Navegando por Autor "Barbosa, Maria do Socorro Maia Fernandes"
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Tese Abordagem da pontuação no ensino médio: análise de livros didáticos e proposição de protótipo didático em perspectiva dialógica(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2018-08-02) Paula, Danielle Bezerra de; Alves, Maria da Penha Casado; http://lattes.cnpq.br/7377731555637172; http://lattes.cnpq.br/7767425482962092; Palhano, João Maria Paiva; http://lattes.cnpq.br/5179045269982593; Oliveira, Maria Bernadete Fernandes de; http://lattes.cnpq.br/2661324075394215; Barbosa, Maria do Socorro Maia Fernandes; http://lattes.cnpq.br/7241411335114630; Puzzo, Miriam Bauab; http://lattes.cnpq.br/6898954739357029Esta tese, situada na área de produção de conhecimento da Linguística Aplicada, toma como objeto de estudo a problematização do ensino da pontuação a partir de dois eixos: da abordagem nos livros didáticos de Língua Portuguesa indicados pelo Guia PNLD 2015; e da proposição de atividades que articulem a pontuação como um dos recursos expressivos utilizados para a construção estilística do enunciado. São objetivos centrais: 1) avaliar, em uma perspectiva dialógica, a abordagem da pontuação nos livros didáticos de Língua Portuguesa aprovados no PNLD (2015-2017), voltados para o ensino médio; e 2) propor, com base nas críticas apontadas, protótipo didático (ROJO, 2012, 2013, 2017) que permita explorar os sinais de pontuação como recursos expressivos dos enunciados. Ancorada no paradigma interpretativista com enfoque qualitativo (CHIZZOTTI, 1998; FREITAS, 2002, 2007, 2010), a pesquisa se respalda teoricamente nas contribuições do Círculo de Bakhtin sobre linguagem, enunciado e estilo (BAKHTIN/VOLOCHINOV, 2006; BAKHTIN, 2003, 2010a, 2010b, 2013). Os resultados revelam que, embora já sejam identificadas algumas mudanças no trabalho com a pontuação, a maior parte dos LDP sugeridos pelo PNLD 2015 ainda conserva uma visão normativa e dissociada de outros conhecimentos para o tratamento do referido conteúdo. Elaborado a partir das reflexões críticas, o protótipo didático evidencia a pontuação integrada às práticas de leitura e de produção textual, contribuindo com uma abordagem bakhtiniana do tópico sob análise.Dissertação A audiodescrição na formação de professores: um exercício de prática docente com imagens acessíveis(2019-10-31) Silva, Katyuscia Maria da; Alves, Jefferson Fernandes; ; ; Onofre, Eduardo Gomes; ; Viana, Flávia Roldan; ; Fonseca, Gessica Fabiely; ; Barbosa, Maria do Socorro Maia Fernandes;A escola que pretende ser inclusiva tem como um de seus grandes desafios respeitar as diferenças de seus alunos, o que pressupõe a eliminação dos interditos socialmente construídos. Nesse cenário, a audiodescrição emerge como uma tecnologia assistiva, voltada para a garantia de acesso às imagens por alunos com deficiência visual. Assim, o objeto de estudo desta pesquisa está no âmbito da audiodescrição na formação de professores, tendo como objetivo geral investigar os impactos de uma formação em audiodescrição nas práticas docentes para o desenvolvimento de atividades pedagógicas que possibilitem aos alunos com deficiência visual o acesso às imagens. Considerando a interface entre o Atendimento Educacional Especializado e a prática docente em sala de aula comum, tomamos como referência uma abordagem multissensorial e colaborativa da audiodescrição. Metodologicamente, este estudo tem sua base na abordagem qualitativa, consistindo em uma pesquisa-intervenção pautada nos pressupostos bakhtinianos. O campo de investigação foi uma escola da rede municipal de ensino de Natal, no Estado do Rio Grande do Norte, tendo como participantes 29 professores(as) e 04 estagiários(as) que atuavam no turno da manhã. A pesquisa envolveu três etapas: 1. oficinas pedagógicas; 2. observação da prática docente; e 3. planejamento e mediação docente. Em função dos limites e do escopo assumido neste trabalho, partimos de um universo maior de professores participando das oficinas pedagógicas de formação em audiodescrição, mas, para a viabilidade do estudo, verticalizamos para a observação e análise da prática de uma única professora que lecionava Língua Portuguesa. Para a construção dos dados, inspirados nas entrevistas coletivas, realizamos rodas de conversas com os participantes e entrevistas individuais com a professora de Língua Portuguesa. Ademais, utilizamos o procedimento de observação da prática dessa professora, com registros no diário de campo, e um questionário de caracterização dos professores. Todas as etapas foram registradas por meio de gravação em áudio, videogravação e fotografias. Como resultados, constatamos que a formação em audiodescrição provocou impactos nas concepções e nas práticas dos professores e, em específico, da professora de Língua Portuguesa. Nesse sentido, ela passou a contemplar a audiodescrição em sua prática, abordada sob a ótica de um uso multissensorial e colaborativo, evidenciando a concepção de que os alunos com deficiência visual, em sua subjetividade, aprendem com todo o corpo e, nesse processo, também os alunos que não têm deficiência visual podem ser beneficiados. A pesquisa também revelou dificuldades e desafios subjacentes à prática docente na esfera escolar, indicando que a formação por si só não é suficiente para o agenciamento da audiodescrição pelos professores. É preciso assegurar, ainda, condições de realização do trabalho docente, construindo espaços de planejamento e reflexão sobre a prática, a fim de efetivar a articulação entre os professores do Atendimento Educacional Especializado e da sala de aula comum, tendo em vista que, no processo formativo, sendo a escola um espaço de formação, “a gente vai aprendendo com o outro”.Dissertação Autoria e escrita: uma reflexão acerca do autorar em memórias de leituras de alunos de 9º ano do ensino fundamental(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2011-11-24) Cunha, Liedja Lira da Silva; Oliveira, Maria Bernadete Fernandes de; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4793534Y1; ; http://lattes.cnpq.br/5195331030623795; Barbosa, Maria do Socorro Maia Fernandes; ; Faria, Marilia Varella Bezerra de; ; http://lattes.cnpq.br/9374738955386775O presente trabalho traz resultados acerca dos estudos realizados durante a pesquisa de mestrado, na área da Linguística Aplicada, do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem - PPgEL, vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Abordamos nesta pesquisa a questão da autoria, que tem ganhado espaço cada vez mais relevante nas pesquisas acadêmicas, pois o ato de autorar, tendo em vista a quantidade de discursos que circulam socialmente, torna-se cada dia mais questionável. Entendemos autoria como relacionada a um posicionamento do sujeito que ao assumir responsabilidade, no sentido bakhtiniano, por seu texto, deixa nele seus pontos de vista, ideologias, crenças e valores, a partir de apropriação e reestruturação do discurso alheio. Esta investigação está metodologicamente inserida numa abordagem qualitativa, de caráter interpretativista e tem como corpus de análise dez produções escritas do gênero discursivo memórias de leituras, produzidas por alunos de 9º ano do ensino fundamental. Objetivamos na pesquisa analisar as produções escritas dos alunos realizadas em ambiente escolar, visando identificar nesses textos as marcas ou indícios de autoria e investigar como se dá a apropriação e reestruturação de vozes alheias no processo de autorar. Adotamos um conceito de linguagem a partir de concepções bakhitinianas e entendemos o texto numa visão Geraldiana. As análises realizadas no presente trabalho mostraram que na grande maioria dos textos há a presença marcante de vozes alheias, seja de forma implícita e/ou explícita. Ou seja, os alunos, para construir seus dizeres, se abarcaram de vozes alheias em formatos diversos, em estilos particulares, quais sejam, por meio do que Bakhtin nomeia como estilo linear e estilo pictórico. Alguns comprovaram seus dizeres evidenciando seus posicionamentos por meio de citações diretas de autores de livros, familiares, professores, nos mostrando que suas vozes estão repletas de vozes alheias, com as quais aprovam, refutam, analisam, julgam e refletem. Concluímos, portanto, que os alunos se constituíram como sujeitos-autores de seus textos, pois deixaram marcadas as vozes dos outros de forma presentificada e reestruturada, vozes alheias que não soaram como vozes realmente alheias, mas como vozes presentes a partir de uma reestruturação discursiva do produtorDissertação Autoria no gênero resenha acadêmica(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2011-11-30) Penha, Dalva Teixeira da Silva; Alves, Maria da Penha Casado; ; http://lattes.cnpq.br/7377731555637172; ; http://lattes.cnpq.br/4677526528544511; Rodrigues, Maria das Graças Soares; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783941Y9; Barbosa, Maria do Socorro Maia Fernandes;O presente trabalho investiga marcas de autoria, em resenhas acadêmicas de graduandos, bem como os posicionamentos discursivos do sujeito-autor. Destacamos as vozes presentes no texto, ou seja, as manifestações do discurso do eu e do(s) outro(s), procurando explicitar as formas de inserção do sujeito/autor da resenha. Orienta essa análise a concepção de que o autor se constitui sujeito do seu dizer, posicionando-se em relação ao discurso do(s) outro(s) com o qual trava diálogo. O nosso corpus constitui-se de dez (10) resenhas acadêmicas, produzidas por estudantes do Curso de Letras, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte UERN, do Campus Avançado Prof.ª Maria Elisa de Albuquerque Maia CAMEAM. Os dados apontam para a percepção de que o sujeito se constitui autor, quando dá voz ao outro; manifestando seu ponto de vista; apontando o discurso do outro; e/ou distanciando-se do texto. Desse modo, constata-se que o gênero resenha acadêmica pode ser considerado como texto emoldurador de um texto fonte, ou seja, como um texto que comenta, critica, confirma esse texto que é objeto de sua análise. O aporte teórico que orienta a pesquisa advém da concepção dialógica de linguagem, de gêneros discursivos e de autoria de Volochinov/Bakhtin (1997, 2003). Para a discussão e a análise do gênero discursivo resenha acadêmica, reportamo-nos às contribuições de MOTTA-ROTH; MEURER (2002); POSSENTI (2001, 2002).Dissertação A canção na aula de língua portuguesa: uma proposta de ensino para a Educação de Jovens e Adultos (EJA)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2020-11-27) Silva, Vera Lúcia Nascimento da; Silva Neto, João Gomes da; ; http://lattes.cnpq.br/6754214478770594; ; http://lattes.cnpq.br/4742516840115592; Rodrigues, Maria das Graças Soares; ; http://lattes.cnpq.br/1239053356970371; Azevedo, Josilete Alves Moreira de; ; http://lattes.cnpq.br/2799752911278641; Silva, Ananias Agostinho da; ; http://lattes.cnpq.br/6624168203166513; Barbosa, Maria do Socorro Maia Fernandes; ; http://lattes.cnpq.br/7241411335114630Este trabalho de intervenção surgiu da necessidade de se buscar alternativas metodológicas voltadas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no sentido de viabilizar uma aprendizagem mais adequada aos alunos dessa modalidade de educação. Para isso, partimos das seguintes questões de pesquisa: 1) Como ensinar Língua Portuguesa de forma significativa para os estudantes da Educação de Jovens e Adultos utilizando canções, proporcionando-lhes novas aprendizagens que ultrapassem as questões cognitivas e respeitem os seus conhecimentos? 