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Title: Ferramentas tecnológicas utilizadas na comunicação entre profissionais de saúde durante as transições de cuidado no ambiente hospitalar: uma revisão sistemática e guia de boas práticas
Authors: Oliveira, José Ilton Lima de
Advisor: Brazorotto, Joseli Soares
Keywords: Transição de cuidado - hospitais;Aplicativos de informática médica;Registros médicos eletrônicos;Comunicação;Revisão sistemática
Issue Date: 31-Aug-2023
Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citation: OLIVEIRA, José Ilton Lima de. Ferramentas tecnológicas utilizadas na comunicação entre profissionais de saúde durante as transições de cuidado no ambiente hospitalar: uma revisão sistemática e guia de boas práticas. Orientadora: Dra. Joseli Soares Brazorotto. 2023. 87f. Dissertação (Mestrado em estão e Inovação em Saúde) - Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2023.
Portuguese Abstract: Introdução: A comunicação efetiva foi estabelecida pela Organização Mundial de Saúde como uma meta internacional de segurança do paciente, visando a promoção de práticas de cuidado mais qualificadas e seguras em instituições hospitalares. Falhas em processos de comunicação entre profissionais de saúde estão relacionadas a erros assistenciais, principalmente nas transições de cuidado, que resultam em danos ao paciente. Diretrizes estabelecidas pela Joint Commission International sugerem que a utilização de ferramentas tecnológicas promove melhorias na transferência de informações críticas durante as transições de cuidado no contexto hospitalar. Objetivos: Investigar a efetividade do uso de aplicativos de informática médica na comunicação entre profissionais de saúde durante os processos de transição de cuidado de pacientes hospitalizados e elaborar um guia de boas práticas a partir da evidência científica analisada. Metodologia: Estudo de metodologia mista, de revisão da literatura e metodológico, composto de uma pesquisa de revisão sistemática, elaborada a partir de diretrizes do PRISMA e da elaboração de um guia de boas práticas para a implementação de ferramentas tecnológicas na transição de cuidado em ambiente hospitalar. A busca de estudos foi realizada nos seguintes bancos de dados eletrônicos: Embase, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), LIVIVO, PubMed/Medline, Scopus e Web of Science, bem como a literatura cinzenta na Google Scholar e ProQuest Dissertation and Thesis. Foram incluídos estudos randomizados e não randomizados que abordaram uma população de indivíduos adultos de ambos os gêneros com formação profissional em saúde atuantes hospitais e que participaram em qualquer transição de cuidado, reportando o uso de qualquer aplicação de informática médica diretamente relacionada ao processo de comunicação. Foram avaliados desfechos referentes à redução de eventos adversos e melhorias na comunicação durante as transições. O risco de viés dos estudos foi avaliado com a ferramenta ROBINS-I para ensaios clínicos não randomizados e RoB 2.0 para ensaios clínicos randomizados. Para a elaboração do guia, foram consideradas as evidências trazidas pela análise dos dados da revisão sistemática. Resultados: Foram identificados um total de 2.753 estudos, sendo 10 selecionados para a análise final. Destes, 8 estudos relataram melhorias na comunicação, incluindo a troca mais eficiente de informações cruciais e a redução no tempo de transição e 4 estudos relataram melhorias relacionadas à redução de eventos adversos, além da melhor comunicação; contudo, estas não foram associadas exclusivamente à tecnologia empregada na comunicação. A implementação de intervenções tecnológicas geralmente esteve acompanhada de treinamentos e estruturação da comunicação a partir dos mnemônicos SBAR e I-PASS, que podem ter contribuído para os resultados positivos observados. Adicionalmente, os estudos incluídos apresentaram uma variedade de limitações, incluindo vieses na avaliação dos desfechos, com dificuldades na medição de eventos adversos, sendo que 8 deles foram avaliados com alto risco de viés e 2 com risco moderado. O guia de boas práticas, considerando a evidência disponível foi apresentado. Conclusão: As intervenções eletrônicas têm potencial para melhorar a redução de eventos adversos e a comunicação durante as transições de cuidado. Contudo, é importante destacar que o impacto positivo na redução de eventos não pode ser atribuído unicamente às tecnologias empregadas, dado o papel dos treinamentos e melhorias na prática clínica abordados na maioria dos estudos. A efetividade das intervenções tecnológicas pode variar dependendo do contexto clínico, o que implica a necessidade de adaptação e personalização da intervenção de acordo com a realidade local. Pesquisas futuras com métodos robustos são necessárias para otimizar a implementação das tecnologias na transição de cuidado no ambiente hospitalar.
Abstract: Introduction: Effective communication was established by the World Health Organization as an international patient safety goal, aiming to promote more qualified and safe care practices in hospital institutions. Failures in communication processes between health professionals are related to care errors, especially in care transitions, which result in harm to the patient. Guidelines established by the Joint Commission International suggest that the use of technological tools promotes improvements in the transfer of critical information during care transitions in the hospital context. Purposes: To investigate the effectiveness of the use of medical informatics applications in communication between health professionals during the care transition processes of hospitalized patients and to develop a guide to good practices based on the scientific evidence analyzed. Methodology: A mixed methodology, literature review and methodological study, consisting of a systematic review research, based on PRISMA guidelines and the creation of a good practice guide for the implementation of technological tools in the transition of care in an environment hospital. The search for studies was carried out in the following electronic databases: Embase, Latin American and Caribbean Literature in Health Sciences (LILACS), LIVIVO, PubMed/Medline, Scopus and Web of Science, as well as the gray literature in Google Scholar and ProQuest Dissertation and Thesis. Randomized and non-randomized studies were included that addressed a population of adult individuals of both genders with professional training in health working in hospitals and who participated in any transition of care, reporting the use of any medical informatics application directly related to the process of care. Outcomes related to the reduction of adverse events and improvements in communication during transitions were evaluated. The risk of study bias was assessed using the ROBINS-I tool for non-randomized clinical trials and RoB 2.0 for randomized clinical trials. For the elaboration of the guide, the evidence brought by the analysis of data from the systematic review was considered. Results: A total of 2,753 studies were identified, 10 of which were selected for the final analysis. Of these, 8 studies reported improvements in communication, including more efficient exchange of crucial information and a reduction in transition time, and 4 studies reported improvements related to the reduction of adverse events, in addition to better communication; however, these were not exclusively associated with the technology used in the communication. The implementation of technological interventions was usually accompanied by training and communication structuring based on the SBAR and I-PASS mnemonics, which may have contributed to the positive results observed. Additionally, the included studies had a variety of limitations, including biases in the assessment of outcomes, with difficulties in measuring adverse events, with 8 of them being evaluated at high risk of bias and 2 at moderate risk. A good practice guide, considering the available evidence, was presented. Conclusion: Electronic interventions have the potential to improve adverse event reduction and communication during care transitions. However, it is important to highlight that the positive impact on the reduction of events cannot be attributed solely to the technologies employed, given the role of training and improvements in clinical practice addressed in most studies. The effectiveness of technological interventions may vary depending on the clinical context, which implies the need to adapt and customize the intervention according to the local reality. Future research with robust methods is needed to optimize the implementation of technologies in the transition of care in the hospital environment.
URI: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/57983
Appears in Collections:Mestrado Profissional em Gestão e Inovação em Saúde

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