PPGFS - Doutorado em Fisioterapia

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  • Tese
    Telerreabilitação e fisioterapia presencial em pessoas com Doença de Parkinson: dados quantitativos e qualitativos de um ensaio clínico aleatorizado
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-10-31) Taveira, Raissa Souza; Ribeiro, Tatiana Souza; Melo, Luciana Protásio de; Franco, Carlúcia Ithamar Fernandes; Tavares, Larissa Bastos; Lucena, Larissa Coutinho de; Souza, Rogério José de; Pacheco, Thaiana Barbosa Ferreira
    Introdução: A Fisioterapia desempenha papel central no manejo da Doença de Parkinson (DP), atuando na redução de sintomas motores e não motores e na promoção da qualidade de vida. Nos últimos anos, a telereabilitação (TR) tem emergido como uma alternativa ou complemento à fisioterapia presencial (FP), favorecendo o acesso, a continuidade do cuidado e a redução de barreiras geográficas e logísticas. Objetivo: Analisar os efeitos da TR em comparação à FP em pessoas com DP, considerando desfechos clínicos quantitativos e qualitativos. Métodos: Ensaio clínico aleatorizado, envolvendo pessoas com DP que participaram de um protocolo de fisioterapia em grupo, com duração de 16 semanas, realizado de forma presencial ou remota. As avaliações ocorreram em quatro momentos (baseline, 8, 16 e 24 semanas), utilizando instrumentos validados para mensurar sintomas motores (MDS-UPDRS III), qualidade de vida (PDQ-39), cognição (MoCA), equilíbrio e mobilidade funcional (TUG, FGA). A adesão às sessões e os eventos adversos foram monitorados sistematicamente. Adicionalmente, um estudo qualitativo foi conduzido, com avaliações realizadas dois meses após o término das intervenções (2 meses), por meio de entrevistas semiestruturadas, analisadas segundo a técnica de Análise de Conteúdo de Bardin. A análise estatística inferencial (ANOVA mista) foi utilizada para os desfechos quantitativos, enquanto os dados qualitativos foram examinados de forma descritiva e temática, buscando identificar percepções de benefícios, barreiras e facilitadores. Resultados: Os resultados quantitativos indicaram que a TR e a FP promoveram melhora clínica nos sintomas motores e não motores. A FP apresentou maiores ganhos nos domínios mobilidade e atividades de vida diária do PDQ-39, bem como em equilíbrio e marcha, enquanto a TR demonstrou maior estabilidade cognitiva (MoCA). A adesão às intervenções foi elevada em ambos os grupos, e não foram identificados eventos adversos graves. A análise qualitativa revelou experiências predominantemente positivas em ambos os grupos, incluindo sentimentos de motivação, acolhimento e bem-estar, além da valorização do apoio profissional. Como fatores contextuais, destacaram-se o convívio social e o acesso à clínica no grupo FP, e a conveniência e autonomia no grupo TR, embora este último tenha relatado barreiras técnicas e necessidade de suporte familiar. Conclusão: A TR e a FP mostraram-se estratégias seguras e eficazes para pessoas com DP, apresentando perfis complementares quanto aos benefícios. A escolha entre as modalidades deve considerar as características individuais, preferências pessoais e contextuais, além da necessidade de suporte tecnológico. Os achados reforçam a TR como ferramenta viável e efetiva, ampliando o acesso e diversificando as opções de cuidado em reabilitação da DP.
  • Tese
    Avaliação e intervenção em atletas com tendinopatia patelar com ênfase na cadeia cinética
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-11-11) Araújo, Eduardo Henrique Dias; Silva, Rodrigo Scattone da; https://orcid.org/0000-0002-7973-188X; http://lattes.cnpq.br/9953273388451412; http://lattes.cnpq.br/3319148986317258; Lins, Caio Alano de Almeida; https://orcid.org/0000-0001-6424-3114; http://lattes.cnpq.br/1378037748813246; Lobato, Daniel Ferreira Moreira; https://orcid.org/0000-0002-2353-8650; http://lattes.cnpq.br/3736858758375395; Dantas, Glauko André de Figueirêdo; https://orcid.org/0000-0002-4620-2877; http://lattes.cnpq.br/4433966587170692; Oliveira, Rodrigo Ribeiro de
    Introdução: A tendinopatia patelar é uma das causas mais comuns de dor no joelho em atletas e provoca significativa limitação funcional, podendo culminar no abandono da prática esportiva. Protocolos tradicionais, como o Heavy Slow Resistance Training (HSR), consolidaram-se como eficazes na reabilitação de atletas com tendinopatia patelar, mas não contemplam fatores relevantes da cadeia cinética que podem ser importantes fontes de sobrecarga no joelho. Objetivos: Estudo 1 – comparar a força, flexibilidade e mecânica de aterrissagem entre atletas com tendinopatia patelar e controles saudáveis; Estudos 2 e 3 – avaliar os efeitos de uma intervenção baseada em fatores da cadeia cinética em comparação ao HSR nos desfechos clínicos e funcionais no curto e no longo prazo, em atletas com tendinopatia patelar. Métodos: Estudo 1 – estudo transversal com 32 atletas (16 com tendinopatia e 16 controles), avaliados quanto à força isométrica de quadril, joelho e tornozelo, flexibilidade de quadríceps e isquiotibiais, amplitude de movimento (ADM) de dorsiflexão do tornozelo e mecânica de aterrissagem [Landing Error Scoring System (LESS)]; Estudos 2 e 3 – ensaio controlado aleatorizado duplo-cego com 28 atletas, alocados no Grupo Cadeia Cinética (GCC, n=14) e Grupo HSR (GHSR, n=14), submetidos a 12 semanas de intervenção supervisionada (3x/semana). Foram avaliados a severidade dos sintomas [Victorian Institute of Sport Assessment-Patella (VISA-P)], dor (escala visual analógica), percepção global de mudança, torque isométrico (dinamômetro manual), ADM de dorsiflexão do tornozelo (teste do avanço) e mecânica de aterrissagem de salto (LESS). As avaliações foram conduzidas por pesquisador cego no baseline, após 12 semanas e após 6 meses. Os dados foram analisados com equações de estimativas generalizadas, com análise por intenção de tratar. Resultados: Estudo 1 – atletas com tendinopatia apresentaram força significativamente menor em todos os grupos musculares (diferenças médias (DM) entre 0,59 e 3,16 N·m/kg; p<0,01), menor ADM de dorsiflexão do tornozelo (DM=8,35°; IC95% = 5,95–10,73; p<0,001) e menor flexibilidade de isquiotibiais (DM=10,50°; IC95% = 1,75–19,25; p=0,005), além de maior escore LESS (DM = –5,18; IC95% = –5,74 a –4,63; p<0,001) em comparação aos controles saudáveis. Estudos 2 e 3 – o GCC apresentou melhora superior na severidade dos sintomas (VISA-P), quando comparado ao GHSR, após 12 semanas (DM = 14,14 pontos; IC95% = 0,92 a 27,35; p = 0,02) e após 6 meses (DM = 14,28 pontos; IC95% = 3,56 a 25,00; p<0,001). O GCC também apresentou melhora superior na ADM de dorsiflexão do tornozelo (DM = 3,70°; IC95% = 1,42 a 5,97; p<0,001) e na mecânica de aterrissagem de salto (DM = 4,14 pontos; IC95% = 3,37 a 4,91; p<0,001) em comparação ao GHSR. O torque isométrico aumentou em todos os grupos musculares, sem diferenças entre os grupos (p>0,05). Conclusão: Atletas com tendinopatia patelar exibem déficits de força e flexibilidade no membro inferior, além de alterações no padrão de movimento na aterrissagem de salto, em comparação a atletas saudáveis. Uma intervenção direcionada a fatores da cadeia cinética produziu melhora significativamente superior, em comparação ao protocolo clássico HSR, na severidade dos sintomas, imediatamente após 12 semanas de intervenção e 6 meses após o término das intervenções, em atletas com tendinopatia patelar. Esses resultados destacam a importância de uma intervenção abrangente na reabilitação da tendinopatia patelar, incluindo não apenas exercícios progressivos para o tendão patelar, mas também potenciais fatores causadores de sobrecarga em atletas.
  • Tese
    Efeitos da ventilação não-invasiva com diferentes modalidades associada à reabilitação cardiovascular fase hospitalar em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca: ensaio clínico randomizado
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-08-29) Araújo, Éder Rodrigues; Nogueira, Patrícia Angélica de Miranda Silva; Barbosa, Paulo Eduardo e Silva; https://orcid.org/0000-0003-1740-9155; http://lattes.cnpq.br/9229454955533353; https://orcid.org/0000-0002-3763-2410; http://lattes.cnpq.br/1788918737416095; http://lattes.cnpq.br/0563212798867336; Nogueira, Ivan Daniel Bezerra; https://orcid.org/0000-0001-8190-7656; http://lattes.cnpq.br/2221850295985118; Pedrosa, Rafaela; https://orcid.org/0000-0001-9858-2990; http://lattes.cnpq.br/6101532965309565; Bernardes Neto, Saint-Clair Gomes; http://lattes.cnpq.br/0279959015099616; Araújo, Zênia Trindade de Souto; https://orcid.org/0000-0003-3447-6990; http://lattes.cnpq.br/4623628714006403
    Introdução: As doenças cardiovasculares permanecem como principal causa de mortalidade, e a cirurgia cardíaca, embora mais segura, ainda está associada a complicações pulmonares frequentes, que aumentam morbidade e tempo de internação. Exercícios de reabilitação cardiovascular fase hospitalar vem sendo utilizados e a Ventilação Não Invasiva (VNI), especialmente nas modalidades CPAP e Bi-nível, tem mostrado potencial em prevenir atelectasias, melhorar a oxigenação e reduzir a necessidade de reintubação, embora evidências quanto à superioridade entre os modos ainda sejam inconclusivas. Objetivo: Avaliar os efeitos da Ventilação Não Invasiva (CPAP e Bi-nível), em associação à reabilitação cardiovascular na fase hospitalar, sobre a função pulmonar e a capacidade funcional de pacientes submetidos à cirurgia cardíaca. Métodos: Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, conduzido em Campina Grande, Paraíba, de maio a outubro de 2024, avaliou os efeitos do CPAP, Bi-nível e cuidados convencionais em 63 pacientes submetidos à cirurgia cardíaca. Aprovado pelo Comitê de Ética (CAAE: 65600722.1.0000.5187) e registrado no Clinical Trials (NCT05966337), o estudo seguiu o protocolo SPIRIT. Pacientes com idade ≥ 18 anos e estabilidade hemodinâmica foram randomizados em três grupos (1:1:1). Desfechos primários incluíram função pulmonar (espirometria) e capacidade funcional (teste Time up and Go), enquanto desfechos secundários abrangeram variáveis cardiorespiratórias, complicações pulmonares, escala de percepção global de mudança (EPGM), tempo de internação e adesão. As intervenções foram aplicadas na UTI e enfermaria, com avaliações pré e pós-operatórias. Dados foram analisados com modelos lineares mistos (LMER) ou equações de estimativas generalizadas (GEE), utilizando o software SPSS, com significância de p<0,05. Resultados: Um total de 63 pacientes submetidos à cirurgia cardíaca foram analisados, sendo 65,1% homens, com idade média de 61,4 anos e predomínio de revascularização miocárdica (63,5%). A amostra apresentou homogeneidade basal. O grupo CPAP teve menor tempo de internação (β=-0,91 dias, p<0,001) e menor prevalência de complicações pulmonares (4,8%, p=0,066) comparado ao controle (28,6%). Variáveis cardiorespiratórias mostraram maior estabilidade nos grupos VNI, com aumento significativo de FC (+16,33 bpm, p<0,001) e FR (+5,71 incursões/min, p<0,001) no grupo controle. A SpO2 caiu significativamente no grupo controle (-2,14%, p<0,001), enquanto os grupos VNI mantiveram maior estabilidade. A EPGM foi melhor no grupo Bi-nível (β=- 1,29, p=0,013). Não houve melhora significativa em TUG, FVC, FEV1 ou PEF nos grupos VNI, mas o Bi-nível sugeriu menor deterioração funcional (∆TUG: -2,4s, p=0,33). O grupo controle apresentou maior piora funcional e respiratória, com redução significativa em FVC (- 0,85L, p<0,001) e FEV1 (-0,82L, p<0,001). Conclusões: O estudo demonstrou que o CPAP reduz significativamente o tempo de internação e sugere menor prevalência de complicações pulmonares em pacientes da cirurgia cardíaca. A VNI promoveu maior estabilidade cardiorespiratória, com menor aumento de frequência cardíaca e respiratória nos grupos intervenção. O Bi-nível apresentou melhor percepção global de mudança e tendência a dados espirométricos mais eficazes. O ensaio reforça o potencial clínico da ventilação não invasiva na referida população.
