PPGe - Mestrado em Geografia
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Dissertação Serviços ecossistêmicos prestados pelos macrohabitats de áreas úmidas no Atol das Rocas, Rio Grande do Norte(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-08-29) Souza, Sahra Fabyelly Nascimento de; Costa, Diógenes Félix da Silva; https://orcid.org/0000-0002-4210-7805; http://lattes.cnpq.br/4149669138364420; https://orcid.org/0009-0005-6799-3080; http://lattes.cnpq.br/2931895115927589; Castelhano, Francisco Jablinski; http://lattes.cnpq.br/6679148883805360; Araújo, Paulo Victor do Nascimento; https://orcid.org/0000-0002-0625-0946; http://lattes.cnpq.br/4073388836947213As áreas úmidas representam ecossistemas que compreendem ambientes aquáticos, terrestres, costeiros ou continentais, caracterizados por se tratarem de áreas que estão permanentemente inundadas ou periodicamente. No Brasil, cerca de 20% do seu território é composto por áreas úmidas. Dentro desses ecossistemas, os macrohabitats configuram-se como unidades ambientais distintas que abrigam diferentes formas de vida e processos ecológicos, sendo fundamentais para a manutenção da biodiversidade e para a oferta de múltiplos serviços ecossistêmicos. Nesta perspectiva, o objetivo geral deste estudo é Classificar os serviços ecossistêmicos prestados pelos macrohabitats inseridos no Atol das Rocas, com base em técnicas de sensoriamento remoto e na análise multitemporal de dados orbitais. A investigação parte da identificação e caracterização de macrohabitats de áreas úmidas insulares, com destaque para formações como o anel recifal, depósitos arenosos, margem recifal e vegetação halófita. A partir da delimitação desses ambientes, procedeu-se à classificação dos serviços ecossistêmicos prestados pelos macrohabitats, utilizando como referência a Classificação Internacional Comum dos Serviços Ecossistêmicos (CICES V5.1). A metodologia adotada integrou a aplicação de índices espectrais, como o NDVI (Normalized Difference Vegetation Index) e o NDWI (Normalized Difference Water Index), com o objetivo de identificar variações temporais e espaciais na cobertura das unidades ambientais. Os resultados indicam que os macrohabitats do Atol das Rocas exercem funções ecossistêmicas fundamentais, reforçando sua importância como unidade de conservação estratégica para a biodiversidade marinha e para o conhecimento científico. A classificação hierárquica dos serviços, conforme a CICES v5.1, permite uma leitura integrada dos aspectos biofísicos da paisagem insular, contribuindo para estratégias de conservação orientadas por uma perspectiva ecossistêmica e interdisciplinar.Dissertação A centralidade de Nova Cruz - RN conforme a oferta do serviço de educação(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-06-30) Silva, Isadora Duarte da; Salvador, Diego Salomão Cândido de Oliveira; https://orcid.org/0000-0001-5119-1888; http://lattes.cnpq.br/5656990960651016; http://lattes.cnpq.br/7713165812522648; Tavares, Edseisy Silva Barbalho; Gomes, Rita de Cássia da Conceição; http://lattes.cnpq.br/3188665123953039Os desloamentos de estudantes ocorrem em busca de níveis da oferta de educação não existentes nas cidades onde eles residem ou são originários. Mesmo com a desconcentração das instituições de ensino para além da região metropolitana, muitos estudantes ainda realizam deslocamentos pendulares ou não diários para centros urbanos com maior oferta de educação. A cidade de Nova Cruz - RN destaca-se pela oferta educacional diversificada, que abrange desde o Ensino Básico até o Ensino Superior e/ou Técnico-Profissionalizante. Assim, este trabalho objetiva analisar a centralidade de Nova Cruz na rede urbana do Rio Grande do Norte, com atenção para a contribuição do serviço de educação para as interações espaciais e a dinâmica urbana. A pesquisa é de abordagem qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica sobre os conceitos de cidade, rede urbana, centralidade, serviço de educação e interações espaciais. Para as reflexões e análises realizadas no trabalho, foram buscados e consultados livros, artigos científicos, teses e dissertações, além de dados estatísticos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e da plataforma e-MEC do Ministério da Educação (MEC). Ademais, foram realizadas entrevistas e aplicação de questionários, com a organização e análise de mapas e gráficos referentes aos fluxos de estudantes. Os resultados alcançados destacam que Nova Cruz abrange fluxos pendulares de estudantes, provenientes, sobretudo, dos municípios da região imediata de Santo Antônio - Passa e Fica - Nova Cruz, além dos espaços circunvizinhos da Paraíba. Ademais, há fluxos não diários de estudantes de espaços mais distantes de Nova Cruz. Os deslocamentos populacionais são diretamente relacionados à organização e estrutura do espaço. No que se refere aos fluxos de estudantes para Nova Cruz, a pesquisa evidencia que a infraestrutura rodoviária insatisfatória contribui para o aumento do tempo de deslocamento, a elevação dos custos e riscos aos estudantes. Não obstante, conclui-se que o serviço de educação consolida Nova Cruz na referida região imediata como um centro urbano de referência, pelas interações espaciais que motiva.Dissertação A interiorização do turismo e a Agenda 2030 no Rio Grande do Norte: uma análise dos municípios serranos do Agreste e Seridó oriental(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-05-27) Barbosa, Maria Heloisa de Souza; Fonseca, Maria Aparecida Pontes da; http://lattes.cnpq.br/4606530449881824; http://lattes.cnpq.br/5670168798324048; Moretti, Edvaldo César; http://lattes.cnpq.br/5366579116704716; d'Angelo, Maria Rita de Oliveira Nunes; https://orcid.org/0000-0001-5435-6529; http://lattes.cnpq.br/5697616012695964; Gomes, Rita de Cassia da Conceição; http://lattes.cnpq.br/3188665123953039Embora o turismo no Rio Grande do Norte ainda seja predominantemente litorâneo, a busca por destinos no interior do estado tem crescido significativamente, especialmente na última década. As políticas públicas e o ideário da sustentabilidade impulsionam essa expansão. Nesse contexto, a natureza e a geodiversidade tornaram-se elementos essenciais na criação de novos produtos turísticos, com destaque para as serras do Agreste Potiguar e o Geoparque Seridó. Este estudo teve como objetivo analisar a adesão dos municípios turísticos das Instâncias de Governança Regional (IGR) Serras do Agreste Potiguar e do Seridó aos princípios de sustentabilidade definidos pela Agenda 2030, com o intuito de propiciar a valorização do local. Para tanto, foram utilizados procedimentos metodológicos como pesquisa bibliográfica e documental, levantamento de dados secundários, aplicação de questionários e entrevistas, além da realização de trabalho de campo. Os resultados obtidos indicaram um desempenho insatisfatório dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), com a maioria dos indicadores apresentando fragilidades.Embora alguns ODS tenham demonstrado resultados relativamente mais positivos, especialmente aqueles vinculados à dimensão ambiental, todos os municípios analisados encontram-se em um patamar baixo de desenvolvimento sustentável. De modo geral, os indicadores mais críticos concentram-se nas dimensões social, econômica e de gestão. No que se refere à valorização do local, é inegável que os municípios vêm adotando práticas que promovem a cultura e fortalecem a identidade comunitária, com destaque para a produção artesanal e a culinária.Os resultados mais satisfatórios foram encontrados nos municípios da IGR Seridó, onde as iniciativas de valorização do local