Navegando por Autor "Amador, Ana Edimilda"
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Tese Diferenciais regionais na mortalidade por causas externas no Brasil: anos de vida perdidos e efeitos na expectativa de vida(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2023-02-28) Amador, Ana Edimilda; Freire, Flavio Henrique Miranda de Araújo; https://orcid.org/0000-0002-7416-9947; http://lattes.cnpq.br/7623751650258443; http://lattes.cnpq.br/7081132302288191; Lima, Luciana Conceição de; https://orcid.org/0000-0003-1385-5908; http://lattes.cnpq.br/5906454269284655; Gonzaga, Marcos Roberto; Vasconcelos, Ana Maria Nogales; Guimarães, Raphael MendonçaAs causas externas de morbimortalidade se configuram como problema de saúde pública, e repercutem na dinâmica demográfica e social ao provocarem incapacidades e mortes. Tendo como objetivo analisar os diferenciais regionais na mortalidade por causas externas no Brasil quanto aos anos de vidas perdidos e os efeitos na expectativa de vida, trata-se de estudo quantitativo nas grandes regiões do Brasil, com dados de mortalidade por todas as causas e por causas externas (capítulo XX) da 10ª Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10), por meio do Sistema de Informações sobre Mortalidade(SIM), por residência, sexo e grupo. Os dados de população foram obtidos dos Censos 2000, 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e 2019 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Os dados ignorados por sexo e grupo etário foram distribuídos proporcionalmente. Para os dados de mortalidades sujeitos ao subregistro, realizou-se a correção com o método Gerações Extintas Ajustado (GE-Aj) de Hill, You & Choi (2009). Foram calculadas tábuas de vida com único e com múltiplos decrementos, excluindo-se as mortes por causas externas para comparar a expectativas de vida em cada região do Brasil por ano e por sexo. Foram ainda, estimados os Anos de vida perdidos pelas causas externas. As estimativas produzidas para os anos de 2000, 2010 e 2019 representaram ganhos em anos na expectativa de vida para todas as regiões quando excluídos os óbitos por causas externas. Para o sexo masculino os maiores ganhos ocorreram para as regiões norte e nordeste no ano de 2010 chegando a mais de 4 anos em ganhos considerando a ausência das mortes. Para o sexo feminino, os maiores ganhos ocorreram para a região norte no ano de 2010 chegando a quase 2 anos. A região centro-oeste apresentou aumento nos ganhos em anos para o ano 2019. Quanto aos Anos de Vida Perdidos pela ocorrência de óbitos pelas causas externas tanto para o sexo masculino quanto para o feminino o sudeste representa a região em maior número de anos perdidos, mas para os homens é também a que mostrou maior queda dentre os anos deste estudo. Em lado oposto a região norte que apresentava baixo número de anos perdidos teve aumento nos anos 2010 e 2019. As regiões nordeste e centro-oeste tiverem aumento para 2010 e mantiveram em 2019. Para o sexo feminino, observou-se um aumento nos anos de vida perdidos em todas as regiões de 2000 para 2010 e de 2010 para 2019. O número médio de Anos de Vida Perdidos teve maior número médio para os homens de 23,69 anos na região norte em 2000 e o menor na região sul com perda de número médio de 19,96 anos em 2000. Para as mulheres o ano 2010 representou o ano com maior número médio de anos perdidos em todas as regiões com exceção da região sudeste, e em média cada mulher morta perdeu 19,02 anos de vida na região norte em 2000. Este estudo poderá apoiar planejamentos/ações estratégicas intersetoriais voltadas à causas externas, uma vez que fica evidente que os impactos das causas externas na constituição dos índices de mortalidade no Brasil refletem as diferenças e desigualdades regionais e que por sua vez impactam na criação e efetivação de políticas públicas que estão ligadas em maior ou menor escala aos interesses políticos regionais e de recursos econômicos para investimentos e muitas vezes são influenciadas pelas condições de vida da população, principalmente dos jovens e adultos jovens que são os mais atingidos pelas mortes por causas externas.Dissertação A juventude