  • Tese
    Comparação entre treinamento sensório motor e de fortalecimento muscular na dor, função e movimento de indivíduos com síndrome da dor subacromial: estudo randomizado e cego
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2020-09-15) Oliveira, Karinna Sonálya Aires da Costa; Brasileiro, Jamilson Simões; Sousa, Catarina de Oliveira; Souza, Marcelo Cardoso de; Oliveira, Anamaria Siriani de; Ferreira, José Jamacy de Almeida
    Introdução: a síndrome da dor subacromial é conhecida como uma compressão dos tecidos subacromiais, ocorrida sobretudo, pelo estreitamento deste espaço. Sua etiologia é ampla, entretanto, os desequilíbrios nas relações musculares e no tempo de ativação desses músculos podem influenciar no prognóstico funcional desses pacientes. Objetivo: comparar um protocolo de treinamento sensório motor a um de fortalecimento muscular na dor, função, padrão de atividade eletromiográfica e cinemática escapular, em pacientes com síndrome da dor subacromial. Métodos: trata-se de um ensaio randomizado e cego, composto por trinta voluntários de ambos os gêneros, com idade média 48,9 ± 7,9 anos. Todos os sujeitos foram submetidos a uma avaliação prévia (Av1) onde foram mensurados: dor, função (SPADI), amplitude de movimento, força muscular, atividade eletromiográfica e cinemática do complexo do ombro. Após a avaliação inicial, os voluntários foram aleatoriamente divididos em dois grupos para a realização das intervenções: grupo fortalecimento muscular (GFM – exercícios de fortalecimento muscular) e grupo sensório motor (GSM – treino de controle motor). Os protocolos de intervenção foram realizados durante oito semanas. Após quatro semanas de intervenção, foi realizado a segunda avaliação (AV2), idêntica a AV1. Ao final dos protocolos de intervenção foi realizada a terceira avaliação (AV3) e por fim, um follow-up após quatro semanas do final dos protocolos de intervenção. Análise Estatística: foi realizada por meio do software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 20.0 para Windows, seguindo os princípios da análise por intenção por tratar. Na análise descritiva utilizamos a média como medida de tendência central e o desvio padrão como medida de dispersão. Uma ANOVA de modelo misto foi realizada para as comparações intra e intergrupos. Resultados: ambos os grupos tiveram redução na sensação dolorosa. Ainda em relação a dor, no follow up, há diferença intergrupo para o grupo sensório motor, quando comparado ao grupo fortalecimento muscular. Para as variáveis SAPDI, amplitude de movimento articular, força muscular a relação da atividade eletromiográfica entre os músculos avaliados, não houve diferença entre os grupos. Na avaliação cinemática da rotação superior da escapula, os resultados mostraram diferenças intergrupo em 30 e 60 graus, com aumento dos escores para o grupo sensório motor. Conclusão: ambos os protocolos de intervenção produziram respostas clinicamente importantes para os pacientes com síndrome da dor subacromial, contudo, observou-se que no GSM os ganhos perduram por um maior tempo, quando comparado ao GE.
  • Tese
    Análise do movimento funcional do membro superior na atividade de beber água de acordo com o lado da hemiparesia em pacientes pós-acidente vascular cerebral
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-06-13) Rêgo, Isabelle Ananda Oliveira; Cavalcanti, Fabricia Azevedo da Costa; https://orcid.org/0000-0002-1391-1060; http://lattes.cnpq.br/9579107830132166; http://lattes.cnpq.br/5149786313403440; Fernandes, Aline Braga Galvão Silveira; Medeiros, Candice Simões Pimenta de; Lucena, Larissa Coutinho de; Borges, Lorenna Raquel Dantas de Macedo
    Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) acarreta diversos distúrbios neurológicos que comprometem a funcionalidade dos pacientes. Objetivo: Realizar uma análise do movimento funcional do membro superior na atividade de beber água, a fim de identificar alterações motoras de acordo com o lado da hemiparesia. Material e métodos: A amostra foi constituída por 12 pacientes pós-AVC, 6 com hemiparesia direita (PD) e 6 com hemiparesia esquerda (PE), e 12 indivíduos saudáveis, destes 6 fizeram a atividade com a mão direita (SD) e 6 com a mão esquerda (SE). Os participantes foram submetidos à avaliação cinemática da atividade de beber água pelo sistema de captação de moviemento Qualisys System, a qual incluía alcançar e pegar o copo, levar até a boca, retornar o copo à mesa e voltar a mão à posição inicial. Foram calculados os ângulos do ombro e cotovelo ao longo dos frames (frações de tempo). Para análise dos dados foi utilizado o teste t-Student (p<0,05) e o teste de correlação de Pearson. Resultados: Verificou-se diferença significativa entre PD e PE nos ângulos do ombro nos frames de 9 a 14 (p<0,05), correspondente a fase inicial de alcançar o copo, e no frame 91, no final do retorno do copo à mesa (p=0,039), com o grupo PE apresentando menor angulação. Não houve diferença entre os grupos PD e PE nos ângulos do cotovelo (p>0,05) e nos ângulos do ombro entre SD e SE (p>0,05). Foi observada diferença significativa nos ângulos do cotovelo entre SD e SE nos frames 22 a 31 (p<0,05), com o grupo SD apresentando maior angulação na fase de alcance do copo. Padrões atípicos de correlação foram observados entre os ângulos do ombro e do cotovelo dos pacientes PD e PE, o que demonstrou comprometimento da coordenação motora. Através da análise da trajetória verificou-se comprometimento do controle motor em fases específicas da atividade de beber água, principalmente para o grupo PE no momento inicial de levar o copo a boca. Conclusão: Os resultados do presente estudo apontaram que através da realização de uma avaliação cinemática da atividade funcional de beber água foi possível identificar diferentes alterações espaço-temporais dos movimentos do ombro e cotovelo de acordo com a lateralidade da lesão cerebral em pacientes com AVC, sugerindo a necessidade de um planejamento adequado da neurorreabilitação.
  • Tese
    Uso da TENS combianda à fotobiomodulação a laser de baixa intensidade na redução da dor e o efeito agudo na independência funcional, capacidade funcional além das variáveis cardiorrespiratórias após cesariana
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-07-31) Sena, Alane Macatrão Pires de Holanda Araújo; Nogueira, Patricia Angélica de Miranda Silva; Nogueira, Ivan Daniel Bezerra; http://lattes.cnpq.br/6415505935680278; Souza, Clecio Gabriel de; Lima, Illia Nadinne Dantas Florentino; Augusto, Denise Dal Ava; Oliveira, Maria Clara Eugenia de
    Introdução: A dor pós-operatória em cesarianas pode comprometer a capacidade funcional e influenciar nas variáveis fisiológicas cardiorrespiratórias. Com finalidade analgésica, agentes eletrofísicos aplicados de forma isolada como a TENS (Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea) e Fotobiomodulação à Laser de Baixa Intensidade (LBI), podem ser usados. No entanto, o efeito combinado dessas duas intervenções na ferida operatória da cesárea é desconhecido. Objetivo: Analisar o efeito adicional da TENS combinada com a Fotobiomodulação à LBI para analgesia em mulheres submetidas à cesárea. Metodologia: Ensaio clínico randomizado realizado na Maternidade Divino Amor (Rio Grande do Norte, Brasil) em mulheres submetidas à cesariana distribuídas em quatro grupos: TENS combinada com fotobiomodulação à LBI, TENS isolada, placebo e controle. Foram incluídas 88 pacientes avaliadas em três momentos: avaliação 1 (8 a 12 horas pós-parto), avaliação 2 (20 a 24 horas pós-parto) e avaliação 3 (44 a 48 horas pós-parto). Os dados abrangem informações sociodemográficas e clínicas, avaliação da dor, independência funcional, capacidade funcional e variáveis cardiorrespiratórias (pressão arterial sistêmica, frequências cardíaca e respiratória e saturação de oxigênio). O grupo intervenção combinada seguiu o protocolo de duas sessões com TENS de baixa intensidade (30 min, 100 Hz e 75 μs), com eletrodos acima e abaixo da incisão cesariana, e fotobiomodulação à LBI (660 nm, 2 J por ponto e 100 mW). O grupo TENS isolado seguiu o mesmo protocolo TENS de baixa intensidade utilizado na intervenção combinada. As intervenções (combinadas e isoladas) foram realizadas após a conclusão das avaliações 1 e 2. Na análise estatística, os dados foram analisados no software SPSS 20.0, com verificação da normalidade (Shapiro–Wilk) e homogeneidade (Levene). As variáveis contínuas foram expressas em média ± DP e as categóricas em frequências. As comparações entre grupos utilizaram ANOVA one-way ou Kruskal–Wallis, conforme os pressupostos estatísticos. As análises intragrupo e intergrupos foram realizadas em três momentos (t1, t2 e t3) com ANOVA de medidas repetidas ou testes não paramétricos equivalentes. Adotou-se nível de significância de α < 0,05 e cálculo do tamanho de efeito (η² parcial) para interpretação clínica. Resultados: O estudo demonstrou que os quatro grupos apresentaram características sociodemográficas e clínicas homogêneas, sem diferenças estatisticamente significativas iniciais. As análises intragrupo revelaram redução progressiva da dor (avaliada pela Escala Numérica da Dor) e melhora da independência funcional (MIF) nos grupos intervenção (TENS isolada e Terapia combinada), indicando melhora clínica ao longo do tempo. O desempenho no Teste de Caminhada de Dois Minutos (TC2M) apresentou melhora significativa entre t2 e t3 em todos os grupos. Entretanto, as comparações intergrupos mostraram ausência de diferenças significativas nas variáveis fisiológicas, funcionais e de dor. O efeito de tempo foi significativo para dor e MIF, demonstrando evolução positiva independente do grupo. Conclusão: Os achados indicam que o tempo de exposição à intervenção foi o principal determinante das melhorias observadas, com respostas clínicas homogêneas entre os grupos, evidenciando consistência e eficácia do programa aplicado. Tais resultados reforçam a importância da continuidade e da adesão às estratégias terapêuticas na promoção de ganhos funcionais e no controle da dor em populações clínicas semelhantes.
