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Title: Violência no trabalho de professores da educação básica de Santa Cruz/RN
Authors: Pontes, Stella Crisanto
Keywords: Violência no trabalho;Docentes;Saúde do trabalhador
Issue Date: 13-Feb-2019
Citation: PONTES, Stella Crisanto. Violência no trabalho de professores da educação básica de Santa Cruz/RN. 2019. 100f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva - FACISA) - Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2019.
Portuguese Abstract: Considerada uma problemática de amplitude global, a violência escolar, se apresenta de várias formas, envolvendo diferentes sujeitos, como visto na mídia e no meio social. No entanto, percebe-se que a vitimização sofrida pelo docente tem tido pouca visibilidade no contexto da literatura científica. O objetivo geral deste estudo consistiu em investigar o fenômeno da violência no trabalho de professores que atuam na educação básica de Santa Cruz, Rio Grande do Norte. Trata-se de uma pesquisa exploratório-descritiva de abordagem mista, realizado no referido município, cuja coleta de dados ocorreu entre dezembro de 2017 a abril de 2018, em duas fases. A primeira, de abordagem quantitativa, compreendeu a aplicação dos seguintes instrumentos, Perfil sociodemográfico e ocupacional e do QIPVE – versão do professor, resultando em uma amostra de 164 participantes. A segunda, qualitativa, foi realizada por meio de Grupos Focais (GFs) desenvolvidos em 03 instituições, totalizando 27 profissionais. Os dados quantitativos foram tabulados e analisados pela estatística descritiva com o auxílio do software SPSS versão 21.0, aplicando-se o Teste Qui-quadrado de acordo com as possibilidades. Já os qualitativos, processados no Iramuteq e associados à Análise de Conteúdo. Constatou-se que a maioria dos entrevistados era adulto jovem, do gênero feminino, casado ou com qualquer forma de união, possuía nível educacional superior, tinha filho, lecionava em uma escola, encontrava-se atuando nas esferas públicas, com jornada de trabalho de 30 horas/semanais e apresentava tempo mediano de docência de 10 anos. De modo geral, os dados apontam que embora a violência atual sofrida diretamente pelo docente não tenha tido proporções expressivas nos grupos, público e privado, nota-se estar presente no ambiente de trabalho, independentemente de qual rede de ensino esse profissional faça parte, evidenciando que ambos os grupos apresentam, entre si, muito mais características comuns do que diferenças, sendo possível identificar algumas dissemelhanças entre eles. Logo, observase terem sido significativamente maiores para os trabalhadores da rede privada, as seguintes questões: 78,4% referiram não ter havido consumo de drogas ilícitas nas escolas e nem tráfico de drogas; 91,9% afirmaram a inexistência de gangues; 80% não presenciaram ameaças entre alunos e 73% negaram ter testemunhado agressões físicas entre alunos. Porém, em se tratando da presença de xingamentos e/ou apelidos diários entre alunos, verifica-se ter sido mais frequente no grupo de professores da rede pública, equivalente a 79%, podendo-se inferir que o clima escolar tende ser mais tranquilo na rede privada. Do material obtido com os GFs surgiram sete categorias: Concepções dos docentes acerca da violência escolar, Violência contra professores: uma realidade?, Enfrentamento, Somatização da violência; Fatores relacionados à violência sofrida pelo docente; A ameaça nos relatos de professores e Des (motivação) no ser/estar professor, possibilitando maior compreensão acerca do fenômeno. Esse trabalho mostra que a vitimização está presente no exercício do magistério, podendo trazer efeitos a sua qualidade de vida. Faz-se necessário, buscar medidas interventivas que corroborem com a prevenção, promoção da saúde e também assistência aos docentes em situação de violência. Espera-se que os resultados possam contribuir com melhorias na perspectiva de proporcionar um ambiente laboral satisfatório.
Abstract: Considered a problematic of global scope, school violence presents itself in many ways, involving different subjects, as seen in the media and in the social environment. However, it is noticed that the victimization suffered by the teacher has had little visibility in the context of the scientific literature. The general objective of this study was to investigate the phenomenon of violence in the work of teachers who work in basic education in Santa Cruz, Rio Grande do Norte. It is an exploratory-descriptive study of mixed approach, carried out in said municipality, whose data collection occurred between December 2017 and April 2018, in two phases. The first one, with a quantitative approach, included the application of the following instruments, Socio-demographic and occupational profile and the QIPVE - teacher version, resulting in a sample of 164 participants. The second, qualitative, was carried out through Focal Groups (GFs) developed in 03 institutions, totaling 27 professionals. The quantitative data were tabulated and analyzed by descriptive statistics using SPSS software version 21.0, applying the Chi-square test according to the possibilities. Already the qualitative ones, processed in Iramuteq and associated with Content Analysis. It was verified that most of the interviewees were young adults, of the female gender, married or with any form of union, had a higher educational level, had a child, taught in a school, was working in the public spheres, with a 30 hours / week and had a median teaching time of 10 years. In general, the data show that although the current violence suffered by the teacher directly did not have significant proportions in the public and private groups, it is noteworthy to be present in the work environment, regardless of which teaching network this professional is part of, evidencing that both groups present, among themselves, much more common characteristics than differences, being possible to identify some dissimilarities between them. Therefore, the following issues were observed to be significantly higher for private network workers: 78.4% reported no use of illicit drugs in schools or drug trafficking; 91.9% affirmed the absence of gangs; 80% did not witness threats among students and 73% denied having witnessed physical assaults among students. However, when it comes to the presence of name-calling and / or daily nicknames among students, it is more frequent in the group of teachers in the public network, equivalent to 79%, and it can be inferred that the school climate tends to be quieter in the private network. From the material obtained with the GFs, seven categories emerged: Teachers' conceptions about school violence; Violence against teachers: a reality?, Confrontation, Somatization of violence; Factors related to violence suffered by the teacher; The threat in the reports of teachers and Des (motivation) in being / being a teacher, allowing greater understanding about the phenomenon. This work shows that victimization is present in the teaching profession, and can have effects on their quality of life. It is necessary to seek intervention measures that corroborate with prevention, health promotion and also assistance to teachers in situations of violence. It is hoped that the results can contribute to improvements in the perspective of providing a satisfactory working environment.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/27056
Appears in Collections:PPGSCOL/FACISA - Mestrado em Saúde Coletiva

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