PPGFIL - Doutorado em Filosofia
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Tese A noção aristotélica de inteligência(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-12-09) Santana, Charles Andrade; Santos, Gisele Amaral dos; Angioni, Lucas; http://lattes.cnpq.br/1909449432163799; http://lattes.cnpq.br/4477251256312157; https://orcid.org/0000-0001-5705-8527; http://lattes.cnpq.br/3130279117986496; Keeling, Evan Robert; https://orcid.org/0000-0002-7840-0368; http://lattes.cnpq.br/2244844378515812; Ferreira, Mateus Ricardo Fernandes; https://orcid.org/0000-0001-8415-1604; http://lattes.cnpq.br/0047626386837200; Zillig, Raphael; https://orcid.org/0000-0001-6758-749X; http://lattes.cnpq.br/5800409590209195; Grasso, Roberto; http://lattes.cnpq.br/8834781973727723O objetivo desta pesquisa é compreender a noção aristotélica de nous, palavra grega que escolhemos traduzir, via de regra, por “inteligência” ou “intelecto”, nos seus diferentes sentidos e contextos de aplicação na obra de Aristóteles. Por se tratar de uma palavra deveras polissêmica e, não raras vezes, até mesmo confusa e enigmática, boa parte deste trabalho consiste em distinguir os seus diferentes usos e sentidos nos escritos de Aristóteles, no intuito de afastar o risco de confundi-los, o que costuma acontecer com considerável frequência. Em suma, da perspectiva de Aristóteles e seus interlocutores antigos, nous se diz em pelo menos três sentidos principais: (1) nous como inteligência universal e divina inerente à natureza, princípio do ordenamento cósmico, das leis e de toda regularidade constatada no mundo natural; (2) nous como intelecto humano, enquanto topo da hierarquia cognitiva, isto é, enquanto parte racional, separada e mais elevada da alma, precisamente aquilo que distingue o ser humano dos outros animais e, como tal, está presente em todos os indivíduos do gênero humano; ou (3) nous como inteligência científica, uma virtude intelectual caracterizada por certa competência, habilidade, capacidade ou disposição cognitiva – distinta, porém paralela à episteme (“conhecimento científico”) – responsável pelo reconhecimento e compreensão contextual dos assim chamados “primeiros princípios imediatos” das ciências no âmbito da teoria aristotélica da demonstração científica. Assim, além de uma teologia, uma cosmologia e uma teleologia natural baseadas na noção de nous como inteligência divina, como veremos, é possível sistematizar ainda uma teoria do intelecto no Sobre a Alma e uma teoria da inteligência nos Segundos Analíticos – e Ética a Nicômaco – que sejam mutuamente independentes, de modo que uma seja de interesse primário da filosofia da mente e da psicologia aristotélica e a outra de sua filosofia da ciência.Tese A mística em Plotino: uma leitura da Enéada I 6 (1) sobre o belo(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-07-09) Paiva, Marcello Henrique Medeiros de; Fernandes, Edrisi de Araújo; http://lattes.cnpq.br/4882655662159487; http://lattes.cnpq.br/7252974791895582; Bezerra, Cícero Cunha; http://lattes.cnpq.br/6374968779536950; Santos, Gisele Amaral dos; http://lattes.cnpq.br/4477251256312157; Pinheiro, Marcus Reis; https://orcid.org/0000-0003-3502-5868; http://lattes.cnpq.br/2938199219647514; Bauchwitz, Oscar Federico; http://lattes.cnpq.br/6147711083494366O objetivo desta tese de doutorado é discorrer sobre o tema da mística na filosofia de Plotino a partir do tratado I 6 (1) Sobre o Belo (Περὶ τοῦ καλοῦ) das “Enéadas”. Mais especificamente, trata de expor a compreensão acerca da ideia de mística e da experiência mística nas “Enéadas” e a sua relação com o “Belo”. A pesquisa de doutorado foi um exercício exegético dos textos plotinianos tendo dois propósitos: primeiro, pensar a mística, união da alma com o Intelecto, nos tratados plotinianos; e segundo, responder se o belo no mundo ajuda na experiência mística. O trabalho mostrará como Plotino compreende a dimensão sensível, a partir do belo, como uma possibilidade de retorno ao inteligível.Tese Rousseau e o conceito da vontade geral: princípio metafísico ou pacto social?(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-07-14) Carvalho, Manoel Jarbas Vasconcelos; Menezes, Antônio Basílio Novaes Thomaz de; http://lattes.cnpq.br/5195640047312319; http://lattes.cnpq.br/3383107648074125; Façanha, Luciano da Silva; https://orcid.org/0000-0003-1178-4018; http://lattes.cnpq.br/7318884096236926; Carvalho, Zilmara de Jesus Viana de; https://orcid.org/0000-0003-1991-0250; http://lattes.cnpq.br/2083775393424616; Dionizio Neto, Manoel; https://orcid.org/0009-0002-1218-900X; http://lattes.cnpq.br/2352760364720801; Casado, Marcos Saiande; https://orcid.org/0000-0003-0926-0899; http://lattes.cnpq.br/6153687090682588O objetivo do presente trabalho é investigar se o conceito de vontade geral, ideia central no pensamento político de J.