Navegando por Autor "Sousa, Juliana Morais de"
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Dissertação Associação entre consumo materno de alimentos ultraprocessados, práticas alimentares e estado nutricional em lactentes menores de 6 meses(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2023-05-26) Sousa, Juliana Morais de; Rodrigues, Karla Danielly da Silva Ribeiro; https://orcid.org/0000-0002-2251-5967; http://lattes.cnpq.br/5658288179573297; https://orcid.org/0009-0003-8192-0107; http://lattes.cnpq.br/9931052702192945; Maciel, Bruna Leal Lima; https://orcid.org/0000-0002-0724-1961; http://lattes.cnpq.br/5790541670952158; Padilha, Patrícia De Carvalho; https://orcid.org/0000-0003-0221-7732; http://lattes.cnpq.br/5488045944954346Apesar do impacto negativo do consumo de alimentos ultraprocessados (AUP) na saúde já estar amplamente divulgado na literatura, ainda há poucas evidências sobre as consequências do consumo materno de AUP na saúde pós-natal da sua prole durante a lactação. Diante dessa lacuna, o objetivo deste trabalho foi avaliar a associação entre o consumo de AUP materno, práticas alimentares e desvios nutricionais dos seus lactentes. Trata-se de estudo transversal realizado com 111 binômios mãe-filho até 150 dias pós-parto, assistidos no programa de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da rede de atenção primária à saúde de Natal-RN. As práticas alimentares referentes ao aleitamento materno foram avaliadas por seis indicadores. Os desvios nutricionais foram avaliados por escore z do peso para idade (PIZ), comprimento para idade (CIZ) e IMC para idade (IMCZ), de acordo com as curvas de crescimento da Organização Mundial de Saúde. O consumo materno foi obtido por dois recordatórios 24h e os alimentos foram categorizados segundo a classificação NOVA.O binômio foi agrupado segundo maior quartil de participação energética de consumo materno de AUP (< Percentil 75, nomeado Q1-3 e ≥ Percentil 75, nomeado Q4). Modelos de regressão logística binária ajustados pelas variáveis renda, escolaridade materna, aleitamento materno exclusivo (AME), peso ao nascer e comprimento ao nascer, foram usados para estimar a associação entre consumo materno de AUP, práticas alimentares inadequadas e desvios nutricionais segundo PIZ, CIZ e IMCZ. As mulheres tinham em média 28 anos, 36% não haviam concluído o ensino médio, a maioria estavam na linha da pobreza (66,7%, n=74), e a participação de AUP na dieta foi 26,24% (0-44 IC 95%). Os lactentes tinham em média 61 dias, 72,8% estavam em AME e apenas 58,6% haviam recebido o leite colostro. Um terço dos lactentes apresentaram excesso de peso (IMCZ) e 11,7% baixo comprimento para idade (CIZ), sendo encontrada uma associação significativa entre o maior quartil de participação de AUP na dieta materna e a chance de apresentar algum desvio nutricional no lactente (magreza ou excesso de peso) (OR 3,38; IC95%1,29 - 8,83), e o baixo comprimento para idade (OR 3,89; IC95% 1,04 - 14,58). Entretanto, não houve associação com as práticas alimentares. Os achados demonstram que o consumo de AUP durante a lactação está associado a desvios nutricionais nos lactentes amamentados, reforçando os riscos à saúde que o consumo de AUP pode provocar. Esses resultados também alertam a necessidade de uma maior atenção à assistência nutricional na lactação, visto que os impactos no crescimento na fase na lactação e na primeira infância podem induzir efeitos de longo prazo, incluindo falhas no crescimento e desenvolvimento de DCNT’s na fase adulta.Artigo Educação alimentar e nutricional nas infâncias para além de um tema transversal: esboço de uma teoria da prática(DEMETRA: Alimentação, Nutrição & Saúde, 2024) Jorge, Thiago Perez; Vale, Diôgo; Sousa, Juliana Morais deA Educação Alimentar e Nutricional (EAN) se constitui como importante campo formativo de saberes e práticas para nutricionistas, sendo estratégica para a promoção da alimentação adequada, saudável e sustentável. Já a infância é uma fase da vida com importantes aprendizados e desenvolvimentos – sensório-motores, emocionais, cognitivos e sociais – que influenciarão na formação de hábitos da criança. Partindo desta imbricação, entre EAN e infâncias, objetiva-se neste ensaio elaborar uma teorização refletida de nossas práticas de ensino e de extensão universitárias, realizadas com graduandos de Nutrição e com crianças de um colégio de aplicação, ambos vinculados a uma universidade