2) De que modo o gênero canção pode ser inserido em um projeto de intervenção que possa contribuir para a ampliação das aprendizagens dos alunos da Educação de Jovens e Adultos? No sentido de responder a essas questões, partimos do gênero canção para a construção de aprendizagens para além do domínio técnico da leitura e da escrita, desafiando os sujeitos a uma compreensão crítica da realidade com vistas à transformação social. Para isso, o objetivo geral do nosso trabalho consiste em produzir uma proposta de ensino de Língua Portuguesa para a Educação de Jovens e Adultos utilizando o gênero canção de modo a proporcionar novas aprendizagens aos estudantes da Educação de Jovens e Adultos que ultrapassem as questões cognitivas e respeitem os seus conhecimentos. Nesse sentido, os objetivos específicos da pesquisa são: i) elaborar um projeto de intervenção para a Educação de Jovens e Adultos a partir de canções; elaborar sequências didáticas voltadas para o trabalho com a leitura, a escrita e o estudo sobre a língua utilizando canções crítico-reflexivas. Tomamos como aporte teórico: os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998), Geraldi (2015) e Santos (2012) sobre o ensino de Língua Portuguesa na EJA, pela necessidade de compreendermos o contexto no qual estão inseridos os sujeitos da pesquisa com base na formação histórica em torno do ensino de língua materna; adotamos a abordagem de Zabala (1998) sobre as sequências didáticas como nossa escolha metodológica; e Costa (2002) quanto à relevância do texto literário sob a forma do gênero canção no ensino de Língua Portuguesa; e, sobretudo, adotamos as contribuições de Freire (1978; 1979; 1991; 2018) quanto ao trabalho voltado para alunos jovens e adultos fundamentado na busca por uma sociedade mais justa, democrática e solidária. A metodologia é de natureza interventiva e interpretativista com pressupostos gerais da pesquisa participante. A intervenção se deu em uma turma de quarto nível da EJA na Escola Municipal Professora Terezinha Paulino de Lima, situada na Zona Norte da cidade de Natal/RN. Como resultados, destacamos a ampliação da proficiência de leitura e escrita de forma significativa dos alunos participantes por meio do processo colaborativo de aprendizagens construídas a partir da aplicação das sequências didáticas.Dissertação O canto dos vestibulandos em 140 caracteres: linguagem e construção de identidades no Twitter(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2014-04-16) Freire, Alan Eugênio Dantas; Faria, Marilia Varella Bezerra de; ; http://lattes.cnpq.br/9374738955386775; ; http://lattes.cnpq.br/4336488144820355; Oliveira, Maria Bernadete Fernandes de; ; http://lattes.cnpq.br/2661324075394215; Barbosa, Maria do Socorro Maia Fernandes; ; http://lattes.cnpq.br/7241411335114630A revolução causada pela internet e suas diversas redes sociais acabaram por trazer à tona fecundas reflexões sobre a Cibercultura e o seu poder de construção identitária. O que parecia puramente moda tornou-se modo de ser, representação do eu, criação de realidade (LÉVY, 1996). Considerando a linguagem enquanto um fenômeno social, que se processa por meio da interação, conforme nos explicita Bakhtin (1929), o discurso veiculado nas redes sociais molda o perfil dos seus usuários, construindo identidades que, no dizer de Hall (2006), são múltiplas e não-permanentes. A presente pesquisa busca analisar o uso do Twitter, por vestibulandos, elaborando uma reflexão acerca da construção das suas próprias identidades no ciberespaço. Os sujeitos da pesquisa são alunos do Educandário Nossa Senhora das Vitórias, escola da rede privada do município de Assú/RN, todos eles concluintes do Ensino Médio. Entendendo o ano de vestibular como decisivo e motivador de uma reflexão sempre presente acerca de sua condição de estudantes, os sujeitos acabam por externar suas angústias, medos e perspectivas no ambiente virtual, proporcionando-nos material suficiente para análise de como eles se constituem vestibulandos, suas expectativas para os devidos processos seletivos, além de diversas representações pertencentes ao âmbito escolar. A partir do discurso veiculado no Twitter, expresso nas postagens selecionadas, o presente estudo revela as identidades de vestibulandos que dele emergem, o que propiciou o elenco de algumas evidências. A partir delas, não obstante a multiplicidade das identidades observadas, foram evidenciados alguns aspectos comuns, que corroboram com as necessidades previstas pelos objetivos específicos, dentre eles: sensação de pertencimento a um grupo – turma e escola; mudança da rotina e do comportamento em relação aos estudos; dessacralização de práticas escolares tradicionais; mudança da identidade do vestibulando. A análise das postagens nos possibilitou conhecer as impressões dos estudantes quanto à escola, às disciplinas, o ritmo de estudos, o interesse com as práticas escolares e, a partir de tais indícios, a percepção de como o vestibular modifica o seu cotidiano e afeiçoa suas identidades enquanto vestibulandos.Tese O corpo se fez fala: dialogia, transenunciação e movimento pendular dialógico em protótipos para o ensino da oralidade em língua portuguesa(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2022-10-26) Silva, Francisco Leilson da; Alves, Maria da Penha Casado; https://orcid.org/0000-0003-1762-5210; http://lattes.cnpq.br/7377731555637172; https://orcid.org/0000-0001-5182-8455; http://lattes.cnpq.br/1848287422670755; Pereira, Francisca Elisa de Lima; Barbosa, Maria do Socorro Maia Fernandes; Archanjo, Renata; https://orcid.org/0000-0001-7591-7137; http://lattes.cnpq.br/2905168821962621; Rojo, Roxane Helena RodriguesA pesquisa apresentada investiga o processo formativo continuado dos professores da educação básica em relação à oralidade corporificada. Seu cerne é trazer um conjunto de protótipos que requer a relação entre corpo e oralidade no ensino de língua portuguesa na educação básica brasileira. Para a construção do corpus, reúne material de estudo dos seguintes programas: Programa de Gestão de Aprendizagem Escolar I, Programa de Gestão de Aprendizagem Escolar II, Pró-letramento, Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa e Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio. O estudo busca estabelecer uma perspectiva encarnada da oralidade, após indicializar essa realidade das produções de gêneros discursivos orais nos documentos, contexto que revelou melhorias desde o primeiro programa até o mais recente. Mediante esse cenário, desenvolve alguns conceitos a