apresentam maior consistência e estrutura. No entanto, ainda persistem lacunas significativas, como a baixa diversidade de produtos, a limitada organização de associações e as deficiências em infraestrutura. Portanto, esta investigação é fundamental não apenas para a compreensão do cenário atual do turismo no interior do estado, mas também como subsídio para futuras ações voltadas ao aprimoramento das práticas turísticas, com foco na sustentabilidade e na valorização do local, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela Agenda 2030.Dissertação Território usado e a produção de patentes na região nordeste do Brasil: a relevância das instituições de ensino e pesquisa(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-07-29) Costa, Jorge Magno da Silva; Barbosa, Jane Roberta de Assis; https://orcid.org/0000-0002-8424-5237; http://lattes.cnpq.br/7545246014722591; http://lattes.cnpq.br/6628684062340339; Fernandes, Ana Cristina de Almeida; http://lattes.cnpq.br/3262670232283121; Lima, Fernanda Laize Silva de; https://orcid.org/0000-0002-4385-815X; http://lattes.cnpq.br/0898506556348162; Anjos, Max Wendell Batista dos; https://orcid.org/0000-0001-6394-1324; http://lattes.cnpq.br/2730146407492791; Nonato Júnior, Raimundo; https://orcid.org/0000-0002-3685-6631; http://lattes.cnpq.br/2778825855162912O meio técnico-científico-informacional tem sido marcado pelos esforços dos países em se destacarem no campo da Ciência, Tecnologia e Inovação, e a concessão de patentes apresenta-se como uma forma de garantir a exploração comercial de suas criações. E na Região Nordeste do Brasil, esse processo é marcado por implicações territoriais relevantes e a permanência de desigualdades socioespaciais. O objetivo desta dissertação é compreender o uso do território pelas instituições de ensino e pesquisa na Região Nordeste para a criação de inovação tecnológica, tomando como referência a produção de patentes no período de 1990 a 2023. Fundamentada na teoria do espaço geográfico de Milton Santos e no conceito de Sistema Territorial de Inovação (STI), a pesquisa propõe a hipótese de que há na região um STI, cujos principais agentes são as instituições públicas. Essas instituições atuam também como fixos geográficos e objetos técnicos que produzem fluxos de conhecimento, além de formarem cooperações estratégicas que fortalecem a capacidade regional de inovação. Contudo, esse sistema expressa uma dinâmica dialética entre o avanço da inovação tecnológica e a permanência das desigualdades. Os procedimentos metodológicos estão organizados em cinco etapas: revisão bibliográfica e documental; coleta de dados secundários de fontes governamentais e institucionais; análise de documentos normativos e políticas de inovação; levantamento de dados primários por meio de trabalho de campo, questionários e entrevistas; e produção de elementos visuais, como mapas e gráficos. Com isso, é revelado um uso seletivo do território nordestino, com concentração das atividades de patenteamento em universidades públicas localizadas em cidades com tecnoesfera da inovação mais densa. Apesar das desigualdades, o STI nordestino apresenta resultados relevantes, expressos na concessão de patentes, nos pesquisadores nordestinos e na formação de redes de cooperação.Dissertação O uso do território em áreas de Maré-Mangue da Região Metropolitana de Natal - Rio Grande do Norte - Brasil(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-08-12) Soares, Deyvid Alcimar; Azevedo, Francisco Fransualdo de; http://lattes.cnpq.br/2719998085102847; http://lattes.cnpq.br/1037656850221150; Costa, Diógenes Felix da Silva; Albuquerque, Edu Silvestre de; Silva, Anieres Barbosa daNo Brasil, os manguezais formam um verdadeiro cinturão verde que cobre quase toda sua extensão litorânea. Nesse contexto, eles estiveram, e ainda estão, na linha de frente de relevantes eventos que se chocaram com a faixa costeira do país; dentre eles, podemos citar a colonização, a urbanização e a industrialização. Dessa maneira, as formas de uso do território que se configuram em suas áreas são as mais diversas, variando desde a habitacional até a extrativista de grande porte. O estado do Rio Grande do Norte possui manguezais distribuídos ao longo de seu litoral, concentrando-se as formas de uso mais intensas e diversificadas na Região Metropolitana de Natal, com especial destaque para aquelas que ocorrem no estuário e na reentrância do Rio Potengi. Considerando as diversas formas de uso do território em áreas de manguezal e as escassas pesquisas desenvolvidas sobre o tema, surge como questão norteadora: quais as relações estabelecidas entre distintas formas de uso do território em áreas de Maré-Mangue da Região Metropolitana de Natal-RN, considerando as contradições intrínsecas a esse processo? Sendo assim, traçamos como objetivo geral: compreender as contradições presentes nas formas de uso do território em áreas de Maré-Mangue da Região Metropolitana de Natal. E, visando corroborar com este, os seguintes objetivos específicos: analisar as formas de uso do território em áreas de Maré-Mangue do Brasil, em especial do Nordeste; relacionar distintas formas de uso do território em áreas de Maré-Mangue da Região Metropolitana de Natal e a dialética intrínseca a esse processo, considerando os diferentes agentes, conflitos e normas, e ainda, contextualizar as formas de uso do território pensando a racionalidade e a contrarracionalidade em áreas de Maré-Mangue da RMN. No que se refere ao nosso arcabouço metodológico, a pesquisa se qualifica como sendo de natureza qualitativa. Além disso, utilizamo-nos dos seguintes instrumentos para aquisição de dados primários e secundários: revisão bibliográfica e documental, observação não participante, entrevistas com base em roteiros semiestruturados, questionário, grupo focal e cartazes participativos acessíveis. Como resultado, desenvolvemos, em caráter preliminar, a categoria analítica “Áreas de Maré-Mangue”, pois compreendemos que os manguezais representam mais do que um simples ecossistema para a sociedade, estando entrelaçados a aspectos sociais, culturais e econômicos. No que tange ao empírico, ao analisarmos as áreas de Maré-Mangue da Região Metropolitana de Natal, identificamos e relacionamos formas diversas de uso do território nos seguintes municípios: Maxaranguape, Ceará-Mirim, Extremoz, Natal, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Parnamirim, Nísia Floresta, Arês e Goianinha. Dentre as principais formas de uso, temos a pesca artesanal, a pesca predatória, o turismo, a carcinicultura e a habitação. Essas distintas formas de uso do território se relacionam de modo a constituir uma realidade dialeticamente contraditória em Áreas de Maré-Mangue. Essa realidade é muitas vezes sustentada por discursos pragmáticos conduzidos pelo mercado, os quais contribuem de maneira direta para que determinada parcela da sociedade, composta por “homens lentos” e seus lugares, seja levada à marginalização.Dissertação Expansão urbana de Currais Novos (RN) no período de 1980 a 2022: análise a partir de eventos geográficos(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-05-28) Veloso, Sthephany Gabriela Marfisa Furtado; Gomes, Rita de Cássia da Conceição; http://lattes.cnpq.br/3188665123953039; Salvador, Diego Salomao Cândido de Oliveira; https://orcid.org/0000-0001-5119-1888; http://lattes.cnpq.br/5656990960651016; Araújo, Josélia Carvalho de; https://orcid.org/0000-0001-7513-6621; http://lattes.cnpq.br/6959230069047497A cidade de Currais Novos formou-se ao longo do século XX, associada às atividades econômicas da pecuária, cotonicultura e mineração. A partir