-J. Rousseau, constitui um princípio metafísico ou um pacto social. Para tanto, adotamos como objeto de estudo as Oeuvres Complètes do pensador genebrino, utilizando a metodologia da pesquisa documental. O problema do qual partimos indaga se a gênese da vontade geral rousseauniana possui inspiração metafísica ou se é historicamente construída. Partindo deste contexto metodológico, organizamos o trabalho em três etapas: (1) uma genealogia das vontades na antropologia rousseauniana, contemplando a análise de três obras - o Discurso sobre a origem das desigualdades (1755), o Discurso sobre as ciências e as artes (1750) e o Ensaio sobre a origem das línguas (1759); (2) um estudo sistematizado do conceito de vontade geral no verbete Economia (1755), no Manuscrito de Genebra (1761) e no Contrato social (1762); (3) um exame da natureza da vontade geral, que, além de revisitar as obras já mencionadas, considera também textos como o Projeto para a constituição da Córsega (1764) e as Considerações sobre o governo da Polônia (1770).Tese A concepção de dignidade da pessoa humana em Boécio(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-07-02) Leal, Lauro Cristiano Marculino; Santos, Gisele Amaral dos; http://lattes.cnpq.br/4477251256312157; http://lattes.cnpq.br/8276866617745959; Sousa Filho, José Ivan Rodrigues de; http://lattes.cnpq.br/3085919257774539; Ferreira, Anderson D'Arc; http://lattes.cnpq.br/4759086506032070; Teixeira Neto, José; http://lattes.cnpq.br/8672696320833854; Teixeira, Luiz Fernando Fontes; https://orcid.org/0000-0002-9689-3741; http://lattes.cnpq.br/7351092345116027O pensamento de Boécio é amplamente associado a uma ética eudaimonística. Embora suas contribuições abranjam diversas áreas do saber, como as noções de liberdade e virtude, a dimensão prática de seus estudos sempre converge para as questões relacionadas à felicidade, especialmente em sua obra A Consolação da Filosofia. Situado entre o legado da tradição clássica e o pensamento medieval, Boécio elaborou uma concepção de dignidade influenciada por contextos históricos, filosóficos, semânticos e teológicos, em um período de tensões políticas e religiosas na Itália sob o reinado de Teodorico. Assim, a presente tese investiga o pensamento de Boécio destacando seu papel na construção da noção de dignidade da pessoa humana, além de analisar de que forma o pensamento contribuiu para o desenvolvimento deste conceito, transcendendo o uso restrito à sua definição de pessoa e explorando sua relevância para o pensamento jusfilosófico. A pesquisa adota uma abordagem multifacetada, articulando as esferas histórica, filosófica, semântica e teológica. O estudo divide-se em quatro eixos, iniciando pelo contexto histórico-político de Boécio e sua influência na concepção de dignidade. Em seguida, partindo da definição clássica do conceito de pessoa proposta por ele, é explorada o sentido semântico do termo e sua relação com o conceito de felicidade, e por fim, abordar a dimensão teológica tratando da integração entre fé e razão. A tese revela que Boécio elaborou uma concepção singular de dignidade, vinculando-a à racionalidade, à autonomia e à relação com Deus. Sua definição de pessoa como “substância individual de natureza racional”, até então vista como única relação com o tema, foi ampliada para um entendimento da dignidade como inerente à condição humana, transcendendo o status social e vinculando-se à busca pelo bem supremo. O estudo afirma que, embora Boécio não seja tradicionalmente reconhecido como um dos formuladores da concepção de dignidade da pessoa humana, suas reflexões ofereceram bases filosóficas relevantes para o desenvolvimento desta ideia, que posteriormente será considerado como princípio, especialmente na tradição jusfilosófica ocidental, onde sua contribuição permanece atual ao reforçar a dignidade como um atributo essencial, inalienável e universal do ser humano.Tese A compreensão do ser humano de La Rochefoucauld(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-06-16) Silva, Jéssica Barros; Bulhões, Fernanda Machado de; http://lattes.cnpq.br/1213107957524166; http://lattes.cnpq.br/8776497810811506; Silva, Markus Figueira da; https://orcid.org/0000-0003-3036-6575; http://lattes.cnpq.br/0709727083553042; Jacquet, Christine; http://lattes.cnpq.br/2902631732127449; Campos Júnior, Lindoaldo Vieira; http://lattes.cnpq.br/7439272088934257; Barrenechea, Miguel AngelNesta tese, analisamos a compreensão do ser humano elaborada pelo pensador francês François VI, Duque de La Rochefoucauld (1613-1680). Ele fez parte do movimento filosófico e literário que ficou conhecido como os “moralistas franceses” e que reúne pensadores dos séculos XVII a XIX que se dedicaram a analisar a subjetividade e o comportamento humano. La Rochefoucauld foi um nobre, guerreiro, cortesão na corte de Luís XIII e Luís XIV e frequentador dos salões literários da alta sociedade parisiense. Em sua obra principal, Reflexões ou Sentenças e Máximas Morais(1664), ele critica a cultura de dissimulação da sociedade de corte, denuncia as falsas virtudes que não passam de vícios disfarçados e apresenta um retrato da subjetividade humana no qual as paixões que habitam o coração do homem – instância irracional e não-consciente da mente – são os verdadeiros motivos por trás de como o ser humano age. Tais paixões são formas de manifestação do amor-próprio, um ímpeto vão e egoísta que, na medida do possível, convém conhecer e manejar. La Rochefoucauld sofreu influência de perspectivas ideológicas e culturais bastante diversas. Encontramos em suas reflexões tanto o pessimismo antropológico de matriz agostiniana