CB - TCC - Ecologia

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    Branqueamento de corais nos recifes potiguares de Pirangi e Maracajaú: uma análise dos efeitos da anomalia térmica de 2024
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-12-09) Sales, Alanny Vitoria Alexandre; Mendes, Liana de Figueiredo; http://lattes.cnpq.br/8630238560783274; http://lattes.cnpq.br/7338091411087307; Ganade, Gislene Maria da Silva; http://lattes.cnpq.br/3024078007563102; Agostinho, Lorena Soares; http://lattes.cnpq.br/2304904247515839
    O branqueamento de corais tem se intensificado globalmente devido ao aumento da temperatura dos oceanos, com eventos recorrentes associados à anomalias térmicas e a fenômenos como El Niño. No Brasil, os recifes vêm sendo afetados desde a década de 1980, com registros de branqueamento em massa em diversos estados, incluindo o Rio Grande do Norte, nos recifes da Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais (APARC), localizada em Maracajaú e nos recifes de Pirangi. Os objetivos deste estudo foram avaliar os efeitos da anomalia térmica de 2024 sobre a saúde dos corais nos parrachos de Maracajaú e nos parrachos de Pirangi, comparando a extensão do branqueamento entre as estações de verão e inverno, e analisando a resposta de diferentes espécies de corais a esse estresse térmico. Foi utilizado os protocolos Reef Check e CoralWatch, através de censos visuais, com 48 amostras distribuídas entre as duas localidades, avaliando as colônias de Siderastrea spp., Favia gravida, Porites astreoides e Millepora alcicornis. Foi registrado no verão, 72% das colônias afetadas pelo branqueamento nos parrachos de Maracajaú e 69% das colônias nos parrachos de Pirangi. As espécies apresentaram respostas diferentes frente a anomalia. A M. alcicornis foi a espécie mais vulnerável, com 99% de branqueamento no verão. Foram poucos registros de F. gravida e P. astreoides, mas ambas espécies sofreram com o branqueamento. Em contraste, a Siderastrea spp demonstrou maior resiliência, com registros de branqueamento e recuperação expressiva das colônias, especialmente dos recrutas. Colônias de menor porte foram as mais afetadas, porém também apresentaram maior capacidade de recuperação. Foi usada a estatística descritivas para avaliar o branqueamento e a recuperação das espécies encontradas. Conclui-se que a anomalia térmica de 2024 impactou severamente os recifes estudados, com diferenças significativas na susceptibilidade e resiliência entre espécies, reforçando a urgência de ações de conservação e monitoramento contínuo.
  • TCC
    Ecologia, importância funcional e conservação dos besouros rola-bosta (Scarabaeinae)
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-12-08) Souza, Ana Theresa Viana de; Fonseca, Carlos Roberto Sorensen Dutra da; Lima, Maiara Beatriz; https://orcid.org/0000-0001-5700-6794; http://lattes.cnpq.br/1492371411074961; https://orcid.org/0000-0003-0292-0399; http://lattes.cnpq.br/2567786500828682; Venticinque, Eduardo Martins; https://orcid.org/0000-0002-3455-9107; http://lattes.cnpq.br/3582966116563351; Leal, Anderson Dantas; https://orcid.org/0000-0002-2028-8035; http://lattes.cnpq.br/7111368661624251
    Este trabalho apresenta uma revisão abrangente sobre a ecologia funcional, diversidade e conservação dos besouros rola-bosta (Scarabaeinae) em ecossistemas tropicais, com ênfase no contexto brasileiro. A partir da análise crítica de estudos clássicos e contemporâneos, são discutidas as principais guildas funcionais, seus papéis na ciclagem de nutrientes, dispersão secundária de sementes e manutenção da fertilidade do solo. A síntese evidencia como processos antrópicos (fragmentação florestal, defaunação, mudanças climáticas e perda de habitat) afetam a estrutura das comunidades e reduzem a eficiência dos serviços ecossistêmicos prestados pelo grupo. Também são identificadas lacunas relevantes de conhecimento, especialmente relacionadas às respostas funcionais às mudanças ambientais, à dependência da mastofauna e à escassez de estudos de longo prazo. A revisão destaca, ainda, o potencial dos Scarabaeinae como indicadores de qualidade ambiental e como agentes de restauração ecológica, reforçando a necessidade de integrar a conservação da vegetação nativa, da fauna de vertebrados e da heterogeneidade das paisagens para garantir a manutenção dos processos ecológicos que sustentam a biodiversidade tropical.
  • TCC
    Estudo da entomofauna de um fragmento urbano de Mata Atlântica em Natal, Rio Grande do Norte
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-12-02) Cruz, Maristela do Nascimento; Molin, Anamaria Dal; http://lattes.cnpq.br/3998974987052314; http://lattes.cnpq.br/2293259002695413; Primitivo, Maria Gabriela de Alcantara; http://lattes.cnpq.br/1416587832842762; Pinto, Miriam Plaza; https://orcid.org/0000-0002-4030-5015; http://lattes.cnpq.br/7876219494961528; Ferreira, Thais da Silva; http://lattes.cnpq.br/3648458622370844
    Os insetos constituem grande parte da biodiversidade do planeta, com mais de 1 milhão de espécies descritas. A Mata Atlântica é um dos principais pontos de diversidade biológica mundial e abriga uma grande variedade de insetos, mas o conhecimento sobre essa fauna ainda é limitado. O objetivo deste estudo é realizar uma síntese da entomofauna amostrada em um fragmento urbano da Mata Atlântica conhecido como Mata dos Saguis, realizadas em associação a disciplinas de graduação. O fragmento está localizado em Natal, Rio Grande do Norte, dentro do campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Para isso foi realizado um levantamento dos livros-tombo e dos espécimes coletados na mata dos Saguis pelas turmas de Entomologia Geral de 2016.2 a 2025.1. O levantamento foi realizado a partir dos espécimes e dos livros-tombo físicos e digitais produzidos pelos estudantes. Dentre os documentos levantados, um total de 69 livros-tombo possuíam registros, somando 192 espécimes, abrangendo 13 ordens e 42 famílias de insetos. Os grupos mais frequentemente coletados foram Lepidoptera (46 indivíduos), Hymenoptera (34) e Blattaria (27). Os resultados sugerem que o fragmento abriga uma diversa entomofauna, atuando como um micro-habitat essencial que oferece recursos e funciona como importante área de refúgio para insetos e outros organismos.
