Diferencial compensatório ou segmentação? Uma análise do mercado de trabalho brasileiro baseada no modelo de mudança endógena com cópulas

dc.contributor.advisorTrovão, Cassiano José Bezerra Marques
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/1173432616045632pt_BR
dc.contributor.authorMonteiro, Raphael Lopes
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/8701730129852515pt_BR
dc.contributor.referees1André, Diego de Maria
dc.contributor.referees1IDhttps://orcid.org/0000-0003-3142-8336pt_BR
dc.contributor.referees1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6480130040427049pt_BR
dc.contributor.referees2Maia, Alexandre Gori
dc.date.accessioned2024-09-09T19:50:40Z
dc.date.available2024-09-09T19:50:40Z
dc.date.issued2024-08-14
dc.description.abstractThis study investigates income disparities between formal and informal individuals using a recent methodology that provides robust results to assess whether there is evidence of labor market segmentation in Brazil or if there are compensating advantages that justify individuals preference for informal employment. Utilizing data from the Continuous PNAD (National Continuous Household Survey) of 2023 and an endogenous switching regression model with copulas, the study separately controls for selection bias among formal and informal workers and explores the Average Treatment Effect (ATE). Additionally, the estimates for 2023 were replicated for the years 2018 to 2022 to check for patterns over time. This enables an analysis of potential monetary and non-monetary compensating differences between formal and informal individuals in the country during this period. For formal and informal workers in the public sector, private sector, and domestic services, the selection bias analysis provides evidence favorable to the existence of a negative compensating differential in formal work, indicating that this group tends to accept a reduction in net income in exchange for labor benefits. Furthermore, after controlling for observed and unobserved characteristics, the ATE reveals that informal individuals still earn, on average, 6.56% less. This suggests that, beyond the absence of labor rights, informal workers in the public, private, and domestic sectors tend to face monetary penalties, indicating the existence of market segmentation for this subset of workers. In contrast, for the self-employed individuals and employers, selection bias is the main factor explaining the income disparity, indicating that individual characteristics account for a significant portion of the income difference. When controlling for both observable and unobservable characteristics, the Average Treatment Effect (ATE) reveals that informal self-employed individuals or employers earn, on average, 1.85% more than formal individuals. However, this result should be interpreted with caution, since the confidence interval is not statistically significant, suggesting that the impact of informality in this group is more uncertain or nonexistent. Additionally, the analysis of data from previous years (2018-2022) reveals that the income of informal self-employed individuals and employers tends to be more sensitive during years of low economic dynamism, suggesting greater instability for this group. In summary, the study demonstrates that informality in Brazil is associated with a penalty in labor income for those employed in the public sector, private sector, and domestic services, while for employers and self-employed individuals, a slight advantage can be observed for informal individuals, although they appear more vulnerable to economic fluctuations. Overall, the separate analysis of selection bias and the average treatment effect contributes to a deeper understanding of income disparities and informs the formulation of public policies aimed at reducing informality and income inequalities in the labor market.pt_BR
dc.description.resumoEste estudo investiga as disparidades de renda entre ocupados formais e informais com base em uma metodologia recente que possibilita resultados robustos para avaliar se há evidências de segmentação no mercado de trabalho brasileiro ou se existem vantagens compensatórias que justifiquem uma preferência do trabalhador pela ocupação informal. Utilizando dados da PNAD Contínua de 2023 e um modelo de regressão de mudança endógena com cópulas, o estudo controla o viés de seleção separadamente entre os ocupados formais e informais, além de explorar o Efeito de Tratamento Médio (Average Treatment Effect - ATE). Além disso, as estimativas realizada para o ano de 2023 foram replicadas para os anos de 2018 a 2022, com o intuito de verificar a existência de um padrão ao longo do tempo. Isso possibilita uma analise das possíveis diferenças compensatórias monetárias e não monetárias para os ocupados formais e informais no país nesse período. Para os formais e os informais nos setores público, privado e nos serviços domésticos, a análise do viés de seleção apresenta evidências favoráveis à existência de um diferencial compensatório negativo no trabalho formal, indicando que este grupo tende a aceitar uma redução na renda em troca de benefícios trabalhistas. Além disso, após controlar as características observadas e não observadas, o ATE revela que os informais ainda recebem, em média, 6,56% a menos. Isso sugere que, além da ausência de direitos trabalhistas, os informais nos setores público, privado e doméstico tendem a ter uma penalização monetária, o que indica a existência de segmentação de mercado para essa parcela dos ocupados. Já para os ocupados por conta própria e empregadores, o viés de seleção é um fator crucial na diferença de remuneração, indicando que as características individuais explicam grande parte da disparidade de renda do trabalho. Quando controladas as características observáveis e não observáveis, o ATE revela que os ocupados informais por conta própria ou empregadores recebem, em média, 1,85% a mais do que os formais, mas esse resultado deve ser interpretado com cautela dado que o intervalo de confiança não é estatisticamente significativo, sugerindo que o impacto da informalidade nesse grupo é mais incerto ou inexistente. Ademais, a análise de dados de anos anteriores (2018-2022) revela que a renda dos ocupados informais por conta própria e empregadores tende a ser mais sensível em anos de baixo dinamismo da atividade econômica, sugerindo maior instabilidade para esse grupo. Em síntese, o estudo demonstra que a informalidade no Brasil está associada a uma penalização na renda do trabalho para aqueles que se encontram empregados no setor público, privado e nos serviços domésticos, enquanto que para os empregadores e ocupados por conta própria pode ser observado uma leve vantagem para os informais, ainda que esses se mostrem mais vulneráveis às oscilações econômicas. De forma geral, a análise separada do viés de seleção e do efeito de tratamento médio contribuem para uma compreensão mais profunda das disparidades de renda e possibilita a orientação na formulação de políticas públicas para reduzir a informalidade e as desigualdades de renda no mercado de trabalho.pt_BR
dc.identifier.citationMONTEIRO, Raphael Lopes. Diferencial compensatório ou segmentação? Uma análise do mercado de trabalho brasileiro baseada no modelo de mudança endógena com cópulas. Orientador: Dr. Cassiano José Bezerra Marques Trovão. 2024. 92f. Dissertação (Mestrado em Economia) - Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2024.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/60075
dc.languagept_BRpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Rio Grande do Nortept_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.initialsUFRNpt_BR
dc.publisher.programPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIApt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectInformalidadept_BR
dc.subjectMercado de trabalhopt_BR
dc.subjectViés de seleçãopt_BR
dc.subjectDiferenças compensatóriaspt_BR
dc.subjectSegmentaçãopt_BR
dc.subjectRegressão com mudança endógenapt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIApt_BR
dc.titleDiferencial compensatório ou segmentação? Uma análise do mercado de trabalho brasileiro baseada no modelo de mudança endógena com cópulaspt_BR
dc.typemasterThesispt_BR

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