quanto a defesa, mais otimista, da capacidade do homem de viver uma vida autêntica e autoafirmativa, inspirada no ethos guerreiro greco-romano. Na visão de La Rochefoucauld, os seres humanos possuem naturezas distintas. Há os que nascem fracos e dotados de uma “alma pequena” e que não possuem a capacidade de serem sinceros nem tampouco virtuosos; e os fortes, dotados de uma “grande alma” e do poder de agir positivamente no mundo. Assim, nesta tese, defendemos o argumento de que, para além de ser um mero estudioso da subjetividade humana, La Rochefoucauld possui um pensamento propositivo, no qual ele defende um ideal de homem honesto, corajoso e bem-educado, imbuído de uma “grande alma” e que age motivado por desígnios grandiosos.Tese Da crítica da razão negra e do colonialismo à necropolítica: metamorfoses coloniais (a filosofia política e pós-colonial de Achille Mbembe)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-07-12) Costa, José Luiz Silva da; Sousa Filho, Alipio de; https://orcid.org/0000-0001-8126-0362; http://lattes.cnpq.br/4671867942395393; http://lattes.cnpq.br/7274840579020946; Bodziak Júnior, Paulo Eduardo; Freire, Alyson Thiago Fernandes; Rodrigues, Denise Carvalho dos Santos; Ferreira, Flávio Rodrigo FreireEsta tese aborda três aspectos fundamentais da obra do pensador Achille Mbembe, a saber, a questão da raça em a Crítica da Razão Negra, a crítica ao colonialismo e, as suas metamorfoses nas ascensões dos conceitos de inimizade e de necropolítica na contemporaneidade. Para alcançar este objetivo estruturamos esta tese em três capítulos. O primeiro capítulo trata da análise da constituição da ideia de raça desenvolvida a partir da análise do discurso branco e da invasão colonial, refazendo sua crítica ao conceito de negro e de raça formulados a partir da designação racial imposta pelo homem branco europeu, culminado na ideia de razão negra. Já o segundo capítulo trata das relações coloniais-raciais, ou seja, queremos compreender a crítica de Mbembe e outros autores do panafricanismo ao colonialismo, desenvolvendo tanto sua crítica a dominação colonial racial, assentado no poderio da Europa como centro do mundo e lócus da modernidade e, percebendo o lugar da modernidade filosófica como espaço da constituição dos discursos que endossam a racialização, percebendo como as figuras do negro e da África foram desumanizados. O terceiro capítulo irá tratar da metamorfose contemporânea das relações raciais-coloniais anteriores percebendo suas atualizações e reconfigurações na contemporaneidade, desenvolvendo como as relações sociais se transformaram em políticas de inimizade, com a projeção de inimigos internos e externos, e como esses processos culminaram numa lógica biopolítica de segregação de pessoas e territórios, exclusão e eliminação de indivíduos e grupos sociais, forjando uma forma contemporânea de política classificando quem deve viver e quem deve morrer, transformando as relações políticas em necropolítica.Tese O impacto do Renascimento na espiritualidade de João da Cruz: contexto e influências no Cântico Espiritual(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-12-09) Gama, Cyro Leandro Morais; Macedo, Monalisa Carrilho de; http://lattes.cnpq.br/1111715712985263; http://lattes.cnpq.br/3032255166517446; Aldeci, Ana Carolina Matias Costa; Oliveira, Francisco Eduardo de; Valle, Lílian de Aragão Bastos do; Augusto, Maria das Graças de MoraesEste estudo tem como objetivo investigar como o Renascimento, com sua nova visão de espiritualidade influenciada pelo neoplatonismo, impactou o pensamento religioso de João da Cruz, místico e poeta espanhol do século XVI. A intenção deste trabalho é compreender como os princípios renascentistas se refletem em sua espiritualidade e de que maneira essas influências moldaram sua visão enquanto religioso. Para isso, a obra Cântico Espiritual foi escolhida como corpus principal, considerando suas versões poéticas e prosaicas. A escolha da referida obra se justifica pela presença de elementos simbólicos e conceitos renascentistas, que possibilitam uma análise das influências culturais e filosóficas da época. Além de contribuir para o entendimento da obra do autor místico, esta pesquisa é significativa para o estudo da mística espanhola, pois oferece uma visão mais ampla das dinâmicas culturais do século XVI e suas repercussões no pensamento religioso, ao mesmo tempo em que preenche lacunas na literatura acadêmica sobre o tema.Tese O Übermensch de Nietzsche e o pós-humano do transhumanismo(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-12-17) Xavier, Tiago; Nahra, Cinara Maria Leite; http://lattes.cnpq.br/3185309694904313; https://orcid.org/0000-0002-5118-2022; http://lattes.cnpq.br/6638326137963476; Zaterka, Luciana; Oliveira, Jelson Roberto de; Oliveira Júnior, Nythamar; Capistrano, Pablo Moreno PaivaO filósofo Nietzsche, por ter identificado a decadência humana, recomendou a superação do homem, anunciando, pela boca de Zaratustra, o super-homem [Übermensch]. Essa ideia de superar o homem não é uma pretensão exclusiva da filosofia de Nietzsche, o transhumanismo, por exemplo, vislumbra a possibilidade de a espécie humana transcender a si mesma por meio da tecnologia, objetivando o pós-humano, que