  • TCC
    Dinâmica de uso e cobertura do solo na APA Piquiri-Una: análise comparativa dos anos de 2003, 2013 e 2023
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-11-26) Farias, Maria Antônia Leite; Almeida, Adriana Monteiro de; https://orcid.org/0000-0001-5447-8593; http://lattes.cnpq.br/1733681004723492; Fernandes, Karla Simone da Silva; https://orcid.org/0000-0001-6458-1746; http://lattes.cnpq.br/6234478582099038; Amaral, Ricardo Farias do; https://orcid.org/0000-0003-3725-5616; http://lattes.cnpq.br/5120081491389865; Vasquez, Vagner Lacerda; https://orcid.org/0000-0003-3288-5475; http://lattes.cnpq.br/4732567677631192
    A forma como os humanos se relaciona com a natureza é marcada pela exploração de bens naturais. Essas ações provocam mudanças na vegetação e no uso do solo, afetando o clima, biodiversidade e comunidades locais. As Áreas de Proteção Ambiental (APAs) são Unidades de Conservação de Uso Sustentável que buscam compatibilizar a proteção dos recursos naturais com o desenvolvimento humano. Áreas como a APA Piquiri-UNA, no RN, são especialmente importantes, pois protegem biomas de Mata Atlântica e Caatinga com uma grande variedade de espécies. Além do valor ecológico, a APA Piquiri-UNA tem importância cultural, essencialmente para os povos indígenas da comunidade Katu, que obtém na área o sustento e parte de sua identidade. Atualmente, a região enfrenta desafios para a conservação e sustentabilidade, devido a expansão das atividades humanas e as transformações no uso do solo, o que torna urgente o mapeamento das áreas para definir estratégias eficazes. O nosso objetivo foi observar as mudanças de cobertura e uso do solo na área. Para isso, comparamos as imagens de cobertura e uso do solo do projeto Mapbiomas dos anos de 2003, 2013 e 2023. Observamos substituição da cobertura mosaico de usos, por lavouras temporárias (cana) e aumento de áreas não vegetadas. Em áreas não vegetadas, foram identificadas regiões com cana-de-açúcar recém plantada ou recentemente colhidas. Observamos também mudanças pequenas como o aumento de áreas urbanas e redução de áreas úmidas, rios, lagos. Concluímos que, ao longo das duas últimas décadas, ocorreu uma transformação na agricultura, que era de pequena escala para uma produção em larga escala voltada principalmente ao cultivo da cana-de-açúcar. Diante disso, compreendemos que o mapeamento da cobertura e do solo da APA Piquiri-UNA se mostra importante para identificar pressões ambientais, planejar ações de conservação e garantir a sustentabilidade dos recursos naturais e culturais presentes na região.
  • TCC
    Fenologia reprodutiva de espécies da família Rubiaceae na Floresta Nacional de Nísia Floresta/RN
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-12-08) Ferreira, Maria Luiza de Souza; Staggemeier, Vanessa Graziele; Calvente, Alice de Moraes; http://lattes.cnpq.br/7557922092763217; https://orcid.org/0000-0003-4911-9574; http://lattes.cnpq.br/4357034543526737; http://lattes.cnpq.br/4302440462357619; Aoki, Camila; http://lattes.cnpq.br/0604953142672041; Gressler, Eliana; http://lattes.cnpq.br/8557254418282155
    A fenologia estuda os eventos biológicos repetitivos, como a floração e a frutificação, sendo crucial para compreender a época e intensidade em que os recursos como folhas, flores, frutos e sementes estarão disponíveis para a fauna. A Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos em biodiversidade e também um dos mais ameaçados do mundo, ainda não foi suficientemente explorada nesse aspecto, especialmente em áreas do nordeste do Brasil, onde as variações sazonais no clima são menos acentuadas que no sul do bioma. Este estudo busca investigar como fatores ambientais (comprimento do dia, radiação, umidade, temperatura e precipitação) influenciam os ciclos reprodutivos das plantas nesse bioma. Como modelo de estudo foi utilizada a família Rubiaceae por sua alta diversidade no bioma e pela presença de espécies que se destacam em abundância. Foram amostradas quinzenalmente, durante 12 meses (agosto de 2022 a julho de 2023), sete espécies e 324 indivíduos na Floresta Nacional de Nísia Floresta, localizada a 40km da capital do Rio Grande do Norte. Essa floresta é um dos últimos remanescentes no extremo norte do bioma. Considerando a hipótese de que a fenologia reprodutiva (antese e frutificação) de espécies da família Rubiaceae é significativamente influenciada por fatores ambientais sazonais (comprimento do dia, radiação, umidade, temperatura e precipitação). Verificou-se que a floração apresentou forte sazonalidade e sincronia nesta assembleia, concentrando-se no período de maior temperatura e precipitação (dezembro a março) e a frutificação ocorreu de forma mais contínua, embora com um pico logo após a floração (janeiro a março). O principal gatilho da floração foi o comprimento do dia, que demonstrou correlação significativa com o início das fenofases reprodutivas e, da frutificação, de forma negativa foi a radiação, indicando que a oferta de frutos aumenta em dias com menos radiação solar. Esses padrões diferem dos já descritos para o sul do bioma por revelarem que a temperatura é o fator ambiental mais importante, superando a influência da precipitação e do comprimento do dia, o que sugere uma adaptação local às condições climáticas menos sazonais do Nordeste. Este estudo preenche lacunas importantes no conhecimento sobre fenologia no extremo norte da Mata Atlântica e as informações sumarizadas sobre a fenologia de cada espécie é valiosa para melhorar as estratégias de manejo e conservação ambiental na escala regional.