  • Tese
    Um olhar para os nossos pequenos guerreiros: barreiras e oportunidades no cuidado convencional do prematuro em vulnerabilidade socioeconômica e proposta de intervenção de transição hospital-casa
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-08-26) Silva, Nathalia de Figueiredo; Pereira, Silvana Alves; Alvarez, Carolina Daniel de Lima; https://orcid.org/0000-0002-2126-2937; http://lattes.cnpq.br/4144337339534625; https://orcid.org/0000-0002-6226-2837; http://lattes.cnpq.br/3640379319601363; http://lattes.cnpq.br/8558209136050462; Lindquist, Ana Raquel Rodrigues; https://orcid.org/0000-0001-9628-7891; http://lattes.cnpq.br/6535678775361874; Montemezzo, Dayane; https://orcid.org/0000-0001-7680-8223; http://lattes.cnpq.br/0292703537711744; Monteiro, Karolinne Souza; http://lattes.cnpq.br/9064510807814492; Rocha, Nelci Adriana Cicuto Ferreira; https://orcid.org/0000-0002-3191-3086; http://lattes.cnpq.br/2035754554780009
    Os primeiros anos de vida representam um papel crucial no desenvolvimento do indivíduo, sobretudo daqueles que passam a infância em situações de risco para alterações do neurodesenvolvimento. A prematuridade é uma condição de saúde que predispõe ao risco a alterações do neurodesenvolvimento, uma vez que soma os fatores de risco biológicos do bebê aos possíveis fatores de risco socioambientais de suas famílias. As características socioeconômicas impactam o acesso e oferta de serviços de saúde para o cuidado e estimulação do desenvolvimento que esta população necessita. Embora a assistência obstétrica e neonatal seja prioridade na agenda de políticas de saúde nacional, os serviços de intervenção precoce voltados aos prematuros parecem não aproveitar a janela de oportunidade neurológica do início da vida para prevenir e minimizar alterações do neurodesenvolvimento. Países de alta renda estão desenvolvendo intervenções fisioterapêuticas eficazes na estimulação do desenvolvimento do prematuro, desde a internação em terapia intensiva até o ambiente domiciliar. No entanto, ainda não foram testadas intervenções que visem a transição hospitalcasa em países de média e baixa renda, como o Brasil. O objetivo deste estudo foi acompanhar o cuidado convencional do prematuro que reside em região de difícil acesso aos serviços de saúde e em condições de vulnerabilidade social, a fim de levantar barreiras e oportunidades para implementação de um serviço de intervenção precoce para a transição hospital-casa. Para alcançar este objetivo cinco estudos foram propostos: (1) Razão entre procedimentos de estimulação precoce e nascimentos pré-termo realizados pelo SUS na região Nordeste do Brasil; (2) Grandes sinais, pequenos retornos: um estudo ecológico sobre o seguimento fisioterapêutico de prematuros na terceira etapa do Método Canguru; (3) Percepção da família sobre prematuridade, neurodesenvolvimento e intervenção precoce; (4) Desfechos neuromotores e cognitivos de prematuros aos 3 meses de idade corrigida em uma região do nordeste brasileiro: estudo piloto; e por fim (5) Proposição de um protocolo de intervenção hospital-casa: adaptação do SPEEDI para o contexto brasileiro. As análises dos dados mostram que o acesso aos serviços de estimulação precoce por prematuros no primeiro ano de vida configura uma razão muito inferior a uma consulta por ano, e que embora as mães estejam satisfeitas com a participação durante as primeiras etapas do Método Canguru, mais de 90% das díades acompanhadas não retornam para atendimento de fisioterapia no primeiro mês após alta hospitalar. Além disso, os familiares de prematuros apresentam uma percepção limitada acerca da prematuridade e da necessidade de intervenção no desenvolvimento desses bebês, o que contribui para que os desfechos cognitivos e motores se encontrem predominantemente abaixo da média aos 3 meses de idade corrigida para prematuridade. A proposta do SPEEDI, adaptado para o Brasil, como uma intervenção de transição hospital-casa pode ser uma solução inovadora e acessível que favoreça a superação das barreiras identificadas nesses estudos. Todos os estudos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFRN e os sujeitos que aceitaram participar assinaram o TCLE.
  • Tese
    Esclerose lateral amiotrófica, músculos respiratórios e mortalidade
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-07-25) Maciel, Ana Cristina de Medeiros Garcia; Fregonezi, Guilherme Augusto de Freitas; https://orcid.org/0000-0003-4938-7018; http://lattes.cnpq.br/2201375154363914; https://orcid.org/0000-0002-2399-6221; http://lattes.cnpq.br/6736485315510084; Samora, Giane Amorim Ribeiro; Fregonezi, Vanessa Regiane Resqueti; Silva, Ana Aline Marcelino da; Fonseca, Jéssica Danielle Medeiros da
    Introdução: A ELA é caracterizada como uma desordem neurodegenerativa heterogênea fatal onde ocorre a degeneração de ambos os neurônios motores, superiores e inferiores, do cérebro e medula espinhal cuja magnitude do comprometimento da função pulmonar e da musculatura respiratória, funcionalidade ao longo da evolução da doença e sua correlação com a mortalidade do paciente, não foram evidenciadas apesar da importância da função respiratória na sobrevida dos indivíduos com ELA. Adicionalmente, o monitoramento da força dos músculos respiratórios, em diferentes posições corporais pode oferecer informações clinicamente importantes para tomada de decisão sobre uso precoce de suporte ventilatório. Assim medidas de pressões inspiratória e expiratória máximas pressões respiratórias nasais SNIP e SNEP, são métodos relevantes para garantir o monitoramento adequado dos indivíduos com ELA. Objetivos: 1) Investigar a relação entre a função respiratória, a funcionalidade e a mortalidade em pacientes com ELA, identificando quais parâmetros respiratórios apresentam maior correlação com o desfecho clínico de óbito. 2) Observar a diferença no pico da SNIP e SNEP dos músculos respiratórios medidas em dois diferentes posicionamentos (sentado e supino com elevação de 45º) em indivíduos com ELA comparados um grupo de individuos saudáveis pareados. Adicionado a isso, objetivamos analisar e comparar a atividade eletromiográfica dos músculos inspiratórios e expiratórios durante as manobras de pressões respiratórias, em ambos os posicionamentos. Materiais e Métodos: 1) coorte retrospectiva realizada entre Janeiro de 2018 e Dezembro de 2023, com indivíduos com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) em acompanhamento ambulatorial. Foram realizadas avaliações clínica, antropométrica, respiratória e funcional nas consultas de rotina ambulatoriais. 2) estudo transversal observacional com indivíduos com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e um grupo de saudáveis pareados submetidos a espirometria, eletromiografia de superfície (EMGs) dos músculos esternocleidomastóideo, escaleno, reto abdominal e oblíquo externo foram avaliados durante manobras de pressão respiratória máxima (PImax e PEmax) na posição sentada e pressões nasais respiratórias (SNIP e SNEP) na posição sentada e inclinada a 45º (randomizado). Resultados: 1) 74 pacientes com ELA, com média de idade de 55,70 anos ± 13,52, sendo a maioria do sexo masculino (66,2%) e apresentando predominantemente ELA de início espinhal (51,3%). As variáveis respiratórias (exceto o Pico de Fluxo Expiratório) apresentaram uma correlação inversa fraca mas significativa com a mortalidade. Quando analisamos a correlação delas com a ALSFRS-R, todas apresentaram uma correlação positiva (de fraca a moderada) e significativa com a funcionalidade. Observamos que a redução de uma unidade nas variáveis respiratórias PFE%pred, PImax e SNIP aumentou o risco de morte em quase 300% (OR= 2,99; IC 95%: 2,05 – 4,35), 2% (OR= 1,02; IC 95%: 1,01 – 1,03), e 1% (OR= 1,01; IC 95%: 1,00 – 1,02). 2) 20 indivíduos do sexo masculino, sendo 9 saudáveis (43,6 ± 11,6 anos) e 11 com ELA (46,8 ± 12,5 anos) foram avaliados. Os valores de SNEP na posição com elevação foram menores que na posição sentada em indivíduos com ELA (70,3 ± 26,7 vs 57,3 ± 22,8cmH2O, p<0,05). SNIP e SNEP foram menores em indivíduos com ELA na posição com elevação a 45º contra indivíduos saudáveis (69,1 ± 2,72 vs 95,5 ± 23,5cmH2O; 57,3 ± 22,5 vs 92,7 ± 26,4cmH2O, p<0,05, respectivamente). Em indivíduos com ELA, a atividade eletromiográfica basal do ECM em repouso, foi maior que a de indivíduos saudáveis em ambas as posições (p<0,05). Não foram encontradas diferenças significativas na atividade elétrica nas demais variáveis e medidas. Conclusões: Na ELA de início espinhal, a pressão nasal pode ser afetada devido à redução da eficácia do diafragma e dos músculos abdominais na posição supino. O músculo esternocleidomastóideo apresentou atividade elétrica aumentada na posição com elevação de 45° em comparação aos controles, o que pode indicar fraqueza. Os aspectos metodológicos devem ser rigorosamente seguidos para alcançar o desempenho ideal nos testes SNIP/SNEP. Os dados do estudo retrospectivo sugerem que a função e força muscular respiratória, principalmente as medidas de PFE e SNIP, podem ser um marcador mais útil, auxiliando em intervenções precoces, como terapia de higiene brônquica e suporte ventilatório, melhorando a qualidade de vida e potencialmente prolongando a sobrevida.