foi assemelhado ao Übermensch por Sorgner. No entanto, o que Nietzsche imaginou não foi uma superação do homem em uma perspectiva tecnológica, mas moral. Dito isto, traçaremos uma linha de raciocínio para podermos compreender qual foi o motivo do filósofo ter recomendado, ou mesmo afirmado, que o homem dever ser superado, a fim de que, por meio desse entendimento, possamos ter uma noção do que seria o Übermensch. Em seguida, traçaremos outra linha para podermos entender o motivo pelo qual o transhumanismo vislumbra a possibilidade de superar o homem, a fim de compreendermos o que seria o pós-humano. Isto posto, confrontaremos a ideia nietzschiana de superar o homem e a do transhumanismo, a fim de defendermos a tese de que o Übermensch e o pós-humano são ideias antitéticas.Tese O problema da apraxía na epokhḗ pirrônica a partir do ponto de vista dos signos comemorativos em Sexto Empírico(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-12-13) Marques, Saulo Bandeira de Oliveira; Santos, Gisele Amaral dos; http://lattes.cnpq.br/4477251256312157; https://orcid.org/0000-0003-0943-422X; http://lattes.cnpq.br/4784837119949516; Smith, Plínio Junqueira; Brito, Rodrigo Pinto de; Eva, Luiz Antonio Alves; Alves, Daniel Durante PereiraO debate sobre o alcance da suspensão do juízo (epokhḗ) está entre as principais discussões sobre o pirronismo, cuja objeção mais contundente alega a inviabilidade de agir (apraxía) em estado de suspensão do juízo. A controvérsia se situa quanto à abrangência da epokhḗ sobre as crenças comuns, a contrapor as leituras “urbana” e “rústica”. Embora ambas as perspectivas apresentem argumentos razoáveis, elas ensejam sérios problemas práticos, com implicações diretas sobre a viabilidade de se viver de acordo com o modo de vida (agōgḗ) pirrônico. A fim de superar os problemas decorrentes das acepções dessas leituras quanto aos limites da epokhḗ, defende-se uma tese que reconsidera a importância do signo comemorativo no âmbito da agōgḗ pirrônica, pela qual é possível estabelecer a coerência entre viver a vida e suspender o juízo. À vista dela, observou-se a objeção da apraxía no âmbito da discussão entre urbanos e rústicos e, diante do impasse entre esse e aquele sobre a epokhḗ, a sua permanência. Como alternativa, analisou-se o signo comemorativo e sua conformidade com o fenômeno e com a vida comum. Ante as suas relações com uma e outro, constatou-se sua factibilidade para desempenhar um papel de lógos na agōgḗ pirrônica. Tal resultado mostrou que esse novo ângulo interpretativo é uma resposta promissora contra as acusações de apraxía por oferecer uma chave de leitura que compatibiliza a epokhḗ com a agōgḗ pirrônicas.Tese A democracia feminista como uma política para o Brasil: representação, reconhecimento, decolonialidade, interseccionalidade e agonismo(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-12-19) Costa, Fernanda Alves da; Nahra, Cinara Maria Leite; http://lattes.cnpq.br/3185309694904313; http://lattes.cnpq.br/9225416276775090; Barbosa, Camila Palhares; Chagas, Flávia Carvalho; Dias, Maria Cristina Longo Cardoso; Vidal, Maria José da Conceição SouzaO cenário político atual tem visto um aumento significativo na participação de mulheres e de grupos historicamente marginalizados. No entanto, questões relacionadas a reivindicações de representatividade e reconhecimento ainda persistem na democracia. Em alguns casos, como no Brasil, a democracia, quando vista sob a ótica das políticas feministas, deve considerar a história do país. Isso implica na observação das opressões ainda presentes na sociedade, que devem ser investigadas e desmanteladas por meio de um pensamento interseccional e decolonial. Esse pensamento interseccional e decolonial deve lidar com disputas antagônicas que continuam a impedir ou dificultar a promoção de políticas de equidade para as mulheres e outros grupos ou movimentos sociais que se beneficiam do alargamento de direitos conquistados pelas mulheres. Examinar o pensamento filosófico em relação aos direitos no cenário político brasileiro atual deve ser considerado uma responsabilidade da razão em relação às mulheres. Desta forma, apresentamos a tese de que é possível pensar e construir uma Democracia Feminista para o Brasil que aborde as inúmeras desigualdades que a população ainda enfrenta. Essas desigualdades são resultado de processos históricos que podem ser superados por meio da promoção do reconhecimento, políticas de equidade e reparação. Além disso, a construção de espaços onde a disputa não ocorra de forma antagônica, mas sim através de um caminho plural e agonístico.Tese Fundamentações filosóficas da teoria freudiana: um estudo na contramão da negação de Freud à filosofia(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-07-03) Rocha Filho, Paulo de Tarso; Macedo, Monalisa Carrilho de; http://lattes.cnpq.br/1111715712985263; http://lattes.cnpq.br/5003586469443708; Aldeci, Ana Carolina Matias Costa; Gomes, Geraldo Alexandre de Oliveira; Valle, Lílian de Aragão Bastos do; Fontes, Narbal de MarsillacDesde a época de Freud, muitos estudos abordaram a teoria freudiana sob uma perspectiva filosófica. Em termos gerais, alguns direcionaram-se para uma filosofia da psicanálise, enquanto outros