  • TCC
    Influência da facilitação e diversidade de plantas sobre o sequestro de carbono de uma planta pioneira durante a restauração da Caatinga
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-12-08) Xavier, José Victor Gouveia Nobre; Ganade, Gislene; Neves, Rainara da Silva; http://lattes.cnpq.br/1774929049634678; http://lattes.cnpq.br/3024078007563102; http://lattes.cnpq.br/3167330054833602; Silva, Adriano Caliman Ferreira da; https://orcid.org/0000-0001-9218-5601; http://lattes.cnpq.br/4147444251852878; Lopes, Milena Cordeiro de Amorim; http://lattes.cnpq.br/1459643441710337
    A restauração florestal possui um grande potencial de mitigação das mudanças climáticas. Em florestas tropicais sazonalmente secas como a Caatinga no Brasil, a regeneração natural desempenha um papel importante neste processo, porém sua dinâmica é pouco compreendida. Este estudo buscou compreender como a diversidade de espécies arbóreas e o potencial de facilitação dessas árvores influenciam o aporte de carbono em uma espécie-chave da regeneração natural, Jatropha Mollissima (Pohl) Baill. (pinhão-bravo), em um experimento de restauração da Caatinga. Foram amostrados 3.519 indivíduos de J.mollissima em um gradiente experimental de diversidade de espécies plantadas (0, 1, 2, 4, 8 e 16 espécies). A biomassa aérea foi estimada utilizando uma equação alométrica específica (modelo exponencial, R² = 0,95). Observou-se que o acúmulo de carbono pelo pinhão foi mediado por uma interação significativa entre a riqueza de espécies plantadas e o potencial de facilitação. Em baixos níveis de diversidade, a facilitação influenciou negativamente o estoque de carbono. Em contrapartida, parcelas com alta riqueza de espécies, a facilitação afetou positivamente o sequestro de carbono de pinhão. Os resultados demonstram que o pinhão coloniza com sucesso áreas degradadas, apresentando alta abundância em todos os níveis de diversidade. Além disso, concluímos que a alta diversidade de espécies plantadas, em conjunto com um alto potencial de facilitação, aumenta a capacidade desta espécie regenerante de contribuir para o estoque de carbono. Os resultados do estudo ressaltam que o planejamento de projetos de restauração com alta diversidade de espécies facilitadoras é uma estratégia que pode maximizar o sucesso da restauração e o aporte de carbono em florestas tropicais sazonalmente secas.
  • TCC
    Desenvolvimento de um modelo taxidermizado de caranguejo para substituição de animais vivos em pesquisas comportamentais
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-12-04) Guerreiro, Maria Carolina de Oliveira; Pessoa, Daniel Marques de Almeida; Cordeiro, Thiago de Freitas; http://lattes.cnpq.br/1380766959284471; https://orcid.org/0000-0002-2516-6766; http://lattes.cnpq.br/8413512010176898; http://lattes.cnpq.br/2371843473653163; Ferreira, Renata Gonçalves; https://orcid.org/0000-0001-9370-6309; http://lattes.cnpq.br/6566269393468726; Costa, Felipe Pernambuco da; http://lattes.cnpq.br/0531406821003902
    O presente trabalho teve como objetivo produzir modelos taxidermizados de fêmeas do caranguejo terrestre Cardisoma guanhumi Latreille, 1828, representando seus quatro padrões de cor descritos por Gifford (1962), e avaliar sua aplicabilidade como substitutos de animais vivos em testes comportamentais. A confecção de modelos não vivos é especialmente relevante para C. guanhumi, espécie classificada como Criticamente Ameaçada, cuja coleta deve ser minimizada. Fêmeas foram taxidermizadas por método adaptado de Oliveira (1964) e pintadas com tinta acrílica PVA fosca. Para verificar a viabilidade dos modelos em estudos de comportamento, foram conduzidos experimentos em arenas replicando de forma idêntica o protocolo de Cordeiro (2025), que utilizou fêmeas vivas. Machos foram expostos aos mesmos contrastes entre padrões de cor utilizados no estudo, permitindo uma comparação direta entre os estímulos artificiais e naturais. Os resultados demonstraram que os machos não apresentaram preferência significativa por nenhum dos padrões de cor das fêmeas taxidermizadas, replicando fielmente os achados de Cordeiro (2025). Essa correspondência indica que, nas condições experimentais aplicadas, os modelos taxidermizados são capazes de eliciar respostas comportamentais equivalentes às geradas por indivíduos vivos. Além de sua eficácia experimental, o uso de taxidermias representa estratégia alinhada aos princípios de substituição e redução dos 3Rs, contribuindo para diminuir o impacto sobre populações naturais e fortalecendo abordagens metodológicas sustentáveis em pesquisas com espécies ameaçadas. Dessa forma, o estudo evidencia que modelos taxidermizados constituem ferramenta viável, ética e promissora para investigações em ecologia comportamental de C. guanhumi.