federal nordestina. Para isso, elaboramos os princípios de nossa experiência realizada de modo contínuo e permanente desde 2018, visando colocar em relevo questões da EAN no espaço escolar. Os resultados indicam que a curricularização da EAN passa pela construção dialogada e participativa, integrando a comunidade escolar. A EAN não se reduz a um tema transversal, mas coloca-se como parte do processo de ensino e aprendizagem, devendo, portanto, estar devidamente referenciada enquanto método e inserida no currículo, para se tornar significativa entre os sujeitos da educação. Os princípios de nossas práticas também se colocam como desafios: a EAN precisa estar claramente situada entre seus agentes/promotores; o processo que sustenta o ensino-aprendizagem se dá como despertar de paixões entre os envolvidos; o lúdico pauta as ações educativas; e a centralidade da pessoa, no caso, as crianças e suas infâncias, incluindo o contexto sociocultural e o processo de aprendizagem. Espera-se que essas reflexões contribuam tanto com os princípios que sustentam uma EAN voltada às infâncias, quanto ao campo científico da NutriçãoArtigo Impacts of consumption of ultra-processed foods on the maternal-child health: a systematic review(Frontiers In Nutrition, 2022-05) Dametto, Juliana Fernandes dos Santos; Oliveira, Priscila Gomes de; Sousa, Juliana Morais de; Assunção, Débora Gabriela Fernandes; Araujo, Elias Kelvin Severiano de; Bezerra, Danielle Soares; Ribeiro, Karla Danielly da SilvaBackground and Aims: Changes in eating patterns have been leading to an increase in the consumption of ultra-processed foods (UPF), negatively impacting the quality of the diet and generating risk of harm to the health of the adult population, however, there is no systematized evidence of the impact of UPF in maternal-child health. Thus, in this study we aimed to evaluated the association between UPF consumption and health outcomes in the maternal-child population. Methods: Systematic review registered on the International Prospective Register of Systematic Reviews (PROSPERO) (CRD42021236633), conducted according to the PRISMA diagram in the following databases: PubMed, Medline, Scopus, Web of Science, Scielo, and CAPES thesis and dissertation directory. We included original cross-sectional, case-control and cohort studies in any language. Eligibility criteria were (a) food consumption assessment by the NOVA classification, (b) health outcome (nutritional or diseases), and (c) maternal-child population (pregnant, lactating women and infants/children). All data were analyzed and extracted to a spreadsheet structured by two independent reviewers. We evaluated the methodological quality of the studies included using the Newcastle-Otawa Scale and RoB 2. Results: Searches retrieved 7,801 studies and 15 contemplated the eligibility criteria. Most studies included were cohort studies (n = 8, 53%), had children as their population (n = 9, 60%) and only one study evaluated UPF consumption in infants and lactating women. Panoramically, we observed that a higher participation of UPF in children’s diet has been associated with different maternal-child outcomes, such as increase of weight gain, adiposity measures, overweight, early weaning, lower diet quality, metabolic alterations, diseases, and consumption of plastic originated from packaging. Only one of the studies included did not present high methodological quality. Conclusion: Despite the limited literature on UPF consumption and health outcomes in the maternal-child population, the highest UPF consumption negatively impacted nutrition and disease development indicators in pregnant, lactating women and children. Considering the expressive participation of these foods in the diet, other studies should be conducted to further investigate the impact of UPF consumption on different health indicators, especially in the lactation phase for this was the one to present the most important knowledge gapTCC Levando minha criança para brincar: memórias, corpos e afetos que atravessam o fazer a Educação Alimentar e Nutricional nas infâncias(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2022-07-04) Oliveira, Juliana Amorim Dias de; Jorge, Thiago Perez; Sousa, Juliana Morais de; http://lattes.cnpq.br/9931052702192945; http://lattes.cnpq.br/9022248828077360; http://lattes.cnpq.br/6570894797899253; Jorge, Thiago Perez; http://lattes.cnpq.br/9022248828077360; Sousa, Juliana