associaram filósofos específicos a determinados tópicos ou temas da obra de Freud. No entanto, há uma carência de uma produção que siga uma análise sistemática do impacto filosófico em obras particulares de Freud, indicando quais filósofos influenciaram direta ou indiretamente esses escritos. Evidentemente, tal tarefa não é simples: além de Freud ter frequentemente negado, em sua maturidade, qualquer proximidade com a filosofia, houve uma considerável "camuflagem" dos expoentes filosóficos em seus textos. Apesar dessas dificuldades, este estudo visou precisamente isso: identificar as fundamentações filosóficas presentes nos escritos freudianos, com foco no primeiro modelo topológico e na metapsicologia de Freud, que serviram como amostras representativas da totalidade de sua teoria. Especificamente, buscou-se apresentar a formação filosófica de Freud e apontar os princípios filosóficos em A Interpretação dos Sonhos e na metapsicologia freudiana. A hipótese latente a este estudo foi a de que a filosofia não apenas está presente na obra de Freud, mas foi essencial para o seu surgimento. Acredita-se que a importância dessa afirmação não está necessariamente em sua novidade, mas sim no esforço de identificar como a filosofia subjaz e reforça os princípios essenciais da teoria freudiana.Tese Teoria do valor e alienação em Marx: uma crítica (nada tradicional) da dominação social no capitalismo(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-08-30) Muniz, Marina Paes Maurício; Menezes, Antônio Basílio Novaes Thomaz de; Braga, Henrique Pereira; http://lattes.cnpq.br/5195640047312319; http://lattes.cnpq.br/6870318551925967; Siqueira, Álvaro Martins; Dias, Maria Cristina Longo Cardoso; Fontes, Márcia dos Santos; Araújo, Paulo Henrique FurtadoO fio condutor desta tese é a íntima relação entre a categoria da alienação (Entfremdung) e a teoria do valor de Karl Marx, que aparece pela primeira vez, ainda de forma incompleta, nos Grundrisse. Para defender a existência dessa relação intrínseca e suas consequências, consideramos desde o começo das investigações de Marx acerca das relações de produção burguesas, com os Manuscritos Econômico-Filosóficos de 1844, até a formulação mais desenvolvida, em O Capital (1867), assim como as contribuições de outros autores qualificados. No primeiro capítulo, analisamos os Manuscritos Econômico-Filosóficos à luz da teoria do valor desenvolvida em O Capital, articulando a noção de ser genérico presente nessa obra com as ideias presentes na Ontologia do Ser Social de Gyorgy Lukács. No segundo capítulo, evidenciamos a clareza de Marx, nos Grundrisse, de que a especificidade do capitalismo está em seu processo de produção, centrando a crítica no valor como forma de riqueza historicamente específica e, consequentemente, no tipo de trabalho que o cria. Para mostrar que o enfoque na dominação abstrata não entra em contradição com o fato de que o capitalismo emerge e se expande às custas de determinados povos e vidas, tratamos das pré-condições históricas para o estabelecimento dessa lógica, aliando crítica do valor e crítica do patriarcado através das contribuições de Silvia Federici e Roswitha Scholz. O terceiro capítulo explicita a conexão entre alienação e teoria do valor, utilizando O Capital de Marx e a reinterpretação de Moishe Postone, trazendo para o centro as categorias fundamentais para a apreensão de nossa lógica de produção: mercadoria, valor, trabalho abstrato e capital. Concluímos a tese defendendo que a dinâmica alienada do capital efetiva uma temporalidade específica, constituindo uma forma particular de dominação social que é impessoal e abstrata, decorrente da própria dinâmica alienada do sistema capitalista.Tese Ética e linguagem no Tractatus Lógico Philosophicus e nas investigações filosóficas(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-08-09) Garcia, Caio César da Silva; Vaz, Bruno Rafaelo Lopes; http://lattes.cnpq.br/8825056204900445; https://orcid.org/0000-0002-2501-9133; http://lattes.cnpq.br/4250825024443708; Alves, Daniel Durante Pereira; Ciccarelli, Vincenzo; Giarolo, Kariel Antonio; Silva Filho, Marcos Antonio daLudwig Wittgenstein desenvolveu dois trabalhos fundamentais que marcaram etapas distintas de sua trajetória filosófica: o Tractatus Logico-Philosophicus e as "Investigações Filosóficas. Juntas, essas obras oferecem um panorama abrangente da evolução do pensamento de Wittgenstein, desde uma análise lógica e estrutural da linguagem até uma exploração mais pragmática e contextual. Em ambas Wittgenstein discorre acerca de temas relevantes, como por exemplo a linguagem, seu uso e significado e a lógica. Apesar de ter construído duas fases de pensamento distintas perceberemos que a base de suas argumentações parte da análise da linguagem, ora como algo subjacente a realidade a partir de um espaço lógico no caso do Tractatus, ora como inserida no cotidiano a partir da ideia de ‘jogos de linguagem’ nas Investigações. Nessa perspectiva pretendemos averiguar a possibilidade de haver algum espaço nessas obras que possam tratar da ética. No Tractatus temos algumas referências diretas ao tema. Nas Investigações vemos a palavra ‘ética’ aparecer no § 77. Se temos esse tema citado, ainda que em poucos