  • Tese
    Efeito da eletroestimulação transcraniana por corrente contínua autoadministrada em mulheres com dismenorreia primária
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-07-17) Silva, Tatiana Camila de Lima Alves da; Micussi, Maria Thereza Albuquerque Barbosa Cabral; https://orcid.org/0000-0003-4140-5568; http://lattes.cnpq.br/2360845979410206; http://lattes.cnpq.br/0660600540180796; Souza, Clécio Gabriel de; https://orcid.org/0000-0001-9005-7956; http://lattes.cnpq.br/6308219057546985; Correia, Grasiela Nascimento; http://lattes.cnpq.br/8878717048564522; Cavalcante, Antonio Felipe Lopes; http://lattes.cnpq.br/3625889431512917; Gouveia, Guilherme Pertinni de Morais; https://orcid.org/0000-0001-6470-2341; http://lattes.cnpq.br/4485485225731789
    Esta tese de doutorado, apresentada em dois estudos, buscou aprofundar a investigação sobre a eficácia da estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC) autoadministrada e aplicada em domicílio como uma alternativa terapêutica não invasiva, segura e acessível para mulheres acometidas pela dismenorreia primária (DP) e pela síndrome pré-menstrual (SPM). A pesquisa de maneira geral parte da compreensão que essas condições ginecológicas possuem alta prevalência e estão associadas a impactos negativos significativos na dor, humor, funcionalidade e qualidade de vida. Além disso, reconhece-se que o uso prolongado de terapias farmacológicas frequentemente apresenta efeitos adversos, reforçando a necessidade de novas abordagens terapêuticas. O primeiro estudo consistiu em um ensaio clínico randomizado, controlado por placebo e duplo-cego, no qual mulheres com DP e SPM utilizaram a ETCC por cinco dias consecutivos, durante a fase menstrual do ciclo. Os resultados revelaram uma redução clinicamente significativa na intensidade da dor no grupo ativo, com manutenção do efeito no ciclo subsequente, além de melhorias no domínio psicológico da qualidade de vida e nos sintomas emocionais. A intervenção apresentou-se de forma segura, sem registro de eventos adversos graves, e boa adesão por parte das participantes. A análise crítica dos achados deste estudo permite discutir que um número reduzido de sessões pode ser insuficiente para promover mudanças mais amplas e sustentadas. Por isso, é proposto o desenvolvimento de um segundo estudo que permita maior número de sessões. Nesse sentido, o segundo estudo desta tese objetivou traçar um protocolo de ensaio clínico de 20 dias para aprofundar a compreensão dos efeitos da neuromodulação, com ênfase na análise clínica e eletrofisiologia nos desfechos, especialmente nos aspectos relacionados à dor persistente, humor e funcionalidade. Por fim, como produção científica, acredita-se que os dois artigos resultantes dessa tese geram um impacto positivo no fortalecimento da área da fisioterapia pélvica. Os resultados obtidos oferecem base teórica e prática para o uso da ETCC no manejo de sintomas menstruais, além de ampliar as possibilidades de intervenção fisioterapêutica baseada em evidências na saúde da mulher.
  • Tese
    Usabilidade da estimulação transcraniana por corrente contínua domiciliar autoadministrada para mulheres com dismenorreia primária
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-04-29) Rodrigues, Yvinna Tamiris; Freitas, Rodrigo Pegado de Abreu; http://lattes.cnpq.br/3462462933163509; http://lattes.cnpq.br/6224004458610033; Magalhães, Adriana Gomes; https://orcid.org/0000-0002-0279-5930; http://lattes.cnpq.br/5918222264099117; Souza, Clecio Gabriel de; https://orcid.org/0000-0001-9005-7956; http://lattes.cnpq.br/6308219057546985; Okano, Alexandre Hideki; https://orcid.org/0000-0002-8995-1392; http://lattes.cnpq.br/9586370984131426; Gianlorenço, Anna Carolyna Lepesteur; https://orcid.org/0000-0002-7334-3835; http://lattes.cnpq.br/3861050459671690
    A dismenorreia primária (DP) é uma condição comum que causa dor abdominal, mal-estar, fadiga e mudanças de humor antes e durante a menstruação. Afeta significativamente a funcionalidade, o trabalho e a qualidade de vida das mulheres, com tratamentos medicamentosos muitas vezes apresentando resultados limitados a longo prazo. A persistência da DP pode causar alterações no cérebro relacionadas ao controle da dor. Nos últimos anos, têm sido sugeridas terapias em neuromodulação como a estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC). Objetivo: Este estudo avalia a usabilidade de um dispositivo de ETCC domiciliar autoadministrado controlado por Bluetooth, com foco na saúde das mulheres. Métodos: Trata-se de um estudo de usabilidade clínica duplo-cego, de centro único, o qual foi realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal, Brasil. Um total de quarenta e nove mulheres sintomáticas em idade reprodutiva foram alocadas aleatoriamente (1:1) para receber uma sessão de ETCC ativa (n = 24) ou ETCC shan (n = 25) sobre a área motora primária e córtex pré-frontal dorsolateral. O protocolo seguiu parâmetros padronizados (2 mA, 20 minutos), e a coleta envolveu treinamento, uso remoto supervisionado, e posterior reavaliação por meio de escalas validadas: Escala de Usabilidade do Sistema (SUS) e a Impressão Global de Mudança do Paciente (PGIC). A avaliação clínica de cada participante foi coletada tão somente para caracterizar a amostra. Resultados: Independentemente das condições simuladas ou ativas, todos os usuários consideraram o sistema fácil de usar sem o suporte dos pesquisadores. As apresentações de usabilidade foram consideradas "excelentes" em ambos os grupos e nenhuma diferença significativa foi encontrada entre os grupos simulados e ativos, demonstrando a cegueira eficaz do dispositivo (Grupo Ativo: 93,7 (83,1 - 97,5); Grupo Simulado 90 (86,2 - 95) p = 0,79) e PGIC (Grupo Ativo: 2 (1 - 2,75); Grupo Simulado 2 (1 - 2) p = 0,99) usando um teste t não pareado ou testes estatísticos não paramétricos, conforme aplicável. Conclusão: a ETCC autoadministrada é uma intervenção segura e com alta usabilidade. A aplicabilidade clínica no manejo da DP se mostra promissora como alternativa não farmacológica, contribuindo para a ampliação de estratégias acessíveis de controle da dor em mulheres em idade reprodutiva.
  • Tese
    Atividade hemodinâmica cortical por meio da Espectroscopia de Infravermelho (fNIRS) simultâneo ao paradigma de eye-tracking em lactentes expostos ao estresse pré-natal em ambientes com recursos limitados
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-03-07) Almeida, Valéria Azevedo de; Pereira, Silvana Alves; Morya, Edgard; https://orcid.org/0000-0003-0954-5317; http://lattes.cnpq.br/8813809602087639; https://orcid.org/0000-0002-6226-2837; http://lattes.cnpq.br/3640379319601363; https://orcid.org/0000-0001-5973-0890; http://lattes.cnpq.br/1390202794929643; Alvarez, Carolina Daniel de Lima; https://orcid.org/0000-0002-2126-2937; http://lattes.cnpq.br/4144337339534625; Paula, Celina Angélia dos Reis; Hull, Egmar Longo; https://orcid.org/0000-0001-6263-1818; http://lattes.cnpq.br/4886701146385883; Sousa, Klayton Galante; https://orcid.org/0000-0002-7710-7522; http://lattes.cnpq.br/3976136492048222; Freitas, Rodrigo Pegado de Abreu; http://lattes.cnpq.br/3462462933163509
    Bebês humanos interagem num mundo social e, perturbações na qualidade e quantidade destas interações, no início da vida, podem afetar as suas competências de cognição social e o seu desenvolvimento socioemocional. E, apesar de nascerem com predispos ições inatas para atender preferencialmente à sinais sociais, as suas experiências no ambiente intra e extrauterino podem contribuir com variações destas funções corticais. No entanto, os mecanismos subjacentes a essa associação permanecem desconhecidos. Examinar a variabilidade das respostas funcionais ou a conectividade da rede social cerebral no início da vida seria um ponto de partida fundamental para compreender mecanicamente a relação entre viver em ambiente com desvantagens socioeconômica e desenvolvimento social comprometido. O objetivo deste estudo foi explorar a influência do estresse pré-natal e das condições socioeconômicas no desenvolvimento socioemocional e cognitivo de lactentes, avaliando as preocupações parentais e as respostas neurais, e desenvolver um protocolo integrado de rastreamento ocular e monitoramento hemodinâmico cerebral para aplicação em ambientes clínicos com recursos limitados. Para alcançar este objetivo três estudos foram propostos: (1) determinar a prevalência de lactentes em risco de atraso do desenvolvimento socioemocional e avaliar o nível de preocupação dos pais com o desenvolvimento e comportamento da criança. (2) caracterizar as respostas neurais sobre os córtex fronto temporal, parietal e occipital em uma tarefa de discriminação social em lactentes expostos ao estresse pré-natal criados em um ambiente de desvantagens socioeconômicas e (3) proposição de um protocolo que integra simultaneamente o rastreamento ocular e o monitoramento da hemodinâmica cerebral para bebês em ambientes clínicos com recursos limitados. Resultados: Estudo 1: Das 80 crianças avaliadas, 40 (50%) estavam em risco para atraso global do desenvolvimento. Em relação às preocupações familiares, a maioria dos pais expressou um nível significativo de preocupação.Contudo, nenhuma associação foi encontrada entre o risco de atraso global do desenvolvimento e a preocupação dos pais com o desenvolvimento (p=0,880) ou comportamento (p=0,649). Estudo 2: Os resultados demonstram uma maior ativação neural na região occipital para o estímulo não social quando comparado ao estímulo social (p = 0,001). As demais áreas de ativação cortical avaliadas (frontotemporal e parietal direito e esquerdo) responderam de forma semelhante para ambos os estímulos, não sendo evidenciado significância estatísticas (p = 0,83, p = 0,99, p = 0,27, p = 0,25). Estudo 3: Foram identificados desafios técnicos e descritos componentes e procedimentos para incorporação do fNIRS e Eye- Tracking no acompanhamento clínico do neurodesenvolvimento. Além disso, foram resumidas as principais propriedades dos dados e suas implicações para uma análise conjunta de espectroscopia funcional no infravermelho próximo e rastreamento ocular nesta população. Estudo 4: Os resultados indicam que recém-nascidos prematuros demonstram uma preferência por estímulos sociais quando testados sete dias após o nascimento, mas que essa preferência diminui nos bebês que passaram por privação visual precoce. Esses achados sustentam teorias de que as preferências por estímulos sociais são mediadas por experiências visuais.