perdida no Brasil: desigualdades socioeconômicas e espaciais na mortalidade de jovens por violência(2018-05-03) Amador, Ana Edimilda; Barbosa, Isabelle Ribeiro; ; ; Piuvezam, Grasiela; ; Souza, Marta Rovery de;O objetivo desse estudo foi analisar a mortalidade de jovens por violência no Brasil, considerando importantes indicadores socioeconômicos e espaciais para esta análise. Trata-se de um estudo ecológico nas 482 nas Regiões Imediatas de Articulação Urbana (RIAU) do Brasil. A distribuição espacial das mortes violentas, a intensidade e significância foram avaliadas através do índice de Moran Global e Local, sua correlação com variáveis socioeconômicas e pelo indicador Anos Potenciais de Vida Perdidos (APVP) para o período de 2001 a 2015 por quinquênios. Foram registrados 425.180 óbitos de jovens por violência no Brasil. Os óbitos foram obtidos de forma secundária do Sistema de Informação sobre Mortalidade e os indicadores socioeconômicos da PNUD. As RIAU que apresentaram as maiores Taxas de Mortalidade Padronizadas de 2001 a 2005 foram: Foz do Iguaçu (48.45 óbitos/100 mil jovens), Recife (42.26 óbitos/100 mil jovens) e Vitória (37.18 óbitos/100 mil jovens); de 2006 a 2010: Foz do Iguaçu (48.12 óbitos/100 mil jovens), Maceió (43.95 óbitos/100 mil jovens) e Porto Seguro (40.40 óbitos/100 mil jovens). De 2011 a 2015: São Miguel dos Campos – AL (53.29 óbitos/100 mil jovens), Porto Seguro – BA (48.74 óbitos/100 mil jovens) e Maceió – AL (45.13 óbitos/100 mil jovens). O teste de Moran Global apontou padrão de dependência espacial na distribuição das taxas para as regiões norte, nordeste e sudeste. Estas mortes determinaram perdas de APVP de 6.435.042.5 anos no primeiro período, 6.494.960 anos no segundo e 7.216.005 no terceiro. A idade média de ocorrência do óbito é aos 22 anos de idade, resultando a média de APVP/óbito de 47 anos. A Razão da Taxa de APVP por sexo foi de 15.09 de 2001 a 2005 e de 15.22 no período de 2011 a 2015. Observa-se a sobremortalidade masculina para todos os quinquênios, assim como para a população negra se comparando à branca. A análise bivariada mostrou que, dentre os 9 indicadores socioeconômicos selecionados, todos se correlacionaram significativamente com a Taxa de Mortalidade Padronizada por RIAU (p<0,05). Conclui-se que a mortalidade por violência está desigualmente distribuída nas regiões imediatas, formando clusters no norte, nordeste e sudeste do país. Embora com fraca correlação com os fatores socioeconômicos foi observada distribuição desigual no território, assim como diferenciais de APVP por sexo e raça/cor.Artigo Mortalidade de jovens por violência no Brasil: desigualdade espacial e socioeconômica(Revista Brasileira em Promoção da Saúde, 2018) Souza, Dyego Leandro Bezerra de; Amador, Ana Edimilda; Marques, Marilane Vilela; Souza, Marta Rovery de; Barbosa, Isabelle Ribeiro; https://orcid.org/0000-0001-8426-3120Objetivo: Analisar a distribuição da mortalidade de jovens por violência no Brasil de acordo com indicadores socioeconômicos. Métodos: Trata-se de um estudo ecológico, cujas unidades de análise foram as 482 Regiões Imediatas de Articulação Urbana (RIAU) do Brasil. A variável dependente foi a Taxa de Mortalidade Padronizada (TMP) por violência em jovens (15-29 anos). Realizou-se a análise bivariada para avaliação da correlação espacial entre a variável desfecho e as variáveis independentes e a significância dos clusters. Também se aplicou o teste de correlação de Pearson, entre as variáveis. Obteve-se o número de óbitos por meio do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e os dados da população por meio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Resultados: Constatou-se fraca dependência espacial entre as variáveis contextuais e a TMP nas RIAU, com valores de Moran próximos de zero. Constatou-se fraca correlação de Pearson (r<0,3). Entretanto, observou-se a formação de clusters de altas taxas de mortalidade e piores condições socioeconômicas na Região Norte e no litoral do Nordeste. Conclusão: Foi observada uma distribuição desigual da mortalidade por violência no Brasil, mesmo com fraca correlação com as variáveis socioeconômicas selecionadas