partir da perspectiva do círculo bakhitiniano sobre enunciado/enunciação, linguagem, perspectiva dialógica, vozes sociais, projeto de dizer e fala como elemento da vivência social. Os indícios teóricos estabelecem interrelações com os conceitos advindos dos Estudos Culturais que servem como efetivação deste trabalho na área da linguagem, assentada na insubordinação da linguística aplicada, em sua constituição de alargar fronteiras para margear discursos outros, assim a metodologia é marcada pelo social, histórico e embates do diálogo. A teoria utilizada cunha o termo Movimento Pendular Dialógico como realidade inspirada no movimento pendular da geografia que aponta para a força do silêncio e da fala; além da Transenunciação, que é o corpo como elemento que compõe a archacia dos gêneros discursivos orais. A realidade corpórea, em seus atos (locucionário-enunciativo, ilocucionário-proposicional e perlocucionário ilocucional), chega ao homem do triuvi-ATO e seus gêneros primários, secundários e terciários. Como resultado de reflexões sobre a oralidade corporificada, o estudo desenvolve seis protótipos que consumam essa perspectiva de um trabalho com a oralidade que amplifica os horizontes da prática docente a partir da completude do sujeito que fala e transenuncia tudo no corpo, com o outro para outros corpos.Tese Diário de leitura, verbo-visualidade e a praça pública: uma possibilidade de resposta aos discursos oficiais na sala de aula(2019-02-25) Lima, Rhena Raize Peixoto de; Alves, Maria da Penha Casado; ; ; Pajeú, Hélio Márcio; ; Oliveira, Maria Bernadete Fernandes de; ; Barbosa, Maria do Socorro Maia Fernandes; ; Barbosa, Tatyana Mabel Nobre;Conforme sabemos, os escritos deixados por Bakhtin e seu círculo oferecem, até os dias de hoje, relevantes contribuições para o estudo da linguagem. Para este trabalho, considera-se a análise do estudioso sobre carnavalização e sobre as demais festas populares ocorridas em praça pública na Idade Média. Para o autor, a praça constituía-se como um espaço privilegiado, onde, por meio de práticas subversivas, os sujeitos contestavam os discursos oficiais impostos pela realidade social da época. Atualmente, há outras formas de contestação. No espaço escolar, por exemplo, o diário de leitura configura-se como um gênero motivador para a construção de discursos que objetivam subverter alguns dos discursos oficiais e, a partir disso, contribuir para a construção de uma nova realidade. Para essa discussão, analisaremos dez enunciados verbovisuais/visuais registrados em diários de leitura produzidos em 2015 por alunos do 3º ano do Ensino Médio do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (IFRN), campus João Câmara/RN. A principal metáfora da pesquisa relaciona a atividade do diário com a praça pública medieval, uma vez que os momentos de interação na praça são considerados significativos pelo autor por proporcionarem o questionamento e destronamento temporário dos discursos hegemônicos da época, sobretudo aqueles ligados à Igreja Católica. Diante disso, o nosso principal objetivo é analisar os posicionamentos dos alunos nos diários, mais especificamente aqueles que se orientam como resposta aos discursos ditos oficiais, que circulam dentro ou fora da esfera escolar. A pesquisa segue orientada por concepções acerca de sujeito e de pesquisa nas Ciências Humanas, as quais estão em harmonia com a proposta bakhtiniana para essa grande área. Nesse sentido, orientamo-nos por estudos de autores como Amorim (2004), Petrilli (2013) e Geraldi (2016), os quais prezam pela pesquisa interessada no aprofundamento dos dados, na escuta atenciosa do outro-pesquisado, juntamente com a imprevisibilidade do percurso e das conclusões possíveis ao fim do trabalho. Acreditamos que a compreensão de enunciados como esses pode nos levar a rever as nossas práticas, além de ressignificar concepções acerca do nosso aluno e, sobretudo, acerca de toda a configuração do sistema escolar a que estamos submetidos. Ou seja, espera-se que esta pesquisa propicie uma renovação da vida escolar e, consequentemente, uma renovação da vida dos sujeitos participantes.Dissertação A escrita no ensino fundamental II: uma análise dos desvios ortográficos e sugestões de estratégias de intervenção(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2015-08-07) Silva, Fernando Rodrigues da; Medeiros, Maria Assunção Silva; ; http://lattes.cnpq.br/8599075451316548; ; http://lattes.cnpq.br/2219872271669275; Azevedo, Josilete Alves Moreira de; ; http://lattes.cnpq.br/2799752911278641; Barbosa, Maria do Socorro Maia Fernandes; ; http://lattes.cnpq.br/7241411335114630O ensino de Língua Portuguesa, no Brasil, ainda necessita de grandes avanços quanto ao desenvolvimento de estratégias que possibilitem um bom desempenho dos alunos do ensino fundamental na leitura e na escrita. Pensando nisso, este trabalho surgiu na tentativa de ampliar os estudos sobre os desvios motivados pela variação linguística dos alunos ou por desconhecimento das normas gramaticais que tanto incidem em suas produções escrita. O objetivo é avaliar a presença destes desvios nos gêneros textuais produzidos por alunos do 6º ano da Escola Municipal Manoel Catarino Filho. Visa, ainda, aprimorar a capacidade linguístico-discursiva dos alunos nos mais diversos ambientes de circulação de determinados gêneros discursivos e, consequentemente, à formação de leitores e escritores atuantes. A fim de melhor compreender como se dá este processo, o texto parte da concepção sociodiscursiva de gênero, tendo como embasamento teórico os estudos de Bakhtin (1992) e Marcuschi (2002) acerca deste, bem como a concepção retórica de Aristóteles e Platão. A pesquisa ainda se apoia no que diz os PCN, com relação ao ensino de Língua Portuguesa, nos trabalhos de Callou (2007), Neves (2003), Faraco (2002), Franchi (2006) e Cagliari (2005) sobre o ensino de gramática, variação linguística e também sobre os estudos da sociolinguística. Acerca da fonética e fonologia, buscamos as pesquisas de Oliveira (1990), Seara (2009) e Hora (2009). Para compor o corpus da pesquisa e como forma de estimular a prática de escrita dos alunos e a reflexão crítica sobre a língua, propomos atividades de produção textual de gêneros discursivos diferenciados para analisarmos os desvios apresentados. Este trabalho verificou que houve uma taxa de ocorrência de desvios motivados pela variação maior do que os desvios motivados pelo desconhecimento da norma gramatical. A conclusão a que chegamos comprovou que a oralidade apresenta uma grande influência sobre a produção escrita dos alunos, a qual foi bastante refletida nestas. Por fim, propomos algumas atividades que visam minimizar a ocorrência dos referidos desvios nas produções escritas dos alunos.Dissertação Filme acessível: a audiodescrição como a recriação de uma imagem em palavra(2019-06-13) Garcia, D'aville Henrique Viana; Oliveira, Maria Bernadete Fernandes de; Alves, Jefferson Fernandes; ; ; ; Faria, Marilia Varella Bezerra de; ; Barbosa, Maria do Socorro Maia Fernandes;A audiodescrição é um gênero discursivo que consiste na tradução intersemiótica de imagens, ou seja, de um sistema de signos para outro, a fim de garantir a autonomia de pessoas com deficiência visual no processo de inclusão no mundo da vida e da cultura (ALVES, 2012, 2014; ALVES; TELES; PEREIRA, 2011, 2017; MOTTA; ROMEU FILHO, 2010). Dessa forma, este estudo, de cunho qualitativo-interpretativista, vinculado à Linguística Aplicada (IN)disciplinar (MOITA LOPES, 2006), compreende a audiodescrição de filmes como um recurso de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, produzido por meio de signos verbais que se apoiam e se subordinam tematicamente a signos imagéticos. A pesquisa toma como objetos empíricos um roteiro de audiodescrição de um filme e duas revisões desse material, produzidos por três grupos de audiodescritores: roteiristas, revisores e, por fim, consultores. O objetivo é investigar as maneiras de apropriação e transmissão da voz alheia, na tradução intersemiótica de um vídeo para a linguagem verbal, por meio de um processo de audiodescrição, capaz de promover, na perspectiva da autonomia responsiva da pessoa com deficiência visual, seu acesso a recursos videográficos. Para tanto, será necessário compreender o processo de apropriação do tema/sentido predominante no material audiovisual pelos roteiristas e sua tradução em seus enunciados verbais; bem como comparar os posicionamentos dos audiodescritores videntes – tanto roteiristas como revisores – com o posicionamento dos consultores, materializados nos enunciados concretos. Dessa maneira, tem seu aporte em teóricos da semiótica da cultura, mais especificamente Bakhtin (2010a, 2010b, 2011, 2013, 2015a, 2015b, 2016), Medviédev (2012) e Volóchinov (2013a, 2013b, 2013c, 2017), principais representantes da Análise Dialógica do Discurso, para entender como se dá o processo de apropriação e transmissão do enunciado alheio. Além disso, busca suporte no filmólogo Eisenstein (2002a, 2002b), defendendo a noção de filme como um produto artístico construído dialogicamente, como uma manifestação das relações de interação entre sujeitos e, portanto, atravessadas por valores e posicionamentos ideológicos. Nesse sentido, lança mão da noção de sentido que o filme transmite, de valoração social e de olhar exotópico e das formas de transmissão da temática, por meio de recursos linguístico-discursivos, para pessoas com deficiência visual. Os resultados mostram que a audiodescrição explora a sensibilidade do olhar e a criatividade discursiva dos audiodescritores, uma vez que o processo de roteirização, revisão e consultoria se dá, majoritariamente, pela estilização do discurso alheio; ainda que sejam percebidas as vozes autoritárias, a polêmica velada e aberta, bem como outros tipos de relações dialógicas. Isso permite construir um enunciado que recrie em palavra a imagem, não apenas o traduza de maneira formal.Tese A heterogeneidade discursiva em revistas de divulgação científica(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2008-04-24) Barbosa, Maria do Socorro Maia Fernandes; Oliveira, Maria Bernadete Fernandes de; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4793534Y1; ; Souza, Gilton Sampaio de; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4708077H5; Pontes, Antônio Luciano; ; http://lattes.cnpq.br/9023168049202916; Oliveira, Maria do Socorro; ; http://lattes.cnpq.br/6720657795281498; Alves, Maria da Penha Casado; ; http://lattes.cnpq.br/7377731555637172Essa pesquisa visa a apresentar uma descrição interpretativa(vista) da forma e do funcionamento do gênero discursivo Divulgação Científica (DC), em duas Revistas de circulação nacional, veiculadas de 2004 a 2006, quais sejam: a Revista do Professor e a Revista Nova Escola. Analisamos, nas matérias de DC, os discursos reportados, nas suas duas principais formas de apresentação das vozes alheias: o discurso direto e o discurso indireto. Como objetivos estabelecemos, em primeiro lugar, analisar as diferentes formas de marcar a heterogeneidade discursiva, em função da imagem que o produtor faz do interlocutor; em segundo lugar, buscamos observar as diferenças entre as formas de heterogeneidade marcada, em função do produtor do texto, jornalistas e pesquisadores; e, por último, investigamos a maior ou menor incidência de discurso citado, com relação às diferentes perspectivas das comunidades produtoras desses textos. Para fundamentar teoricamente as nossas discussões, optamos pela corrente sócio-histórica, tomando, portanto, como fundamento a sua conceituação de linguagem e de sujeito do discurso, sobretudo nos trabalhos de Bakhtin (1929; 1995; 2003) e nas discussões teóricas sobre a heterogeneidade discursiva, na visão de Authier-Revuz (1990; 1998; 2004) e Maingueneau (1993; 2001). Ao analisarmos a dimensão social dos nossos dados, dessa pesquisa, identificamos, como elementos relevantes para a construção das matérias, a imagem que o produtor faz do seu interlocutor e o uso de estratégias diferenciadas. Por exemplo, o texto produzido por jornalistas faz uso