  • Tese
    Telerreabilitação como ferramenta para avaliação e tratamento de indivíduos com Doença de Parkinson
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-05-09) Vasconcellos, Liliane Santos de; Ribeiro, Tatiana Souza; Santiago, Lorenna Marques de Melo; https://orcid.org/0000-0003-0084-7052; http://lattes.cnpq.br/9449197913960069; https://orcid.org/0000-0002-9611-1076; http://lattes.cnpq.br/6868962363056590; http://lattes.cnpq.br/2501620196378523; Espirito Santo, Caroline Cunha do; https://orcid.org/0000-0001-8657-9532; http://lattes.cnpq.br/4920759696380516; Tavares, Larissa Bastos; http://lattes.cnpq.br/7734653778503298; Lucena, Larissa Coutinho de; https://orcid.org/0000-0002-1739-5737; http://lattes.cnpq.br/3705659727218619; Pacheco, Thaiana Barbosa Ferreira
    Introdução: A Doença de Parkinson (DP) é uma das patologias neurodegenerativas progressivas mais prevalentes em idosos, gerando diversos sintomas motores e não-motores da doença. Devido às repercussões que afetam diretamente a funcionalidade do indivíduo, é necessária supervisão e disponibilidade de familiares e/ou cuidadores em consultas e terapias presenciais. Sendo assim, a Telerreabilitação (TR) pode apresentar-se como uma alternativa viável na assistência à pessoa com DP e seus cuidadores. Objetivo: Investigar os efeitos de intervenções fisioterapêuticas administradas de forma remota (TR) em indivíduos com DP. Métodos: O estudo foi desenvolvido em dois estudos, contemplando os objetivos propostos. Estudo 1) Trata-se de protocolo e de revisão sistemática, na qual foram incluídos ensaios clínicos envolvendo adultos com diagnóstico de DP submetidos à TR. Na revisão, foram considerados comparadores (grupo controle): qualquer intervenção presencial (fisioterapia convencional/presencial), uso de jogos, intervenção remota não fisioterapêutica, intervenção mínima (orientação e uso de livretos/cartilhas) ou nenhuma intervenção. Os desfechos primários foram: função motora, capacidade da marcha, estabilidade da marcha e equilíbrio postural. Os desfechos secundários incluíram: congelamento da marcha, risco de queda, qualidade de vida, eventos adversos e adesão ao tratamento. Foram efetuadas metanálises para avaliar os efeitos pós-intervenção. Estudo 2) Tratase de um estudo longitudinal prospectivo. As coletas foram realizadas de forma remota, com indivíduos com DP participantes de grupo terapêutico, avaliando aspectos motores e não-motores da doença, durante cinco momentos em um ano. O modelo linear misto foi utilizado para verificar a influência das variáveis motoras e não-motoras na progressão motora. Resultados e conclusões: No estudo 1, foi observado que a TR teve resultados semelhantes às intervenções de controle na melhoria da função motora, velocidade, estabilidade e congelamento da marcha, risco de queda e qualidade de vida de indivíduos com DP. A TR demonstrou benefícios na melhoria do equilíbrio postural de indivíduos com menos de 70 anos de idade. A adesão à TR foi semelhante às intervenções de controle e os eventos adversos foram mínimos em ambas as intervenções (controle e experimental). Assim, a TR mostrou-se uma alternativa benéfica devido ao potencial de engajamento e tratamento personalizado, especialmente para indivíduos com acesso limitado a centros de reabilitação. No estudo 2, os resultados da TR mostraram estabilidade na marcha, bradicinesia, mobilidade e qualidade de vida ao longo do acompanhamento de um ano. O estudo também identificou barreiras e facilitadores relacionados à TR. Desafios como alfabetização em saúde digital e acesso à tecnologia persistem como barreiras, e como facilitadores foram destaque o baixo custo – quando se trata de videoconferências, além da diminuição do tempo gasto e logística com deslocamento.
  • Tese
    Métodos de normalização e análise da atividade elétrica dos músculos respiratórios em indivíduos com esclerose lateral amiotrófica e sujeitos saudáveis
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-12-16) Lima, Thiago Bezerra Wanderley e; Fregonezi, Guilherme Augusto de Freitas; https://orcid.org/0000-0003-4938-7018; http://lattes.cnpq.br/2201375154363914; http://lattes.cnpq.br/7633205019993454; Nóbrega, Antonio José Sarmento da; Samora, Giane Amorim Ribeiro; Fonseca, Jessica Danielle Medeiros da; Gualdi, Lucien Peroni
    Introdução: A eletromiografia de superfície (EMGs) é um dos métodos utilizados para avaliar a atividade elétrica muscular de um indivíduo, seja esta durante repouso, atividade funcional ou exercício. A EMGs pode ser utilizada na avaliação de músculos esqueléticos e respiratórios, em indivíduos em diferentes situações de saúde e doença, possibilitando, assim, uma análise entre diferentes dias, indivíduos e tarefas específicas. A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa, progressiva, que é caracterizada por fraqueza muscular generalizada. Uma das principais causa de morte nesses indivíduos é a fraqueza muscular respiratória, e consequentemente, a insuficiência respiratória. A EMGs se torna um importante recurso a ser utilizado no monitoramento dos músculos respiratórios em indivíduos com ELA, possibilitando entender os padrões de recrutamento muscular e as possíveis disfunções musculares presentes nesses sujeitos. O sinal eletromiográfico pode sofrer influência de fatores intrínsecos e extrínsecos. Diante disso, é importante buscar métodos que tenham como objetivo amenizar a interferência desses fatores, tornando o resultado encontrado o mais fidedigno possível. Uma das alternativas utilizadas para tal processo é a normalização. Ainda não há um consenso na literatura sobre a melhor forma de realizar a normalização do sinal eletromiográfico. Esta tese está dividida em dois capítulos que envolvem os resultados da pesquisa em dois artigos científicos. Os objetivos desta tese foram objetivo do artigo 1: comparar diferentes métodos de normalização do sinal da EMGs de músculos respiratórios em indivíduos com ELA e sujeitos saudáveis; objetivo do artigo 2: analisar a atividade elétrica e variáveis de contração e relaxamento dos músculos esternocleidomastóideo e escaleno durante a manobra de pressão inspiratória nasal (SNIP) em indivíduos com ELA e sujeitos saudáveis a partir da eletromiografia de superfície. Metodologia: 1) trata-se de um estudo transversal, com aprovação no comitê de ética Universitário sob parecer de número 3.127.064, em que participaram 67 sujeitos, sendo 50 do grupo saudáveis e 17 grupo ELA. A atividade elétrica dos músculos esternocleidomastoideo (ECOM), escaleno (ESC), diafragma (DIA), parasternal (PS), intercostal externo (IE), obliquo externo (OE) e reto abdominal (RA) foi analisada durante as manobras de pressão inspiratória máxima (PImáx), pressão nasal inspiratória (SNIP), pressão expiratória máxima (PEmáx) e contração isométrica voluntária máxima do ECOM e ESC (CIVMECOM/ESC) e RA (CIVMRA). As comparações da EMGs foram realizadas levando em consideração a divisão das manobras e dos músculos em inspiratórios e expiratórios. 2) Adicionalmente, durante a manobra de SNIP, foi analisada a atividade elétrica dos músculos ECOM e ESC, bem como as variáveis de tempo de contração (TC), tempo de relaxamento (TR), tempo total (TT) e relação pressão/tempo a partir da EMGs em 24 sujeitos (12 grupo ELA e 12 saudáveis). Resultados: 1) No grupo de saudáveis, os músculos inspiratórios e expiratórios apresentaram uma maior atividade elétrica nas manobras de CIVMECOM/ESC e CIVMRA, respectivamente (p<0.05). Já no grupo ELA, essa atividade foi maior na manobra de SNIP apenas em comparação com a PImáx para os músculos inspiratórios, enquanto que nos músculos expiratórios foi maior na CIVMRA em comparação com a PEmáx (p<0.05). 2) Durante a manobra de SNIP foi observado diferença entre os grupos em relação a atividade elétrica (RMS) do ECOM e ESC, com os sujeitos saudáveis apresentando maiores valores de RMS (p<0.05). Além disso, os indivíduos com ELA apresentaram um maior TC, menor TR e uma diminuição da relação pressão/tempo no músculo ECOM. Conclusão: O método de normalização a partir da CIVM foi aquele em que os músculos respiratórios apresentaram maior atividade elétrica muscular, tanto para o conjunto de manobras consideradas inspiratórias quanto expiratórias em sujeitos saudáveis. Em indivíduos com ELA, a manobra de SNIP parece ser a mais indicada para normalização dos músculos inspiratórios e a CIVM para os músculos expiratórios. Foi observado também que em indivíduos com ELA houve um aumento do TC e diminuição do TR do músculo ECOM, mostrando que a avaliação da EMGs desse músculo pode auxiliar no monitoramento da progressão da doença.
  • Tese
    Efeitos agudos de diferentes posicionamentos sobre as medidas de pressões respiratórias e ativação eletromiográfica dos músculos respiratórios em indivíduos com Distrofia Muscular de Duchenne e em indivíduos saudáveis
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-12-23) Silva, Lailane Saturnino da; Fregonezi, Guilherme Augusto de Freitas; https://orcid.org/0000-0003-4938-7018; http://lattes.cnpq.br/2201375154363914; http://lattes.cnpq.br/6422067872573711; Farias, Catharinne Angélica Carvalho de; Samora, Giane Amorim Ribeiro; Fonseca, Jessica Danielle Medeiros da; Florêncio, Rencio Bento
    Introdução: A influência da posição corporal na ventilação tem sido estudada por décadas, tanto em indivíduos saudáveis quanto em pacientes com diferentes condições respiratórias. A capacidade do sistema neuromuscular de gerar força é influenciada por diversos fatores e as mudanças na postura têm o potencial de alterar o comprimento e a posição dos músculos respiratórios, afetando a sua função e sua capacidade de gerar tensão e força. Na Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) a progressão da doença determinam modificações, estruturais, anatômicas e funcionais que impactam na força dos músculos respiratórios. Essa tese, que integra dois artigos como produtos, teve como objetivos no Estudo 1: Avaliar a influência das posições corporais sentada, supino com a cabeceira elevada a 45º e supino e a atividade elétrica dos músculos respiratórios durante as medidas das pressões Inspiratória Máxima (PImáx), Expiratória Máxima (PEmáx), Inspiratória Nasal (SNIP) e Expiratória Nasal (SNEP) em sujeitos autodeclarados saudáveis. E teve como objetivos no estudo 2: Avaliar a influência das posições corporais sentada e supino com a cabeceira elevada a 45º e a atividade elétrica dos músculos respiratórios durante as medidas das pressões Inspiratória Nasal (SNIP) e Expiratória Nasal (SNEP) em sujeitos com DMD versus saudáveis pareados. Métodos: O Estudo 1 se deu nas posições: sentada, supino 45º e supino em sujeitos autodeclarados saudáveis e foi avaliada a ativação dos músculos respiratórios: esternocleidomastodeo (ECM), escaleno (ESC), reto abdominal (RA) e e intercostais (IT), por meio da Eletromiografia de superfície (EMGs), durante as manobras de PImáx, PEmáx, SNIP e SNEP. O Estudo 2 se deu nas posições sentada e supino 45º, onde foi avaliada a ativação dos músculos respiratórios: esternocleidomastodeo (ECM), escaleno (ESC), reto abdominal (RA) e oblíquo externo (OE), por meio da Eletromiografia de superfície (EMGs), durante as manobras de SNIP e SNEP em indivíduos com DMD, grupo Duchenne (GD), pareados com sujeitos saudáveis, grupo controle (GC). Resultados: No Estudo 1 foram avaliados 10 indivíduos saudáveis, igualmente divididos entre cinco homens e cinco mulheres. Neste grupo os valores de SNIP e SNEP foram significativamente maiores na posição sentada em relação à posição supina (P<0,05). A atividade dos IT foi maior durante as manobras de PImáx, PEmáx e SNEP na posição sentada (P<0,05). Além disso, a atividade do RA foi maior nesta posição durante as manobras de PImáx e SNEP (P<0,05). No Estudo 2 foram avaliados 15 indivíduos com DMD, 4 foram excluídos, restando 11 sujeitos que compuseram o GD sendo pareados com 11 sujeitos saudáveis. Os sujeitos do GD apresentaram menores valores de SNIP e SNEP em comparação ao GC (P<0,05), a atividade eletromiográfica em ECOM, ESC e RA durante as manobras foi menor no GD versus GC na posição sentada, e menor no RA na posição supino 45º comparando os mesmos grupos (P<0,05). Nas análises intragrupo, a ativação eletromiográfica em ECOM, ESC e RA foi maior na posição sentada do que na posição supino 45º no GD (P<0,05). No GC a a ativação eletromiográfica no ECOM foi maior na posição sentada do que na posição supino 45º (P<0,05). Conclusão: Nossos resultados demonstram que, tanto em indivíduos com DMD quanto em sujeitos saudáveis, as pressões geradas nas manobras de SNIP e SNEP, quanto a atividade eletromiográfica em todas as manobras são favorecidas quanto mais ereto o tronco.
