Programa de Pós-Graduação em Mestrado em Ciências Aplicadas à Saúde da Mulher
URI Permanente desta comunidadehttps://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/50790
Navegar
Navegando Programa de Pós-Graduação em Mestrado em Ciências Aplicadas à Saúde da Mulher por Autor "Aguiar, Carolina de Oliveira Mendes"
Agora exibindo 1 - 2 de 2
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Avaliação da molécula de checkpoint HLA-G e da resposta Th1, Th2 E Th17 em mulheres com infertilidade(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-10-23) Barreto, Arlen Cabral; Freitas, Janaina Cristiana de Oliveira Crispim; Aguiar, Carolina de Oliveira Mendes; https://orcid.org/0000-0002-1344-0078; http://lattes.cnpq.br/2644540835478572; http://lattes.cnpq.br/7666233529800106; Soares Júnior, José Maria; Ururahy, Marcela Abbott GalvãoA busca por biomarcadores que tenham um valor preditivo e prognóstico na fisiopatologia do processo de infertilidade entre casais é um dos objetivos no campo de estudo da imunologia reprodutiva. Sabe-se que moléculas imunoregulatórias e a expressão de mediadores pró e anti-inflamatórios têm uma contribuição na medicina reprodutiva. Entretanto, o papel dessas moléculas na infertilidade ainda não é totalmente conhecido. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo avaliar a expressão da molécula checkpoint HLA-G e os níveis de citocinas do perfil Th1, Th2 e Th17 no soro e no Fluido Folicular (FF) em mulheres inférteis submetidas à Fertilização in vitro (FIV). Neste estudo foram incluídas 75 mulheres que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e, posteriormente, foram estratificadas em dois grupos. O grupo FIV (n=38) foi composto por mulheres submetidas à FIV recrutadas no Centro de Reprodução Assistida (CRA) de um hospital de ensino. O grupo controle (n=36) foi formado por mulheres que apresentaram pelo menos uma gestação com nascido vivo. A molécula HLA-G foi quantificada no sangue periférico de todas as participantes do estudo utilizando anticorpo anti-HLA-G conjugado com PE e a quantificação de citocinas foi realizada no soro e no FF das participantes através do kit Cytokine Bead Assay. Em ambos os testes, foi utilizada a citometria de fluxo como técnica de quantificação. Como resultado, houve menor expressão de HLA-G nos linfócitos (p=0.0001) e granulócitos (p= 0.0191) do grupo FIV em relação ao grupo controle. Além disso, linfócitos HLA-G+ apresentaram correlação com a taxa de fertilização (p=0.0359). Com relação as citocinas, houve uma maior quantidade de IL-2 (p=0.0012), IL-17A (p=0.0022), IL-6 (p=0.0008), IL-10 (p=0.0004) e IL-4 (p=0.0019) no soro das pacientes do grupo FIV quando comparado ao grupo controle, bem como uma maior quantidade de IL-17A (p=0.0002), IL-6 (p=<0.0001), IL-10 (p=<0.0001) no FF em relação ao soro no grupo das mulheres inférteis submetidas à FIV. Esses resultados indicam importante papel dessas moléculas na imunomodulação no contexto da infertilidade. Este é o primeiro trabalho descrito associando o perfil de resposta Th1, Th2 e Th17 e a molécula HLA-G em diferentes condições de infertilidade no cenário da FIV.Dissertação Perfil sociodemográfico de gestantes com diabetes e sua relação com mecanismos de morte celular(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-10-25) Neves, Maria Carolina Dantas Campelo; Salha, Daniella Regina Arantes Martins; Aguiar, Carolina de Oliveira Mendes; http://lattes.cnpq.br/3980490175965712; https://orcid.org/0000-0002-1350-5919; http://lattes.cnpq.br/3695151190501921; https://orcid.org/0000-0003-2509-1685; http://lattes.cnpq.br/4741467832748483; Kluczynik, Caroline Evelin Nascimento; Bacellar, Maria Olivia Amado RamosIntrodução: O período gestacional é marcado por alterações fisiológicas complexas que buscam atender as demandas entre mãe-bebê. Uma gestação acompanhada por Diabetes Mellitus potencializa o estresse oxidativo mediado pela resposta inflamatória que culmina com a produção de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio, gerando um desequilíbrio materno e placentário ocasionando danos celualres. Objetivo: Analisar o perfil sociodemográfico e de morte celular junto ao processo inflamatório do Diabetes Mellitus na gestação. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo observacional e descritivo, de abordagem quantitativa, operacionalizado em duas etapas: estudo transversal e estudo caso-controle. No primeiro, 240 gestantes diabéticas e 12 não diabéticas foram caracterizadas sociodemograficamente. No segundo, dentre as 240 gestantes diabéticas, 23 destas e 12 gestantes sem comorbidades tiveram amostras de sangue total coletadas para análise do perfil de morte celular por citometria de fluxo, nas populações de linfócitos, monócitos e granulócitos de sangue total, por meio da marcação com anexina V FIT-C e/ou Iodeto de Propídio. Resultados: Da população estudada, 46,25% estavam na faixa de 30 a 39 anos, 57,08% eram pardas, 50% tinham renda salarial ≤ 01 salário mínimo, 57,08% possuíam ensino médio. Quanto a moradia, 62,92% das gestantes residiam em zonas interioranas; 65,83% possuíam saneamento, 97,92% tinham energia elétrica e 71,25% viviam em ruas pavimentadas. Clinicamente, 67,74% das grávidas não perceberam sintomas do diabetes antes do diagnóstico, 77,41% foram diagnosticadas na gestação, 57,14% possuíam histórico familiar de diabetes e 67,86% apresentavam histórico familiar de hipertensão. Quanto ao quadro de diabetes, dentre as 240 gestantes estudadas, 79,17%, 5,83% e 15,00% apresentavam Diabetes Gestacional, Diabetes Mellitus tipo 1 e Diabetes Mellitus tipo 2, respectivamente. A análise celular mostrou maior viabilidade celular em linfócitos e granulócitos na população controle (p=0.001) do que nas gestantes com diabetes mellitus gestacional (p=0.04) e nas gestantes com Diabetes tipo 1 e 2 (p=0.04). Ainda, observou-se diferença significativa quanto ao grau de apoptose recente e tardia, na população linfocitária de gestantes com Diabetes Gestacional e controle (p=0.006). Da mesma forma, houve diferença estatística comparando os mesmos estágios celulares no grupo de gestantes com Diabetes tipo 1 e 2 com o grupo controle (p=0.03). A necrose foi mais significativa no grupo controle (p=0.03). Já na população de monócitos não foi observado diferença significativa entre os grupos de gestantes analisados. A idade gestacional das participantes estava entre 12ª e 38ª semanas com nível de apoptose presente em todas elas. Considerações finais: Quase metade das gestantes tinham idade acima de 32 anos, idade em que se deve levar em consideração os riscos de uma gestação como a pré-eclâmpsia e outros fatores agravantes, contudo, é possível ter uma gestação saudável nesta idade, atentando aos cuidados necessários. A viabilidade celular de linfócitos e granulócitos foi melhor identificada no grupo de mulheres sem Diabetes (grupo controle). Entre os grupos de mulheres apenas com Diabetes Mellitus Gestacional e o grupo de mulheres com diabetes tipo 1 ou 2 não foi observada diferença no nível de apoptose sugerindo que, independentemente do tipo de diabetes, a gestante sofreu perda celular durante a gravidez, evidenciando que o Diabetes, especialmente o gestacional, pode aumentar o nível de estresse oxidativo e inflamação ocasionando apoptose excessiva, gerando danos para mães e bebês.