freqüente das formas do discurso direto, enquanto que o texto produzido por pesquisadores é, praticamente, atravessado pelo discurso indireto. Além disso, diferenciam-se esses textos, também, nas vozes sociais que trazem para o seu discurso. Em se tratando de texto produzido por jornalista, predomina a chamada à cena discursiva dos agentes da escola: professores, alunos, pais, entre outros; e, nos textos produzidos por pesquisadores, os enunciados já-ditos são provenientes, em sua maioria, do discurso científicoDissertação Leitura e acessibilidade: uma experiência em contexto escolar na perspectiva da educação inclusiva(2016-07-29) Oliveira, Elaine Santana de; Alves, Jefferson Fernandes; ; ; Lopes, Denise Maria de Carvalho; ; Silva, Luzia Guacira dos Santos; ; Barbosa, Maria do Socorro Maia Fernandes; ; Souza, Solange Jobim e;O presente trabalho teve por objetivo desenvolver uma proposta de mediação pedagógica em contexto escolar na perspectiva de educação inclusiva com vistas à acessibilidade para leitura do livro Contando contos e ouvindo histórias, produzido pela turma do 3º ano B do Núcleo de Educação da Infância, Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (NEI/CAp/UFRN). A referida obra é um kit formado por um livro impresso em braile e fonte ampliada, um CD de áudio com os contos gravados pelas próprias crianças autoras dos textos e um CD com o livro digitalizado. Para tanto, assumimos os princípios da abordagem qualitativa a partir da metodologia de pesquisa intervenção, fundamentada nas concepções teóricas de Mikhail Bakhtin. A investigação foi desenvolvida em uma escola da zona rural da rede pública do município de Macaíba, no Rio Grande do Norte, em uma turma multisseriada de 4º e 5º ano, formada por 18 alunos na faixa etária de 9 a 16 anos, sendo 03 com deficiências: um cego, um com surdez e outro com Síndrome de Down. Para a construção dos dados, utilizamos a observação, o registro em diário de campo, entrevistas individuais e coletivas semiestruturadas, assim como o registro fotográfico e a gravação em áudio e vídeo. No itinerário da pesquisa, foram realizadas 03 oficinas focadas na acessibilidade para leitura do livro e 01 encontro do grupo com uma das autoras do livro. Os resultados da análise apontaram a importância de oferecer novas formas de acesso à leitura que possibilitem superar as limitações do livro impresso em tinta, assim como a necessidade de democratização do acesso a esses materiais associada à disseminação de uma cultura de leitura com acessibilidade, especialmente em contexto escolar inclusivo; confirmaram as contribuições da descrição de imagens fundamentada nos princípios da audiodescrição e de uma abordagem multissensorial para organização de processos voltados à acessibilidade para leitura e revelaram que o código braile e a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) constituíram-se como semióforos para difusão de uma “cultura de acessibilidade” naquele contexto.Dissertação Os memes na construção identitária do professor de língua inglesa: um ressoar de vozes no Facebook(2018-07-31) Macedo, Anne Michelle de Araújo Dantas; Faria, Marilia Varella Bezerra de; ; ; Oliveira, Maria Bernadete Fernandes de; ; Barbosa, Maria do Socorro Maia Fernandes;As redes sociais online passaram a representar um espaço de construção e expressão de identidades e valores na contemporaneidade. Como parte dessa cultura da web, os memes facilmente são associados como partículas de transmissão cultural, indicando comportamentos que são replicados através da imitação e interferindo, sobretudo, na maneira como nos vemos e nos posicionamos no mundo. O presente estudo intenciona discutir as identidades culturais de professores de língua inglesa que são construídas a partir de seus posicionamentos em memes compartilhados no Facebook. A pesquisa, de natureza qualitativa e interpretativista, insere-se na área da Linguística Aplicada, o que nos permite transitar, no campo teórico, por entre a tríade Facebook/identidade/linguagem, ancorando-se no modelo sócio-histórico de linguagem do Círculo de Bakhtin e nos Estudos Culturais (HALL, BAUMAN, WOODWARD). O corpus é constituído por 5 memes compartilhados por 4 professores de língua inglesa em 4 fanpages do Facebook: Profissão Professor, Professor Sofredor, Professora Sincera e Professora Indelicada. A análise discursiva dos memes revela que o “outro” é imprescindível na constituição da identidade do docente de língua inglesa, pois essa se funda e se forma nesse incessante processo dialógico de vozes sociais interconectadas online e offline. Os enunciados mostram que neste processo de negociação de identidades culturais no Facebook, o professor de língua inglesa compartilha com a representação da sua imagem como tendo sido “destronada” e “profanada” pela sociedade atual, com a de um sujeito que ganha pouco em relação a outras profissões, que não tem prestigio, que é oprimido pela classe dominante e, por isso é mal compreendido pelos alunos e pela própria sociedade. Porém tais assertivas descortinam um perigo: aquilo que é socialmente compartilhado passa a exercer grande força e a ganhar status de verdade. Daí, a necessidade de evitarmos reforçar esses discursos de desatualização e de desprestigio social, ancorados nos já-ditos e frutos de um longo processo histórico e cultural. Quem sabe assim, paulatinamente, consigamos alterá-los.Dissertação Para tornar-se autor: propostas de escrita dos livros didáticos do ensino médio de língua portuguesa(2016-02-25) Cunha, Erica Poliana Nunes de Souza; Alves, Maria da Penha Casado; ; http://lattes.cnpq.br/7377731555637172; ; http://lattes.cnpq.br/8749112601309722; Barbosa, Maria do Socorro Maia Fernandes; ; http://lattes.cnpq.br/7241411335114630; Campos, Sulemi Fabiano; ; http://lattes.cnpq.br/4256675396235128A ideia já foi inventada. A história já foi contada. As palavras já foram ditas. Na contemporaneidade, tudo, aparentemente, sobre tudo já foi dito, pois nenhum discurso é adâmico. Na era do copiar e colar e em que se tem mais, asseveradamente, embates