  • TCC
    “Another hit on the wall?” Formigas gigantes através da aprendizagem espacial rápida ganham tempo evitando esbarrar com obstáculos
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-12-08) Campos, Cláudio Augusto dos Santos; Souza, Arrilton Araújo de; Moreira, Igor Eloi; https://orcid.org/0000-0001-8013-8963; http://lattes.cnpq.br/0409116554762893; https://orcid.org/0000-0002-4804-389X; http://lattes.cnpq.br/8822052460371633; https://orcid.org/0009-0008-4006-550X; http://lattes.cnpq.br/7542051924522673; Luchiari, Ana Carolina; https://orcid.org/0000-0003-3294-7859; http://lattes.cnpq.br/7859231596449028; Santana, Melquisedec Abiare Dantas de; https://orcid.org/0000-0002-9110-6294; http://lattes.cnpq.br/4944438955549917
    O forrageamento é um comportamento animal fundamental que envolve processos cognitivos complexos, como a tomada de decisão e o aprendizado espacial, que podem ser comparados funcionalmente entre diferentes linhagens, incluindo insetos. Este estudo teve como objetivo investigar a Aprendizagem Espacial Rápida (AER) em operárias da formiga gigante e forrageadora solitária Dinoponera quadriceps, especificamente como a experiência em um ambiente estruturado influencia a otimização de sua trajetória. Foram utilizadas quatro colônias de D. quadriceps, submetendo cinco operárias de cada colônia a cinco sessões consecutivas de forrageamento em um labirinto de acrílico que simulava a heterogeneidade da serrapilheira. O desempenho da operaria foi monitorado por vídeo, mensurando-se o tempo total de percurso e o número de colisões com obstáculos. Os dados foram analisados utilizando Modelos Lineares Mistos Generalizados (GLMMs). Os resultados demonstraram uma redução significativa no tempo total de retorno ao ninho ao longo das cinco tentativas, bem como uma diminuição progressiva no tempo gasto em contato com os obstáculos. Essa melhoria no desempenho, que resultou em trajetórias mais diretas e eficientes, confirma a hipótese de AER. O padrão de otimização comportamental é interpretado como a construção dinâmica e o aprimoramento de um mapa interno do ambiente, mediado por estruturas neurais superiores, como os corpos cogumelares, e, está em plena consonância com os modelos de navegação multimodal e plasticidade cognitiva em insetos. O estudo reforça a relevância de D. quadriceps como modelo para entender como sistemas nervosos simples sustentam decisões complexas e adaptáveis em contextos ecológicos desafiadores.
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    Contribuição da epicarste na dispersão do zooplâncton para ambientes aquáticos cavernícolas
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-12-05) Mota, Camila Estefany Alves; Dias, Juliana Déo; Gonçalves, Carolina Teixeira Puppin; http://lattes.cnpq.br/9087447446660580; http://lattes.cnpq.br/8119278936427700; http://lattes.cnpq.br/4591511594897174; Costa, Mariana Rodrigues Amaral da; https://orcid.org/0000-0001-8768-8546; http://lattes.cnpq.br/9565880232504027; Silva, Irma Carvalho e; http://lattes.cnpq.br/1715791969636653
    Ambientes aquáticos subterrâneos apresentam ausência de luz, produtividade primária baixa ou ausente e condições geralmente estáveis. Tais ambientes são sustentados em parte pela infiltração de água da chuva que atravessa fraturas das rochas carbonáticas e alimenta a epicarste, conduzindo água, matéria orgânica e organismos para o interior das cavernas. No semiárido, a irregularidade das chuvas torna esse processo ainda mais crucial para a manutenção desses habitats. O zooplâncton, componente importante da ciclagem de nutrientes e sensível às variações ambientais, permanece pouco estudado nesses sistemas. O objetivo deste estudo foi avaliar a composição e a riqueza de táxons de zooplâncton associados ao gotejamento da epicarste e aos ambientes aquáticos subterrâneos de três cavernas calcárias do Rio Grande do Norte. As amostragens foram realizadas no período chuvoso (entre dezembro de 2023 e junho de 2024), utilizando armadilhas sob o gotejamento e coletas diretas em lago e poça freática. No total, foram identificados 18 táxons, incluindo rotíferos, copépodes, cladóceros e tecamebas. Os resultados mostraram maior número de táxons no gotejamento, indicando forte influência da infiltração na composição das comunidades. A Caverna dos Crotes apresentou a maior riqueza, enquanto Furna Feia exibiu menor sobreposição entre epicarste e poça. Em Olho d’Água do Mamede, apenas táxons do gotejamento foram registrados, dada a não formação de corpo d’água no ambiente subterrâneo. Os achados evidenciam o importante papel da epicarste como via de entrada e renovação da fauna zooplanctônica subterrânea.