Morais de; http://lattes.cnpq.br/9931052702192945; Jacob, Michelle Cristine Medeiros; Freitas, Alessandra Cardozo de; http://lattes.cnpq.br/4424220937257634O período de formação acadêmica de uma graduação é atravessado por diversas experiências que nos mobilizam enquanto pessoa, cidadã, estudante e profissional, dialogando com instâncias internas e produzindo sentidos. O memorial de formação é uma modalidade de escrita que tem ganhado espaço nas instituições educacionais enquanto trabalho de conclusão por possibilitar ao discente um espaço de elaboração e atribuição de sentido às vivências acumuladas no decorrer de sua formação, a partir da escrita autobiográfica e da rememoração de lembranças significativas (PRADO; SOLIGO, 2005; CAMARA; PASSEGGI, 2012;). Neste memorial de formação, apoiada em teóricos e teóricas da educação, da nutrição e da psicanálise, debruço-me sobre as experiências que vivenciei enquanto estudante de nutrição e bolsista no Núcleo de Educação da Infância (NEI/CAp/UFRN), ao passo que resgato memórias de minha própria infância que me levaram a refletir sobre o fazer da educação alimentar e nutricional na educação infantil. O objetivo deste trabalho é, a partir da escrita autobiográfica do memorial de formação, exercitar a autorreflexão diante de atitudes e percepções enquanto educadora e nutricionista em formação e extrair sentidos que possam contribuir para pensar a ação de uma profissional nutricionista atuante junto ao público infantil. Constatei que o processo de educar e lidar com as crianças evoca em nós, a cada instante, raízes de nossa própria infância e uma comunicação que vai para além do que é falado. Exercitar a reflexividade e criticidade diante das práticas educativas em nutrição é um dos caminhos para evitar a perpetuação de uma visão adultocêntrica e caminhar para assegurar a autonomia e o protagonismo das crianças em seu processo de aprendizagem do mundo, da natureza, do corpo e dos significados do comer.TCC Práticas alimentares de crianças menores de 6 meses de idade: Um olhar para o aleitamento materno(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2022-12-09) Baracho, Alicia Liliana de Souza; Rodrigues, Karla Danielly da Silva Ribeiro; Sousa, Juliana Morais de; http://lattes.cnpq.br/5658288179573297; https://lattes.cnpq.br/8658480205238045; Rodrigues, Karla Danielly da Silva Ribeiro; http://lattes.cnpq.br/5658288179573297; Sousa, Juliana Morais de; Dametto, Juliana Fernandes dos Santos; http://lattes.cnpq.br/0284154605488593As práticas de Aleitamento Materno são fortemente propagadas devido aos inúmeros benefícios comprovados tanto para a saúde do lactente quanto para a saúde materna. O leite materno é o alimento completo e ideal para ser ofertado às crianças exclusivamente até os 6 meses de vida e de forma continuada até 2 anos de vida, por ser uma alimentação saudável, econômica e sustentável. Desta forma objetivou-se avaliar as práticas alimentares de crianças menores de seis meses de vida atendidas em unidades de saúde da cidade de Natal-RN, com base nos indicadores de Aleitamento Materno da Organização Mundial de Saúde de 2021. O estudo foi do tipo transversal, de caráter descritivo com abordagem quantitativa. A população de estudo foram 109 binômios mães-filhos (as) acompanhadas pelo Programa de Crescimento e Desenvolvimento (CD) nas Unidades de Saúde localizadas no município de Natal. Os dados foram coletados a partir de um formulário semiestruturado, contendo informações para a obtenção de dados socioeconômicos, práticas de Aleitamento Materno (AM), Aleitamento materno na primeira hora de vida (AM1H), Aleitamento materno exclusivo nos primeiros dois dias após o nascimento (AM2D), Aleitamento materno exclusivo até seis meses (AME) e Uso de mamadeiras (UM). A análise dos dados foi realizada no programa Statistical Package for the Social Sciences (IBM SPSS®) versão 20.0 para Microsoft Windows®. Foi identificado que a maior parte das mulheres possuíam renda familiar de até 1 salário mínimo e 68,80% possuíam o ensino médio completo ou incompleto. O AME1H e AME2D foram encontrados em 64,9% e 60,6% dos lactentes respectivamente. O AME estava presente em 68,8% dos lactentes, similar aos estudos regionais, e o UM em 45,7% deles. Pode-se perceber que as proporções encontradas foram semelhantes ao de estudos nacionais, não sendo possível afirmar neste estudo se o uso de mamadeiras influencia diretamente no AME. Os dados identificados