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Título: Helena de Machado de Assis; Imagens literárias e a retórica da morte da nação inconclusa
Autor(es): Costa, Addson Araújo
Palavras-chave: Helena;Nação;Memória;Morte;Perda;Helen;Nation;Memory;Death;Loss
Data do documento: 30-Nov-2009
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: COSTA, Addson Araújo. Helena de Machado de Assis; Imagens literárias e a retórica da morte da nação inconclusa. 2009. 121 f. Dissertação (Mestrado em Linguística Aplicada; Literatura Comparada) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2009.
Resumo: Helena is the romance of perishable and discontinuous title character denominator of a dialectic that does not consume and build the narrative by sequential fragmentation combined with episodic frame. The novel is a lightning stroke to the romantic literary project. Therefore, this study aims to find "objective" elements of the novel that would constitute a conception of literary nation proposed by Machado de Assis, as in classical writing, where women are engaged as a metaphor for the nation by a non-cultural heroism, as the example of the Greek myth of Helena, where the feminine represents a mythical image of the nation. The paper's theoretical conception of the history of Walter Benjamin, that is, that is constructed as an allegorical appeal, the conclusions about the disciplinary society of nineteenth century of Michel Foucault, the construction of the nation as a subtle game to remember and forget of Wander Miranda and the rhetoric of death and loss reflected in the speeches of the cultural heritage of José Reginaldo Santos Gonçalves, which allow you to analyze the work permeated by subjectivity and existential conflicts by Machado, who has it arranged in dialectic with the avant-garde literary romanticism and realism. In this relationship with the Greek myth of Helen, explained that characters with the nickname of Helena in Machado's work are not uncommon. As in classical Helena, Machado s Helena uses three rhetorical are the cause of the seizure of the nation. In this game of remembering and forgetting, in the daily plebiscite, Machado draw ideal images that forged our mythical past and commitment to the future. The suffering love of Helena is suffering from failure of the nation which would have led the author to the use of allegorical language, seeking a balance in the chaos generated by the opposition between cruelty and pity widespread view in an area where only left the character's confession guilt for the death. It is a simulacrum of unfinished nation, the space for the game of remembering and forgetting, while the rhetoric of negotiation of our Brazilianness
metadata.dc.description.resumo: Helena é o romance do perecível e do descontínuo, título denominador de uma personagem dialética que não se consuma e constrói a narrativa pela fragmentação seqüencial aliada a armação episódica. O romance é uma apoplexia fulminante ao projeto literário romântico. Por isso, o presente estudo busca pesquisar objetivamente elementos do romance que fariam parte de uma concepção de nação literária proposta por Machado de Assis, assim como na escritura clássica, onde a mulher é envolvida como metáfora da nação por um não heroísmo cultural, a exemplo do mito da Helena grega, onde o feminino mítico representa uma imagem de nação. O trabalho tem como aportes teóricos a concepção da história de Walter Benjamin, isto é, que esta se constrói como um recurso alegórico, as conclusões acerca da sociedade disciplinar oitocentista de Michel Foucault, a construção da nação como um jogo sutil de lembrar e esquecer de Wander Miranda e a retórica da morte e da perda refletido nos discursos do patrimônio cultural de José Reginaldo Santos Gonçalves, as quais permitem analisar a obra permeada de subjetivismo e conflitos existencialistas por Machado tê-la arranjado em dialética com as vanguardas literárias do romantismo e do realismo. Além desse relacionamento com o mito da Helena grega, expõe-se que personagens com a alcunha de Helena na obra machadiana não são incomuns. Assim como na Helena clássica, a Helena machadiana utiliza-se de três retóricas são a causa da apoplexia da nação. Neste jogo de lembrar e esquecer, no plebiscito diário, Machado elabora imagens ideais que forjariam o nosso passado mítico e o empenho do futuro. O sofrimento amoroso de Helena é o sofrimento da impossibilidade da nação o que teria levado o autor ao uso da linguagem alegórica, procurando algum equilíbrio no caos gerado pela oposição entre a crueldade vista e a comiseração disseminada em um espaço onde somente restava à personagem a confissão de sua culpa pela morte. Faz-se o simulacro da nação inconclusa, o espaço para o jogo do lembrar e esquecer, enquanto retórica da negociação de nossa brasilidade.
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/16165
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