  • TCC
    Dinâmica de eclosão de formas dormentes de zooplâncton em reservatórios do semiárido potiguar
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-12-05) Silva, Amanda Maia da; Dias, Juliana Déo; Gonçalves, Carolina Teixeira Puppin; http://lattes.cnpq.br/9087447446660580; http://lattes.cnpq.br/8119278936427700; http://lattes.cnpq.br/8485913701715704; Costa, Mariana Rodrigues Amaral da; https://orcid.org/0000-0001-8768-8546; http://lattes.cnpq.br/9565880232504027; Silva, Irma Carvalho e; http://lattes.cnpq.br/1715791969636653
    As regiões semiáridas são altamente vulneráveis a secas prolongadas, que podem levar à redução ou até a completa dessecação dos reservatórios, afetando diretamente os processos ecológicos e a biodiversidade aquática. O zooplâncton, componente essencial da teia trófica, utiliza estratégias de dormência para sobreviver quando as condições ambientais estão adversas, incluindo a seca, assegurando a persistência das populações por meio da formação de bancos de formas dormentes no sedimento. Este estudo avaliou experimentalmente a dinâmica de eclosão das formas dormentes em três reservatórios do semiárido potiguar (Gargalheiras, Dourado e Boqueirão de Parelhas), comparando as comunidades ativa e passiva. Amostras de sedimento foram coletadas nos reservatórios em abril de 2025, secadas naturalmente e incubadas em microcosmos plásticos sob condições de luz e temperatura ambiente por 128 dias. O zooplâncton foi simultaneamente amostrado na coluna d’água. Foram registrados 3.718 indivíduos eclodidos pertencentes a nove táxons, com predominância de amebas testáceas e rotíferos. A abundância e a riqueza da comunidade passiva diferiram significativamente entre os reservatórios, com o reservatório de Gargalheiras apresentando os menores valores. Não foi observada diferença na composição de espécies entre as comunidades ativa e passiva. O banco de formas dormentes funciona como uma reserva biológica parcial e funcional, contribuindo para a recuperação e persistência das comunidades zooplanctônicas em ecossistemas sujeitos a alterações ambientais.
  • TCC
    Polinização na Caatinga: a relevância das abelhas nativas para a conservação do bioma
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-12-01) Souza, Joana Denize Silva de; Lira, Gunthinéia Alves de; http://lattes.cnpq.br/2709677136318071; http://lattes.cnpq.br/6065442421554837; Attayde, José Luiz de; http://lattes.cnpq.br/4121209629385349; Lima, Camilla Figueredo de; http://lattes.cnpq.br/1131666890203455
    O presente trabalho analisou a importância das abelhas nativas na polinização e na sustentabilidade do bioma Caatinga, considerando sua influência na regeneração da flora e na manutenção da biodiversidade. Por meio de uma revisão bibliográfica, foram consultados artigos científicos, dissertações e teses que abordam a interação entre as abelhas e as plantas nativas, além dos impactos causados por ações antrópicas e pela introdução de espécies exóticas. Verificou-se que as abelhas nativas exercem papel essencial na reprodução das plantas e na estabilidade ecológica, sendo responsáveis por grande parte da polinização das espécies da Caatinga. Contudo, fatores como o desmatamento, o uso de agrotóxicos, as mudanças climáticas e a competição com abelhas exóticas comprometem sua sobrevivência. Constatou-se ainda que a meliponicultura representa uma alternativa sustentável capaz de contribuir para a conservação das espécies e para o fortalecimento da economia local. Conclui-se que a preservação das abelhas nativas é indispensável para a manutenção do equilíbrio ecológico e para a sustentabilidade do bioma Caatinga.
  • TCC
    Mudanças na conectividade da paisagem na área de ocorrência de Guigó-da-Caatinga (Callicebus barbarabrownae)
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-11-07) Pereira, Kathelly Isabelle Silva; Pinto, Míriam Plaza; Guerreiro, Bianca Villar Carvalho; http://lattes.cnpq.br/8845335554512350; https://orcid.org/0000-0002-4030-5015; http://lattes.cnpq.br/7876219494961528; http://lattes.cnpq.br/5634725185201931; Almeida, Adriana Monteiro de; http://lattes.cnpq.br/1733681004723492; Mendes, Raone Beltrão; https://orcid.org/0000-0002-3631-5229; http://lattes.cnpq.br/0147268304079829
    A perda e fragmentação de habitat ameaçam a sobrevivência de espécies de primatas Neotropicais. Atributos da paisagem como a conectividade permitem o deslocamento dos indivíduos entre as manchas, sendo importante para a manutenção da dinâmica ecológica desses animais, como dispersão, fluxo gênico e organização de grupos sociais. O guigó-da-Caatinga (Callicebus barbarabrownae) é um primata endêmico da Caatinga dos estados de Sergipe e Bahia. A espécie está classificada como Criticamente Em Perigo de Extinção, ameaçada principalmente pela perda e fragmentação de habitat. Analisamos a mudança na estrutura de paisagens situada na área de ocorrência de C. barbarabrownae em um intervalo de 37 anos (1985 – 2021). Utilizamos dados de ocorrência da espécie encontrados na literatura e definimos paisagens (buffers de 3 km de raio) com presença confirmada de C. barbarabrownae. Utilizamos a classificação de uso e cobertura do solo da coleção 7 do MapBiomas para avaliar a estrutura das paisagens ao longo do tempo. Calculamos, para cada paisagem: cobertura florestal, densidade de fragmentos, índice de aglomeração, contiguidade e a média da distância euclidiana do vizinho mais próximo. 61% das paisagens perderam cobertura florestal e fragmentos inteiros com o avanço do tempo. Além disso, a distância média entre os vizinhos mais próximos está aumentando, indicando uma redução na conectividade geral das paisagens. Estratégias de conservação devem focar não só na preservação dos remanescentes atuais, mas também na restauração da vegetação. De forma a reestabelecer a conectividade, principalmente em paisagens com intensa perda de habitat, localizadas no nordeste da distribuição da espécie.