da década de 1980, essas atividades entraram em declínio, contudo, a cidade manteve sua relevância, apresentando crescimento, sobretudo impulsionado pela construção de conjuntos habitacionais e pela implantação de infraestruturas. Atualmente, a expansão urbana é orientada pela chegada de grandes empreendimentos imobiliários. Diante desse contexto, o trabalho tem como questão central: qual a contribuição dos eventos geográficos implantados após a crise das atividades tradicionais, a partir da década de 1980, para o processo de expansão urbana de Currais Novos, e quais as implicações socioespaciais desse processo? Para responder a essa questão, define-se o objetivo geral: analisar o processo de expansão urbana de Currais Novos considerando os eventos geográficos implantados após a crise das atividades tradicionais, a partir da década de 1980, e quais as implicações socioespaciais acarretadas por esse processo. Bem como definese os objetivos específicos: investigar as contribuições das atividades tradicionais para o processo de formação da cidade de Currais Novos; analisar a contribuição dos eventos geográficos implantados a partir da década de 1980 para a expansão urbana de Currais Novos; e compreender as implicações socioespaciais relacionadas ao processo de expansão urbana de Currais Novos. O trabalho fundamenta-se na teoria espacial do geógrafo Milton Santos, utilizando seus conceitos e categorias como base para as discussões. Os procedimentos metodológicos baseiam-se na pesquisa bibliográfica, documental e empírica, além do levantamento de dados secundários e da produção cartográfica. A análise evidencia como a cidade, em crescimento, se apresenta diante de novos eventos, a exemplo da instalação de grandes empreendimentos imobiliários, e quais as principais implicações diante da expansão. O trabalho permite compreender a importância da atividade mineradora, como principal fator do processo de urbanização, ao atrair contingentes populacionais, instalar equipamentos urbanos e captar políticas públicas. Identificam-se dois momentos importantes para a expansão urbana: o primeiro, na década de 1980, caracterizado pelas políticas públicas urbanas, com ênfase na construção de habitações, possuindo como agente principal o Estado; e o segundo, a partir da década de 2010, com a retomada das políticas públicas habitacionais por meio de programas de financiamento, tendo o Estado e as firmas como os principais agentes. Observase ainda que o processo de expansão urbana ocorre de forma descontínua, uma vez que o dinamismo das infraestruturas, dos serviços e do comércio não acompanha o mesmo dinamismo do crescimento das formas, resultando em espaços luminosos e espaços opacos, reforçando as desigualdades socioespaciais. Como resultado, constata-se a importância de cada atividade econômica – pecuária, cotonicultura e mineração – para esse processo e para a profusão dos meios geográficos, e a contribuição dos eventos geográficos, frutos das ações de diferentes agentes, para o processo de expansão urbana, através da instalação de equipamentos urbanos, infraestrutura e habitações.Dissertação Análise da expansão urbana e das práticas agrícolas nas perdas de solo da Bacia Hidrográfica do Rio Catu-RN, Brasil(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-07-24) Barros, Luana de Holanda Viana; Troleis, Adriano Lima; http://lattes.cnpq.br/8830982074139789; http://lattes.cnpq.br/9226634838083660; Almeida, Lutiane Queiroz de; https://orcid.org/0000-0002-6604-5987; http://lattes.cnpq.br/7311955924979180; Medeiros, Jacimária Fonseca de; http://lattes.cnpq.br/7137009169288085A Bacia Hidrográfica do Rio Catu (BHRC), localizada no litoral sul do estado do Rio Grande do Norte, enfrenta diversos desafios ambientais relacionados à expansão urbana e às práticas agropecuárias inadequadas, como a supressão de matas ciliares para o cultivo da cana-de-açúcar em áreas legalmente destinadas à preservação. Esses fatores intensificam os processos de erosão hídrica, comprometendo a qualidade dos recursos naturais e a sustentabilidade ambiental da bacia. Este estudo teve como objetivo geral analisar a influência da urbanização e das práticas agrícolas nas perdas de solo na BHRC, utilizando a Equação Universal de Perda de Solo (EUPS), conhecida internacionalmente como Universal Soil Loss Equation (USLE), como ferramenta metodológica, a fim de fornecer subsídios para o planejamento e a gestão sustentável dos recursos naturais da bacia. As etapas da pesquisa envolveram revisão bibliográfica, levantamento cartográfico, trabalho de campo e aplicação da USLE, considerando os fatores R (intensidade com que a chuva pode provocar a desagregação e o arraste das partículas do solo), K (facilidade com que o solo pode ser erodido), LS (efeito da topografia no escoamento superficial) e CP (influência do uso e manejo do solo e de práticas conservacionistas). Os resultados contemplam a caracterização físico-ambiental da bacia, com ênfase nos aspectos climáticos, geológicos, geomorfológicos, pedológicos e de uso e cobertura do solo. A modelagem por meio da USLE permitiu mapear as áreas com maior potencial de perda de solo, evidenciando a influência das atividades antrópicas, como a expansão urbana das práticas agropecuárias, especialmente nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) e nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs). A análise integrada permitiu identificar os setores mais críticos em termos de degradação ambiental, evidenciando as principais pressões antrópicas sobre os recursos naturais da BHRC-RN. Concluindo, este estudo propõe um conjunto de medidas mitigadoras voltadas à recuperação de áreas degradadas, ao manejo sustentável do solo e à formulação de estratégias de planejamento ambiental. Tais ações buscam fortalecer a conservação dos recursos naturais e promover a sustentabilidade da bacia, de forma articulada com as políticas públicas já existentes.Dissertação Economia urbana e interações espaciais na cidade de Assú/RN(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-05-27) Soares, Ildson Carlos dos Santos; Barbosa, Jane Roberta de Assis; Silva, Rafael Pereira da; https://orcid.org/0000-0002-5224-8724; http://lattes.cnpq.br/1214844897671770; https://orcid.org/0000-0002-8424-5237; http://lattes.cnpq.br/7545246014722591; Carvalho, Cícero Pèricles de; http://lattes.cnpq.br/4195463764150957; Azevedo, Francisco Fransualdo de; http://lattes.cnpq.br/2719998085102847Este texto aborda a economia urbana da cidade de Assú, no Rio Grande do Norte, destacando sua diversificação ao longo dos anos devido à disseminação assimétrica e seletiva do meio técnico-científico-informacional. A cidade de Assú, localizada no interior do estado, desempenha um papel central na região do Vale do Açu, concentrando uma variedade de serviços e fluxos de pessoas, capital e informação. A atividade comercial é um dos principais vetores da economia de Assú, com uma crescente presença de modernos equipamentos comerciais no centro da cidade, embora ainda existam formas tradicionais de comércio. A incorporação de grandes lojas de departamento nacionais na cidade, juntamente com atividades do circuito inferior, reflete a complexidade das dinâmicas econômicas locais. Desta forma, a pesquisa propõe compreender a emergência dos circuitos da economia urbana na cidade de Assú e seu impacto nas interações espaciais, de modo que atinja o entendimento do arranjo espacial da cidade. Para isso, são utilizadas categorias analíticas como forma, função, estrutura e processo, bem como as categorias território usado e interações espaciais. A metodologia adotada nesta