momentos, ele deve ter algum significado para Wittgenstein. Iniciaremos essa análise partindo de alguns argumentos contidos no Tractatus e em seguida faremos uma análise das Investigações observando se há uma relação mais precisa dessas duas obras com a ética seguindo a linha de raciocínio do filósofo austríaco. Com essa abordagem almejamos compreender se o discurso acerca da ética é possível nas duas fases desse autor.Tese Direito e poder no estado de exceção sob a perspectiva do pensamento de Giorgio Agamben: a existência de um Estado Dual(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-07-01) Pacífico, Amanda Cristina; Sousa Filho, Alípio de; https://orcid.org/0000-0001-8126-0362; http://lattes.cnpq.br/4671867942395393; http://lattes.cnpq.br/3720118146894730; Silva, Raquel Patriota da; http://lattes.cnpq.br/6144196910017070; Ruiz, Castor Mari Martin Bartolome; Nascimento, Daniel Arruda; Tosi, GiuseppeComo evidencia o filósofo italiano Giorgio Agamben no limiar de suas investigações, não há um “Estado” dito democrático que não esteja fortemente comprometido com a fabricação maciça da miséria humana e o fim do bem estar social. Levando tal constatação em consideração, nosso objetivo geral de pesquisa é analisar o sintagma estado de exceção como paradigma da política contemporânea no pensamento de Giorgio Agamben. Para tanto, é necessário compreender o estado de exceção como pressuposto da estrutura política e jurídica do poder moderno e reconhecer o fenômeno jurídico da exceção na correlação fundamental de coexistência entre direito e poder. Para isso, será feita uma digressão crítica, mostrando o caminho proposto por Agamben acerca de uma das narrativas fundantes do Estado moderno, a saber: o “mitologema do contrato social” perante a objetificação e a legitimidade do poder moderno pelo viés da soberania e o seu paradoxo (dentro/fora de um poder soberano oculto na estrutura do poder da modernidade). Com isso, depara-se com o problema proposto desta análise, o qual é evidenciar a “forma direito” do fenômeno jurídico da modernidade a partir do pressuposto do estado de exceção como “um vazio de direito”. Desse modo, é apresentado o que vem a constituir nosso problema de análise: evidenciar a correlação entre direito e política no momento da facticidade da decisão soberana, correlação que reduz indevidamente a aplicabilidade da “forma direito”, tornando-a um vazio de direito em relação à condição de existência da vida humana no estado de exceção, submetida às relações de poder na contemporaneidade. Essa afirmativa conduz a um grave questionamento em forma de pergunta: Como a instauração de uma zona de anomia e o vazio da “forma direito”, na relação entre soberania e estado de exceção, justificam o autoritarismo contemporâneo? Nesse sentido, buscar-se-á responder a tal questionamento através da perspectiva filosófica, histórica e epistemológica do método arqueológico de uma ontologia paradigmática do poder moderno conforme proposto por Giorgio Agamben. Em vista desta análise, é sustentado, juntamente ao filósofo, que sobrevivemos em um “estado de exceção permanente” perante as contingências da condição de existência da vida humana em correlação à política e ao direito na contemporaneidade. Diante da análise política e jurídica do sintagma “estado de exceção” na contemporaneidade (como estrutura do poder político e política no direito), formula-se a tese de que o fenômeno da forma do Estado contemporâneo, apresenta-se como um “Estado dual”, ou seja, um estado ora de direito, ora de exceção, um Estado que articula e condiciona a vida humana no processo de uma ação política de exclusão e inclusão na contemporaneidade, entre as interfaces de uma decisão soberana política e jurídica, uma forma de Estado implícito no pensamento de Giorgio Agamben.Tese Modernidade e colonialismo: o conceito de vida nua com e para além de Giorgio Agamben(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-06-13) Batista, Tarciano Silva; Sousa Filho, Alípio de; https://orcid.org/0000-0001-8126-0362; http://lattes.cnpq.br/4671867942395393; https://orcid.org/0000-0002-9419-9406; http://lattes.cnpq.br/4942072150908128; Carvalho, Flávio José de; Sousa Filho, José Ivan Rodrigues de; Lima, Rafael Lucas de; Brito, Simone MagalhãesEste trabalho tem como objetivo problematizar o conceito de vida nua como vidas impunemente matáveis pela decisão soberana, tal como foi inicialmente formulado pelo filósofo italiano Giorgio Agamben. Para tanto, definimos como objeto de análise os textos do projeto Homo sacer, com ênfase no primeiro volume: O poder soberano e a vida nua (1995). A tese a ser defendida investiga a relação entre vida e política quando, divididas e articuladas entre si através do poder do soberano, a vida (humana, cidadã, consciente e livre) torna-se uma forma qualificada, ao passo que faz surgir uma outra sem forma (sem identidade) e impunemente descartável: a vida nua. Diante disso, a política torna-se uma bio-necropolítica, ou seja, uma organização e gestão calculada da vida e da morte dos indivíduos, o que se justifica como política de exceção. Para tanto, percebemos que, em Agamben, a vida nua se materializa no espaço denominado de “campo”, o qual torna-se o principal paradigma