RN e verificamos a CSE da família de cada criança. Nossos resultados evidenciam que a CSE, o ambiente escolar e a condição experimental isoladamente não influenciam o comportamento pró-social, talvez em função do recurso e delineamento experimental adotados e das características históricas e econômicas do Brasil. Quando a CSE e o ambiente escolar são analisados conjuntamente, encontramos um efeito do monitoramento na generosidade e cooperação. Mais especificamente, o monitoramento diminuiu a generosidade em crianças de maior CSE de escolas particulares e aumentou a cooperação das crianças de maior CSE de escolas públicas. Acreditamos que tais resultados possam ser explicados através de diferentes preocupações em relação à reputação, conforme o ambiente onde a criança está inserida. De forma geral, evidenciamos que o comportamento pró-social de crianças monitoradas é modulado pela interação entre a CSE e o ambiente escolar.Dissertação Hierarquia de dominância durante a obtenção de Alimento em cebus apella e cebus libidinosus em Cativeiro(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2008-12-15) Collaço, Bruno Jorge Rodrigues; Souza, Arrilton Araújo de; ; http://lattes.cnpq.br/8822052460371633; ; http://lattes.cnpq.br/6900544897719384; Ferreira, Renata Gonçalves; ; http://lattes.cnpq.br/6566269393468726; Alencar, Anuska Irene de;A análise do índice de hierarquia e modelos estruturais de formação de grupos possibilitou estabelecer a posição hierárquica dos membros de dois grupos do gênero Cebus. Através da análise das posições hierárquicas e também da aplicação de testes de obtenção de recurso alimentar (TORA), pudemos perceber a diferença existente entre estes grupos e grupos estudados em vida livre. Os resultados mostram linearidade tanto para Cebus apella, quanto para Cebus libidinosus. Os resultados nos permitiram estabelecer que a estrutura hierárquica em grupos de Cebus em cativeiro: a) pode ser rígida e fixa diferente da estrutura hierárquica altamente flexível estudada em grupos de vida livre; b) mesmo com índices similares de hierarquia, existem diferenças na estrutura hierárquica apresenta entre C. apella e C. libidinosus em cativeiro; c) hierarquia influencia diretamente os padrões comportamentais de obtenção de alimentos em CebusDissertação A influência da relevância social no viés de grupo(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2015-06-05) Oliveira, Eduardo Bitencourt de; Yamamoto, Maria Emilia; Hattori, Wallisen Tadashi; ; http://lattes.cnpq.br/9220912064138283; ; http://lattes.cnpq.br/1410667846560350; ; http://lattes.cnpq.br/6219087723958410; Oliva, Angela Josefina Donato; ; Alencar, Anuska Irene de; ; http://lattes.cnpq.br/3862711030465297Comportamentos encontrados em todas as culturas, tendências gerais do ser humano, são conhecidos dentro da Psicologia Evolucionista como mecanismos psicológicos evoluídos. Esses comportamentos remontam ao Ambiente de Adaptação Evolutiva, e um exemplo bem conhecido deste tipo de comportamento é o viés de grupo (ou viés intergrupo). Este viés consiste em reconhecer membros do próprio grupo e favorecê-los, enquanto negligencia ou mesmo prejudica membros de outros grupos. Este comportamento foi e ainda é extensivamente estudado, entre as principais conclusões sobre o fenômeno encontra-se o Paradigma dos Grupos Mínimos, onde se descobriu que o viés intergrupo poderia se manifestar mesmo quando a divisão de grupos seguia critérios bastante arbitrários. No presente estudo, nosso objetivo foi testar se os participantes, ao realizar um jogo econômico, se comportavam da mesma maneira em uma situação de grupos mínimos e de grupos reais, com relevância social. Com esse propósito criamos duas condições experimentais, a condição de Baixa Relevância Social (BRS) onde os grupos eram representados por letras (H, B, O e Y) com participantes sendo aleatoriamente alocados para cada grupo; e a condição de Alta Relevância Social (ARS), em que a religião foi usada como marcador de grupo e continha os dois grupos