  • TCC
    Resposta de copépodes neotropicais ao estresse salino promovido por diferentes tipos de sais
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-11-26) Silva, Doroth Miranda Almeida; Ger, Kemal Ali; http://lattes.cnpq.br/0949406269847477; http://lattes.cnpq.br/6420612867303464; Longhini, Cybelle Menolli; http://lattes.cnpq.br/9860249629296525; Bonecker, Claudia Costa; https://orcid.org/0000-0003-4338-9012; http://lattes.cnpq.br/4793096112812953
    O processo de salinização das águas continentais vem se intensificando, principalmente em função de atividades antrópicas como a mineração, a urbanização, a utilização de sais de degelo e demais mudanças no uso do solo. Cada uma dessas fontes, contribuem de maneira distinta para as alterações químicas nos corpos d’água, tornando necessário compreender como diferentes sais afetam os organismos aquáticos. Sendo assim, este estudo avaliou como copépodes dominantes em regiões neotropicais respondem ao aumento salino promovido por diferentes tipos de sais (NaCl, KCl, MgCl₂ e CaCl₂). O KCl e o CaCl₂ se mostraram, consistentemente, os sais mais e menos tóxicos, respectivamente. Entretanto, a diferença entre a toxicidade do sódio e do magnésio foi significativa somente a partir da análise da concentração de cátion, a qual demonstrou o seguinte padrão: K⁺ > Mg²⁺ > Na⁺ >> Ca²⁺. Ao analisar a relação entre a concentração dos sais e suas respectivas condutividades elétricas é possível observar um padrão diferente, com KCl e NaCl apresentando os menores valores de condutividade e não diferindo estatisticamente entre si, enquanto o MgCl₂ apresentou os maiores valores de condutividade. Propomos então que a condutividade elétrica não parece ser um bom parâmetro para avaliar os riscos relacionados ao processo de salinização. Sendo assim, este trabalho fornece dados importantes para a elaboração de protocolos de diagnósticos e monitoramentos ambientais mais precisos do processo de salinização de águas continentais, principalmente para os ambientes áridos e semiáridos da região neotropical.
  • TCC
    Mapeando tubarões do Atlântico Sul e suas interações com a pesca industrial
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-11-14) Silva, João Gabriel Felizardo da; Lopes, Priscila Fabiana Macedo; Cunha, Giulliana Karine Gabriel; http://lattes.cnpq.br/5895687486774790; http://lattes.cnpq.br/0025274238475995; http://lattes.cnpq.br/9923933058221309; Attayde, José Luiz de; http://lattes.cnpq.br/4121209629385349; Silva, Angela Zaccaron da; https://orcid.org/0000-0002-1590-6847; http://lattes.cnpq.br/2985030947983094
    A pesca industrial de espinhel pelágico é uma das principais atividades que afetam as populações de elasmobrânquios no Atlântico Sul, especialmente devido à sobreposição espacial entre as áreas de ocorrência dessas espécies e as zonas de operação das frotas pesqueiras. Este estudo analisou como a distribuição espacial das espécies alvo (albacora-laje - Thunnus albacares; Albacora-bandolim - T. obesus; Albacora-branca - T. alalunga; Meca - Xiphias gladius; e Tubarão-azul - Prionace glauca) pode influenciar nas capturas de elasmobrânquios não alvo (Tubarão-anequim - Isurus oxyrinchus e Tubarão-martelo - Sphyrna spp.), além de avaliar se o material utilizado nos espinhéis, particularmente o estropo (aço ou nylon), influência na maior ou menor captura incidental. Foram utilizados dados de 2916 mapas de bordo referentes a pescarias entre 2021 e 2024, abrangendo 81 embarcações com permissionamento para pescaria em áreas de proteção ambiental. Os mapas de bordo trazem registros de capturas por espécie e esforço de pesca, além da localização, os quais foram plotados para evidenciar sobreposições entre áreas mais pescadas e capturas incidentais. Os resultados evidenciaram diferenças na captura de tubarões pelágicos entre as regiões norte e sul e os tipos de estropo, indicando a possibilidade do material influenciar a taxa de captura das não-alvo. Esses achados contribuem para a compreensão dos fatores técnicos que afetam a seletividade do espinhel e oferecem subsídios para o manejo sustentável da pesca pelágica no Atlântico Sul.
  • TCC
    Estrutura da vegetação de mangue na foz do Rio Piranhas-Açu (Macau, RN)
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-07-14) Nunes, Ana Beatriz da Silva; Costa, Diógenes Félix da Silva; https://orcid.org/0000-0002-4210-7805; http://lattes.cnpq.br/4149669138364420; http://lattes.cnpq.br/1996634959496390; Viana, Graco Aurélio Câmara de Melo; http://lattes.cnpq.br/6427674742059098; Souza, Yuri Gomes de; https://orcid.org/0000-0002-4198-0004; http://lattes.cnpq.br/4751266447174208
    A vegetação de mangue exerce papel essencial na estabilidade das zonas costeiras, funcionando como filtro natural, berçário de biodiversidade e barreira contra a erosão. Este trabalho teve como objetivo analisar a composição e estrutura da vegetação de mangue na foz do Rio Piranhas-Açu, em Macau (RN). A metodologia envolveu amostragem fitossociológica em parcelas de 10 x 10 metros distribuídas nas duas margens do estuário, com medição da altura, diâmetro à altura do peito (DAP) e número de indivíduos. Foram registradas três espécies principais: Avicennia schaueriana, Laguncularia racemosa e Rhizophora mangle, com acentuada predominância da primeira. Os resultados indicaram uma estrutura arbórea jovem, com baixa diversidade florística e sinais de regeneração em áreas impactadas. Diante desse cenário, torna-se necessária a implementação de políticas de manejo que incluam o monitoramento contínuo da vegetação, projetos de restauração ecológica em áreas degradadas, e ações de educação ambiental voltadas às comunidades locais. Tais medidas, já aplicadas em outros estuários brasileiros com bons resultados, podem fortalecer a resiliência ecológica e social da região estudada, garantindo a preservação desse ecossistema estratégico.