  • Tese
    Função física no envelhecimento feminino: o papel da menopausa e da terapia de reposição hormonal em diferentes contextos socioculturais
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-12-03) Macêdo, Pedro Rafael de Souza; Câmara, Saionara Maria Aires da; https://orcid.org/0000-0002-3054-7213; http://lattes.cnpq.br/9021377225085393; https://orcid.org/0000-0002-4150-0453; http://lattes.cnpq.br/2301894629894269; Maciel, Álvaro Campos Cavalcanti; https://orcid.org/0000-0002-8913-7868; http://lattes.cnpq.br/9441132413428495; Fernandes, Ana Tereza do Nascimento Sales Figueiredo; Dantas, Diego de Sousa; Micussi, Maria Thereza Albuquerque Barbosa Cabral
    Introdução: A função física representa um importante marcador de desfechos em saúde durante o processo de envelhecimento. Nas mulheres, ela parece sofrer influência das alterações hormonais que ocorrem durante a menopausa. No entanto, estudos que avaliam a associação da função física com o status menopausal ou com o uso de Terapia de Reposição Hormonal (TRH) apresentam resultados conflitantes. Entender essas relações é importante para planejar e direcionar práticas voltadas para a prevenção da incapacidade nesse público. Objetivo: Estudo 01: Avaliar a associação entre o status menopausal e a função física em mulheres idosas da comunidade por meio de uma revisão sistemática; Estudo 02: Examinar a associação entre a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) e desempenho físico entre mulheres do estudo longitudinal canadense sobre envelhecimento CLSA; Estudo 3: Investigar a relação entre TRH e Atividades de Vida Diária (AVDs) entre idosas brasileiras. Métodos: O primeiro estudo trata-se de uma revisão sistemática sobre as associações entre o status da menopausa e função física de mulheres. Foram incluídos estudos de natureza observacional e que avaliaram o status da menopausa e a função física em diferentes contextos socioeconômicos. A revisão seguiu protocolo previamente elaborado e cadastrado na plataforma Prospective Register of Systematic Reviews. Metanálise foi conduzida por meio do software Revman. O segundo estudo se trata de uma pesquisa transversal utilizando dados do Canadian Longitudinal Study on Aging (CLSA), com 12.506 mulheres na pós-menopausa. As participantes que usam ou usaram TRH foram comparadas com as que nunca usaram em relação às medidas de força de preensão, velocidade da marcha, Timed Up and Go (TUG), sentar levantar e equilíbrio. Análises de regressão linear múltipla investigaram as relações com ajuste de covariáveis. O terceiro estudo foi uma análise da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do ano 2019, com mulheres brasileiras de todas as regiões do país que estavam na pós-menopausa. Foram utilizados dados sobre o relato de uso de TRH e dificuldade de realização de AVDs. Os dados foram analisados por meio de Regressão Logística Binária. As análises dos estudos 2 e 3 levaram em consideração os pesos amostrais derivados de amostras complexas. Resultados: Estudo 01: O protocolo da revisão sistemática foi publicado na revista Plos One e o artigo com seus resultados encontra-se submetido à revista científica Climacteric. Foram incluídos 21 estudos. Os resultados indicam que mulheres na pós menopausa natural ou cirúrgica possuem pior função física comparada às mulheres na pré- e perimenopausa na maioria dos testes funcionais considerados. Os resultados são atenuados quando se considera ajuste para covariáveis como idade e peso corporal. Os resultados são semelhantes ao considerar os diferentes contextos socioeconômicos. Estudo 02: A TRH foi associada a melhor desempenho físico nos testes de velocidade da marcha e TUG na amostra canadense, sem diferença entre os grupos em relação aos demais testes. Em análise por subgrupo de idade, os resultaram permaneceram significativos apenas entre aquelas com mais de 65 anos. Estudo 03: Os resultados apontam que aquelas mulheres que nunca utilizaram TRH apresentam mais dificuldades em todas as atividades de vida diárias em comparação as que utilizaram. Ao considerar análises ajustadas envolvendo dados socioeconômicos, exercício físico, hábito de vida, doenças crônicas e idade da menopausa, usar TRH se mantem como fator de proteção para 2 das 5 atividades analisadas: dificuldade no banho e andar. Conclusão: A transição menopausal representa um período crítico durante o qual a função física tende a declinar, ressaltando a importância de implementar estratégias de saúde para mulheres durante esta fase. A TRH está associada a alguns marcadores de melhor função física, como a velocidade da marcha, o teste TUG e o relato de realização de AVDs. No entanto, para alguns desfechos, a diferença foi pequena e, portanto, a relevância clínica ainda precisa ser determinada. São necessários mais estudos prospectivos para confirmar se o uso de TRH leva a melhores resultados funcionais ao longo do tempo.
  • Tese
    Efeito da terapia de fotobiomodulação na síndrome geniturinária da menopausa
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2025-03-07) Bezerra, Lívia Oliveira; Micussi, Maria Thereza Albuquerque Barbosa Cabral; Andrade, Palloma Rodrigues de; https://orcid.org/0000-0003-4140-5568; http://lattes.cnpq.br/2360845979410206; http://lattes.cnpq.br/7282155175981140; Viana, Elizabel de Souza Ramalho; Prata, Gabriela Marini; Lisboa, Lilian Lira; Parizotto, Nivaldo Antonio
    Introdução: O envelhecimento é um processo universal e inevitável que está despertando interesse em diversas áreas em todo mundo. Na mulher, além das alterações fisiológicas decorrentes da idade, ocorrem outras em função da falência ovariana que culmina com a menopausa. No período da menopausa ocorre decréscimo dos níveis de esteroides sexuais femininos e como consequência observa-se um espectro de sintomas e sinais geniturinários denominados Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM). A SGM cursa com inúmeras modificações urogenitais, o que implica em alterações nas funções sexuais e urinárias. Objetivo: Artigo 1 - Conduzir uma revisão sistemática com meta-análise de ensaios clínicos para avaliar o impacto da terapia de fotobiomodulação (TFBM) no desempenho funcional, abrangendo aspectos como fadiga, força e capacidade funcional em indivíduos saudáveis. Artigo 2 - Avaliar os efeitos da TFBM, tanto isoladamente quanto em combinação com o treinamento da musculatura do assoalho pélvico (TMAP), na função dos músculos do assoalho pélvico (MAP), bem como na função sexual, função urinária e qualidade de vida (QV) em mulheres afetadas pela SMG. Metodologia: Artigo 1 - Foi realizada uma revisão sistemática com meta-análise no período de junho a outubro de 2022 em bases de dados eletrônicas, incluindo Web of Science, Lilacs, Scielo, PubMed, Cochrane, Pedro, Embase, Science Direct, Scopus, Clinical Trials, Google Scholar, Open Gray e Trials Central, além de busca ativa em referências de estudos relevantes. Os seguintes descritores foram usados em combinação: "Photobiomodulation Therapies" OR "Therapies Photobiomodulation" OR "Therapy Photobiomodulation" OR "Low-Level Light Therapy" OR "Diode Laser" AND "Muscle Strength" OR "Pain" OR "functionality" AND "Functional Capacity". Não houve restrições de tempo e idioma na busca. Ensaios clínicos randomizados que utilizaram TFBM, Laser ou LED como única intervenção e avaliaram desempenho funcional foram incluídos, enquanto estudos que compararam outras modalidades terapêuticas ou envolveram participantes com doenças crônicas ou lesões agudas foram excluídos. A seleção dos estudos foi conduzida por três revisores independentes via Rayyan, e a extração dos dados foi realizada por meio de um formulário padronizado. O risco de viés foi avaliado pelo Risk of Bias 2 (RoB 2), e a confiança na evidência foi avaliada usando o Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE). A meta-análise foi conduzida no software RevMan. Artigo 2 - Estudo do tipo ensaio clínico, randomizado e cego. Participaram do estudo mulheres com idade entre 45 até 65 anos, com diagnóstico de disfunção sexual e urinária, divididas de forma randomizada em três grupos: grupo TMAP isolado (GTMAP isolado, n=18), grupo TMAP associado a fotobiomodulação (FBM) ativa (GTMAP + FBM ativa, n=18) e grupo TMAP associado a FBM sham (GTMAP + FBM sham, n=18). As voluntárias foram avaliadas antes da intervenção e após oito semanas. Foi aplicado o Female Sexual Function Index (FSFI) para avaliação da função sexual, o International Consultation on Incontinence Questionnaire - Short Form (ICIQ-SF) para perda urinária, o Patient Global Impression of Improvement (PGI-I) para o nível de satisfação após a intervenção e também foi realizada a manometria vaginal para avaliação da funcionalidade dos músculos do assoalho pélvico (MAP). Os dados da amostra foram analisados através do software estatístico Jamovi (versão 2.3.28). Resultados: Artigo 1 - Foram incluídos 16 estudos, totalizando 340 participantes (183 homens e 157 mulheres). A maioria dos estudos apresentou baixo risco de viés e observou-se heterogeneidade nos dispositivos e parâmetros de aplicação. Foi observado que a TFBM melhorou a recuperação da fadiga (diferença média: 5,87; IC de 95% 3,83, 7,91). Não houve melhora na força: pico de torque (diferença média: 12,40; IC 95% -5,55, 30,55); teste de uma repetição máxima (diferença média: 39,97, IC 95% -2,44, 82,38); força isométrica e isocinética (diferença média: 2,77, IC 95% -14,90, 20,44) e também não houve melhora na capacidade funcional de curto prazo (diferença média: 0,67, IC 95% -0,58, 1,91) e longo prazo (diferença média: 18,44, IC 95% - 55,65, 92,54). Artigo 2 - Diferenças significativas foram observadas entre os grupos ao longo do tempo para o ICIQ-SF (p=0,02), o FSFI (p=0,002) e as suas subescalas: excitação (p=0,01), lubrificação (p<0,001), orgasmo (p=0,04) e satisfação (p=0,007). Os resultados finais da manometria mostraram diferenças significativas entre os grupos: GTMAP + FBM ativa e GTMAP + FBM sham (diferença média 3,71; IC: 0,02, 7,40; d: 0,28) e GTMAP + FBM sham versus GTMAP isolado (diferença média: -1,05; IC: -2,06, -0,04; d: 0,07). Conclusão: Artigo 1 - A TFBM é um recurso que pode ajudar favorecer a recuperação da fadiga em indivíduos saudáveis, no entanto, não há evidências que sustente que o uso da FBM pode potencializar força e melhorar capacidade funcional em curto e longo prazo. Artigo 2 - O tratamento com FBM ativa combinado com o TMAP teve uma tendência superior em direção à melhora da função sexual, função urinária e QV em mulheres com SGM. Embora a FBM tenha um potencial terapêutico relevante, sua integração na prática convencional permanece cautelosa devido à necessidade de mais pesquisas para estabelecer diretrizes padronizadas para estabelecer eficácia a longo prazo.