acerca da ética do não plagiar, discutir o que é produzir enunciados autorais faz-se primordial. Essas inquietações, nesta pesquisa, são levadas para o cronotopo da sala de aula, precisamente para os livros didáticos de Língua Portuguesa, que são vistos como orientadores dos conteúdos e da prática de ensino de Língua Materna (ANTUNES, 2003; BUZEN, 2005; CORACINI, 1999). Diante disso, essa pesquisa visa a analisar como se dá as propostas de escrita do livro didático, a fim de observar a criação de situações/enunciações propícias para a construção de um dizer autoral. Foram selecionadas, para tanto, duas coleções de livros didáticos destinadas aos alunos da 1ª série do Ensino Médio. Os livros adotados estão entre os mais solicitados nacionalmente e receberam críticas positivas do Programa do Livro Didático (Edital 2012). Para atingir tal objetivo, o estudo realizado baseia-se numa perspectiva qualitativo-interpretativista e de orientação metológica advinda da Linguística Aplicada; a base teórico-metodológica da Análise Dialógica dos Discursos (GERALDI, 2012; FARACO, 2009). A perspectiva teórica advém dos postulados do Círculo de Bakhtin no que concerne às concepções de linguagem dialógica, de enunciado concreto e de autoria. Os dados totais construídos se configuram em duas categorias. A primeira com propostas de produção textual que prezam por uma autoria em perspectiva dialógica, as quais buscam criar situações de escrita que atendem a uma necessidade discursiva, são direcionadas e apontam os aspectos de composição do gênero. A segunda, com propostas em que se encena uma autoria em perspectiva monológica, quando não se especifica o gênero textual ou quando não constroem uma enunciação em que o discente não exercita uma relação volitivo-emocional com tal situação. De modo genérico, as duas coleções apresentam zelo em relação a simular situações de escrita reais, que podem propiciar, assim, a produção, pelos discentes, de enunciados concretos, que valorizam a reescrita e o excedente de visão para o acabamento dos enunciados produzidos.Dissertação Querido diário: a construção identitária de alunos da EJA em diários pessoais(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2015-10-14) Medeiros, Kéfora Janaína de; Faria, Marilia Varella Bezerra de; ; http://lattes.cnpq.br/9374738955386775; ; http://lattes.cnpq.br/4226316662312684; Alves, Maria da Penha Casado; ; http://lattes.cnpq.br/7377731555637172; Barbosa, Maria do Socorro Maia Fernandes; ; http://lattes.cnpq.br/7241411335114630Este estudo objetiva apresentar as análises de nossa pesquisa, do tipo documental, que investiga a construção de identidades culturais de alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), nível III, de uma escola municipal de Natal - RN, por meio de diários pessoais produzidos em ambiente escolar. Numa abordagem qualitativo-interpretativista, ancoramo-nos nos estudos identitários que nos trazem a ideia de que as identidades são construídas e reconstruídas pelas relações sociais que realizamos. Para tanto, partirmos de uma concepção de linguagem que não pressupõe categorias pré-estabelecidas, pois essas partem do próprio enunciado. Assim sendo, vamos analisar os enunciados produzidos por esses alunos sob a perspectiva do Círculo de Bakhtin, que trata a construção discursiva emergindo de processos intersubjetivos de interação verbal, numa relação dialógica do eu com o outro, pela alteridade e pela heteroglossia. Ademais, ainda norteiam nosso estudo as orientações sobre gênero do discurso e diário pessoal. Filiamo-nos à Linguística Aplicada indisciplinar por entendermos que essa pesquisa se debruça sobre uma prática social em que a linguagem desempenha papel central e procura demonstrar como os discursos dos sujeitos alunos da EJA, em diários pessoais, são instrumentos de construção não só de suas identidades, mas também do conhecimento e da vida social, da posição que esse sujeito aluno ocupa. Concluimos esse trabalho numa percepção primária das identidades culturais que são construídas pelo sujeito aluno da EJA, pois os resultados sugerem que as identidades desses alunos são fluidamente construídas através da representação que o aluno faz da escola, do que é ser estudante da EJA e de como ele é estudante da modalidade. Com isso, através de nosso trabalho, pretendemos apresentar mais um olhar sobre a(s) identidade(s) do aluno da EJA, apontando uma visão sobre esse sujeito.Dissertação O ser professor nos complexos bilíngues de referência para surdos de Natal: vozes em diálogo(2015-06-30) Oliveira, Laralis Nunes de Sousa; Faria, Marilia Varella Bezerra de; ; ; Oliveira, Maria Bernadete Fernandes de; ; Barbosa, Maria do Socorro Maia Fernandes;No ano de 2010, na cidade de Natal, Rio Grande do Norte, realizou-se a implementação de um novo conceito institucional voltado para a educação de surdos, materializado nos Complexos Bilíngues de Referência para Surdos (CBRS), formados por dez grupos de duas ou três escolas municipais, responsáveis pela Educação Infantil e Ensino Fundamental I e II, passíveis de terem até 50% de seu alunado constituído por alunos surdos. Dada a alcunha “bilíngue” do projeto, têm grande importância para sua realização não apenas os profissionais especializados na educação de surdos (como instrutores e intérpretes de Libras), mas os professores de Língua Portuguesa dessas instituições. Nesta pesquisa, o objeto são as vozes sobre o ser professor nos Complexos Bilíngues de Referência para Surdos de Natal. Situados na área da Linguística Aplicada, temos por objetivo criar inteligibilidade sobre um problema social que tem a linguagem ocupando papel central, qual seja o ser professor nas instituições em questão. O corpus da pesquisa se constitui de onze textos redigidos por esses profissionais sobre sua atuação nas referidas instituições. A análise que realizamos se constrói sobre os três tópicos mais recorrentemente encontrados nos relatos, quais sejam a formação inicial e continuada, as experiências docentes e as relações institucionais que