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Título: O grito do silêncio na obra de Ercília Nogueira Cobra: de mulher demoníaca a feminista pioneira
Autor(es): Sousa, Danielle de Medeiros
Palavras-chave: Literatura;Ercília Nogueira Cobra;Mulheres;Discurso
Data do documento: 22-Mar-2016
Citação: SOUSA, Danielle de Medeiros. O grito do silêncio na obra de Ercília Nogueira Cobra: de mulher demoníaca a feminista pioneira. 2016. 110f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Resumo: Ercília Nogueira Cobra was a writer who caused controversy at the beginning of the twentieth century with the launch of two books (Virginity Anti-Hygienic, prejudices and hypocritical conventions and Virginity Worthless, soap opera of a rebellious) who brought, as its main theme, the double standards that Brazilian society articulated for men and women separately. Her writings, considered out of order dominate, eventually being marginalized and excluded. The books were classified dangerous because they advocated in favor of women's emancipation. Ercília would also be classified as evil, demonic, pornographic and subversive. She was arrested and tortured fled without a trace. Meanwhile, his books were censored and taken out of circulation. Over the years, we see how the ruling order builds a bubble of silence that brings them, giving the impression that neither she or her books ever existed. Decades later, at the time of consolidation of feminist studies in the country, Ercília reappears not as evil and depraved woman, but as a brave woman who defied a time when being a woman and being a writer was something very difficult. Our work therefore seeks to understand these two moments: the reasons that led the construction of this silence around Ercília and how, decades later, she reappears as one of the most radical pioneers of Brazilian Feminist Movement.
metadata.dc.description.resumo: Ercília Nogueira Cobra foi uma escritora que causou polêmica no início do século XX com o lançamento de dois livros (Virgindade Anti-Higiênica, preconceitos e convenções hipócritas e Virgindade Inútil, novela de uma revoltada) que traziam, como tema principal, a dupla moral que a sociedade brasileira articulava para homens e para mulheres, separadamente. Seus textos, considerados fora da ordem vigente da época no qual foram lançados, acabariam sendo marginalizados, excluídos e classificados como perigosos devido ao teor de suas reivindicações que advogavam pela emancipação feminina. Ercília também seria classificada como má, demoníaca, pornográfica e subversiva. Presa e torturada fugiu sem deixar rastros, enquanto seus livros eram censurados e tirados fora de circulação. Com o passar dos anos que se seguiram ao lançamento dos seus textos, vemos como a ordem dominante constrói uma bolha de silêncio que os traga, dando a impressão de que nem ela nem seus livros – sequer – tenham existido. Décadas depois, à época da consolidação dos estudos feministas no país, entretanto, Ercília reaparece não mais como mulher má e depravada, mas como uma mulher corajosa que desafiou uma época em que ser mulher e ser escritora era algo duplamente difícil. Nosso trabalho, portanto, busca entender esses dois momentos: os motivos que levaram a construção desse silêncio ao qual os textos ercilianos foram envoltos e como, décadas depois, a figura de Ercília volta como uma das pioneiras mais radicais do Movimento Feminista Brasileiro.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/21888
Aparece nas coleções:PPGCS - Mestrado em Ciências Sociais

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