pesquisa é estruturada da seguinte forma: inicialmente, foi realizada uma revisão teórica com foco na teoria dos circuitos da economia urbana de Milton Santos (1979), complementada por autores como Silveira (2007, 2013, 2015), Bicudo Júnior (2006), Montenegro (2013 e 2012) e Cataia Silva (2013). Em seguida, foram realizadas visitas de campo à feira livre de Assú/RN, com aplicação de questionários a feirantes e observação sistemática dos fluxos urbanos. A coleta de dados secundários foi feita junto a instituições como IBGE, Receita Federal, ABRAS e SEBRAE. Para a espacialização das informações, foram produzidos mapas temáticos e de fluxo com o auxílio do software QGIS 3.10. Os resultados demonstram que Assú apresenta uma centralidade regional sustentada pela presença de agentes econômicos do circuito superior, especialmente instituições bancárias e redes varejistas, cuja atuação tem atraído fluxos de consumidores e capitais de municípios vizinhos. Destaca-se a atuação do circuito superior marginal, composto por capitais externos, que se consolida por meio da oferta de crédito, da subcontratação de representantes locais e da concentração técnica e econômica. Paralelamente, observa-se a forte presença do circuito inferior, expresso pela feira livre e pelas micro e pequenas empresas (MPEs), que desempenham papel fundamental na absorção de mão de obra e na sustentação da economia urbana cotidiana, mesmo sob condições de informalidade e precarização. A análise evidencia que os dois circuitos interagem de maneira interdependente, ainda que assimétrica, revelando formas de dominação e seletividade espacial. Portanto, a cidade de Assú configura-se, como um nó estratégico da rede urbana do interior do Rio Grande do Norte, onde o uso do território é moldado por lógicas econômicas que intensificam a desigualdade socioespacial.Dissertação A dimensão espacial na obra Vidas Secas de Graciliano Ramos: os elementos de compreensão como percurso(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-06-05) Silva, Amanda Teotonio da; Morais, Hugo Arruda de; http://lattes.cnpq.br/9546392459265148; http://lattes.cnpq.br/3339662204884598; Morais, Ione Rodrigues Diniz; https://orcid.org/0000-0001-6629-8047; http://lattes.cnpq.br/9233980341514642; Maciel, Caio Augusto Amorim; https://orcid.org/0000-0002-1769-9597; http://lattes.cnpq.br/4908600462706819Esta pesquisa promove o diálogo entre a geografia e a literatura por meio da análise das dimensões espaciais presentes em Vidas Secas, obra do alagoano Graciliano Ramos, um dos principais expoentes da literatura brasileira. A escolha desse romance deve-se à sua capacidade de proporcionar uma compreensão profunda do contexto social que molda o cenário geográfico retratado. Além disso, sua forte conexão com a realidade é fundamental, uma vez que a narrativa representa ficcionalmente os desafios enfrentados pela comunidade sertaneja, centrando-se na história do vaqueiro Fabiano e sua família. Diante dessas observações, surge a questão central que norteia a presente dissertação: Qual é o lugar da dimensão espacial na construção literária de Graciliano Ramos, considerando os elementos de compreensão que permeiam Vidas Secas? Para respondê-la, delimitou-se como objetivo principal analisar o papel da dimensão espacial na construção literária do autor, tomando como base os elementos de compreensão presentes nessa obra. Os procedimentos metodológicos pautaram-se principalmente em pesquisas bibliográfica e documental. A análise de Vidas Secas foi orientada pelos "elementos de compreensão" propostos por Cândido (2000; 2006), que consistem no estudo aprofundado de fatores externos, do autor e da obra. Como resultado, constatou-se a influência da instauração da República Velha – durante a transição dos séculos XIX e XX – na estrutura socioeconômica do Nordeste brasileiro e, consequentemente, na vida da família de Graciliano Ramos, cuja vivência inspirou sua escrita. Observador desde a infância, o autor assimilou esses contextos históricos e geográficos, que posteriormente embasaram suas produções artísticas, incluindo Vidas Secas, obra que o consagrou como um dos grandes romancistas do Brasil. Na análise do livro, verificou-se que, ao longo dos capítulos, Graciliano Ramos aborda questões humanas que, articuladas às características físicas do espaço fictício, configuram um recorte da realidade árida vivenciada por parcela da população sertaneja ao longo da história do Nordeste brasileiro.Dissertação Território e informação: o uso do território pelos indígenas no Catu e Amarelão, RN(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-04-09) Pereira, Alipio de Araújo; Barbosa, Jane Roberta de Assis; https://orcid.org/0000-0002-8424-5237; http://lattes.cnpq.br/7545246014722591; http://lattes.cnpq.br/6406262661648362; Azevedo, Francisco Fransualdo de; http://lattes.cnpq.br/2719998085102847; Vieira, José Glebson; https://orcid.org/0000-0002-5546-1846; http://lattes.cnpq.br/0513632032515079; Silva, Rafael Pereira da; https://orcid.org/0000-0002-5224-8724; http://lattes.cnpq.br/1214844897671770A premissa da inexistência de povos indígenas no Rio Grande do Norte vem sendo contestada a partir dos anos 2000, quando indivíduos que habitam áreas rurais de municípios do leste potiguar passaram a reivindicar suas ancestralidades enquanto descendentes dos povos originários deste território. A comunidade indígena do Catu, que disputa o uso do território com a indústria sucroalcooleira, e as aldeias do território do Amarelão dos Mendonças, que disputam o uso do território com a energia eólica, têm feito uso da internet, por meio das redes sociais, para dar suporte à sua luta por demarcação de terras. Diante disso, a questão central que esta pesquisa responderá é: como comunidades indígenas se apropriam da internet para dar novos usos aos territórios do Catu e do Amarelão dos Mendonças, no Rio Grande do Norte? O objetivo geral desta pesquisa consiste em analisar como as comunidades indígenas dos territórios do Catu e do Amarelão se apropriam e utilizam a internet como uma estratégia de resistência territorial, para dar visibilidade cultural e promover mobilização frente à imposição capitalista do uso do território como recurso, especialmente na contestação e negociação dos impactos trazidos pelos parques de energia eólica e pela expansão da cultura canavieira. Para alcançar os objetivos, foram utilizados procedimentos metodológicos, que foram divididos em três partes: a primeira é a pesquisa bibliográfica, além de pesquisa documental, que contribuíram para o enriquecimento teórico e das discussões; trabalho de campo, onde foi realizada a aplicação de questionário e se travaram diálogos, coleta de dados de GNSS e fotos; e, finalmente, os dados coletados foram analisados criticamente à luz da teoria escolhida, resultando em um texto dissertativo contendo mapas, gráficos e imagens. Como resultado, foi possível analisar como se deu o impacto da evolução da internet até a chegada nas comunidades indígenas do Catu e Amarelão, já começando a transformar as realidades dos indivíduos que buscam o uso do território como abrigo. A partir do uso das redes sociais da internet, é dual: se, por um lado, ela possibilita a busca por políticas públicas voltadas para os indígenas, bem como a demarcação de suas terras, por outro, ela facilita a inserção de ideologias da psicosfera do capital nas comunidades. No entanto, vale destacar que o uso das redes sociais vem contribuindo de forma decisiva, em todas as escalas da luta indígena, para a organização política, suas resistências territoriais e sua visibilidade cultural. Ainda assim, após