religiosos mais dominantes no Brasil, católicos e evangélicos, um grupo contendo todas as outras filiações religiosas e o quarto e último grupo representando ateus e agnósticos. A razão de doações in-group/out-group foi aproximadamente igual entre ambas as condições. No entanto, a quantidade de wafers doada para o próprio grupo foi significativamente maior na condição ARS.Ao verificar quais aspectos de cada indivíduo melhor previam o viés de grupo observado, descobrimos que a percepção da Entitatividade in-group, assim como a Identificação do Grupo, foram as variáveis mais relevantes, porém, só na condição ARS. Simultaneamente, ao verificar a generosidade, enviesada ao grupo ou não, observamos que o fator de personalidade Socialização foi a única variável capaz de prevê-la, e apenas na condição BRS.Concluímos que a nossa generosidade, ou falta dela, é em grande parte definida pela nossa personalidade, em particular o fator Socialização. Mas essa mesma generosidade pode ser enviesada pela relevância social dos grupos envolvidos e que, se esta última for alta o suficiente, mesmo pessoas que, graças a sua personalidade, normalmente não apresentam generosidade, são capazes de demonstrá-la quando o beneficiário é um membro de seu próprio grupo.Dissertação Qual é a sua tribo? O uso do TAI online no desvelamento de conhecimentos sociais ocultos(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2015-06-15) Wajss, Daniel Stephan; Pereira Júnior, Antonio; Yamamoto, Maria Emilia; ; http://lattes.cnpq.br/1410667846560350; ; http://lattes.cnpq.br/1402289786010170; ; http://lattes.cnpq.br/1616311545643587; Alencar, Anuska Irene de; ; http://lattes.cnpq.br/3862711030465297; Rodrigues, Ronaldo Pilati; ; http://lattes.cnpq.br/3025261458644097O teste de associação implícita (TAI) criou recursos para acesso aos fenômenos dificilmente expostos através de autorrelatos ou medidas explícitas, tradicionais nos estudos em Psicologia. Embora esta técnica de mensuração esteja entre as mais consistentes nas publicações internacionais, poucos artigos científicos no Brasil estudaram o TAI se aprofundando em questões teóricas ou práticas. Isto gerou um desnível entre a disseminação desta medida no país e a produção observada nos laboratórios internacionais, tanto do ponto de vista quantitativo como qualitativo. Nesse contexto, a criação dos laboratórios virtuais (online) implementados em diversos países, incluindo o Brasil, criou oportunidades singulares para contornar estas disparidades. Nosso trabalho buscou esclarecimentos teóricos e conceituais, contextualizando-os no desenvolvimento histórico do TAI e de sua versão online, com o objeto de direcionar de forma acessível a apresentação inédita do TAI online adaptado ao público brasileiro. Em uma segunda etapa, investigamos empiricamente os dados obtidos pelo portal eletrônico brasileiro do TAI “Países”. Neste processo, analisamos o grau de nacionalismo implícito de 2271 brasileiros coletados desde o início de 2009 até o final de 2014. Nosso objetivo foi verificar se os resultados dos dados obtidos em um momento de grande confronto esportivo (Copa do Mundo da FIFA de 2010 e de 2014), se diferem de outros períodos em que o torneio não ocorreu. Nossas análises apontaram diferenças estatisticamente significativas para a amostra na véspera do confronto esportivo, quando o aumento do nacionalismo implícito foi claramente superior, mesmo com ausência de efeito pelos autorrelatos. Em um terceiro momento, efetuamos uma análise independente do contexto temporal da amostra, encontrando diferenças estatísticas significativas entre ambos os graus de nacionalismo (implícitos e explícitos) entre os sexos dos participantes. Neste caso, as mulheres se mostraram mais nacionalistas que os homens, mesmo que ambos tenham atitudes de preferências implícitas pelo Brasil. No fechamento do trabalho, sugerimos que o nacionalismo seja um subproduto dos mecanismos mentais universais evoluídos, corroborando com a teoria do favoritismo grupal que fundamenta a teoria de identidade social. Além disso, apontamos a necessidade de estudos entre as diferenças entre os sexos em questões relacionadas ao grupo de pertinência, uma vez que esperávamos dos homens maiores atitudes nacionalistas, como reflexo da manutenção de grupos coesos em sociedades ancestrais. Não obstante, tudo indica para a importância singular em se aprofundar nos estudos do TAI e do TAI online para investigações futuras do comportamento humano em diversas áreas do conhecimento.Dissertação Reserva extrativista Acaú-Goiana: tragédia comum ou decisão coletiva?