permeiam sua atuação. Sob uma perspectiva qualitativo-interpretativista, realizamos a leitura e a discussão dos dados tomando por base as concepções de linguagem e sujeito elaboradas pelo Círculo de Bakhtin; a noção de diferença dos Estudos Culturais; e as discussões sobre educação de surdos dos Estudos Surdos. Nas falas dos professores, é possível identificar a fluidez e multiplicidade de vozes que os atravessam. Em suas vozes se revelam as tensões existentes entre o discurso governamental da inclusão como perspectiva da Educação Especial e a realidade enfrentada pelos docentes. A despeito das diferenças que os constituem, seus discursos se tocam sobretudo no que diz respeito às insuficientes oportunidades de formação e às precárias condições de atuação, que têm repercussões diretas no processo de ensino-aprendizagem do aluno surdo.Tese O Uso de operações linguístico-discursivas da crítica genética na reescritura de textos(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2013-03-15) Bezerra, Lidiane de Morais Diógenes; Rodrigues, Maria das Graças Soares; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783941Y9; ; http://lattes.cnpq.br/4674844318235214; Oliveira, Eduardo Calil de; ; http://lattes.cnpq.br/6822339713125905; Barbosa, Maria do Socorro Maia Fernandes; ; Lima, Maria Hozanete Alves de; ; http://lattes.cnpq.br/6169626776821393; Passeggi, Luís álvaro Sgadari; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783922T2Enquanto professora do Curso de Licenciatura em Letras, do Campus Avançado Profª. Maria Elisa de Albuquerque Maia (CAMEAM), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), na cidade de Pau dos Ferros, RN, tivemos a oportunidade de encaminhar diversas atividades de produção de texto, bem como orientar atividades de reescritura para os textos produzidos. A partir dessa experiência, despertamos para a necessidade de refletir sobre a produção de texto no ensino superior. Assim, pretendemos analisar, nesta pesquisa, a metodologia adotada na orientação de atividades de produção de texto no ensino superior, buscando investigar, particularmente, o trabalho com a reescritura, no que se refere às operações utilizadas para a realização dessa atividade, bem como aos sentidos produzidos a partir das alterações executadas nos textos. Nossa discussão teórica está fundamentada em uma concepção de produção de texto enquanto atividade verbal , o que revela uma visão sociointeracional da linguagem (MARCUSCHI, 2008; SAUTCHUK, 2003). Quanto à produção de textos escritos, nosso foco de pesquisa, partimos do pressuposto de que, para esta atividade, lidamos com duas figuras distintas (Escritor Ativo e Leitor Interno), para que possamos, além de escrever, refletir sobre nossa escrita e, assim, decidir sobre as operações que serão realizadas para promover as alterações necessárias à reescritura de nossos textos (SAUTCHUK, 2003). Ainda no que diz respeito aos conceitos teóricos abordados nesta pesquisa, recorremos aos postulados da Análise Textual dos Discursos (ATD) que discute a crença na evidência da existência dos textos, sendo, pois, contra a visão fixista da textualidade que acredita que o texto existe em si mesmo (ADAM, 2008; [2005]2010). Nesta perspectiva, adotamos, também, os conceitos advindos da Crítica Genética que se ocupa da relação entre texto e gênese, tomando por objeto os documentos que trazem o traço do texto em progresso, uma vez que considera o texto como resultado de um trabalho de elaboração progressiva, e a escrita, por sua vez, como uma atividade em constante movimento (HAY, [1975]2002; DE BIASI, [2000]2010; GRÉSILLON, 1989; [1990]2008; [1992]2002; SALLES, 2008a). A metodologia desta pesquisa é de natureza etnográfica, uma abordagem que enfatiza o processo, como também se preocupa com o significado. Para atender aos objetivos propostos por nossa pesquisa, fizemos uso de diferentes procedimentos de coleta de dados que contemplam um estudo de tipo etnográfico, tais como: observação, anotações de campo e análise de documentos. Os dados analisados foram coletados no decorrer do semestre 2008.2, em uma sala de aula do 1º período do curso Letras, do CAMEAM/UERN, oportunidade na qual pudemos coletar vinte e um textos escritos, sendo que todos foram reelaborados a partir de atividades de reescritura, o que constitui um corpus de quarenta e dois textos que serão analisados a partir das operações linguísticas identificadas pela gramática gerativa e retomadas por Lebrave e Grésillon (2009). A partir da análise, podemos confirmar que a escrita é um processo, e a reescritura vem mostrar-se como uma atividade de extrema importância para esse processo. Ainda em decorrência da análise, observamos que a substituição foi a operação mais utilizada pelos autores dos textos. Acreditamos que esse resultado justifica-se pelo fato de a substituição, de acordo com o que propõe a Crítica Genética, constituir a origem de toda rasura, a partir da qual se pode facilmente efetuar uma mudança na escrita. Quanto às operações de acréscimo e supressão, verificamos que foram empregadas, em termos quantitativos, quase de forma equivalente, o que pode ser explicado quando verificamos que as duas operações exigem, por parte do autor do texto, estratégias distintas daquelas usadas para a substituição, pois implicam, respectivamente, a inclusão ou eliminação de um segmento. Por fim, constatamos que a operação de deslocamento foi a menos utilizada, uma vez que trabalha com um segmento que não será substituído, acrescido nem eliminado, mas transferido para outro lugar do texto, o que requer uma maior habilidade do autor em realizar essa operação e não comprometer o sentido de sua escrita. Com isso, esperamos contribuir para a reflexão sobre o ensino da escrita, considerando-se, de maneira particular, a formação do licenciado em Letras. Nossa análise trará contribuições ao ensino de Língua Portuguesa, especificamente, para as atividades que encaminham a produção textual, no sentido de explorar, junto aos alunos, a capacidade de reescrever seus próprios textos