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Title: Relação do turno escolar e do grau de urbanização com os hábitos de sono e desempenho cognitivo em adolescentes do curso técnico integrado de nível médio
Authors: Bessa, Zoelia Camila Moura
Advisor: Azevedo, Carolina Virginia Macedo de
Keywords: Ciclo sono e vigília;Horários escolares;Contexto social;Memória operacional
Issue Date: 29-Apr-2022
Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citation: BESSA, Zoelia Camila Moura. Relação do turno escolar e do grau de urbanização com os hábitos de sono e desempenho cognitivo em adolescentes do curso técnico integrado de nível médio. 2022. 187f. Tese (Doutorado em Psicobiologia) - Centro de Biociências, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2022.
Portuguese Abstract: O ciclo sono vigília de adolescentes é caracterizado por um atraso de fase associado a mudanças biológicas, comportamentais e sociais, sendo afetado pelos horários escolares. O objetivo deste estudo foi analisar a relação do turno escolar com os hábitos e qualidade de sono, sonolência diurna e desempenho cognitivo em adolescentes em regiões com graus de urbanização distintos. Participaram do estudo 294 adolescentes de cursos técnicos integrados de nível médio, com idade de 15,3 ±0,8 anos (175 meninas/119 meninos). Do total, 133 dos estudantes eram do turno matutino e 161 do vespertino, sendo subdivididos em dois grupos em função do grau de urbanização da região: região metropolitana e interiorana. O padrão de sono foi avaliado pelos questionários: a saúde e o sono, Índice de qualidade de sono de Pittsburgh, Escala de matutinidade/vespertinidade, Escala Pediátrica de sonolência diurna, além do diário de sono com a Escala de Sonolência de Maldonado durante 10 dias. Neste período, foram realizadas tarefas cognitivas que avaliaram a atenção e a memória operacional. Estudantes do turno matutino dormiram (B=-72; p=0,00) e acordaram (B=-177,3; p=0,00) mais cedo e tiveram menor tempo na cama (B=-103,7; p=0,00) na semana, pior qualidade de sono (B=1,5; p=0,00), maior irregularidade nos horários de acordar (B=43,3; p=0,00) e tempo na cama (B=120,1; p=0,00) entre semana e fim de semana, e maior índice de jetlag social (B=31,0; p=0,00) em relação aos do vespertino. Além disso, maior frequência de cochilos e predominância dos horários escolares como motivo para despertar na semana, e maior sonolência diurna (B=1,5; p=0,04). Embora os estudantes do turno matutino tenham tido menor percentual de respostas corretas na atenção seletiva (B=-5,5; p=0,03) e no alerta tônico (B=-2,0; p=0,09), apresentaram menor tempo de reação no alerta fásico (B=-36,8; p=0,03). Com relação ao grau de urbanização, os alunos da região metropolitana dormiram (B=-49,7; p=0,00) e acordaram mais tarde (B=- 31; p=0,01), tiveram menor tempo na cama (B=22,8; p=0,06) e maior sonolência ao acordar (B=-0,7; p=0,00), assim como maior ocorrência de atividades que favorecem ao alerta à noite. Além disso, apresentaram maior tempo de reação no alerta fásico (B=-46,7; p=0,01). Entretanto, tiveram maior percentual de respostas corretas no alerta tônico (B=-4,1; p=0,00), fásico (B=-7,2; p=0,00) e atenção seletiva (B=-10,1; p=0,00); e menor percentual de omissões no alerta tônico (B=1,5; p=0,04) e fásico (B=1,6; p=0,03). No geral, a tendência à vespertinidade foi associada a horários de deitar (B=-5,4; p=0,00) e acordar (B=-3,6; p=0,00) mais tardios, maior sonolência (B=-0,3; p=0,00) e pior qualidade de sono (B=-0,2; p=0,00), sem associação com as variáveis cognitivas. Considerando a memória, não houve relação consistente entre essa variável e as preditoras. Dessa forma, estudos futuros utilizando outras tarefas de avaliação da memória operacional são necessários para analisar essa relação. Portanto, nosso estudo confirma a hipótese que o início das aulas às 7:00h está associado a prejuízos nos hábitos de sono e desempenho atencional de adolescentes, que são afetados pelo grau de urbanização. Em relação ao grau de urbanização, sugerimos que as oportunidades educacionais vivenciadas ao longo da vida podem afetar o desempenho atencional de adolescentes.
Abstract: The sleep-wake cycle of adolescents is characterized by a phase delay associated with biological, behavioral, and social changes, which are affected by school schedules. The aim of this study was to analyze the relationship between school shift and sleep habits and quality, daytime sleepiness, and cognitive performance in adolescents living in different levels of urbanization. A total of 294 adolescents from technical high school courses participated in the study, aged 15.3 ±0.8 years (175 girls/119 boys). A total of 133 went to classes in the morning shift and 161 in the afternoon shift. They were subdivided into two groups according to the degree of urbanization: metropolitan and country regions. Sleep pattern was assessed by the following questionnaires: “Health and Sleep”, Pittsburgh Sleep Quality Index, Puberty and “Morningness-Eveningness questionnaire”, Pediatric Daytime Sleepiness Scale, in addition to a 10-day sleep diary which contained the Maldonado Sleepiness Scale. In these 10 days, cognitive tasks were performed to assess attention and working memory. Morning shift students showed earlier bedtimes (B=-72; p=0.00) and wake up times (B=-177.3; p=0.00) and had less time in bed (B=-103.7; p =0.00) in the week, worse sleep quality (B=1.5; p=0.00), greater irregularities in waking up time (B=43.3; p=0.00) and time in bed (B=120.1; p=0.00) between weekdays and weekends, and higher rates of social jetlag (B=31.0; p=0.00), greater daytime sleepiness (B=1.5; p=0.04), greater frequency of naps during the week and predominance of school schedule as a reason for waking up comparing to those from the afternoon shift. Although students from the morning shift had a lower percentage of correct answers in selective attention (B=-5.5; p=0.03) and in tonic alertness (B=-2.0; p=0.09), they presented shorter reaction times in phasic alertness (B=-36.8; p=0.03). Regarding the degree of urbanization, students from metropolitan region showed later bedtimes (B=-49.7; p=0.00) and wake up times (B=-31; p=0.01), had less time in bed (B=22.8; p=0.06) and greater sleepiness upon waking up (B=-0.7; p=0.00), as well as a greater occurrence of activities that favor alertness at night and longer reaction times in the phasic alertness (B=-46.7; p=0.01). However, they had a higher percentage of correct answers in tonic alertness (B=-4.1; p=0.00), phasic (B=-7.2; p=0.00) and selective attention (B=-10, 1; p=0.00); and lower percentage of omissions in tonic (B=1.5; p=0.04) and phasic (B=1.6; p=0.03) alertness. Overall, the tendency towards evening was associated with later bed (B=-5.4; p=0.00) and wake up times (B=-3.6; p=0.00), higher sleepiness (B =-0.3; p=0.00) and worse sleep quality (B=-0.2; p=0.00), without association with cognitive variables. There was no consistent relationship between the memory variables and the predictor ones. Thus, future studies using other working memory assessment tasks are needed to analyze this relationship. Therefore, our study confirms the hypothesis that the beginning of classes at 7:00 am is associated with impairments in sleep habits and attentional performance of adolescents, being affected also by the degree of urbanization. We suggest that educational opportunities experienced throughout life can affect the attentional performance of adolescents, which can differ between urban contexts.
URI: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/49447
Appears in Collections:PPGPSICO - Doutorado em Psicobiologia

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