nesta pesquisa apresentam atual relevância uma vez que caracterizam as Práticas de Aleitamento Materno e do Uso de Mamadeiras, a partir dos novos e atualizados indicadores da OMS, permitindo maior conhecimento sobre as práticas do AM no campo da atenção primária à saúde.TCC Promoção da biodiversidade do RN: elaboração de preparações culinárias com umbu (Spondias tuberosa Arr.) e cajá (Spondias mombin L.) para alimentação escolar(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2023-09-14) Sousa, Alexandre Magno de; Rolim, Priscilla Moura; Passos, Thaís Souza; https://orcid.org/0000-0003-2054-1544; http://lattes.cnpq.br/9685790797554876; https://orcid.org/0000-0002-3847-5744; http://lattes.cnpq.br/9630151999290632; https://orcid.org/0009-0005-2973-5312; http://lattes.cnpq.br/5219567902604923; Rolim, Priscilla Moura; https://orcid.org/0000-0002-3847-5744; http://lattes.cnpq.br/9630151999290632; Morais, Célia Márcia Medeiros de; http://lattes.cnpq.br/0384829520310364; Sousa, Juliana Morais de; http://lattes.cnpq.br/9931052702192945Instituída por meio da Lei 11.947/2009, a Política Nacional de Alimentação Escolar oferece ações de educação alimentar e alimentação escolar a diversos alunos em diferentes modalidades da educação básica. Além disso a lei determina que 30% do recurso seja destinado a compra de alimentos da agricultura familiar. Tais produtos, somados ao papel do nutricionista na elaboração de cardápios escolares, resultam em importantes fatores para aumentar o aporte de frutos regionais e da sociobiodiversidade local na alimentação escolar. Desse modo, essa estratégia pode contribuir com o crescimento local sustentável, a cultura alimentar tradicional e promover maior aporte nutricional em dietas. Como exemplo de frutos da flora local o RN apresenta o umbu e o cajá que são produzidos e comercializados por agricultores familiares. Os frutos possuem alta capacidade antioxidante, pois são ricos em provitamina A e vitamina C, além de fazerem parte da flora local. Com isso, a utilização desses frutos na alimentação escolar pode contribuir com uma alimentação saudável para os escolares e gerar renda para os agricultores locais. Desta forma, esta pesquisa preenche uma lacuna de conhecimento acerca das possibilidades e potencialidades para uso de umbu e cajá (frutos da sociobiodiversidade potiguar) na alimentação. O objetivo do estudo foi desenvolver preparações culinárias direcionadas à alimentação escolar utilizando polpa dos frutos da sociobiodiversidade do RN. Tratase de um estudo transversal, descritivo e experimental, a partir do desenvolvimento de preparações culinárias, a saber: bolo de cajá e milk-shake de umbu e cajá. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, conforme parecer CAAE 5.498.343. As preparações foram padronizadas por meio de fichas técnicas contendo os ingredientes, per capitas, quantidades totais, medidas caseiras, modo de preparo, rendimento, custo das preparações, e como inovação as fichas também apresentam informações referentes aos indicadores ambientais (pegadas de carbono e hídrica) encontradas nas preparações. Para a análise sensorial foi utilizado o teste de aceitabilidade com 118 crianças de 6 a 10 anos, do 1° ao 5° ano, em uma escola pública municipal de Natal-RN. Os provadores atribuíram notas de 1 a 5 utilizando escala hedônica facial. O bolo, uma preparação processada, apresentou coloração dourada, textura macia, sabor de cajá e custo de R$ 0,75 em 100g; o milk-shakede umbu e cajá, preparação minimamente processada, apresentou coloração amarelo claro, textura semelhante a iogurte, sabor adocicado e custo de R$ 0,22 em 100g. O valor nutricional das preparações apresentou vitamina C, cálcio, e reduzido valor para energia, lipídios e sódio. As pegadas ambientais possivelmente foram baixas e os resultados obtidos para a avaliação sensorial do bolo de cajá foram “Adorei” (85,19%), “Gostei” (3,70%); “Indiferente” (3,70%); “Detestei” (3,70%) e “Não gostei” (3,70%). Para o milk-shake de umbu e cajá foram “Adorei” (55,17%), “Gostei” (31,03%); “Indiferente” (10,34%); “Não gostei” (3,45%) e “Detestei” (0,0%). As preparações indicaram boa aceitabilidade, com possibilidades para a diversificação para os cardápios escolares. Conclui-se que a utilização das polpas de umbu e cajá na alimentação escolar pode ser uma alternativa viável para diversificar cardápios e fomentar a economia local, beneficiando agricultores familiares da região.