  • Tese
    Densidade mineral óssea e composição corporal em indivíduos com e sem Diabetes Mellitus tipo 2
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-12-09) Carlos, Adriana Guedes; Gazzola, Juliana Maria; https://orcid.org/0000-0002-9333-1831; http://lattes.cnpq.br/5826842469212021; http://lattes.cnpq.br/3535930893926687; Sousa, André Gustavo Pires de; http://lattes.cnpq.br/7508340761996478; Farias, Catharinne Angélica Carvalho de; Macedo, Sabrina Gabrielle Gomes Fernandes; Dias, Vanessa da Nóbrega
    Introdução: O Diabetes Mellitus (DM) é considerado um problema de saúde pública. Estima-se que 90 a 95% dos casos de DM são do tipo 2, com maior presença nos países em desenvolvimento. O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) evoluiu a partir de rápidas mudanças culturais, econômicas e sociais. Muitas pessoas com DM2 são obesas ou estão com sobrepeso. O aumento da inatividade física e do número de doenças resulta em uma perda substancial da Densidade Mineral Óssea (DMO), enquanto que a gordura corporal é preservada ou aumentada. Com a epidemia da obesidade mundial, espera-se baixa DMO e um aumento do DM nos próximos anos. Diante deste contexto, a mensuração de variáveis relacionadas a DMO e da composição corporal e seu estudo são essenciais no manejo desses distúrbios, além das intervenções voltadas em busca de DMO adequada, que podem ajudar no controle do DM2. Objetivos:Manuscrito1- avaliar a validade discriminativa e a acurácia diagnóstica da gordura ginóide (%) através do Dualenergy X-ray absorptiometry (DEXA) na Composição Corporal (CC) entre mulheres com e sem DM2; Manuscrito 2 - avaliar indivíduos com e sem DM2 em relação a DMO e as variáveis sociodemográficas, clínicas, funcionais e laboratoriais. Métodos: Manuscrito 1 - trata-se de um estudo metodológico de validade discriminativa e acurácia diagnóstica da CC na gordura ginóide (%) avaliado através do DEXA, foi seguido o Consensus-based Standards for the Selection of Health Measurement Instruments (COSMIN) e o Standardsfor Reporting Diagnostic AccuracyStudies (STARD). Em relação às análises estatísticas, as variáveis foram comparadas entre os grupos com e sem DM2 por meio dos testes Qui-quadrado ou Exato de Fisher e por meio do teste T-Student ou Mann- Whitney. A análise de proporções de uma amostra (grupo com DM2) foi realizada pelo teste Binomial. Foi calculado o tamanhode efeito pelo coeficientede correlação rank-biserial(r). Para a acurácia diagnóstica foi realizada a Receiver Operating Characteristic curve (ROC curve) e foram calculados os valores preditivos positivo e negativo. Manuscrito 2 -o estudo foi caracterizado como observacional analítico de caráter transversal, a DMO foi avaliada atravésdo DEXA. Em relação às análises estatísticas, as variáveis foram comparadas entre os grupos com e sem DM2 por meio dos testes t não pareado e de Mann-Whitney. O tamanho de efeito utilizado parao teste t não pareado foi o d de Cohen, já o tamanho de efeito calculado para o teste de Mann- Whitney foi o coeficiente de correlação rank-biserial. Para avaliar a associação entre a variável dependente e as variáveis categóricas foi utilizado o teste de qui-quadrado ou teste exato de Fisher. O tamanho de efeito calculado foi o coeficiente Phi e V de Cramer. Em ambos os manuscritos, os indivíduos avaliados tinham idade mínima de 40 e máxima de 85 anos, com e sem diagnóstico de DM2. Os instrumentos aplicados foram: questionário de caracterização clínica, cognição (Mini-Mental State Exam); atividade física (International Physical Activity Questionnaire); e força de preensão palmar (dinamômetro). Resultados: Manuscrito 1 - Umtotal de 130 mulheres foi avaliado, das quais 60 (46,2%) apresentaram diagnóstico clínico de DM2. Na comparação entre grupos, a porcentagem de gordura ginóide apresentou diferença estatisticamente significativa (U = 1484; p = 0,004). O tamanho de efeito encontrado foi 0,25.Foi identificado um ponto de corte ≤ 47,90%; a gordura ginóide mostrou uma boa sensibilidade (81,67%), no entanto, baixa especificidade (47,14%), com taxas de falsos positivos ocasionais e acuráciamoderada. Manuscrito 2-Ao todo,168 indivíduos foram avaliados, sendo 83com DM2 e 85 sem DM2. No grupo dos indivíduos sem DM2, houve diferença significativa da idade entre aqueles com DMO normal e baixa (t = -2,10; diferença das médias = -5,43; p = 0,039;) com tamanho de efeito (TDE) igual a 0,59. No grupo com DM2, houve associação significativa forte entre DMO e queixa de dor em membros inferiores (MMII) (p = 0,033 e TDE = 0,23), sendo maior a frequência de indivíduos com queixa de dor em MMII e DMO normal. Conclusão: Manuscrito 1 - A gordura ginóide (%), avaliada pelo DEXA, discrimina corretamente mulheres com e sem DM2. Apresenta uma boa precisão diagnóstica para detectar DM2 em mulheres, especialmente ao utilizar o ponto de corte de ≤ 47,90%, sendo mais eficaz na identificação de verdadeiros negativos (mulheres sem DM2). Manuscrito 2 - Existe uma associação entre o aumento da idade com a baixa DMO no grupo sem DM2 e a queixa de dornos MMII está associada a uma DMO normal no grupo com DM2.
  • Tese
    Carga alostática e desempenho físico em idosos: análise transversal da coorte IMIAS - International Mobility in Aging Study (IMIAS)
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-10-09) Germano, Matheus Lucena; Guerra, Ricardo Oliveira; https://orcid.org/0000-0003-3824-3713; http://lattes.cnpq.br/4265185619165890; http://lattes.cnpq.br/3933264716237574; Sousa, Ana Carolina Patrício de Albuquerque; Gomes, Cristiano dos Santos; Barbosa, Juliana Fernandes de Souza; Macedo, Sabrina Gabrielle Gomes Fernandes
    INTRODUÇÃO: A Carga Alostática (CA) reflete o impacto acumulativo do estresse crônico no organismo, sendo um importante indicador de adaptação fisiológica a adversidades ao longo da vida. Em pessoas idosas, a CA está associada a uma maior vulnerabilidade a condições crônicas, déficits cognitivos e sintomas depressivos. O desempenho físico pode também estar ligado a níveis elevados de CA, o que pode influenciar diretamente a qualidade de vida e a saúde funcional dessa população. OBJETIVO: avaliar a associação entre a Carga CA e os escores de desempenho físico e a mediação da CA sobre o SPPB em idosos canadenses e da américa latina do Estudo International Mobility in Aging Study (IMIAS). MÉTODOS: Esta tese compreende um estudo analítico transversal com dados de 1101 participantes de três países (Canadá, Brasil e Colômbia), com idade acima de 65 anos. Os dados foram coletados do estudo IMIAS, nas coletas realizadas em 2012, entretanto os dados do score do Short Physical Performance Battery – SPPB de 2016, foram utilizados na realização de uma análise de mediação, caracterizando uma análise longitudinal. Na análise de regressão linear múltipla foram desenvolvidos três modelos com o SPPB sendo a variável dependente em todos. As seguintes variáveis foram utilizadas na elaboração do modelo como variáveis independentes: idade, anos de estudo, localidade, percepção de renda, condições crônicas (Women’s Health on Aging Study), sintomatologia depressiva (CES-D) e função cognitiva (PCL) para estimar a associação independente entre o índice de CA e o desempenho físico medidos pelo escores da Short Physical Performance Battery (SPPB). Posteriormente foi realizada uma análise de mediação para examinar os efeitos totais, diretos e indiretos da CA nos escores do SPPB. RESULTADOS: O desempenho físico e a CA apresentaram correlação inversa, evidenciando que os valores mais altos da CA podem influenciar negativamente os scores do desempenho físico, ou seja, o maior nível de CA está associado a um pior desempenho físico (β: -0,234, Std: 0,033, p-valor: <0,001). Além disso, o efeito indireto das condições crônicas foi evidenciado entre a CA e o SPPB, por meio da análise de mediação, demonstrando que o número de condições crônicas explica o efeito da CA sobre o SPPB. CONCLUSÃO: O estudo demonstrou que o aumento dos níveis de CA está associado a um desempenho físico precário em pessoas idosas de diferentes perfis socioeconômicos de envelhecimento. A CA exerce um papel mediador entre as condições crônicas, sintomas depressivos, estado cognitivo e desempenho físico, com o nível socioeconômico também influenciando essa relação.
