Avaliação toxicológica e efeito terapêutico do extrato hidroalcoólico de Momordica charantia na resposta inflamatória aguda induzida por lipopolissacarídeo (LPS)valiação toxicológica e efeito terapêutico do extrato hidroalcoólico de momordica charantia na resposta inflamatória aguda induzida por LIP
| Author | Oliveira, Maria Lúcia de Azevedo | |
|---|---|---|
| Advisor | Almeida, Maria das Graças | |
| Publisher | Universidade Federal do Rio Grande do Norte | |
| Date | 2025-12-03 | |
| Keywords | Momordica charantia Toxicidade aguda Modelo de peritonite Citocinas Óxido nítrico Atividade anti-inflamatória | |
| Citation | ||
| Abstract | Momordica charantia L. (Cucurbitaceae) tem sido amplamente reconhecida por seu potencial farmacológico, embora estudos sobre suas folhas permanecem escassos. Neste estudo, o extrato hidroetanólico da folha (MCHLE) foi caracterizado quimicamente por LC-MS/MS, revelando a presença de octopamina, ferulato, vitexina-2-O-ramnosídeo e outros fenólicos bioativos. Com isso o nosso trabalho avaliou o potencial anti-inflamatório dos extratos vegetais de Momordica charantia em modelos in vivo e in vitro de peritonite induzido por LPS, avaliando também o perfil toxicológico do extrato hidroetanólico da planta, com o intuito de fornecer mais informações científicas para serem utilizadas na prática clínica no tratamento da inflamação. A avaliação toxicológica em ratos Wistar demonstrou que tanto a administração aguda (2000 mg/kg) quanto a administração oral repetida (até 400 mg/kg por 28 dias) não causam sinais clínicos ou comportamentais de toxicidade, mantendo os parâmetros hepáticos e renais normais. Notavelmente, o tratamento reduziu significativamente os níveis de glicose e colesterol, além de atenuar a peroxidação lipídica e aumentar as defesas antioxidantes. In vivo, o MCHLE inibiu a infiltração de leucócitos e neutrófilos no modelo de peritonite induzida por LPS, com eficácia comparável à dexametasona. Também reduziu a secreção de TNF-α e a geração de óxido nítrico em fluidos peritoneais. Ensaios in vitro com macrófagos RAW 264.7 estimulados por LPS confirmaram esses efeitos, demonstrando inibição dose-dependente da produção de TNF-α, IL1β e NO. A análise da expressão gênica demonstrou ainda a regulação negativa de TNF-α e MAPK, com supressão acentuada dos transcritos de NF-κB. Coletivamente, esses resultados fornecem fortes evidências de que o MCHLE exerce atividade anti-inflamatória, atuando tanto na liberação de mediadores quanto nas vias de sinalização a montante, mantendo um perfil de segurança favorável, reforçando seu potencial como fonte de novos agentes terapêuticos. | |
| Abstract | Momordica charantia L. (Cucurbitaceae) has been widely recognized for its pharmacological potential, although studies on its leaves remain scarce. In this study, the hydroethanolic leaf extract (MCHLE) was chemically characterized by LC–MS/MS, revealing the presence of octopamine, ferulate, vitexin-2-O-rhamnoside, and other bioactive phenolics. Therefore, our work evaluated the anti-inflammatory potential of plant extracts from Momordica charantia in in vivo and in vitro models of LPS-induced peritonitis, also assessing the toxicological profile of the aqueous extract of the plant, with the aim of providing more scientific information to be used in clinical practice in the treatment of inflammation. Toxicological evaluation in Wistar rats demonstrated that both acute (2000 mg/kg) and repeated oral administration (up to 400 mg/kg for 28 days) caused no clinical or behavioral signs of toxicity, while maintaining normal hepatic and renal parameters. Notably, treatment significantly reduced glucose and cholesterol levels, in addition to attenuating lipid peroxidation and enhancing antioxidant defenses. In vivo, MCHLE inhibited leukocyte and neutrophil infiltration in the LPS-induced peritonitis model, with efficacy comparable to dexamethasone. It also reduced TNF-α secretion and nitric oxide generation in peritoneal fluids. In vitro assays with LPS-stimulated RAW 264.7 macrophages confirmed these effects, showing dose-dependent inhibition of TNF-α, IL-1β, and NO production. Gene expression analysis further demonstrated downregulation of TNF-α and MAPK, with marked suppression of NF-κB transcripts. Collectively, these results provide strong evidence that MCHLE exerts anti-inflammatory activity by targeting both mediator release and upstream signaling pathways, while maintaining a favorable safety profile, supporting its potential as a source of new therapeutic agents. | |
| URI | https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/68076 | |
| Collections | PPGCF - Mestrado em Ciências Farmacêuticas |
|---|
