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Título: Status de zinco e fatores de risco cardiometabólicos em indivíduos com síndrome metabólica
Autor(es): Oliveira, Erika Paula Silva Freitas de
Palavras-chave: Síndrome metabólica;Zinco;Biomarcadores;Ingestão dietética de zinco;Fatores de risco
Data do documento: 1-Dez-2016
Citação: OLIVEIRA, Erika Paula Silva Freitas de. Status de zinco e fatores de risco cardiometabólicos em indivíduos com síndrome metabólica. 2016. 72f. Dissertação (Mestrado em Nutrição) - Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Resumo: Metabolic syndrome (MS) is a multifactorial disease whose pathophysiological alterations might compromise zinc status. The aim of this study was to evaluate zinc status biomarkers and their associations with cardiometabolic risk factors in individuals with MS. This is a study case-control, developed with 88 adults and elderly with SM, according to the National Cholesterol Education Program - Adult Treatment Panel III (NCEP / ATP-III), and 37 individuals without MS or other clinical condition with influence on zinc status. Clinical and anthropometric assessments were performed and lipid, glycemic, and inflammatory profiles were also obtained. It was evaluated zinc intake, plasma zinc, erythrocyte zinc, and urinary zinc excretion levels, by atomic absorption spectrophotometry. Differences between groups were evaluated by regression models. Correlations were identified by Pearson coefficient (r). The average age of participants was 50 (11) years and 44 (11) years for the group of patients with MS and controls, respectively. The average energy intake was significantly higher in patients with MS (p = 0.003) and dietary intake in both groups was characterized as high percentage of protein intake, and a proper percentage of carbohydrate and fat intake. Zinc intake average was significantly lower in MS group compared with control group (6.57 (1.64) mg/day vs 9.37 (2.41) mg/day; p < 0,001). No significant differences were observed in plasma zinc levels (88.81(18.28) μg/dL vs 87.82(17.44) μg/dL; p > 0.05). It was found significantly higher erythrocyte zinc levels in the MS group (47.47(8.29) μg/gHb vs 41.43(7.37) μg/gHb;p < 0.001) independent from co-variable adjustments. Urinary zinc excretion level was significantly higher in the MS group (554.80(291.00-787.60) μg/24h vs 375.40(197.60-597.50) μg/24h; p = 0.008), and adjustments for age and sex explained 21% of the difference, (R2 = 0.21, p < 0.001). SM group were found significant associations between zincuria and fasting blood glucose level (r = 0.479), waist circumference (r = 0.253), triglyceride levels (r = 0.360), glycated hemoglobin (HbA1c) levels (r = 0.250), homeostatic model assessment - insulin resistance (HOMA-IR) (r = 0.223) and high-sensitivity C-reactive protein levels (hs-PCR) (r =0.427) (all p <0.05). In SM we confirmed inadequacies in zinc intake and confirmed impairments in zinc status, characterized by increasing the erythrocytes zinc and higher zincuria, although plasma zinc levels were within the reference values. plasm zinc levels into references values. Alterations in cardiometabolic risk factors influence zincuria in patients with MS.
metadata.dc.description.resumo: A síndrome metabólica (SM) é uma doença multifatorial, cujas alterações fisiopatológicas podem comprometer o status de zinco. O objetivo deste estudo foi avaliar os biomarcadores do status de zinco e as associações com fatores de risco cardiometabólicos em indivíduos com SM. Trata-se de um estudo tipo caso-controle, desenvolvido com 88 adultos e idosos com SM, caracterizados segundo os critérios do National Cholesterol Education Program - Adult Treatment Panel III (NCEP/ATP-III), e 37 indivíduos sem SM ou outra condição clínica com influência nos parâmetros de zinco. Foram realizadas avaliações clínicas, antropométricas, perfil lipídico, glicêmico e inflamatório. Verificou-se a ingestão de zinco, concentrações de zinco no plasma e eritrócito, bem como a excreção de zinco na urina, pelo método de espectrofotometria de absorção atômica. Diferenças entre os grupos foram avaliadas por modelos de regressão. Correlações foram identificadas pelo coeficiente de Pearson (r). A idade média dos participantes foi de 50 (11) anos e 44 (11) anos para o grupo de pacientes com SM e controles, respectivamente. A média da ingestão calórica diária foi significativamente maior para os pacientes com SM (p = 0,003), e a ingestão dietética de ambos os grupos caracterizou-se como hiperproteica, normoglicídica e normolipídica. O consumo médio de zinco foi significantemente menor no grupo SM comparado com o controle (6,57(1,64) mg/dia vs 9,37(2,41) mg/dia; p<0,001). Não foram observadas diferenças significativas nas concentrações de zinco no plasma (88,81(18,28) μg/dL vs 87,82(17,44) μg/dL; p>0,05). Identificou-se concentrações significantemente maiores de zinco no eritrócito no grupo SM (47,47(8,29) μg/gHb vs 41,43(7,37) μg/gHb; p<0,001), independente dos ajustes por covariáveis. A excreção de zinco na urina foi significantemente maior no grupo SM (554,80(291,00-787,60) μg/24h vs 375,40(197,60-597,50) μg/24h; p=0,008), e os ajustes por idade e sexo explicaram 21% das diferenças (R2=0,21; p<0,001). No grupo SM foram constatadas associações significativas entre zincúria e a glicemia de jejum (r=0,479), circunferência da cintura (r=0,253), triglicerídeos (r=0,360), hemoglobina glicada (HbA1c) (r=0,250), Homeostasis model assessment – insulin resistance (HOMA-IR) (r=0,223) e proteína C reativa ultra-sensível (PCR-us) (r=0,427) (todos p<0,05). Na SM observamos inadequações na ingestão de zinco e confirmamos comprometimento no status de zinco, caracterizadas por aumento do zinco no eritrócito e maior zincúria, embora as concentrações de zinco no plasma estejam dentro dos valores de referência. Alterações dos fatores de risco cardiometabólicos influenciam na zincúria de pacientes com SM.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22307
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