sua conclusão, nota-se a possibilidade de contribuir para o planejamento estatal frente à demarcação das terras indígenas aqui abordadas, bem como oferecer subsídio para futuros trabalhos sobre a temática.Dissertação Levantamento de base cartográfica adequada para cadastro territorial multifinalitário: uma análise de Barra de Tabatinga, Nísia Floresta (RN)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-04-30) Oliveira, Carlisson Gleidson Silva de; Sousa, Silvio Braz de; https://orcid.org/0000-0002-9776-3295; http://lattes.cnpq.br/5542860613403348; http://lattes.cnpq.br/0797395033062552; Almeida, Rherison Tyrone Silva; Amorim, Rodrigo de FreitasO Cadastro Territorial Multifinalitário (CTM) se constitui uma ferramenta moderna de planificação do ambiente urbano que tem ganhado destaque na última década, principalmente em função da evolução tecnológica que tem promovido maior acessibilidade a dados de melhor detalhe, seja pela evolução dos sistemas sensores orbitais submétricos, técnologias de posicionamento por satélite e as Aeronaves Remomentamente Pilotadas (ARPs). Esta pesquisa em nível mestrado, tem como objetivo geral avaliar dados, técnicas e possibilidades para o emprego do CTM como uma ferramenta para gestão de riscos na área de falésias de Barra de Tabatinga, município de Nísia Floresta (RN). Quanto aos objetivos específicos têm-se: 1) Montar um banco de dados geoespacial do município de Nísia Floresta; 2) Avaliar a correlação entre as mudanças de uso e cobertura da terra e a estabilidade ambiental em áreas de falésias; 3) Avaliar métodos e tecnicas para o emprego do CTM na área das falésias de Tabatinga, e a possibilidade de se conFigurar uma ferramenta para tomada de decisão para os gestores locais. A metodologia adotada inclui a coleta de dados por meio de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP’s) que permitem alta precisão planimétrica, com o modelo DJI Matrice 300 RTK, e o uso de técnicas de geoprocessamento para a realização de um ensaio para construção de um CTM. Os resultados indicam que as técnicas aplicadas, foram capazes de mapear áreas suscetíveis a riscos e identificar construções irregulares e ou em locais inadequados, fornecendo subsídios para estratégias de mitigação de impactos e promoção da sustentabilidade e segurança das áreas urbanas costeiras. A possibilidade de empregar dados geoespaciais processados em ambiente de Sistema de Informações Geográficas (SIG), aliados às técnicas cartográficas apresentadas neste trabalho, em ambientes de análise multidados e web services, proporciona aos gestores uma análise mais rica e aprofundada da realidade territorial.Dissertação Panorama das pesquisas sobre o clima urbano no Brasil(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-02-26) Silva, Matheus Maciel da; Amorim, Rodrigo de Freitas; Castelhano, Francisco Jablinski; http://lattes.cnpq.br/9294061567973701; http://lattes.cnpq.br/6992565821797521; Sousa, Silvio Braz de; Moura, Marcelo de OliveiraAs mudanças climáticas globais colocam em discussão questões relacionadas ao direcionamento das pesquisas científicas que estão sendo desenvolvidas. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo produzir panorama da produção científica sobre o clima urbano no Brasil entre 2010 e 2023 e contribuir para o debate nessa área, considerando o contexto de mudanças climáticas globais que afetam as cidades e a sociedade brasileira. Por meio da revisão da literatura, utilizando-se da bibliometria, técnicas de tratamento de dados com o software estatístico R e análise estatística de artigos científicos publicados em revistas da área de Geografia e dissertações e teses oriundas das universidades brasileiras, foi possível traçar um cenário dos estudos sobre o clima urbano no Brasil. Foram analisados 466 artigos científicos publicados em 50 periódicos de Geografia e um total de 175, dissertações(129) e teses (46) defendidas entre 2011 e 2022 nos programas brasileiros de pós graduação em Geografia sobre o clima urbano. Por meio de tabelas, gráficos e mapas, observou-se que a maior parte das produções sobre o clima urbano se localiza na região Sudeste. Além disso, constatou-se que a região Sudeste é responsável por abrigar a maior parte das universidades que realizaram pesquisas sobre essa temática, seguida pela região Nordeste. Nos artigos científicos, as cidades mais analisadas foram Recife (PE), Presidente Prudente (SP) e Belém (PA), por sua vez, as dissertações e teses, abordam em maiores casos, as cidades de São Paulo (SP), Dourados (MS) e Fortaleza (CE). Notou-se uma tendência de acréscimo para todas as pesquisas sobre o clima urbano. O subsistema mais pesquisado foi o Termodinâmico, em todos os tipos de pesquisa. Espera-se que esta dissertação possa servir de subsídio para formulação de políticas públicas que incentivem novas pesquisas na área.Dissertação Diagnóstico integrado da bacia hidrográfica do rio Jacu/PB-RN, Brasil: uso, ocupação e compartimentação Geoecológica(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-02-25) Lima, Marlon Nelo de; Farias, Juliana Felipe; http://lattes.cnpq.br/3431876696268959; http://lattes.cnpq.br/5742709706820571; Castelhano, Francisco Jablinski; Saraiva Júnior, João CorreiaLocalizada na Região Hidrográfica do Atlântico Nordeste Oriental (RHANO), a Bacia Hidrográfica do Rio Jacu (BHRJ) ocupa uma área total de 2.842,5 km2, pertencentes aos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Esse contexto interestadual proporcionou a BHRJ não ser contemplada de forma integrada, apenas parcial, nos relatórios estaduais de recursos hídricos; se referindo, especificamente, às partes que abrangem cada estado, o que inviabiliza o conhecimento das suas potencialidades, assim como, sobre as suas limitações. Levando-se em consideração à problemática destacada acerca da área de pesquisa, esta Dissertação de Mestrado tem como objetivo geral realizar um diagnóstico integrado da Bacia Hidrográfica do Rio Jacu/PB-RN, Brasil; levando em consideração as suas formas de uso e ocupação, bem como, o seu suporte natural para o desenvolvimento dessas atividades humanas. Ademais, a presente pesquisa foi desenvolvida com base na concepção teórico-metodológica da Geoecologia das Paisagens, que foi sistematizada nas fases de: organização e inventário, análise, diagnóstico e propositiva. Além disso, o diagnóstico da BHRJ foi realizado sob duas perspectivas Geoecológicas: a) o enfoque histórico-antropogênico: onde foram identificadas 18 classes de uso e ocupação de acordo com o MapBiomas (2022), sendo estas sistematizadas de acordo com o nível II do SCUT (IBGE, 2013); e b) o enfoque estrutural: onde enfatiza a regionalização físico-geográfica, que consiste na análise e classificação dos complexos individuais das Paisagens. Com base nos seus domínios morfoesculturais, que corresponde aos seus principais compartimentos geomorfológicos, assim como, nas suas formas de uso e ocupação, as unidades geoecológicas compartimentadas na BHRJ, são: Unidade Planalto Cuités (UPCs); Unidade Maciço Residuais da Bica (UMRB); Unidade Piemonte Sertanejo (UPSt); Unidade Tabuleiro Canavieiro (UTCn) e a Unidade Planície das Guaraíras e Aquicultura (UPGAq). Com base nos dados levantados, a BHRJ apresenta uma população total de 177.038 habitantes. No setor agropecuário, a produção de cultivos temporários alcança cerca de 929.031 toneladas, seguida de 5.241 toneladas nos cultivos permanentes. Na criação de animais de grande, médio e pequeno porte, a BHRJ apresenta um quantitativo de 515.402 cabeças. No tocante ao saneamento básico, a bacia apresenta uma média de sua rede urbana com esgotamento