(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2015-09-29) Figueiredo, Luciana Varella de; Ferreira, Renata Gonçalves; Alencar, Anuska Irene de; ; http://lattes.cnpq.br/3862711030465297; ; http://lattes.cnpq.br/6566269393468726; ; http://lattes.cnpq.br/7396360228854728; Lopes, Fivia de Araújo; ; http://lattes.cnpq.br/2583445528542625; Lopes, Priscila Fabiana Macedo; ; http://lattes.cnpq.br/0025274238475995Nos últimos anos observamos, no Brasil, a ampliação de espaços democráticos, proporcionando o emprego de estratégias de gestão participativa em áreas de recursos de uso comum. Entretanto, a existência de um modelo não garante a prática, de fato, que a co-gestão aconteça, ou que ela impeça a exaustão dos recursos comuns caracterizando a tragédia preconizada por Hardin. Neste trabalho realizamos uma análise da gestão da RESEX Acau-Goiana localizada nos municípios de Acaú (PB) e Goiana (PE), oito anos após a sua criação legal. Utilizamos como instrumento interpretativo os princípios facilitadores da gestão de recursos comuns (PGRC) identificados por Elinor Ostrom e o questionário de valores humanos proposto por Schwartz. A escala de valores foi aplicada com 240 indivíduos, sendo metade beneficiário e a outra metade não-beneficiário, somente os 120 pescadores das 4 comunidades da RESEX foram submetidos ao questionário dos PGRC. As entrevistas foram realizadas no período de Maio a Setembro de 2014. Testamos três hipóteses: 1) quanto maior a dependência de produtos da RESEX maior será o conhecimento sobre os PGRC; 2) a inserção dos indivíduos em uma área de uso comum (RESEX) aumenta os valores coletivistas; 3) valores mais coletivistas aumentam o conhecimento dos PGRC. Para tanto, definimos índices de dependência sócio-econômica de produtos da RESEX, de conhecimento dos PGRC e de valores individuais. Análises estatísticas de comparação de médias e correlação foram empregadas. Os nossos resultados mostraram que o conhecimento acerca de seis dos sete itens analisados nos princípios básicos (PGRC) ainda é baixo, apresentando valores em torno de 0,2 numa escala de zero a um (0 a 1). A extensão territorial (6.678 hectares) e o elevado número de usuários (1440 famílias) pode estar exercendo um efeito prejudicial no desenvolvimento da gestão compartilhada. Ao contrário do previsto, beneficiários que mais dependiam da RESEX não apresentaram maior conhecimento dos PGRC, mas os beneficiários que passavam mais tempo na RESEX que tiveram maiores índices. Isto indica que é o contato direto com o ambiente, não a dependência do mesmo que aumenta o conhecimento dos PGRC. De acordo com nossa hipótese, indivíduos com valores coletivistas apresentaram maior conhecimento dos PGRC e menor horas de trabalho dentro da RESEX, indicando maior tendência dos indivíduos refrearem seu uso do recurso comum. Valores individualistas correlacionaram com menor conhecimento de um PGRC. Entre os beneficiários, indivíduos com maiores valores individualistas tinham renda mensal mais elevada, enquanto que entre os não beneficiários não houve essa correlação, demonstrando as vantagens econômicas do individualismo (free-riding) em situações de uso não-privativo dos recursos. Nossos dados enfatizam a importância de orientar os principais atores no desenvolvimento de uma gestão co-participativa na direção dos princípios básicos, e que desenvolver valores coletivistas entre os usuários de um bem comum pode aumentar o conhecimento destes princípios.