  • Tese
    Capacidade intrinseca e incapacidade funcional em idosos: influências das diferenças de gênero, biomarcadores e fatores socioeconômicos
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-12-19) Corrêa, Luana Caroline de Assunção Cortez; Guerra, Ricardo Oliveira; https://orcid.org/0000-0003-3824-3713; http://lattes.cnpq.br/4265185619165890; https://orcid.org/0000-0002-8188-1887; http://lattes.cnpq.br/5810642050413733; Sousa, Ana Carolina Patrício de Albuquerque; Fittipaldi, Etiene Oliveira da Silva; Pinto, Juliana Martins; Câmara, Saionara Maria Aires da
    INTRODUÇÃO: As diferenças de gênero na Capacidade Intrínseca (CI) e no processo de incapacidade funcional ainda não são completamente compreendidas, dificultando a formulação de intervenções eficazes para o envelhecimento saudável. A literatura sugere que fatores biológicos, socioeconômicos e de saúde influenciam a CI, mas a forma como esses fatores interagem entre si e afetam homens e mulheres de maneira diferenciada permanece incerta. Além disso, a relação entre biomarcadores inflamatórios e neurodegenerativos e a CI ao longo do tempo não foi amplamente explorada, limitando o entendimento sobre marcadores precoces de declínio funcional. O impacto do status socioeconômico na incapacidade funcional, particularmente na frequência de participação em atividades diárias e nas limitações percebidas, também carece de investigações mais detalhadas, especialmente considerando contextos multiculturais. OBJETIVOS: A presente tese é composta por três artigos. #Artigo 01visou estimar os níveis de CI em uma amostra de idosos residentes na comunidade, e identificar os fatores associados à diminuição da CI em ambos os gêneros. O #Artigo 02 investigou se as associações transversais e longitudinais entre biomarcadores sanguíneos relacionados à inflamação e à neurodegeneração com CI diferem de acordo com o sexo. E por fim, o #Artigo 03 teve por objetivo determinar se as associações entre o status socioeconômico e a incapacidade tardia diferem por gênero em uma amostra multicultural. MÉTODOS: O #Atigo 01 e #Artigo 03 utilizaram dados transversais da terceira onda de avaliação do International Mobility and Aging Study (IMIAS), coletados em 2016. Especificamente, o #Atigo 01 analisou dados de 1.484 idosos. Com base em uma metodologia reflexiva, quatro funções foram selecionadas na base de dados do IMIAS para avaliar os domínios da CI: i. Locomoção (Short Physical Performance Battery), ii. Cognição (Leganes Cognitive Test), iii. Vitalidade (Força de Prensão Manual) e iv. Bem-estar psicológico (Center for Epidemiologic Studies Depression). Um escore composto de CI foi calculado (variando de 0 a 100; quanto maior, melhor). Fatores socioeconômicos e relacionados à saúde incluíram: idade, estado civil (solteiro, casado, divorciado/viúvo), nível educacional (baixo, médio e alto), suficiência de renda (não/não muito bem, razoavelmente, muito bem), ocupação (manual e não-manual), número de doenças crônicas (≤ 1, 2 – 3 e ≥ 4), índice de massa corpórea (abaixo do peso/peso normal, sobrepeso, obesidade), e histórico de quedas no último ano (sim e não). Análises de regressão linear múltipla foram utilizadas para investigar os fatores associados a redução da CI em ambos os gêneros. O #Artigo 03 avaliou a incapacidade tardia de 1.362 idosos por meio do componente de incapacidade (frequência e limitação) do Late-Life Function Disability Instrument (LLFDI). O status socioeconômico foi coletado por meio de autorrelato através das variáveis: i. nível de educação (ensino fundamental, ensino médio, ensino superior), ii. suficiência de renda (não/não muito bem, razoavelmente, muito bem) e iii. ocupação (manual e não-manual). Modelos de regressão linear múltipla foram utilizados para examinar as associações específicas de gênero entre incapacidade tardia (subescalas de frequência e limitação) e SES. Por fim, o #Artigo 02 utilizou dados longitudinais de 1.117 idosos provenientes do Multidomain Alzheimer Preventive Tiral (MAPT). Os domínios da CI foram operacionalizados utilizando as seguintes funções: i. Cognição (MiniMental State Examination), ii. Locomoção (Short Physical Performance Battery), iii. Vitalidade (Força de Prensão Manual) e iv. Bem-estar psicológico (Geriatric Depression Scale), cada um escalonado de 0 (pior CI possível) a 100 (melhor CI possível). Os biomarcadores relacionados à inflamação e à neurodegeneração incluíram: i. Interleucina 6 (IL-6, pg/mL), ii. Fator de Diferenciação de Crescimento 15 (GDF15, pg/mL), iii. Receptor 1 do Fator de Necrose Tumoral (TNFR1, pg/mL), iv. Cadeia Leve de Neurofilamento (NfL, pg/mL), v. Progranulina (PGRN, ng/mL) e vi. proteína Beta-Amiloide (Aβ42/40). Modelos lineares mistos foram realizados para examinar se o sexo modificou a associação transversal e longitudinal entre os biomarcadores e a CI. RESULTADOS: Os resultados do #Artigo 01 indicaram que as mulheres apresentaram escores de CI significativamente mais baixos em comparação aos homens (M = 77,43; DP = 9,06 vs. M = 72,26; DP = 9,31; p < 0,001). Idade, locais de estudo, estado civil, múltiplas condições crônicas e histórico de quedas foram negativamente associados aos escores de CI em ambos os gêneros. Além disso, renda insuficiente (B = - 2,130; p = 0,043) e obesidade (B = - 1,645; p = 0,039) foram negativamente associadas aos escores de CI em mulheres, enquanto o baixo nível educacional (B = - 2,124; p = 0,012) foi negativamente associado aos escores de CI nos homens. Para o #Artigo 02, nenhum efeito significativo de interação foi observado na linha de base. As análises longitudinais revelaram uma interação significativa entre sexo e IL-6 (p = 0,005), de modo que níveis mais elevados de IL-6 tendiam a estar associados a um declínio mais rápido no escore de CI para os homens (B = - 0,385; p = 0,055), mas não para as mulheres (B = 0,287; p = 0,041). No #Artigo 03, o baixo nível educacional (B = − 3,11; p < 0,001) e a ocupação manual (B = − 1,79; p < 0,05) foram associados a uma diminuição na frequência de participação para homens, enquanto a renda insuficiente (B = − 3,55; p < 0,01) e a ocupação manual (B = − 2,25; p < 0,01) desempenharam um papel negativo na frequência para mulheres. Tanto para homens (B = − 2,39; p < 0,05) quanto para mulheres (B = − 3,39; p < 0,01), a renda insuficiente foi o único fator associado a uma maior limitação percebida durante as tarefas diárias. CONCLUSÕES: As mulheres apresentaram escores de CI mais baixos em comparação aos homens. Idade, locais de estudo, múltiplas condições crônicas e histórico de quedas foram fatores associados à redução da CI em ambos os gêneros. O nível educacional parece influenciar particularmente a CI nos homens, enquanto a insuficiência de renda e a obesidade são fatores mais significativos para as mulheres. Esses achados ressaltam a necessidade de estratégias específicas de gênero para abordar os determinantes distintos da CI, visando promover um envelhecimento mais saudável. Entre todos os biomarcadores, apenas a IL-6 apresentou associações dependentes do sexo; estando associada a uma rápida diminuição na CI em homens, mas não em mulheres. Homens e mulheres apresentaram experiências diferentes de incapacidade na velhice. Para homens, a ocupação laboral anterior e o nível de estudos foram associados à uma diminuição na frequência de participação, enquanto para mulheres essa redução foi associada à percepção da renda e ocupação laboral anterior.
  • Tese
    Exercício isométrico versus isotônico no manejo da tendinopatia do manguito rotador - efeitos na dor, função, força e ativação muscular do ombro: ensaio clínico randomizado
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-11-18) Barros, Bianca Rodrigues da Silva; Sousa, Catarina de Oliveira; Silva, Rodrigo Scattone da; https://orcid.org/0000-0002-7973-188X; http://lattes.cnpq.br/9953273388451412; https://orcid.org/0000-0002-2818-3596; http://lattes.cnpq.br/5522647106933904; http://lattes.cnpq.br/7121988323027410; Kaminseki, Danilo Harudy; Barbosa, Germanna de Medeiros; Souza, Marcelo Cardoso de; Saccol, Michele Forgiarini
    Introdução: A tendinopatia do manguito rotador (MR) é uma desordem comum do ombro, cujo tratamento conservador, envolve principalmente programas de exercícios, como fortalecimento e alongamento de musculatura periescapular e de MR, exercícios de carga progressiva, e de ativação concêntrica e excêntrica. Já foi demonstrado que essas intervenções melhoram a dor e função do ombro. Embora os exercícios isométricos sejam amplamente estudados para o tratamento de tendinopatias de membros inferiores, sua aplicação na tendinopatia do MR ainda necessita de maior investigação. Objetivo: Comparar os efeitos do exercício isométrico versus isotônico na dor, na função e na força e ativação muscular do ombro em indivíduos com tendinopatia do MR. Materiais e métodos: Quarenta e sete indivíduos, de ambos os sexos, com tendinopatia unilateral no suprespinhal e/ou infraespinhal foram randomizados em dois grupos: isométrico (n=25; 42,4 ±11,6 anos; 26,3 ±3,2 kg/m2) e isotônico (n=22; 42,5 ±12,3 anos; 26,8 ±4,6 kg/m2). As avaliações ocorreram antes e após a primeira sessão de tratamento, e após seis semanas de intervenção. Os desfechos incluíram dor, função geral do ombro, força isométrica dos músculos envolvidos na elevação e rotação lateral (RL) e medial (RM) do ombro, além da atividade eletromiográfica dos músculos deltóide médio, infraespinhal, serrátil anterior e trapézio inferior durante os testes de força. Ambos os grupos realizaram um protocolo de alongamento e fortalecimento da musculatura periescapular e fortalecimento dos músculos do MR de acordo com o grupo alocado. As variáveis de desfecho foram apresentadas como média e desvio padrão e as diferenças entre e intra-grupos foram analisadas usando as Equações de Estimativas Generalizadas (GEE- Generalized Estimating Equations), adotando α < 5%. Resultados: Após seis semanas, ambos os grupos apresentaram melhora da dor e função de ombro, maior força dos músculos da RM e maior ativação muscular do infraespinal no teste de força de elevação do ombro. O grupo isométrico mostrou maior satisfação com o ombro, maior força dos músculos da RL e maior ativação de infraespinal no teste de força de RL. Conclusão: Tanto exercícios isométricos quanto isotônicos com carga progressiva são eficazes na redução da dor e na melhora da função em indivíduos com tendinopatia de MR. Exercícios isométricos, no entanto, resultaram em maior satisfação com o ombro e ganho superior de força dos músculos da RL, além de aumento na ativação do músculo infraespinhal.