adequado de apenas 24%. Desta forma, de acordo com seus aspectos naturais e socioeconômico, como principais potencialidades da bacia, destacamos os setores de: Agropecuária; Extrativismo; Turismo; Ecoturismo; Arqueologia; Produção de Energia Eólica; Mineração; Construção Civil; Pluviosidade; Irrigação e Aquicultura. Como principais limitações, se destacam os aspectos de: Susceptibilidade à Erosão; Estresse Hídrico; Baixa capacidade de retenção de água; Salinização dos solos; Baixa fertilidade dos solos e Risco de inundações de águas continentais e costeiras. Além disso, os principais problemas ambientais identificados na BHRJ foram: Baixo índice de tratamento de esgoto; Desmatamento de Encostas; Erosão dos solos; Ocupação irregular das margens fluviais; Assoreamento; Poluição dos corpos hídricos. Portanto, esses aspectos nortearam as propostas de planejamento ambiental para a BHRJ, em que, no total, são elencadas 22 propostas, sendo 5 de caráter geral, que contemplam aspectos mais abrangentes. Em síntese, as demais, são distribuídas de acordo com as zonas da bacia, tendo o alto curso com 6 proposições; o médio curso com 7; e o baixo curso com 4.Dissertação Rotas de fuga da aridez: o sertão cinemático de Lírio Ferreira(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-01-17) Dantas, Airon Sarug Ferreira; Costa, Maria Helena Braga e Vaz da; https://orcid.org/0000-0002-3604-1483; http://lattes.cnpq.br/5114110813711387; https://orcid.org/0000-0002-7588-7123; http://lattes.cnpq.br/2478686806293481; Dantas, Eugênia Maria; http://lattes.cnpq.br/6296149707446296; Gomes Júnior, Gervásio HermínioEsta dissertação se debruça sobre a diversidade temática e estética do cinema pernambucano surgido a partir dos anos 1990, com foco nos filmes Baile Perfumado (1996), Árido Movie (2005) e Acqua Movie (2019), dirigidos por Lírio Ferreira. Sob a ótica da ciência geográfica, o trabalho investiga como as narrativas ressignificam o sertão, explorando suas dimensões simbólicas, afetivas e temporais a partir de determinados caminhos. Esses caminhos são chamados de rotas de fuga, onde o estudo revela como os filmes oferecem visões multifacetadas do semiárido, articulando questões culturais, históricas e ambientais. Ao unir Cinema e Geografia, a pesquisa questiona estereótipos, propondo o sertão como um espaço narrativo complexo, onde os metatemas propõem as rotas que ampliam as interpretações e renovam o imaginário acerca da região. São explorados alguns aspectos como a construção do discurso e da paisagem do sertão cinematográfico, o desafio às concepções tradicionais e a contribuição das tramas imagéticas para um conhecimento geográfico mais profundo do Nordeste brasileiro. Para isso, a fundamentação teórica utiliza diferentes conceitos e categorias para se examinar o cinema como dispositivo geográfico. Autores como Deleuze (2007) e Aumont (1994) discutem seus paradigmas dos filmes como meio de construção de narrativas socioespaciais e representações da realidade. O cinema é visto também como ferramenta para entender geografias (Claval, 2001; Costa, 2011; Gomes & Ribeiro, 2013) e como espaço relacional que reflete dinâmicas socioespaciais (Harvey, 2004, 2015). A paisagem é analisada enquanto representação cultural (Cosgrove, 1998), vinculada às práticas sociais e percepções subjetivas (Berque, 1998; Barbosa, 1999). No Brasil, o cinema é uma forma de resistência e reinterpretação cultural, especialmente no Nordeste e no sertão (Albuquerque Jr., 1999). Em termos metodológicos, investigamos as representações utilizando a análise fílmica, onde inicialmente decompomos o filme, descrevendo os planos, sequências, enquadramentos, cenas, ângulos, sons e composição de quadro, e reconstruímos a partir da compreensão dos elementos decompostos, integrando-os em uma abordagem que considera a interação entre espaço fílmico e geográfico, examinando paisagens, locações, estruturas narrativas, discursos e os movimentos de câmera. Como resultado, observamos que o cineasta transforma o semiárido nordestino em um universo dinâmico e pulsante de possibilidades, subvertendo as imagens tradicionais de miséria e desolação. Seus filmes revelam uma paisagem em constante metamorfose, onde as rotas de fuga da aridez, com suas durezas e fissuras, funcionam como espelhos das vidas e emoções que nele se entrelaçam. Através de uma poética visual, Ferreira configura a paisagem como um reflexo dos corpos, convidando o espectador a repensar o sertão não como um espaço de escassez, mas como um território de potência. As narrativas cinematográficas indicam que a aridez do sertão se apresenta como um campo criativo e um espaço narrativo dinâmico. Ao longo da trajetória dos personagens, como Benjamin Abrahão, Jonas, Cícero e Duda, o sertão não se dissolve, mas se reinventa, mantendo sua identidade ao mesmo tempo em que se caracteriza por uma ambiguidade entre rupturas e permanências. O sertão, embora profundamente vinculado às suas raízes históricas, se configurou como um espaço fértil, onde a aridez potencializa a força e a capacidade de transformação, evidenciando dinâmicas fundamentais para a singularidade da região e dos que nela habitam.Dissertação Segregação e valorização do espaço urbano de Campina Grande - PB: um olhar para a Zona Especial de Interesse Social (ZEIS) Jardim Europa(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-10-24) Attem, Gabriel Madureira; Salvador, Diego Salomão Cândido de Oliveira; https://orcid.org/0000-0001-5119-1888; http://lattes.cnpq.br/5656990960651016; http://lattes.cnpq.br/6019989089503728; Morais, Hugo Arruda de; Moraes, Demóstenes Andrade deEste trabalho analisa o processo de segregação e valorização do espaço urbano de Campina Grande - PB mediante a análise de uma Zona Especial de Interesse Social (ZEIS): o Jardim Europa. A delimitação das ZEIS é um instrumento da política urbana brasileira proposto para recuperar assentamentos precários por intermédio da regularização fundiária, regulações no uso e ocupação do solo e produção de habitação de interesse social considerando-se as especificidades da cidade e dos assentamentos. Não obstante, no caso do Jardim Europa, o que se observa são ações de interesse de agentes imobiliários, que intensificaram-se a partir de 2020, as quais não reverberam na produção do espaço conforme o bem-estar social. Desse modo, no trabalho é discutida a efetivação da política das ZEIS, com atenção para as práticas no espaço dos agentes do capital imobiliário. Para essa discussão, foram realizadas reflexões sobre a produção do espaço urbano e as ações dos agentes produtores desse espaço; a segregação urbana; e, a valorização imobiliária. Ademais, foram realizadas pesquisas de dados documentais e de campo, com registros fotográficos do Jardim Europa, a aplicação de questionários junto a moradores locais e a realização de entrevistas com os representantes do poder público, dos movimentos sociais e do setor imobiliário. Outrossim, dados estatísticos do Censo Demográfico foram coletados no acervo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para qualificar as análises sobre a segregação e a valorização do espaço urbano de Campina Grande. Os resultados alcançados com a pesquisa destacam que as ações do Estado não condizem com o direito à cidade e a justiça espacial, sobretudo, no que se refere às ZEIS, com a intensificação da segregação socioespacial no Jardim Europa. As ações do Estado são alinhadas com os interesses privados, reverberando na expansão urbana com o fundamento do lucro para os agentes desse capital. Assim, no Jardim Europa, a produção do espaço de acordo com os princípios de