  • TCC
    Recifes potiguares frente à anomalia térmica de 2024
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-07-03) Esposito, Amanda Tereso; Mendes, Liana de Figueiredo; Agostinho, Lorena Soares; http://lattes.cnpq.br/2304904247515839; https://orcid.org/0000-0001-5290-9054; http://lattes.cnpq.br/8630238560783274; http://lattes.cnpq.br/0539971205984259; Soriano, Eliane Marinho; https://orcid.org/0000-0001-6736-3795; http://lattes.cnpq.br/2017823516741199; Torquato, Felipe de Oliveira; https://orcid.org/0000-0002-1746-7980; http://lattes.cnpq.br/0208873455623533
    Os recifes de coral são ecossistemas de elevada importância ecológica e socioeconômica, sustentando uma grande biodiversidade marinha, protegendo a zona costeira e promovendo atividades como pesca e turismo. Contudo, esses ambientes vêm sofrendo crescentes pressões devido ao aumento da temperatura dos oceanos e a impactos antrópicos, como poluição, sedimentação e eutrofização. As mudanças climáticas globais, associadas a eventos como o El Niño, têm intensificado o branqueamento e a mortalidade coralina, ameaçando a integridade desses habitats. Este estudo avaliou os impactos da anomalia térmica relacionada ao El Niño de 2024 nos recifes de coral do litoral potiguar, com foco nas localidades de Pirangi e Maracajaú, no Rio Grande do Norte. Foram analisadas variações na cobertura do substrato bentônico, na saúde dos corais, na composição da ictiofauna e nos distintos grupos tróficos, comparando-se as épocas de seca (verão) e chuvosa (inverno). Em Pirangi, observou-se aumento de algas folhosas e turf, além do aumento na cobertura de corais duros (8% para 14%). Em Maracajaú, registrou-se elevada cobertura de corais branqueados durante a seca, substituídos na estação chuvosa por corais mortos e Palythoa, além do aumento de corais duros (3% para 15%). A ictiofauna em Pirangi apresentou dominância da família Pomacentridae em ambas épocas, com aumento da abundância de espécimes, enquanto em Maracajaú houve maior abundância total de espécimes na seca e um ligeiro aumento na riqueza de espécies durante a chuvosa. Em ambas as localidades, os herbívoros-detritívoros foram o grupo trófico predominante (ex: Stegastes fuscus, Sparisoma sp.). Em Pirangi, na época chuvosa, foi registrada elevação nas categorias de herbívoros-detritívoros, onívoros e comedores de invertebrados móveis, mas o mesmo não foi observado em Maracajaú, onde os comedores de invertebrados móveis não acompanharam o aumento observado em Pirangi. Conclui-se que o estresse térmico desencadeou processos de degradação e transição ecológica nos com sinais de recuperação parcial no período chuvoso, isso reforça a importância do monitoramento contínuo e de estratégias de manejo adaptativas para a conservação desses ecossistemas.
  • TCC
    Instrumento de baixo custo para medir temperatura do ar: influência da cobertura vegetal em escala local
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-07-11) Costa Júnior, Jomar de Siqueira.; SILVA, Jonathan Mota da.; https://orcid.org/0000-0001-7571-9181; http://lattes.cnpq.br/3379521354576211; http://lattes.cnpq.br/7268097832383075; ATTAYDE, José Luiz de.; http://lattes.cnpq.br/4121209629385349; FREITAS, Helber Custódio de.; https://orcid.org/0000-0002-4861-1164; http://lattes.cnpq.br/5292757453104895
    Este estudo avaliou o efeito da cobertura vegetal sobre a temperatura do ar em escala local, no campus universitário da UFRN, no município de Natal (RN). Para isso, foi desenvolvido um abrigo meteorológico de baixo custo, utilizado para proteger sensores de temperatura e umidade, possibilitando medições mais precisas em diferentes condições de cobertura vegetal. Foram realizadas campanhas de campo durante o inverno e a primavera de 2024, em 19 pontos com diferentes graus de vegetação. Os resultados do Teste t Student, indicaram que, no inverno, as áreas vegetadas apresentaram tendência de temperaturas mais baixas em relação às áreas urbanizadas, sugerindo um efeito moderador da vegetação. Já na primavera, não houve diferença significativa entre os grupos. Apesar de limitações, como o curto período de coleta e o número restrito de pontos, o estudo evidencia o potencial do abrigo de baixo custo como ferramenta eficiente e acessível para monitoramento ambiental e destaca a importância da cobertura vegetal na regulação térmica.