político ocidental. Seguindo essa perspectiva, nossa hipótese é que o conceito de vida nua tem suas raízes paradigmáticas no personagem Homo Sacer na antiguidade. Contudo, durante a modernidade, ele se manifesta na vida do escravizado durante o colonialismo e se estende até o contemporâneo, exemplificado por figuras como a do Musselman em Auschwitz. Esta tríade — colonialismo, nazismo e fascismo — exemplifica como diferentes regimes de poder, utilizando-se de tecnologias de controle e políticas de exceção, moldaram e justificaram a bio-necropolítica. Com isso, inserimo-nos nas discussões da Filosofia Política, buscando contribuir com o fato inegável de que todas as formas existentes do campo se configuram como crimes contra a humanidade e constantes fábricas de vidas impunemente matáveis.Tese A vontade diabólica como um mal psíquico frente ao problema do mal no indivíduo segundo Kant(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-04-03) Santos, Cláudio Ananias Alves dos; Nahra, Cinara Maria Leite; Oliveira, Carlos Moisés de; http://lattes.cnpq.br/3185309694904313; Borges, Maria de Lourdes Alves; Vidal, Maria José da Conceição Souza; Silva, Raquel Patriota da; Silva, Sérgio Eduardo Lima daA discussão do mal na filosofia kantiana pode ser vista no tocante às ações humanas, em como o bem e o mal são colocados como esquemas derivados da lei moral, ou seja, quando as ações se estabelecem como boas ou más; e concernente ao indivíduo que age, isto é, na análise da natureza do indivíduo, em seu caráter. As principais obras de Kant que discutem o tema na primeira forma são Fundamentação da metafísica dos costumes e Crítica da razão prática. E a obra que discute o tema na segunda forma é A religião nos limites da mera razão. Quanto ao mal a partir do indivíduo, ou o que seria o mal na natureza do indivíduo, ao se deparar com a lei moral em sua razão pura, o ser humano tem uma disposição para o bem e uma propensão para o mal. Kant sustenta que essa propensão se distingue em fragilidade, impureza e malignidade, mas não em uma vontade diabólica que coloca a razão livre do comando da lei moral. O presente trabalho busca verificar se haveria um caso em que tal vontade diabólica poderia ser estabelecida, não obstante o descarte do filósofo quanto a tal condição no ser humano. A partir das obras de Kant sobre filosofia moral, bem como de sua Antropologia de um ponto de vista pragmático e seu escrito pré-crítico Ensaio sobre as doenças da cabeça, bem como de comentadores kantianos nesse mesmo âmbito, busca-se ir além da proposição kantiana para o mal, e sustentar a tese de que um caso para a vontade diabólica pode ser configurado na afetação patológica (doentia) da psique acomodada na condição da psicopatia. A saber: mesmo possuindo a razão prática que tem como objeto o bem e o mal, a afetação doentia da mente exclui a razão pura prática que coloca a lei moral como incentivo. Essa configuração acarretaria a condição de um ser diabólico.Tese Corpo e Capital em Marx(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-03-25) Fontes, Márcia dos Santos; Dias, Maria Cristina Longo Cardoso; http://lattes.cnpq.br/8581414763000546; https://orcid.org/0000-0003-4664-6467; http://lattes.cnpq.br/6170097169665850; Grespan, Jorge Luís; Moraes, João Carlos Kfouri Quartim de; Caux, Luiz Philipe Rolla de; Ramos, Silvana de SouzaEsta pesquisa tem como objetivo investigar a relação entre corpo e capital nos escritos de Karl Marx, traçando um percurso cujo ponto de partida serão os Manuscritos Econômico-Filosóficos de 1844, onde buscaremos compreender porque Marx se direciona a uma explanação da produção da corporalidade humana, dos sentidos humanos, enquanto faz a crítica do trabalho sob o modo de produção burguês nestes escritos que representam, em sua trajetória, o início de seus estudos sobre economia política. Buscaremos investigar de que modo esta teorização do corpo aparece enquanto pressuposição e posição nos estudos críticos da maturidade de Marx que serão sistematizados na obra magna O Capital, livro I. Neste, ao exprimir o movimento do capital tornado sujeito, Marx nos revela a relação entre a corporalidade humana e a incorporeidade do valor servindo-se do conceito fisiológico de “metabolismo” tanto como analogia explicativa acerca do funcionamento do modo de produção do capital, como da representação real da condição do corpo no processo de produção do valor, onde os corpos, indiferenciados no trabalho abstrato e, ao mesmo tempo, hierarquizados no mercado, aparecem como órgãos do capital que funcionalizam vitalmente as suas determinações e expressam suas contradições.Tese Transhumanism: a new metanarrative(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2023-12-14) Antônio, Keoma Ferreira; Fernandes, Edrisi de Araújo; Sorgner, Stephan Lorenz; http://lattes.cnpq.br/4882655662159487; http://lattes.cnpq.br/7666048890315155; Silva, Adan John Gomes da; Vaz, Bruno Rafaelo Lopes; Alves, Daniel Durante Pereira; Vilaça, Murilo MarianoPretendemos, neste trabalho, fazer uma defesa de que o Transhumanismo Tecnoprogressista, desenvolvido por James Hughes e David Wood, pode promover uma nova metanarrativa a partir da qual podemos contemplar um horizonte para uma possível solução ao rol