equidade e justiça social permanece inerte, ao contrário das diversas metamorfoses em favor das intencionalidades hegemônicas.Dissertação Política, secas e algodão: a Estrada de Ferro Central do Rio Grande do Norte e os usos do território(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-07-15) Araújo, Breno de Assis Silva; Barbosa, Jane Roberta de Assis; https://orcid.org/0000-0002-8424-5237; http://lattes.cnpq.br/7545246014722591; http://lattes.cnpq.br/7792809044097341; Dantas, Eugênia Maria; Ferreira, Ângela Lucia de Araújo; Pedrosa, Breno ViottoO desenvolvimento da rede ferroviária brasileira foi notoriamente vinculado ao escoamento da produção agrícola realizada no interior do território nacional desde o princípio das primeiras linhas. Nos estados que hoje compõem a região Nordeste, em geral, e no Rio Grande do Norte, em particular, o instrumento político de uso do discurso do “combate à seca” revestiu o propósito da construção das estradas de ferro como um dos elementos centrais das “obras contra as secas”. Dessa empreitada, intensamente promovida nas primeiras décadas do século XX, surgiu a Estrada de Ferro Central do Rio Grande do Norte (EFCRGN), tida pelas oligarquias regionais que defendiam sua edificação como a infraestrutura que garantiria não apenas o arrefecimento dos efeitos causados pelas irregularidades climáticas, mas também o desenvolvimento econômico do estado. Do desígnio pronunciado inicialmente, esta ferrovia adquiriu outras atribuições no desenrolar dos anos que sucederam à sua inauguração em 1906. A historiografia da gênese das alterações nas funções atribuídas à EFCRGN demonstra que, por vezes, tais transformações estiveram alinhadas à interesses de elites locais e, em outras, mais vinculadas à projetos de orientação nacional. A partir disso, é possível questionar: como a EFCRGN refletiu as dinâmicas de poder entre as elites locais e o poder central na definição dos usos do território norte-rio-grandense? Isto posto, o objetivo desta pesquisa de dissertação é analisar como as interações entre o poder central e as elites locais influenciaram a utilização e o planejamento do território potiguar através do desenvolvimento e uso da Estrada de Ferro Central do Rio Grande do Norte entre 1872 e 1949. Para tal, elenca-se como princípio analítico os pressupostos da Geografia Histórica e a leitura do território usado como eixo norteador da investigação. Ainda no universo teórico-conceitual, promove-se a discussão sobre Situação Geográfica como categoria analítica e Federalismo como campo de disputa política. Todo o arcabouço conceitual foi confrontado com o exame de fontes diversas, que variam desde documentos e relatórios produzidos no âmbito governamental, aos jornais, revistas e demais registros produzidos no período estudado. A apreensão geral aqui emitida é a de que a maneira como o território potiguar foi usado econômica (fortemente vinculada ao algodão) e politicamente relacionado à Estrada de Ferro Central do Rio Grande do Norte ao longo da primeira metade do século XX foi sempre determinado pelas aspirações das intervenções instituídas pelo governo federal, ou seja, o poder central. Por parte dos grupos oligárquicas locais, especificamente, e do governo estadual, de maneira geral, coube assimilar de que maneira suas intenções coadunavam com os propósitos nacionais. Nesse sentido, a “autonomia” proporcionada pelo federalismo brasileiro ficou, nesse caso, apenas no âmbito do discurso e da possibilidade de garantir alguma barganha. Do ponto de vista de projetos e administração, a União ditou de que forma seria utilizada a ferrovia enquanto objeto técnico, atrelando seu uso a interesses políticos e econômicos.Dissertação Dinâmica geoespacial das usinas de energia eólica e solar fotovoltaica no nordeste brasileiro (1998-2023)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-02-29) Simonetti, Thiago França; Sousa, Silvio Braz de; https://orcid.org/0000-0002-9776-3295; http://lattes.cnpq.br/5542860613403348; http://lattes.cnpq.br/6677067190885044; Amorim, Rodrigo de Freitas; http://lattes.cnpq.br/9294061567973701; Moura, Francisco Aracildo deA transição energética contemporânea surge como resposta às demandas de um mundo em transformação. O Brasil é protagonista nesse cenário e a região Nordeste desponta como o principal expoente da transição energética no território brasileiro. A área, destaca-se por suas condições naturais propícias para a geração de energia elétrica a partir de matriz eólica e solar, fazendo com que seja possível se observar, ao longo de todo o primeiro quarto do século XXI, uma franca expansão de usinas de geração de energia desses segmentos. A partir desse contexto, as inquietações e motivações para a execução deste trabalho são representadas pelas seguintes questões: quais foram os marcos que caracterizaram a implementação das usinas de energia eólica e solar no Nordeste brasileiro? Qual é a dinâmica de distribuição espacial das usinas de energia eólica e solar fotovoltaica no Nordeste brasileiro, durante o processo de implementação? E por fim, tendo como base as usinas já outorgadas e ainda não finalizadas, quais as perspectivas para a evolução do processo de implementação das usinas de matriz eólica e solar fotovoltaica no Nordeste brasileiro? A fim de elucidar tais questões, o objetivo principal desta dissertação é desenvolver uma caracterização do processo de implementação das centrais geradoras de energia eólica e solar fotovoltaica no Nordeste brasileiro, tendo como eixo, a análise geoespacial por meio da representação cartográfica. Para tanto, lança-se mão de técnicas de análise de densidade de pontos, a fim de se compreender a dinâmica da distribuição espacial dessas usinas ao longo do período estudado. Como resultado, foi proposta uma periodização para o processo de implementação de tais usinas, tendo como base cinco marcos temporais. Bem como, pode ser observado, que as usinas de matriz solar fotovoltaica possuem um padrão de distribuição espacial tendendo à dispersão, enquanto as usinas de matriz eólica apresentam um padrão de distribuição mais concentrado. Ademais, nota-se há em curso uma transição gradual no cenário de protagonismo entre as duas fontes de energia estudadas. O número de empreendimentos já outorgados, no Nordeste brasileiro, em dezembro de 2023, sugere que a quantidade de usinas e em consequência a capacidade de energia gerada, a partir de matriz solar fotovoltaica, se sobrepõe em números significativos as produções de energia de matriz eólica, a partir de 2024.Dissertação Segurança hídrica: infraestrutura de abastecimento e modelagem de criticidade municipal(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-02-27) Santos, Daniel Carlos Alves; Sousa, Silvio Braz de; https://orcid.org/0000-0002-9776-3295; http://lattes.cnpq.br/5542860613403348; https://orcid.org/0000-0002-8909-4562; http://lattes.cnpq.br/1038961031054175; Gontijo Júnior, Wilde Cardoso; Almeida, Lutiane Queiroz deA segurança hídrica de uma país se dá quando sua população tem acesso sustentável a quantidades adequadas de água de qualidade para o desenvolvimento em diferentes setores. No contexto brasileiro, em que temos uma grande diversidade climática, de biodiversidade e cobertura e uso da terra, medidas que visam garantir as condições mínimas de acesso a água de qualidade e à promoção da segurança hídrica são institucionalizadas desde a Política Nacional de Recursos Hídricos (1997) até o Plano Nacional de Segurança Hídrica (2019). Nesse sentido, faz-se necessário destrinchar diferentes variáveis da questão hídrica, de maneira a criar cenários que nos permitam modelar