  • TCC
    Diferenças e semelhanças nas culturas de canto em populações isoladas de bico-de-lacre (Estrilda astrild)
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-07-08) Lobo, Lux de Lucca Drugowich da Gama; Velho, Tarciso Andre Ferreira; http://lattes.cnpq.br/8194534389725093; https://orcid.org/0009-0001-0782-8375; http://lattes.cnpq.br/2069068602212037; Ger, Kemal Ali; http://lattes.cnpq.br/0949406269847477; Sequerra, Eduardo Bouth; http://lattes.cnpq.br/2028204211415978
    A evolução de culturas de canto pode revelar pistas sobre os estágios iniciais da especiação. A variação em certos fenótipos indica caminhos possíveis de divergência. Já a permanência de outros sugere limites genéticos à variação dentro da espécie. O canto aprendido das aves pode divergir entre populações isoladas, gerando dialetos. Estrilda astrild (bico-de-lacre), nativa da África, foi introduzida nos séculos anteriores no Brasil e sul da Europa, formando grupos geograficamente isolados. Este estudo compara os cantos dessas populações para investigar efeitos do isolamento na cultura vocal. Para isso, foram analisadas 63 gravações de canto provenientes de cada localidade, segmentadas manualmente em motivos e analisadas com base em cinco parâmetros acústicos extraídos via Sound Analysis Pro. Os dados foram submetidos a análises estatísticas univariadas e multivariadas, como PERMANOVA, PCA e clusterização hierárquica. Observou-se conservação da estrutura geral do canto entre populações, com variações significativas associadas à localização geográfica. Os agrupamentos revelaram separação parcial entre os grupos, com maior proximidade entre Brasil e África. Esses padrões indicam diferenciação vocal ligada ao longo período de isolamento geográfico, embora limitada por restrições intrínsecas à espécie.
  • TCC
    O tipo de substrato natural utilizado por caranguejos chama-maré do gênero Leptuca não influencia sua predação por Minuca rapax
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-07-02) Couto, Laelia Rosa Costa; Pessoa, Daniel Marques de Almeida; https://orcid.org/0000-0002-2516-6766; http://lattes.cnpq.br/8413512010176898; http://lattes.cnpq.br/2553080001511997; Ribeiro, Karina; http://lattes.cnpq.br/0589962629835994; Costa, Felipe Pernambuco da; http://lattes.cnpq.br/0531406821003902
    Caranguejos chama-marés são animais que apresentam hábitos semiterrestres e ocorrem nos ecossistemas de manguezal ao longo da costa brasileira, sendo modelos adequados para estudos ecológicos e comportamentais. Sob uma perspectiva antipredatória, o tipo de substrato pode influenciar a camuflagem das presas e sua detectabilidade por predadores visuais, afetando diretamente suas chances de sobrevivência. Este trabalho teve como objetivo investigar a preferência de Minuca rapax por duas espécies simpátricas de chama-maré (i.e. Leptuca leptodactyla e Leptuca cumulanta) em diferentes substratos (i.e., lama e areia), no qual diferem em coloração corporal e uso de substrato (i.e. L. leptodactyla habita áreas arenosas e possui coloração clara, enquanto L. cumulanta ocorre em substratos lamosos e apresenta coloração escura). Em experimentos comportamentais de preferência de presas, indivíduos de M. rapax foram expostos simultaneamente a machos das duas espécies de Leptuca, os quais foram fixados ao substrato por uma linha de nylon colada à carapaça e amarrada a um prego. O comportamento do predador foi observado por 30 minutos em arenas delimitadas por placas de acrílico, com registro das ações: (i) primeira aproximação, (ii) primeiro ataque e (iii) primeiro consumo. Os resultados indicaram ausência de preferência significativa por qualquer uma das presas, independentemente do tipo de substrato. Além da diferença na coloração entre as espécies (i.e. L. leptodactyla e L. cumulanta), fatores como movimentação, valor nutricional ou o estado de saciedade do predador podem ter influenciado as escolhas observadas, mas não foram testados neste estudo.
  • TCC
    Um estudo sobre a utilização de locais de dormir por Callithrix jacchus
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-07-04) Lyra, Jully Thamires Alves da Silva; Souza, Arrilton Araújo de; Silva, Gessica Rafaelly Dantas da; https://orcid.org/0000-0002-6554-2500; http://lattes.cnpq.br/0396286456755679; https://orcid.org/0000-0002-4804-389X; http://lattes.cnpq.br/8822052460371633; Silva, Débora Louise da Cruz; https://orcid.org/0000-0002-9223-8870; http://lattes.cnpq.br/7728353162533373; Moreira, Igor Eloi; https://orcid.org/0000-0001-8013-8963; http://lattes.cnpq.br/0409116554762893
    A seleção de locais de dormir por primatas reflete estratégias comportamentais ligadas à proteção contra predadores e ao acesso a recursos. Este estudo investigou os fatores ecológicos e estruturais que influenciam a seleção de locais de dormir por Callithrix Jacchus em ambiente natural. Assim, testamos duas hipóteses: (1) os saguis selecionam locais de dormir com características estruturais específicas e; (2) a escolha do local de dormir dos saguis é influenciada pela proximidade a fontes alimentares. A pesquisa foi realizada na Floresta Nacional de Açu (RN) de fevereiro a dezembro de 2024, com observações sistemáticas de três grupos de saguis habituados (Água, Bosque e Torre). Foram identificados 51 locais de dormir, totalizando 78 ocorrências, das quais 27 foram reutilizações. Para os três grupos estudados (Água, Bosque e Torre), a cobertura foliar, a visibilidade do local de dormir e a circunferência do tronco mostraram-se como características estruturais importantes na escolha dos locais de dormir. Além disso, o grupo Bosque selecionou árvores mais altas, próximas a recursos alimentares. Embora existam diferenças entre os grupos, os resultados confirmam que as hipóteses foram aceitas: tanto as características estruturais das árvores quanto a proximidade a fontes de alimentação são fatores determinantes na escolha dos locais de dormir por C. jacchus. Isso reforça a importância da conservação de habitats para garantir o bem-estar e a sobrevivência da espécie em ambientes semiáridos.