numeroso de atrocidades que culminam no risco existencial. O Transhumanismo não é um movimento filosófico, cultural, político e social monolítico. As subdivisões ocorrem, proeminentemente, em virtude do matiz político que orienta cada submovimento. Além do Transhumanismo Tecnoprogressista, há o Extropinismo, fundado por Max More e inserido no neoliberalismo, e o UpWingers, fundado por FM-2030 – ou seu antigo nome Fereidon Esfandiary –, que expressa uma visão política alternativa à antiga dicotomia direita-esquerda. Criticamos aqui o extropianismo por sua fundamentação ocorrer dentro das bases falidas do neoliberalismo pós-crise de 2008 e por sua inconsistência em adotar uma filosofia de afirmação da vida fundamentada na recorrente prática da austeridade. Discutimos que, embora o transhumanismo tenha raízes no humanismo, suas proposições o transcendem. Apesar dos benefícios que o humanismo nos proporcionou ao inventar o humano e sua dignidade, seus direitos e prerrogativas, tirando-nos da dependência do divino, o movimento também inventou os processos de desumanização. Cabe, então, ao Transhumanismo Tecnoprogressista propor um cenário eutópico onde possamos conceber o fim do sofrimento de humanos e outros animais a partir do uso da tecnologia, extensão de nossa natureza em seus bons aspectos, e de uma filosofia otimista de afirmação da vida.Tese É a antropofagia um conceito filosófico?(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-05-13) Aldeci, Ana Carolina Matias Costa; Macedo, Monalisa Carrilho de; http://lattes.cnpq.br/1111715712985263; https://orcid.org/0000-0002-4043-6031; http://lattes.cnpq.br/2459424534970442; Nodari, Alexandre André; Valle, Lílian de Aragão Bastos do; Augusto, Maria das Graças de Moraes; Jacques, Paola BerensteinEsta tese tem por objetivos (1) analisar as acepções de antropofagia adotadas por Oswald de Andrade — tomando como base, principalmente, o Manifesto Antropófago e A Crise da Filosofia Messiânica —; e (2) investigar a potência desse termo como um “conceito filosófico”, segundo a definição de “conceito” adotada por Gilles Deleuze e Félix Guattari na obra O que é a Filosofia?. Considerando que o conceito de antropofagia fora deixado em aberto pelo próprio Oswald e precisará ser aqui não apenas analisado, mas, simultaneamente, inventado, recorremos também nessa empreitada a outros pensadores que, atualmente, oferecem novas e interessantes interpretações acerca da obra do autor ou de alguns dos temas aqui abordados.Tese Revisitando o teste de Turing: análises e consequências(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2023-12-15) Gomes, Victor Pereira; Gorsky, Samir Bezerra; http://lattes.cnpq.br/0510346828626186; https://orcid.org/0000-0003-0054-019X; http://lattes.cnpq.br/7955621454612375; Vaz, Bruno Rafaelo Lopes; http://lattes.cnpq.br/8825056204900445; Alves, Daniel Durante Pereira; Bjørdal, Frode; Estrela, Kênio Ângelo Dantas FreitasO Teste de Turing, apresentado por Alan Turing como “o jogo da imitação” em seu artigo Computing Machinery and Intelligence (1950), trouxe à baila a discussão acerca da (im)possibilidade de máquinas digitais pensantes e inteligentes existirem. Após sua publicação, o Teste de Turing tem sido alvo de inúmeras críticas e objeções. Uma das objeções mais relevantes direcionadas ao referido teste é o Argumento do Quarto Chinês, que foi desenvolvido pelo filósofo Norte-Americano John Searle em seu artigo Minds, Brains, and Programs (1980), com o intuito de refutar o que ele chama de Inteligência Artificial Forte e também o Teste de Turing. O presente texto objetiva revisitar o Teste de Turing, assim como o Argumento do Quarto Chinês, e trazer uma análise acerca do conceito de inteligência no contexto do Teste de Turing, partindo do seguinte questionamento: “Como Turing entende o conceito de inteligência dentro do seu teste? Trata-se de inteligência humana (chamada aqui de inteligência genuína), ou trata-se de algum outro tipo de inteligência (seja qual for esta inteligência)?” Como resultados da pesquisa, argumenta-se que 1) é possível interpretar o Teste de Turing de forma a concluir que ele não foi desenvolvido objetivando avaliar se o computador digital envolvido nele possui inteligência genuína (humana) ou não, mas sim para avaliar se ele pode ser considerado inteligente, no sentido do que é aqui chamado de Turing-inteligência; 2) o Teste de Turing não está necessariamente comprometido com a Inteligência Artificial Forte; 3) o Argumento do Quarto Chinês nem sempre desafia o Teste de Turing; 4) o Teste de Turing é possível, isto é, realizável na prática, contanto que passe por algumas modificações, resultando numa nova versão do teste, aqui denominada de Teste de Turing Ideal; 5) o Chat-GPT é um exemplo de sistema de IA capaz de passar no Teste de Turing Ideal e, consequentemente, de ser classificado como Turing-inteligente. De posse de tais resultados, tem-se, como conclusão da pesquisa e como resposta ao questionamento previamente enunciado, que o TT pode ser interpretado de forma a sustentar a hipótese de que passar em tal teste é condição suficiente não para que um sistema de IA possua inteligência genuína, mas sim um outro tipo de inteligência, a saber, a Turing-inteligência.