e analisar a criticidade municipal nessa temática. Assim, este trabalho tem por objetivo compreender a criticidade dos municípios brasileiros quanto a satisfação de demandas por recursos hídricos e relacionar a emergência das intervenções estratégicas (concluídas, em obras e planejadas) existentes no PNSH. Para isso, utiliza-se metodologia baseada na modelagem espacial, com suporte nos Modelos de Estatística Espacial e Análise Exploratória de Dados Espaciais (AEDE) e Autocorrelação Espacial Local com clusters e outliers. Essas abordagens mostram-se importantes, principalmente, quando se pretende compreender a reverberação territorial de diferentes variáveis. Dessa forma, delineouse o panorama da segurança hídrica brasileira a partir da recorrência de desastres deflagrados por eventos extremos (seca, estiagem, inundação e enxurrada), pelo comprometimento de mananciais para abastecimento municipal (balanço hídrico quantitativo), pela dinâmica de consumo de água para o desenvolvimento de diferentes atividades produtivas e segmentos sociais, pela dependência de comunidades rurais pelo abastecimento da Operação Carro-Pipa (OCP) e pela existência de intervenções estratégicas do PNSH em diferentes tipos (barragem, canal, eixos de integração e adutoras). A partir desse panorama, entre o total de municípios brasileiros, identificou-se dois em situação “muito crítica”, 1.263 municípios em situação “crítica” e 595 municípios em estado “preocupante”. Para 627 municípios brasileiros, prevê-se um montante de R$ 37,9 bilhões, com investimento per capita de R$ 610,10 reais voltados para o desenvolvimento de infraestruturas hídricas estratégicas, localizadas principalmente na região Nordeste do Brasil.Dissertação A geodiversidade dos Geossítios de Currais Novos: elemento de (re)conhecimento territorial das comunidades locais(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-03-20) Simões, Joanderson Fernandes; Lima, Zuleide Maria Carvalho; Ribeiro, Simone Cardoso; https://orcid.org/0000-0002-6971-9801; http://lattes.cnpq.br/1283103005046733; http://lattes.cnpq.br/6160181152372276; Farias, Juliana Felipe; Nascimento, Marcos Antônio Leite do; http://lattes.cnpq.br/5356037408083015; Maciel, Ana Beatriz CâmaraO Seridó Geoparque Mundial da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) compreende um território com seis municípios, no semiárido no Estado do Rio Grande do Norte, sendo estes: Acari, Carnaúba dos Dantas, Cerro Corá, Currais Novos, Lagoa Nova e Parelhas, abrangendo uma área total de 2.800 km². Trata-se de um verdadeiro testemunho dos últimos 600 milhões de anos e conta a história da Terra, sendo representado por diversos elementos físicos e humanos que, juntos, apresentam para a comunidade (e para o mundo) um patrimônio geológico de beleza singular. Esta pesquisa tem como recorte de estudo o município de Currais Novos/RN, dispondo de um vasto potencial científico, natural, histórico e cultural. Os seus cinco geossítios (Lagoa do Santo, Pico do Totoró, Morro do Cruzeiro, Mina Brejuí e Cânions dos Apertados) são agraciados com elementos da Geodiversidade e, nos seus entornos, são habitados por comunidades e seus saberes singulares. Dessa forma, tem-se como objetivo disseminar o conhecimento geocientífico do território do Geoparque Seridó, no município de Currais Novos, a partir do olhar e da participação da população local, bem como apontar um possível pedossítio que apresenta características de raridade no seu território. Metodologicamente, os trabalhos foram frutos de atividades de gabinete – com estudos de embasamentos teórico-conceituais; atividades de campo – realização de oficinas de divulgação e popularização de conhecimento geocientífico, bem como aplicações de questionários com a população local; e atividades de pós-campo, envolvendo análise e correlação de dados e experiências adquiridas. Os resultados evidenciam a potencialidade do município de Currais Novos na temática da Geodiversidade, bem como o papel potencializador exercido por moradores que convivem nas proximidades dos Geossítios em pesquisas nas áreas de Geociências. Ainda, aponta que o Geoparque Seridó apresenta locais raros do ponto de vista científico e do patrimônio pedológico, como é o caso dos Tecnossolos que estão em formação no Geossítio Mina Brejuí.Dissertação Construções identitárias do k-Pop e suas manifestações territoriais em Natal (RN)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-02-26) Xavier, Maxwell Cavalcanti; Dozena, Alessandro; https://orcid.org/0000-0001-9910-5715; http://lattes.cnpq.br/1811716812760920; http://lattes.cnpq.br/2232092803975266; Morais, Hugo Arruda de; http://lattes.cnpq.br/9546392459265148; Ó Filho, Antônio Carlos Queiroz doKorean Pop Music, mais conhecido como K-Pop, trata-se de um estilo musical que teve sua ascendência a partir da década de 1990, trazido pelo Hallyu ou Onda Coreana. A identidade de um grupo de pessoas que performam socialmente determinado gênero musical – neste caso o K-Pop – reverbera diretamente nos territórios em que os mesmos experienciam a sua vivência. A presente pesquisa possui como objetivo geral analisar como o fenômeno K-Pop é territorializado na cidade de Natal, Rio Grande do Norte, diante da relação identitária da cena K-Popper no espaço urbano. A metodologia está estruturada em fundamentação teórica, no qual entendo o conceito de território que é trabalhado por autores como Souza (2000) e Silva (2013), ciberespaço por Silva (2013), socialidade com Maffesoli (1998) e Lemos (2002), identidade desenvolvido por Hall (2005) e Crozat (2016), corporeidade com Santos (1996) e Dozena (2016) e cena musical com Vasconcellos (2011); e procedimentos metodológicos, que é dividido em momentos: no primeiro momento do desenvolvimento da dissertação, foi realizada a pesquisa bibliográfica. Na sequência, houve a imersão em campo, na perspectiva da observação participante, quando passei a acompanhar os espaços onde ocorrem as socializações dos grupos de fãs de K-Pop em Natal, englobando parques, praças e eventos voltados a música coreana - com maior destaque para os eventos relacionados à cultura asiática. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas embasadas em um conjunto de perguntas que nortearam a coleta de dados. Em paralelo, foi realizado a metodologia de netnografia, com o objetivo de compreender as demarcações territoriais exercidas pela cena musical K-Popper no espaço digital. Esses momentos assumiram papel central na pesquisa, uma vez que houve o contato e a coleta de dados empíricos relacionados ao fenômeno, buscando-se obter informações sobre os indivíduos e a comunidade de maneira profunda. Em um terceiro momento, houve a análise dos dados coletados, dialogando diretamente com as teorias e os conceitos escolhidos. No primeiro capítulo do desenvolvimento intitulado “O florescer do pop coreano: A gênese do K-Pop e sua difusão no Brasil”, busco apresentar a estruturação do estilo musical na Coréia do Sul, bem como o início do processo de espacialização no Brasil e os principais eventos da música coreana no país. No segundo capítulo chamado “No meio virtual o estilo floresce: relações entre o ciberespaço e os kpoppers potiguares” é discutido os principais espaços digitais utilizados pelos fãs da música sul-coreana e as principais relações estabelecidas pelos membros da comunidade musical que reside em Natal. O último capítulo do desenvolvimento “A capital potiguar e suas multifaces: dimensões socioespaciais do K-Pop em Natal”, discorro as principais relações estabelecidas pelos k-poppers na cidade de Natal, bem como as relações identitárias promovidas pelo grupo.
